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segunda-feira, 4 de novembro de 2024

"Achei que estivesse doente, mas era a gravidez da minha esposa": Por que alguns homens desenvolvem sintomas de gestação?

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Enjoos, tonturas e até ganho de peso: a chamada "gravidez solidária" desafia futuros pais com sintomas típicos da gestação


A paternidade pode surpreender de formas inusitadas, incluindo sintomas físicos inesperados. A chamada Síndrome de Couvade, ou “gravidez solidária”, faz com que futuros pais desenvolvam enjoos, tonturas e até ganhem peso, em um reflexo físico do envolvimento emocional com a gestação de suas parceiras.

Segundo a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, a Síndrome de Couvade não é considerada um transtorno mental, mas uma resposta emocional que se manifesta fisicamente. "Embora a prevalência não seja alta, cada vez mais casos são observados entre pais modernos, que vivenciam intensamente a experiência da gravidez junto das parceiras"

Um pai de primeira viagem, que prefere não se identificar, descreve a surpresa que sentiu ao vivenciar esses sintomas:

“Passei por tonturas, enjoos, falta de equilíbrio e até azia. Fui ao médico, e ninguém sabia o que eu tinha. Era Síndrome de Couvade, nem sabia que isso era possível. O mais difícil é que, em vez de apoiá-la, sinto que ela acaba tendo que cuidar de mim também”


Depressão perinatal paterna

Pesquisas realizadas pela American Journal of Men's Health em 2020 mostram que cerca de 10% dos homens podem sofrer também de depressão pós-parto, especialmente quando suas parceiras também apresentam a condição.

“Há poucos anos, a ciência começou a investigar se o homem poderia, durante a gestação e pós-parto das suas parceiras, apresentar sintomas de depressão. Essa condição é uma realidade que precisa ser mais discutida. Identificar e tratar esses sintomas é fundamental para o bem-estar de toda a família”, alerta a cientista.


Pré-natal para os pais 

O pré-natal do pai, então, é essencial para garantir que ele esteja preparado emocionalmente para a chegada do bebê. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou em 2020 a necessidade urgente de mais pesquisas para explorar a ansiedade, o estresse e outras alterações emocionais significativas nos homens durante o período perinatal. 

“Assim como existe o pré-natal da mãe, há também o pré-natal do pai. Esse pré-natal é um direito e há, inclusive, recomendações de como realizá-lo com material da própria Secretaria de Saúde”, aponta a psicóloga perinatal. 


Como os pais podem enfrentar essa condição? 

Para homens que experimentam sintomas de Síndrome de Couvade ou depressão pós-parto, Rafaela Schiavo sugere as seguintes dicas: 

  • Procure apoio psicológico: Entender e tratar esses sintomas é fundamental;
  • Participe do pré-natal: O pré-natal do pai é uma ótima maneira de se preparar emocionalmente; 
  • Comunique-se com sua parceira: Uma conversa aberta pode aliviar o estresse; 
  • Busque redes de apoio: Conversar com outros pais que passaram por situações semelhantes pode ajudar. 

“Qualquer pessoa que estiver nessa transição precisa de avaliação psicológica para verificar seu estado emocional. Há altas chances de uma parcela significativa dessa população necessitar de apoio devido aos efeitos emocionais dessa fase”, conclui a especialista.


Novembro Azul: câncer de próstata é segundo mais incidente no Pará

A doença tem cura e exames de rastreamento aumentam as chances


O câncer de próstata é o segundo mais incidente em homens, no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, segundo o Instituto nacional do Câncer (Inca). No Pará, a doença é a segunda mais incidente entre todos os gêneros após o câncer de mama.

 

A pesquisa Estimativa 2023 - Incidência de Câncer no Brasil, feita pelo Inca, aponta que o estado do Pará deve ter mais de 34 mil novos casos do câncer entre 2023 e 2025.

 

Djunior Mota, clínico geral da Clínica Censo, em Parauapebas (PA), traz um alerta, indicando que boa parte dos fatores de risco para a doença não são evitáveis.

 

“O envelhecimento e a herança genética são fatores de risco não evitáveis para o desenvolvimento do câncer de próstata. Por isso, homens a partir dos 40 anos devem fazer, os exames anuais que ajudam a rastrear, diagnosticar e monitorar o câncer, como o PSA (Antígeno Prostático Específico)”, explica.

 

Pensando nisso, “em apoio à campanha Novembro Azul, durante todo o mês, qualquer pessoa que quiser fazer o exame de PSA terá 15% de desconto”, aponta Cristiane Uyeno, diretora da Clínica Censo.

 

Quem quiser fazer o exame, pode ir até a Clínica Censo no intervalo entre 6h30 e 17h, de segunda a sexta. O agendamento pode ser feito pelo telefone: (94)99255-5249.

 

Além dos exames de rastreamento, também é importante estar atento ao cuidado diário da saúde. Manter hábitos alimentares balanceados e uma rotina de atividades físicas ajudam a evitar o sobrepeso e obesidade, outro fator de risco para o câncer de próstata.


 

Câncer de próstata tem cura

 

Os exames são essenciais e as estatísticas não mentem: estima-se que 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados apenas pelo exame de toque retal, segundo o Ministério da Saúde.

 

Nesse sentido, Djunior reforça que o diagnóstico precoce é a verdadeira chave para a cura do câncer. 


“Os exames não evitam que você tenha a doença, mas ajudam a tratar o mais cedo possível, aumentando as chances de cura em mais de 90%. Não deixe para amanhã. Cuide da sua saúde, agora”, indica o médico.


Hipersensibilidade a progestágenos: condição rara que exige mais atenção


·         Anafilaxia está entre as reações a progestágenos   

·         Dificuldade para engravidar faz parte dos impactos causados pela hipersensibilidade à progestágenos  

                                  #congressoalergia2024 

 

A hipersensibilidade a progestágenos (que engloba tanto a progesterona endógena quanto a sintética), uma condição rara e pouco conhecida, está ganhando atenção no campo da saúde feminina. Essa doença heterogênea que se caracteriza por manifestações dermatológicas, broncoespasmo e até anafilaxia, impacta significativamente a qualidade de vida e o desejo de engravidar. Antes conhecida como dermatite autoimune, hoje é denominada hipersensibilidade a progestágenos descrevendo melhor seus mecanismos e o envolvimento extracutâneo.  

 

Os progestágenos incluem a progesterona endógena, produzida pelo corpo lúteo na 2ª fase do ciclo menstrual ou gestação, e a progesterona sintética, presente em contraceptivos orais, dispositivos intrauterinos e contracepção de emergência. Recentemente, um aumento do número de casos tem sido visto relacionados à fertilização in vitro, quando altas doses de progesterona sintética são necessárias para suporte inicial à gravidez 

 

A Dra. Maria Inês Perelló Lopes Ferreira, palestrante que dará aula sobre o tema no 51º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, de 14 a 17 de novembro, em Salvador, explica que o diagnóstico pode ser feito por meio de testes in vivo (testes cutâneos ou testes de provocação) ou in vitro, porém esses testes não são padronizados e a investigação depende do tipo de manifestação clínica que a paciente apresentou. 

 

“A incidência e prevalência da hipersensibilidade a progestágenos são desconhecidas, mas é considerada uma doença rara e o tratamento se baseia em diferentes maneiras de suprimir a ovulação, uso de anti-histamínicos corticosteroides e/ou omalizumabe. A dessensibilização com progestágenos pode ser utilizada como abordagem para tolerância à fertilização e/ou controle dos sintomas”, detalha a especialista. 

 

Realizado pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), o 51º Congresso contará com simpósios, conferências, sessões Pró e Contra, Arena Científica, onde serão discutidos casos clínicos de Alergia e Imunodeficiências, e o "The Flash", projetado para promover debates dinâmicos e interativos, no modelo das redes sociais. 

 

Também estão na programação temas como “Novas Vacinas e as Doenças Imunoalérgicas”, “Novas Ferramentas Diagnósticas”, “Expossoma e Doenças Alérgicas”, “O Uso da Inteligência Artificial em Alergia”, “Triagem Neonatal para Erros Inatos da Imunidade Alterada”, “Os Desafios da Dermatite Atópica” e o “Fórum SUS”, que discutirá a adrenalina autoinjetável no Brasil e as perspectivas para alergia e imunologia na atenção primária. 

 

51º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia 

Data: 14 a 17 de novembro de 2024 

Local: Centro de Convenções Salvador (Bahia) 

Inscrições: https://www.congressoalergiaasbai.com.br/site/alergia2024/inscricoes 


Sobre o Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia: Realizado há 51 anos, o evento anual reúne especialistas de todo o mundo para discutir os avanços na pesquisa e prática clínica em Alergia e Imunologia. Com uma programação abrangente e inovadora, o congresso é uma plataforma essencial para a troca de conhecimento e experiências entre especialistas de diversas áreas que fazem interseção com a Alergia e Imunologia, tais como anestesiologia, dermatologia, gastroenterologia, geriatria, oftalmologia, otorrinolaringologia, pediatria e pneumologia.  





ASBAI: A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
Site: www.asbai.org.br
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Novembro Azul: menos de 40% dos homens com mais de 50 anos realizou exames de próstata em 2023, aponta estudo


Segundo pesquisas, menos da metade dos homens têm realizado cuidados regulares, mesmo com alta taxa de mortalidade da doença. O urologista Dr. Samuel Juncal explica a importância do diagnóstico precoce.

 

Mês dedicado à saúde do homem, o Novembro Azul é uma campanha mundial de conscientização acerca do câncer de próstata,  o segundo tipo de câncer que mais acomete os homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A iniciativa tem grande valor social, principalmente devido a baixa adesão da população masculina. Em 2023, menos de 40% dos homens com mais de 50 anos realizaram exames de próstata. O estudo é da farmacêutica Apsen em parceria com as seccionais da Sociedade Brasileira de Urologia no Rio de Janeiro e em São Paulo.

 

Além disso, segundo um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 46% dos homens acima dos 40 anos vão ao médico somente quando apresentam algum sintoma. Os dados são alarmantes, demonstrando como os homens não têm se cuidado devidamente e nem feito exames regulares, fator que tende a ser um diferencial para a descoberta da doença.

 

Segundo o médico urologista, Dr. Samuel Juncal, o câncer de próstata pode ser assintomático na fase inicial e quanto mais cedo o diagnóstico, maior as chances de cura, ou seja, campanhas como o Novembro Azul são essenciais, principalmente no que tange a conscientização da realização de exames. “É muito importante que a população masculina busque se cuidar de maneira regular, Quando falamos de exames relacionados à próstata, além do toque, há também o teste de PSA, Antígeno Prostático Específico, que aumenta as chances de detecção precoce”, destaca.

No Brasil, a estimativa para o triênio de 2023 a 2025 aponta que o câncer de próstata deve representar 10,2% do total de casos no país. Os dados são do estudo “Estimativa | 2023 - Incidência de Câncer no Brasil”, do Ministério da Saúde junto ao Instituto Nacional de Câncer (INCA).

O especialista em urologia explica que fazer exames de maneira regular, principalmente após os 45 anos é essencial para a detecção precoce da doença. “Como o câncer de próstata pode se desenvolver inicialmente de forma assintomática, é fundamental um rastreamento regular. Muitos homens podem não perceber que têm a doença até que ela se torne mais grave, reduzindo as chances de um tratamento bem-sucedido. Portanto, a conscientização e a busca ativa por exames são essenciais para a detecção precoce e, consequentemente, para um tratamento bem-sucedido”.

Por vezes, o tratamento da condição exige a realização de cirurgia. Nesse contexto, tecnologia para auxiliar procedimentos têm sido cada vez mais importantes, possibilitando a realização de cirurgias complexas de forma mais precisa e com recuperação mais rápida dos pacientes.

Com Fellowship clínico em cirurgia laparoscópica e robótica pela Universidade de Heidelberg, Alemanha, o Dr. Samuel Juncal, reforça que a tecnologia abre novas possibilidades para a medicina, melhorando a qualidade do serviço e o tempo de recuperação dos pacientes. “A utilização de braços robóticos nas cirurgias urológicas permite uma visão tridimensional e ampliada da área. Com pequenas incisões, a cirurgia robótica resulta em menos dor, menor sangramento e tempo de recuperação mais curto", pondera o médico. "Muitos homens não sabem como as cirurgias robóticas têm diminuído os efeitos colaterais de uma cirurgia. Essa informação é relevante, até para fazê-los perder o medo de se cuidar", conclui. 

 

Samuel Juncal - Coordenador do Serviço de Urologia do Hospital Aliança Rede D'or, Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e pioneiro em cirurgia robótica na Bahia, com certificação desde 2013. Tem doutorado em urologia pela Universidade Federal de São Paulo e Universidade da Califórnia, Irvine (2016). Também possui Fellowship clínico em cirurgia laparoscópica e robótica pela Universidade de Heidelberg, Alemanha (2013) e Fellowship de pesquisa em cirurgia minimamente invasiva pela Universidade da Califórnia, Irvine (2013), é médico graduado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e possui um extenso currículo na área. Samuel é filho de um dos precursores da urologia na Bahia, Dr. Manoel Juncal Pazos e pai da Juju.



Além da próstata, a saúde mental do homem é foco do Novembro Az

Campanha alerta para a importância da saúde física e mental masculina, combatendo tabus e promovendo o cuidado integral

 

Neste mês, a campanha Novembro Azul destaca a importância da prevenção ao câncer de próstata e a conscientização sobre a saúde integral do homem. Embora esse seja o segundo tipo de câncer mais comum entre a população masculina no Brasil, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma, muitos ainda negligenciam os cuidados gerais com a saúde.


De cada dez homens, oito (83%) reconhecem que precisam cuidar mais da própria saúde, como aponta a pesquisa "A Saúde do Brasileiro", do Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com o QualiBest. Para além da próstata, o movimento também é um convite para abordar a saúde mental, um aspecto frequentemente deixado de lado por causa de estereótipos culturais e do machismo estrutural.


O câncer de próstata é uma das doenças mais preocupantes para a saúde masculina, especialmente em homens a partir dos 50 anos. Os principais fatores de risco são a idade e histórico familiar, além do sedentarismo, a má alimentação, o tabagismo e consumo excessivo de álcool.


Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) calculam cerca de 71,7 mil novos casos de câncer de próstata por ano no Brasil, para o triênio 2023-2025. Atualmente, essa é a segunda causa de óbito na população masculina, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares. Estima-se que um homem morra a cada 38 minutos devido à doença.


E por que, mesmo com dados tão alarmantes, eles ainda resistem em procurar um médico? De acordo com o Dr. Davi Voller Seishum Abe, urologista credenciado Omint, o mito mais comum é que o homem compromete sua virilidade ao fazer o exame de toque retal: “Infelizmente, isto é fruto do preconceito de décadas, e ainda hoje alguns homens perdem a vida por não procurarem médicos para consultas preventivas".


O diagnóstico precoce do câncer de próstata pode elevar a taxa de cura para 90%, sendo que em muitos casos os sintomas só aparecem em estágios avançados, tornando a prevenção ainda mais imprescindível. O Dr. Abe recomenda que homens com histórico familiar iniciem as consultas anuais preventivas aos 45 anos, enquanto aqueles sem fatores de risco podem começar aos 50.


“Ainda temos um longo caminho para vencer o preconceito e conscientizar os homens sobre a importância do autocuidado. Por meio de campanhas, operadoras de saúde e a sociedade em geral, podemos desafiar o tabu que faz com que muitos homens acreditem que doenças acometem apenas os outros”, reforça o médico.


Ele conta que atendeu um senhor agricultor bastante ativo, de mais de 90 anos, que sentiu uma dor na costela e, após algumas semanas, perdeu a força nas pernas e parou de andar. “Fui até o sítio em que este paciente morava. Ao final, detectamos um câncer de próstata avançado que se espalhou pela costela e pela coluna e, este na coluna, comprimiam a medula óssea, deixando-o paraplégico e com necessidade de sonda vesical, pois já não conseguia mais urinar”.


Apesar de a cura não ser mais possível, com radioterapia focal nas metástases da coluna e algumas medicações chamadas hormonioterapia, o paciente conseguiu voltar a caminhar com andador e a urinar sem sonda. “No dia em que isso ocorreu, ele chorava de alegria e emoção, e eu, junto, de satisfação”, lembra o especialista.


Além do câncer de próstata, o urologista destaca a importância de cuidar da saúde sexual, prevenir doenças como câncer de testículo e infecções urinárias, e acompanhar a saúde de maneira mais abrangente ao longo da vida. “O urologista tem um papel fundamental na vida do homem em várias fases, da infância à terceira idade”, afirma.


 

Saúde mental em foco


Para o Prof. Dr. Mario Louzã, psiquiatra credenciado Omint, a cultura de ‘homem não chora’ e outros estereótipos de gênero dificultam que eles busquem ajuda para problemas de saúde mental. A criação, desde jovens, muitas vezes envolve ideais de força e coragem, o que, embora valioso, acaba gerando barreiras para a busca de ajuda em situações de vulnerabilidade mental. “Os homens são educados desde a infância a acreditar que doença mental e emoções são sinais de fraqueza, o que os afasta da procura por apoio psiquiátrico ou psicológico, pois aceitar o diagnóstico ainda carrega um estigma de fragilidade. Esse é um preconceito muito arraigado na cultura”, explica.


O psiquiatra destaca que os transtornos mentais, como ansiedade e depressão, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos homens, afetando desde as atividades profissionais até os relacionamentos pessoais. “A promoção da saúde mental passa pela clareza da necessidade de se cuidarem, seja porque têm um transtorno mental diagnosticado e precisam tomar medicação, ou porque estão passando por uma fase de vida difícil”, afirma o Prof. Dr. Louzã.


Nos casos em que o câncer de próstata afeta a qualidade de vida, provocando, por exemplo, problemas de impotência e controle da urina, o acompanhamento psicológico e psiquiatrico pode ser decisivo. “É fundamental para que eles se mantenham equilibrados e não caiam em processos depressivos ou de autodepreciação”, pontua. O especialista também destaca a importância de desmistificar a ideia de que problemas mentais refletem falhas de caráter, ajudando a criar uma sociedade mais acolhedora e informada.


 

O papel da prevenção


Uma alimentação balanceada, a prática de atividade física e a realização de exames preventivos regularmente são essenciais para a prevenção de diversas doenças, incluindo o câncer de próstata. Além disso, é fundamental desconstruir os tabus e incentivar os homens a buscarem ajuda médica quando necessário.

 

O Novembro Azul é um momento importante para refletir sobre a saúde masculina e a importância de cuidar de si mesmo de forma integral. Para garantir uma vida longa e saudável, é preciso que os homens superem os preconceitos e busquem apoio integral, seja ele físico ou mental. Conversar sobre preocupações com a família, amigos ou profissionais de saúde, bem como pedir ajuda quando necessário, são passos fundamentais para cuidar da saúde de maneira completa e preventiva.

 

Omint


Por que colocar as crianças para fazer atividades físicas? Especialista explica

Ganho de massa muscular, metabolismo ativo e prevenção de doenças são alguns dos benefícios

 

Colocar as crianças para praticar exercícios físicos é tão importante quanto proporcionar uma boa educação e lazer, que tanto os pais prezam. A prática regular de atividades proporciona saúde a curto, médio e longo prazo, além de fortalecer ossos e músculos, melhorar o sistema cardiovascular e ajudar a manter um peso saudável, prevenindo doenças como obesidade, diabetes e hipertensão desde cedo.

Clarissa Rios, médica do esporte e CEO da DoctorFit, uma rede de estúdios de treinamento personalizados, explica que a massa muscular se desenvolve desde o nascimento e que bebês mais estimulados, têm melhores capacidades físicas com o passar dos anos e apresentam desenvolvimento da motricidade mais rápida. 

“Sabe aquelas crianças sapecas que estão sempre escalando por tudo, carregando as coisas de um lado para outro, andam de pés descalços, que fazem tudo correndo? Essas terão um metabolismo muscular diferenciado, sem dúvida”, diz a médica.

O cérebro tem a capacidade de guardar as informações desses estímulos precoces da infância e adolescência, criando em suas bases memórias de movimento, velocidade de contração e suporte nutricional necessário. Assim, com o passar dos anos cada vez mais nossas memórias musculares estarão estabelecidas e será mais fácil o desenvolvimento de outras habilidades, bem como, adaptar a massa muscular a diferentes estímulos, como a resistência aeróbica, força, potência, por exemplo. 

Diferente do que muitas pessoas acreditam, as crianças também podem fazer exercício de força: “Para cada faixa etária há uma forma de se treinar a capacidade muscular e estimular o ganho e resistência de força e potência. Claro que não precisamos colocá-los em uma sala de musculação tradicional, apesar de não haver problema em trabalhar com sobrecargas na infância e adolescência - essa história de que interfere no crescimento nunca foi comprovada -, mas acreditamos que o ideal é colocar atividades mais motivadoras e adaptadas para cada fase de desenvolvimento”, diz a CEO da DoctorFit.

A médica alerta que o ideal é já treinar as crianças ainda na barriga da mãe e principalmente após o nascimento, ou seja, não tem idade certa para começar, mas sim exercícios adaptados para cada fase da vida:

“Gestantes que fazem exercícios físicos durante a gestação comprovadamente terão filhos mais ativos, concentrados e motoramente mais capacitados. Após o nascimento, propomos a “Matroginástica”, uma forma de treinar da mãe com bebê que, por vezes, será realizada com o bebê dentro do sling e, em outros momentos, no colo ou no tatame. Essa periodização seguirá até os três anos de idade, quando a criança passará a treinar sozinha com os exercícios específicos para a fase de desenvolvimento motor em que se encontra”, explica Clarissa Rios. 

O treinamento de exercícios desde a infância são fundamentais para o controle metabólico do restante da vida e determinará a capacidade de adaptação aos movimentos e atividades na vida adulta. 

 

DoctorFit


Lipoaspiração reparadora ajuda a prevenir doenças graves e planos de saúde devem garantir a cobertura

Procedimento vai além da estética e ganha relevância como tratamento funcional


Embora seja conhecida como uma cirurgia estética, a lipoaspiração pode ser fundamental na saúde funcional de alguns pacientes. Quando o excesso de gordura localizada afeta a mobilidade ou eleva o risco de doenças, esse procedimento torna-se uma necessidade médica. Porém, a resistência de alguns planos de saúde em cobrir essas cirurgias tem gerado debates, especialmente sobre os impactos na qualidade de vida.

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que planos de saúde devem cobrir cirurgias plásticas reparadoras, quando necessárias para a saúde do paciente. A decisão do STJ destaca que a negativa de cobertura para essas cirurgias, como as realizadas após uma bariátrica, pode ser considerada abusiva, pois são indispensáveis para evitar complicações físicas e psicológicas.

Rodolfo Damasceno, especialista com uma década de atuação no setor, reforça a importância de compreender o caráter funcional dessas cirurgias. “Quando realizada em pacientes com problemas de mobilidade ou risco aumentado de doenças crônicas, a lipoaspiração não deve ser vista como mera estética. Ela é uma ferramenta importante para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas e, em muitos casos, para prevenir condições graves”, afirma.


A função além da estética

A lipoaspiração pode aliviar consideravelmente o desconforto de pacientes com acúmulos de gordura em áreas como abdômen e coxas. O excesso de tecido adiposo nessas regiões pode restringir os movimentos e causar dor crônica. Esse procedimento ajuda a aliviar dores relacionadas à pressão sobre articulações e nervos.

Segundo Damasceno, os planos de saúde precisam considerar esses fatores ao avaliar pedidos de cobertura. “A negativa por parte dos planos pode negligenciar o impacto funcional dessas cirurgias. Para muitos pacientes, o excesso de gordura afeta diretamente a capacidade de realizar atividades cotidianas. A cirurgia é reparadora e muitas vezes necessária”, explica.

Além do impacto físico, viver com limitações funcionais devido ao excesso de gordura pode afetar a saúde mental, causando problemas como ansiedade e baixa autoestima. A lipoaspiração, ao melhorar a função física, também traz benefícios psicológicos, aumentando a confiança e o bem-estar dos pacientes.


Decisões judiciais e a cobertura pelos planos

De acordo com a decisão do STJ, os planos de saúde não podem recusar a cobertura de cirurgias plásticas reparadoras quando há indicação médica clara de que elas impactam a saúde funcional do paciente. No entanto, entender os trâmites e etapas do processo de autorização é essencial. Cada operadora de saúde segue diretrizes específicas para aprovar ou negar um procedimento, e o conhecimento prévio desses detalhes pode ajudar médicos e pacientes a se prepararem melhor para o processo.

A falta de familiaridade com essas etapas pode aumentar as chances de negativas desnecessárias e atrasos na autorização. Recorrer a uma consultoria especializada pode agilizar o processo de liberação e até reduzir a possibilidade de recusa, já que esses profissionais estão preparados para lidar com as nuances de cada plano e defender o paciente perante a operadora.

Rodolfo Damasceno, pioneiro nesse setor, ressalta que o primeiro passo para quem está iniciando o processo de autorização de uma cirurgia reparadora é obter um laudo médico detalhado, explicando os impactos funcionais do procedimento. “Um laudo completo é essencial, destacando como a cirurgia vai além da estética e trazendo dados clínicos que justifiquem a necessidade. Isso ajuda a fortalecer o pedido junto à operadora”, recomenda. 

 



Rodolfo Damasceno - Empreendedor com uma década de atuação na área de saúde, Rodolfo possui ampla expertise em estratégias de autorizações cirúrgicas junto às operadoras de saúde. Destaca-se por sua significativa contribuição, destravando mais de 10 mil processos cirúrgicos em um período de 10 anos e auxiliando médicos cirurgiões em diversas especializações. Além de ser o criador do Método RD3x, um impulsionador para a qualidade de vida dos Médicos Cirurgiões que pode triplicar o número de cirurgias autorizadas, o especialista também criou o Método RD+, um processo de consultoria que auxilia diretamente os pacientes que buscam a realização de determinados procedimentos cirúrgicos.
Para mais informações, acesse o site ou pelo Instagram.

 

Dia Mundial do Diabetes: Nutricionista destaca cuidados essenciais com idoso

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O Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, traz a conscientização sobre o impacto do diabetes na vida das pessoas, em especial entre os idosos, que enfrentam desafios específicos para manter o controle glicêmico. A nutricionista Cecy Maria de Lima, Mestre e Doutora em Ciências da Saúde pela UFMG e agenciada da Padrão Enfermagem na unidade de Contagem em Minas Gerais, explica que o envelhecimento traz mudanças físicas e comportamentais que dificultam o controle da glicemia. “O uso de múltiplos medicamentos afeta a digestão e o paladar, além de somar-se à presença de outras doenças crônicas, à fragilidade física e à resistência a mudanças de hábitos", comenta.

Ela conta que o controle glicêmico na terceira idade exige uma abordagem individualizada, focada em equilibrar o controle do diabetes com a qualidade de vida do paciente. E por isso, o idoso que necessita de um cuidador em casa, precisa de um profissional que entenda sua rotina e hábitos. "É fundamental entender  o dia a dia do paciente para adaptar o plano alimentar de forma que ele não só controle o diabetes, mas também mantenha sua capacidade funcional e cognitiva, reduzindo o risco de hipoglicemia", explica.

A nutricionista ressalta que em uma rotina eficaz tanto para um cuidador profissional como para a família que acompanha o idoso, é importante o fracionamento das refeições em cinco a seis porções diárias, com porções moderadas e controle de carboidratos, é uma estratégia recomendada. “O cuidador desempenha um papel crucial, garantindo horários adequados de medicamentos e incentivando uma alimentação saudável. A socialização nas refeições, por exemplo, é uma forma de tornar o momento mais agradável, fixando horários e melhorando a adesão ao plano alimentar”, explica.

A conscientização sobre esses cuidados ressalta a necessidade de estratégias individualizadas para que idosos com diabetes vivam de forma plena e segura.




Padrão Enfermagem


Mais da metade dos profissionais levam marmitas: confira riscos à saúde e dicas para alimentação adequada na empres

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Levantamento de uma consultoria em foodservice, apontou que 53% dos empregados brasileiros levam marmita para o trabalho. Especialista explica os cuidados para evitar contaminações

 

Levar refeições preparadas de casa para o trabalho é uma prática comum entre muitos brasileiros, mas exige cuidados especiais com a conservação e a higiene dos alimentos. A saúde do trabalhador que leva marmita pode ser impactada por riscos associados à falta de higiene no transporte, aquecimento das refeições ou limpeza inadequada dos locais onde os alimentos são consumidos.

De acordo com levantamento de uma empresa de consultoria em foodservice, 53% dos empregados brasileiros levam marmita para o trabalho. Esse cenário mostra que um grande número de pessoas opta por levar comida ao ambiente corporativo, o que reforça a importância do compromisso de funcionários e empresas com a qualidade no manuseio dos alimentos.

Manter a higiene pessoal no preparo, cuidado no transporte e armazenamento adequado no local de trabalho é essencial para evitar contaminações. Para falar sobre esse cenário, o Dr. Marco Aurélio Bussacarini, fundador da Aventus, empresa especializada em Medicina e Segurança do Trabalho, dá dicas de como os funcionários devem se organizar no manuseio de suas marmitas. Confira:


1 - Higiene pessoal

Lave bem as mãos por 20 segundos, utilize utensílios limpos e prenda os cabelos. Separe alimentos crus dos cozidos e cozinhe itens como carnes e ovos a temperaturas adequadas (acima de 75°C) para garantir a eliminação de bactérias perigosas, como Salmonella e E. coli.


2 – Atenção com o armazenamento

Recomenda-se separar os alimentos crus dos cozidos durante o preparo e o armazenamento para evitar contaminação cruzada. Utilizar recipientes próprios para alimentos, que sejam livres de BPA (substância química cancerígena que é liberada por alguns plásticos ao serem aquecidos) e resistentes ao calor, evitando que liberem substâncias químicas nocivas ao serem aquecidos.


3 - Tenha cuidado no transporte da marmita

O transporte adequado das marmitas é essencial para manter a segurança dos alimentos até o momento do consumo. Use bolsas térmicas ou gelo reutilizável para garantir que os alimentos perecíveis permaneçam em temperaturas seguras (abaixo de 4°C), prevenindo a proliferação de bactérias.


4 - Verifique a qualidade dos alimentos na hora de comer

Antes de aquecer e consumir, os trabalhadores devem verificar a aparência, o odor e a textura dos alimentos. Qualquer sinal de alteração, como cheiro estranho ou mudança de cor, indica que o alimento pode não estar seguro para consumo.

Boas práticas que as empresas devem adotar para o cuidado com os funcionários que levam marmitas

Com o aumento do número de funcionários que optam por trazer marmitas, é essencial que as empresas ofereçam condições adequadas para o armazenamento dos alimentos, de preferência locais refrigerados (como geladeiras). 

A falta de micro-ondas limpos e a higiene inadequada de recipientes de água e café podem colocar a saúde dos colaboradores em risco. Confira algumas boas práticas que as empresas podem adotar, segundo o Dr. Marco Aurélio:


1 - Higienização dos espaços de alimentação

As áreas de alimentação, como refeitórios e cozinhas, devem ser limpas e desinfetadas diariamente para garantir um ambiente livre de contaminação. Superfícies como mesas, bancadas e pias devem ser higienizadas com produtos apropriados, como detergente neutro e álcool 70%, removendo germes e resíduos de alimentos. Os lixos devem ser esvaziados diariamente, e as lixeiras devem ser lavadas e desinfetadas semanalmente.


2 - Use panos e esponjas próprios

Tenha esponjas e panos exclusivos para a limpeza dos locais onde são feitas as refeições na empresa. Substitua-os com frequência, pois podem se tornar fontes de contaminação se não forem trocados regularmente.


3 - Manutenção e limpeza de equipamentos de aquecimento

Micro-ondas, fogões e áreas do banho-maria devem ser limpos diariamente, removendo restos de alimentos e evitando respingos que possam causar contaminação cruzada. É necessário também realizar manutenções periódicas para garantir que os equipamentos aqueçam os alimentos adequadamente (a uma temperatura mínima de 75°C).


4 - Conservação e armazenamento de alimentos

As geladeiras fornecidas para os colaboradores devem ser mantidas em temperatura segura (abaixo de 4°C) para preservar os alimentos perecíveis. A limpeza semanal da geladeira, removendo restos de alimentos e verificando itens esquecidos, é fundamental.


5 - Cuidados com a Disponibilização de Água Potável 

A empresa deve garantir a disponibilidade contínua de água potável, fresca e filtrada em locais acessíveis para todos os funcionários.

No caso de galões, a higienização deve ser feita sempre que um novo galão for inserido no bebedouro. Não deixe os galões de água esvaziados por longos períodos.

Realize verificações periódicas na qualidade da água e no estado dos filtros, trocando-os conforme a recomendação do fabricante para evitar acúmulo de sujeiras e impurezas.


6 - Higienização de Garrafas de Café

As garrafas de café devem ser lavadas diariamente após o uso para evitar o acúmulo de resíduos de café e a proliferação de bactérias. No caso das máquinas de café é necessário seguir as instruções do fabricante.


7 - Conscientização sobre locais de refeição

Comer na própria estação de trabalho, prática comum para economizar tempo, pode trazer riscos à saúde e à higiene do ambiente. As empresas devem promover a conscientização sobre a importância de fazer as refeições em locais adequados, como refeitórios. Campanhas de conscientização sobre alimentação saudável e a importância do descanso durante as refeições são estratégias eficazes para incentivar o uso das áreas de refeição.

É importante que as empresas ofereçam um espaço apropriado para que os funcionários façam suas refeições, em vez de comerem na mesa de trabalho. Essas medidas não só protegem a saúde física, como também promovem momentos de pausa e bem-estar, refletindo diretamente na produtividade.


Mas quais são os riscos à saúde em caso de consumo de alimentos contaminados?

Doenças transmitidas por alimentos (DTAs) que incluem infecções causadas por bactérias, vírus, parasitas e toxinas. Exemplos comuns são salmonelose, amebíase, toxoplasmose e botulismo.

Sintomas gastrointestinais: diarreia, vômitos, náuseas, dor abdominal e febre são sintomas frequentes.

Complicações mais graves: em casos severos, a contaminação pode levar a desidratação, choque e até mesmo à morte, especialmente em crianças pequenas e idosos.

Problemas de longo prazo: alimentos contaminados com metais pesados ou toxinas podem causar problemas crônicos, como distúrbios neurológicos e câncer.

“Essas orientações visam ajudar os trabalhadores a protegerem sua saúde, evitando problemas que possam afetar tanto seu bem-estar quanto sua produtividade no trabalho, além de melhorar o clima organizacional. E serve de alerta para as empresas sobre a importância de proporcionarem ambientes propícios às refeições dos seus funcionários”, finaliza Dr. Bussacarini.


Sobre a Aventus Ocupacional

Pioneira no segmento B2B de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), a Aventus Ocupacional tem 25 anos de mercado e destaca-se pela integração completa entre medicina ocupacional e segurança do trabalho, atendendo uma vasta gama de clientes em setores como transporte, educação, alimentação, saúde e indústria. Com inovações na digitalização do atendimento SST, a empresa utiliza tecnologia de ponta, incluindo uma plataforma EAD para treinamentos online, respondendo de forma eficiente às demandas legais e operacionais.

 



Dr. Marco Aurélio Bussacarini - Graduado em Medicina pela UNICAMP e especialista em Medicina Ocupacional pela USP, Dr. Marco Aurélio Bussacarini é médico, empreendedor e especialista em administração hospitalar e gestão de empresas. Sua carreira inclui experiências no setor público e privado, com destaque para a atuação como gestor de saúde no Ministério da Saúde e como fundador e CEO da Aventus Ocupacional.


Semana Nacional de Prevenção ao Câncer Bucal alerta para importância do diagnóstico precoce e prevençã

Campanha nacional reforça a importância hábitos saudáveis para evitar a doença

 

A Semana Nacional de Prevenção ao Câncer Bucal, que é celebrada de 1 a 7 de novembro, foi instituída pela Lei n.º 13.230/2015, com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos da doença e a importância do diagnóstico precoce. O câncer bucal, também conhecido como câncer de lábio e cavidade oral, atinge gengivas, bochechas, palato e língua, e pode ter consequências graves se não tratado a tempo.

 

Sinais como: feridas que não cicatrizam, manchas brancas ou vermelhas, dor persistente, dificuldade para engolir e alterações na voz devem ser levados a sério. De acordo com o oncologista da Pró-Saúde, Thayles Moraes, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. “Qualquer alteração na saúde bucal deve ser investigada com um dentista ou médico. A desinformação é um dos maiores obstáculos no combate à doença, que nos estágios avançados exige tratamento com cirurgia, radioterapia e quimioterapia”, destacou o especialista.


 

Como evitar

 

A prevenção é a melhor estratégia, com recomendações como manter boa higiene bucal, realizar consultas regulares ao dentista, evitar o consumo de tabaco e álcool, além de adotar uma dieta equilibrada e rica em nutrientes. “Essas medidas simples podem reduzir significativamente o risco”, afirmou Moraes.

 

O câncer bucal é um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil, especialmente em homens acima de 40 anos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados cerca de 15.100 novos casos por ano para o período de 2023 a 2025. 

A Semana Nacional de Prevenção ao Câncer Bucal reforça a necessidade de buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ao notar qualquer sintoma. A conscientização e o acesso aos serviços de saúde são passos essenciais para reverter os altos índices da doença no país.

 

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