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terça-feira, 5 de abril de 2022

Como promover o desenvolvimento e a autonomia da criança de maneira saudável?

Ao longo do desenvolvimento infantil, temos os marcos que são momentos específicos do crescimento e representam a conquista de algum movimento ou ação de forma independente. Esses marcos são um conjunto de habilidades que a criança alcança em determinada idade, por exemplo, reagir a sons mais altos, levar as mãos a boca, alcançar um brinquedo sozinho, reproduzir sons, sentar, andar, interagir com outras crianças, etc. 

A fase mais importante do desenvolvimento infantil é durante a primeira infância (0 a 6 anos), pois nessa época seu cérebro está em profundo desenvolvimento, ocorrendo um número intenso de sinapses e, consequentemente, representando o período de maior aprendizagem. 

É natural que algumas famílias relacionem esses marcos a episódios de ansiedade das crianças, quando na verdade, não há relação comprovada entre si. Essas ações fazem parte do movimento natural e orgânico do corpo já que nessa fase há uma enorme aquisição de novos conhecimentos. Porém, é importante ressaltar que a forma como os adultos de referência lida com esses marcos e conquistas, esse sim, pode influenciar nas emoções e comportamentos das crianças, que ainda não possuem maturidade suficiente para lidar com expectativas e frustrações desnecessárias. 

Neste caso o principal papel dos pais é oferecer um ambiente seguro e preparado para cada fase do desenvolvimento. Aceitar e esperar o ritmo de cada bebê ou criança, estimulando a confiança, proporcionando vastas experiências e sempre buscando ampliar o repertório de objetos, músicas, passeios, sensações e atividades. 

Não devemos, nunca, antecipar e acelerar processos que são internos e dependem de múltiplos fatores (cognitivos, emocionais, fisiológicos), como: começar a engatinhar, andar e desfralde, por exemplo. 

Não existe uma fase específica para promover a autonomia das crianças. O ponto de atenção dos pais deve ser sempre observar as atitudes, convidá-lo para ser ativo nos momentos de cuidado e esperar o seu tempo de reação. Nós adultos estamos sempre com muita pressa e isso atrapalha o desenvolvimento da autonomia das crianças. Se organize e se programe com antecedência para dar tempo e espaço para o seu filho, desde pequeno, realizar com calma as ações que já pode realizar sozinho. 

Autonomia significa dar espaço e tempo para a criança realizar sozinha aquilo que ela já consegue fazer por si só. Ao deixarmos uma criança fazer “tudo” sozinha, muitas vezes, deixamos de lado os processos de maturação e acabamos forçando e esperando comportamentos e ações equivocados e incoerentes por parte da criança. Por isso, a importância de investirmos em observação, pois precisamos conhecer o nosso filho para saber, corretamente, o que podemos esperar dele. 

E muito cuidado! Incentivar a autonomia não é delegar qualquer tarefa para a criança, e sim, desde sempre, observar, confiar, encorajar e muitas vezes esperar! Não existe excesso de autonomia. Existe excesso de expectativas que muitas vezes não podem ser alcançadas e isso sim pode ser perigoso e prejudicial para ambos. 

Quando uma criança cresce em um ambiente saudável, que promove corretamente a autonomia, ela normalmente se desenvolve como um cidadão mais consciente, mais responsável e tem a chance de desenvolver mais habilidades sociais ao longo de toda a vida.

Uma dica que eu sempre gosto de compartilhar é: leia e estude sobre o tema. Hoje há muitos artigos, livros e documentos importantes sobre a questão da autonomia infantil. Deixo aqui a dica de livro: “O Búfalo Que Só Queria Ficar Abraçado” (editora Carochinha). E, acima de tudo, saiba o que esperar do seu bebê ou criança, o convide para ser sempre ativo nos momentos de cuidado, tenha calma e paciência para esperar o seu tempo de resposta, converse, invista tempo em ensinamentos e observação.

Não existe promoção da autonomia com desconfiança e insegurança. Se você está insegura com algo, dê dois passinhos para trás. Escute sua intuição! Para incentivar o desenvolvimento da autonomia, a criança precisa estar em um ambiente seguro e adequado para a sua faixa etária! 

Somos exemplos para eles, portanto, cuidar de você e de um lugar acolhedor e seguro para viver já será meio caminho andado para uma autonomia positiva e saudável para seu filho! Acredite!

 

Yolanda Basílio - psicóloga e diretora na @poppinsedu


NÚMERO DE PESSOAS COM OBESIDADE AUMENTA DE FORMA ALARMANTE NOS ÚLTIMOS ANOS

Segundo estudo realizado pela World Obesity Federation, ainda existe uma previsão de aumento, com 34% de pessoas obesas no Brasil em 2030 

 

A obesidade mundial quase triplicou desde 1975. Atualmente, no Brasil, existem cerca de 41 milhões de pessoas acima de 18 anos com obesidade, correspondendo a 26% da população. Esse número mais que dobrou entre 2003 e 2019 e a previsão é de continuar aumentando no mundo todo.

 

De acordo com estudo publicado pela World Obesity Federation em março de 2022, existe uma previsão de 34% de pessoas com obesidade no Brasil em 2030, o que corresponde a cerca de 53 milhões de brasileiros. Nos dias de hoje são 2,8 milhões de pessoas que morrem por ano em decorrência do excesso de peso e obesidade.  

 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos com 22 mil pessoas de 16 a 74 anos, entre 23 de outubro e 6 de novembro de 2020, e divulgada em janeiro de 2021, concluiu que o isolamento social trouxe consequências à saúde física das pessoas. O levantamento mostrou que 51% dos brasileiros engordaram desde o início da pandemia.

 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, o número de procedimentos realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) reduziu 69,9% entre 2019 e 2020, pela redução nas cirurgias durante a pandemia. “A cirurgia modifica vários aspectos da vida dos pacientes. O primeiro é a relação com a comida, pois os pacientes passam a comer porções menores e alimentos mais saudáveis e menos calóricos. A perda de peso facilita a prática de atividade física que antes da cirurgia era difícil e muitas vezes acompanhada de dores. A autoestima também melhora muito”, explica Dr. Carlos Schiavon, cirurgião bariátrico e Coordenador de Ensino e Pesquisa do Núcleo de Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

 

“O excesso de peso sobrecarrega o sistema ósseo e articular, ocasionando uma série de problemas ortopédicos. Além disso, está associado a diversos outros problemas como pressão alta, diabetes, gota, asma, aumento de colesterol, dor de cabeça e câncer. Uma alimentação equilibrada com base em frutas, verduras, legumes, fibras e consumo moderado de carne vermelha, gorduras e carboidratos influencia muito na saúde”, explica Dra. Andrea Pereira, médica nutróloga do Departamento de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein e cofundadora da ONG Obesidade Brasil, a primeira organização sem fins lucrativos do mundo direcionada a pessoas com obesidade.

 

Segundo a nutróloga, a preferência deve ser sempre pelo que é natural. “Costumo falar que devemos descascar muito mais que desembrulhar, já que a ingestão de alimentos industrializados e embutidos de forma descontrolada também é causa de doenças como o câncer. A prática da atividade física aliada a uma boa alimentação é muito importante para uma vida saudável”, completa a Dra. Andrea.

 

Uma das grandes barreiras na busca do tratamento da obesidade é o preconceito. “Muitas pessoas acreditam que a obesidade não seja uma doença e a relacionam à falta de força de vontade, falha de caráter ou algo facilmente controlável. Mas, isso não é verdade. O tratamento da obesidade engloba diferentes frentes, como reeducação alimentar, prática regular de atividade física, medicação, acompanhamento psicológico e cirurgia bariátrica”, finaliza a psicóloga Andrea Levy, presidente da ONG Obesidade Brasil.


 

Obesidade em pauta: Menos estigma, mais acolhimento

Evento realizado em março/2022 em apoio ao Dia Mundial da Obesidade (04/03): https://www.youtube.com/channel/UCMEOU6w_hfVPL7Ii5K0B_yg

 

Sobre a ONG Obesidade Brasil

O Instituto Obesidade Brasil é a primeira organização sem fins lucrativos do mundo direcionada a pessoas com obesidade e surge com o objetivo de conscientizar e trazer informações claras e objetivas, sempre com mentoria científica, com linguagem acessível sobre obesidade, prevenção, diagnóstico, tratamento, novas tecnologias e direcionamento aos centros públicos e gratuitos de atendimento, ajudando da melhor forma possível.

 

A ONG foi fundada em fevereiro de 2020 para conscientizar pessoas de que a obesidade é uma doença multifatorial e crônica e conta com um Conselho Científico composto por especialistas colaboradores de todo o território brasileiro, de perfil multidisciplinar, que adota o conceito de saúde universal e trabalha para que todos tenham acesso à ajuda médica especializada.

 


 Andrea Levy – Psicóloga. Presidente e cofundadora da ONG Obesidade Brasil; Psicóloga Clínica e bariátrica, especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares pelo HC-FMUSP; Mais de 20 anos de atuação em clínica de Obesidade e Cirurgia Bariátrica; Autora do livro "Cirurgia Bariátrica: manual de instruções para pacientes e familiares".


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 Eu não procuro, acho (Pablo Picasso) 

 

Nunca quis a felicidade como um fim planejado, entretanto, ocorreu-me em muitos dias uma alegria de especial candura e sem razão concreta. Nunca busquei o amor como um prêmio cobiçado, mas, várias vezes, meus olhos empurraram minha cabeça para direções propícias nas quais se encontravam outros olhos que me impregnaram, encheram-me a ponto de não conseguir dar mais um passo que não fosse na direção desse olhar onírico que depois ganhou o nome - por algum tempo, por muito tempo - de “meu amor”. 

Jamais me dispus a sentir raiva a priori, e, quando quis, fracassei, embora ainda me assuste com as explosões vulcânicas de meu espírito - que contenho com muito custo, deixando escapar, envergonhado, lava e fumaça - sem que eu consiga precisar o tremor sísmico que a tenha antecedido.

O que me atravessa o corpo, às vezes, já de manhãzinha,  quando estranho aquele rosto, vincado no espelho que sei ser o meu, mas, com o qual não me acostumo, não tem propriamente um nome, ou melhor, não encontro uma palavra definitiva para ele e, por isso, chamo a sensação que me acomete de “calafrio" e o seu efeito - o vazio na boca do estômago - de “angústia”. Se no resto do dia esqueço é porque me distraio, mirando os objetos que se apresentam ao meu desejo e tentando me transformar neles: trabalho, consumo, lazer. Até que, em um ponto qualquer da cidade, em uma hora qualquer do dia, dou-me de cara outra vez com o personagem que costuma se chamar de “eu”.

Nunca quis ser uma pessoa realizada, e essa é, para mim, a palavra mais esquisita de todas. Jamais consegui capturar seu sentido, nem mesmo pelas bordas. O que me tornaria real e definitivo? Talvez isso aconteça somente quando eu for um corpo inerte, passado. Mas mesmo aí, outro movimento ocorrerá, o do meu desaparecimento, sem meu álibi ou consentimento. Enquanto escrevo essas palavras, sei que me esgueiro e sou e estou em vários lugares além daqui, e o que digo é um registro de um outro tempo, longínquo, ou algo que só fará algum sentido muito além desse texto, quando uma pessoa qualquer ler (terei eu esse leitor atento?) e sentir o meu calafrio em seu próprio corpo. O meu não, o dela própria. Ou o nosso, pois talvez o calafrio não tenha dono nem preferência de morada.

Sócrates, o filósofo grego, sofreu por saber demais que sabia de menos. Entendia que não querer saber era o mesmo que estar morto. No entanto, não há um espaço próprio em que o saber se localiza, apenas um corpo que se prepara em atenção e sensibilidade para reconhecê-lo a qualquer momento e em qualquer lugar, para desfrutá-lo nos segundos do encontro que é como um nó, começo e fim no mesmo instante. Viver, parece-me, é estar pronto para esse acaso, evitando o risco sempre presente de não reconhecê-lo quando ele dobra uma esquina ou esbarra em seu ombro em meio à multidão indiferente. É isso o que eu acho. Eu acho. 

 

Daniel Medeiros - doutor em Educação Histórica e professor de Humanidades no Curso Positivo.
daniemedeiros.articulista@gmail.com
@profdanielmedeiros


5 benefícios do karatê para crianças que vão além do esporte

Fundação Edmílson atende crianças carentes com atividades que as ajudam a desenvolver-se social e intelectualmente

 

O equilíbrio entre corpo, mente e espírito são as bases fundamentais do Karatê que, como arte marcial, foca no desenvolvimento de uma vida saudável e ajuda no desenvolvimento pessoal e social. Valores que casam com os da Fundação Edmílson que busca fazer a diferença e virar o jogo das crianças que vivem em comunidades carentes.

 Com classes ministradas todos os dias, as aulas de Karatê da Fundação Edmílson para crianças carentes de 5 a 17 anos têm o objetivo de ser mais do que uma arte de autodefesa. “Muito mais que um método de defesa pessoal, o karatê não tem nada de violento. É uma arte marcial que ajuda no desenvolvimento de habilidades corporais e coordenação motora que são importantíssimas para crianças e adolescentes, mas também funciona como instrumento de respeito e socialização. Vencer um campeonato é lindo e os incentivamos e comemoramos, mas o nosso objetivo maior é transformá-los em cidadãos do bem”, conta Erika Brahin, Coordenadora Geral da Fundação. 

Além de socializar com os colegas em classe, os professores de Karatê da Fundação o usam de forma pedagógica para ajudá-los, inclusive, na vida fora do tatame. “Usamos o Karatê como uma técnica pedagógica de socialização que os educa e ensina a evitar a violência e a controlar seu ímpeto agressivo. Isso acontece porque direcionamos a sua energia para o bem-estar geral e mostramos como o esporte pode canalizar sentimentos hostis e transformando-os em algo bom”, destaca Erika. 

Pensando em esclarecer sobre estes ensinamentos pedagógicos extras do esporte, o professor de karatê Luciano Fernandes destaca os principais benefícios da prática para crianças e adolescentes:

 

Formação de caráter - Por meio do desenvolvimento da autoconfiança, a criança já aprende, desde o primeiro dia de aula, e com treinamentos rigorosos, que o seu desempenho depende única e exclusivamente da sua entrega e dedicação.

 

Disciplina - Leva-se em conta o processo de desenvolvimento motor, intelectual e psíquico de cada um. Sem comparações. Com a relação próxima com os professores, o aluno aprende a importância das hierarquias, aprende a ouvir críticas, controlar seus impulsos e a ter disciplina. Aprende que com o tempo se obtém o maior nível de concentração e evolução dentro do esporte e de outras áreas como a escola e/ou o trabalho.

 

Respeito - Ao seu oponente, a si mesmo, ao próximo. Seja durante uma competição, na escola, na rua ou em outro qualquer ambiente. Entendem que o ego e a vaidade devem ser controlados e que a solidariedade e a cooperação podem ser o diferencial para transformar suas vidas e suas escolhas dentro e fora do esporte.

 

Agilidade cerebral - Como seus movimentos pedem agilidade, força, concentração, memória e reflexos, ajuda na melhoria da condição motora e mental. Pois o seu poder está na mente e não no corpo.

 

Comemorar suas conquistas e valorizar seu próprio esforço - “Muitas crianças carentes pensam que não possuem futuro e nem profissão que possam seguir. Nós mudamos isso, os ajudamos a ver um futuro lindo e os incentivamos. Já tivemos alunos que viajaram para fora do país para disputar um campeonato de karatê e voltaram com medalhas. Eles só precisam de estímulo”, comemora Siméia Moraes, CEO da Fundação, que acredita no esporte como ferramenta de transformação social.


Saber e não aplicar é o mesmo que não saber

Aquelas grandes ou pequenas ideias, que iniciam um negócio ou empreendimento nascem de identificação de uma necessidade, ou mitigar uma dor ou trazer alguma satisfação, todo produto e serviço comercializado e oferecido tem, no fundo, estes dois vieses.

Quando um conceito surge de forma revolucionária ou “disruptiva”, haverá um grupo que vai incentivar. Outro vai dizer que não vai dar certo. Poderíamos aqui fazer o paralelo de mentalidade fixa e mentalidade de crescimento, ou excesso de duvida, falta de fé ou otimismo, ou pessimismo em excesso.

Seja qual for a ancoragem usada para duvidar ou impulsionar a realização de uma ideia, abordando apenas o ponto de vista de empresas e negócios, pode-se dizer que “sonho é sonhado sozinho e realizado em grupo”, ou seja, para tirar a ideia da cabeça para o papel, é necessário o envolvimento de mais pessoas e recursos.

É transformando ideias em algo verdadeiramente palpável e factível que nascem as empresas. E não se engane de achar que são somente negócios da área de tecnologia, é qualquer empreendimento que traga inovação.

Aliás, com o advento da tecnologia, as ideias podem ser testadas mais rapidamente e validadas em planos de negócios cada vez assertivos, ou mesmo, como a maioria dos empreendedores faz, por tentativa e erro. Considerando este modelo, mesmo com suporte, 50% das startups não passam de cinco anos de operação.

Se apenas metade das startups sobreviver mais de cinco anos e apenas um terço chegar a 10 anos, o que poderia diferenciar uma empresa fadada a morte de uma com crescimento sustentável?

Além de um bom plano de negócio e suporte de especialistas, criar e seguir uma estratégia de crescimento é o inicio de uma melhor perspectiva de futuro, com visão clara e direcionamentos, alinhados a uma plano de gestão para garantir o alcance das metas.

Boa parte dos executivos, empresários e empreendedores já sabem disso tudo, e por que será que não praticam e colocam em prática? Uma lista com centenas de fatores poderia ser citada, porém, vale destacar apenas um: “a mentalidade do empresário”.

Se ele não acredita que pode ser ajudado, não irá ser; se não acredita em planejamento, não ira fazer; e se fizer, não vai seguir adiante, seja por medos e traumas de experiências anteriores, ou muitas vezes por ter mais pressa em testar e ter resultados, por depender financeiramente e mentalmente de resultado imediato.

Desenvolver uma estratégia de crescimento não é um processo único e simples. De fato, devido às mudanças nas condições do mercado vários fatores precisam ser ponderados e respeitados. Uma estratégia de crescimento envolve mais do que simplesmente imaginar o sucesso no longo prazo. Envolve pesquisa, simulações, testes, feedbacks, aplicações, correções de rotas, em todas as áreas da empresa.

Agir para ter, aplicar e adaptar o plano de gestão e alinha a estratégia empresarial vai suavizar as ineficiências da empresa, refinar e potencializar os pontos fortes, mitigar os pontos fracos e impeditivos de prosperar o negócio, além de permitir uma melhor adequação ao mercado e a clientes, propiciando maior possibilidade de sucesso empresarial.

Ao utilizar as estratégias de crescimento empresarial adequadas para mercado, é possível estimular vendas, gerar demanda e aumentar o seu faturamento. Por isso, saber fazer uma empresa crescer de forma sustentável e segura é um processo que leva tempo e exige dedicação, calma, paciência, empenho, muita ação e perseverança, só fortalecidos quando há um verdadeiro e claro objetivo.

 

Fábio Lima - consultor e mentor especialista em gestão empresarial, CEO da LCC - Light Consulting e Coaching. www.lightconsulting.com.br


Quem vai proteger a sua privacidade na internet quando você morrer?

O conteúdo do acervo digital, que incluí fotografias, mensagens e conversas íntimas, pode ser exposto caso não haja precaução 

A herança digital está entre os temas mais debatidos atualmente, em especial após a pandemia de covid-19, que afetou a sociedade nas mais diversas esferas e desencadeou um aumento da utilização das plataformas e ferramentas on-line. O Direito, que sofre direta influência das transformações sociais e históricas, apreendeu muitas das questões que guardam relação com a sucessão digital e que trazem em si dois temas frequentes nos últimos dois anos: a morte e a internet.

Apesar da importância da matéria, o Direito Brasileiro não conta com previsão legal que verse sobre ou regulamente a transmissibilidade do acervo digital após a morte do usuário. Também carece de previsão legal a destinação e o tratamento das informações que permanecem nas plataformas digitais após a morte do seu titular (como mensagens e fotos, por exemplo).

O advogado e sócio-fundador do Medina Guimarães Advogados, José Miguel Garcia Medina, explica que o denominado acervo digital é composto por tudo aquilo que compõem a atividade e utilização do usuário na internet, como, por exemplo, as redes sociais, arquivos em nuvem, plataformas de streaming, canais no YouTube, sites, e-mails. Nesse contexto, a problemática sobre a morte do usuário passa não só pela mensuração e exploração econômica do conteúdo digital deixado pelo falecido, mas também pelas situações jurídicas existenciais decorrentes da sucessão.

“Com efeito, como discorrido na Constituição Federal Comentada de minha autoria, a privacidade e a intimidade da pessoa devem ser protegidas mesmo após sua morte. Pense-se, por exemplo, em mensagens íntimas trocadas entre usuários titulares de contas em rede social. Nesse caso, não se está diante de bem que integra a herança que, como tal, é transferida com a morte”, explica.

Recentemente, no âmbito do Juizado Especial Cível da Comarca de Santos (SP), foi concedido ao pai de um jovem falecido o direito de acessar os arquivos salvos na “nuvem” do celular pertencente ao falecido. Nos termos da sentença, proferida nos autos nº 1020052-31.2021.8.26.0562 de Tutela Antecipada Antecedente, publicada em 21 de janeiro de 2022, as circunstâncias que envolveram o caso estiveram devidamente comprovadas, restando claro o interesse de seus familiares no acesso aos dados armazenados por ele, notadamente fotos e outros arquivos de valor sentimental, como últimas lembranças. Também na decisão, foi utilizado como fundamento o fato de o requerente não ter deixado filhos, na ordem sucessória do artigo 1.829 do Código Civil, de forma que seus genitores passaram a ser seus legítimos herdeiros.

A advogada do Medina Guimarães Advogados Mariana Barsaglia Pimentel explica que a decisão, apesar de levar em conta os anseios dos familiares em luto, não se debruçou sobre a vontade não manifestada do de cujus e sobre os direitos da personalidade do falecido, em especial sobre a sua privacidade e intimidade, que, geralmente, pertencem ao seu titular e não são transmissíveis aos herdeiros. Além disso, como comentado por outros especialistas. como Joyceane Menezes, deixou-se de considerar que, entre as fotos e vídeos constantes na nuvem, é possível que se encontrem arquivos enviados por terceiros ao falecido com a expectativa de que o acesso seria apenas de quem os recebeu.

A vontade dos usuários acerca do “destino” do acervo digital pode ser manifestada por meio de testamento ou codicilo, ou, ainda, perante as próprias plataformas digitais. A Apple, por exemplo, disponibiliza o recurso denominado “legado digital”, por meio do qual permite designar uma ou mais pessoas para serem “herdeiros digitais” com acesso à conta do iCloud (nuvem) em caso de falecimento do titular. Do mesmo modo, o Facebook permite que seus usuários escolham determinada pessoa para o gerenciamento da conta em caso de morte.

Em que pese as ferramentas disponíveis, são raros os casos daqueles que antecipadamente deliberam sobre a transmissibilidade do seu acervo digital após a sua morte.

A matéria aqui debatida não tem resolução ou resposta simples e comporta discussões que perpassam temas como proteção de memória da pessoa falecida, exploração econômica do acervo digital, sucessão de criptomoedas, entre outros. As questões que se colocam perante os operadores do Direito são muitas e demandarão um repensar sobre o Direito Sucessório e o Direito Digital como um todo.


Violência psicológica no ambiente de trabalho: o que é e como agir?

Dimitre Sampaio Moita, professor do curso de Psicologia da Universidade Cruzeiro do Sul, explica como as agressões no trabalho podem afetar a saúde mental das vítimas

 

Nos últimos anos, relatos de violência psicológica no ambiente profissional aumentaram, e diversas pessoas vêm sofrendo com as fortes agressões psicológicas no trabalho, o que resulta em sérios problemas na saúde mental dessas vítimas.

Segundo o professor do curso de Psicologia da Universidade Cruzeiro do Sul, Dimitre Sampaio Moita, a violência no trabalho está relacionada a diversos fatores e processos sociais que estão ligados a uma estrutura social desigual e injusta.

“Quando se trata especificamente da violência no trabalho, é comum que a sociedade pense apenas nos termos de causas externas, desconsiderando aspectos ligados à organização do trabalho. Porém, com uma visão mais criteriosa, essa atitude requer a consideração de características como condições de emprego, relações interpessoais, tarefas, prazos e metas, cujas definições são determinadas no seio de relações de poderes desiguais”, comenta o professor.

A prática de agressões no âmbito corporativo, ocasiona na vítima sofrimento e sentimentos de humilhação, o que pode gerar a Síndrome do Esgotamento Profissional, mais conhecido como Burnout e o Transtorno de Estresse Pós-Traumático, ambos estão relacionados a essas agressões psicológicas.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o termo violência e assédio no mundo corporativo, trata-se de um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, de ocorrência única ou repetida, que visem, causem, ou sejam susceptíveis de ocasionarem dano físico, psicológico, sexual ou econômico.

“Os agressores praticam ataques com frequência de maneira repetida, utilizando as principais características da vítima, como jeito, capacidade, gênero, sexualidade, raça, origem, ou até mesmo pontuais, relacionadas com elementos contextuais como o não cumprimento de metas ou a ausência no trabalho, por exemplo. Vale lembrar, que o comportamento do agressor pode envolver ameaças, ofensas e até agressões físicas”, afirma Dimitre.

Para o professor, em muitos casos, a denúncia da violência relacionada ao trabalho costuma não acontecer por parte dos trabalhadores, dadas as preocupações como a perda do emprego, ou represálias que levariam a mais sofrimento.

“A forma como cada pessoa reage aos atos violentos está relacionada tanto com aspectos de sua história de vida e dos recursos que dispõe para enfrentá-los, quanto com aspectos contextuais, como a organização e solidariedade do coletivo de trabalhadores, que integram políticas de denúncia e fiscalização dos ambientes de trabalho”, explica.

O especialista ressalta que os agressores, costumam estar presentes em empresas onde a própria instituição, possui uma cultura que favorece a prática da violência e não apresenta políticas justas e acolhedoras.

“O importante a se considerar quanto às ações da pessoa agressora, é o quanto a organização de trabalho pode incentivar tais práticas, com uma cultura que favorece ideias de que essa violência faz parte da atividade realizada”, orienta.

Dimitre Moita enfatiza que ao sofrer violência, o trabalhador tem o direito de mobilizar a Justiça do Trabalho para que a situação seja encerrada. Isso pode ser feito através dos sindicatos da categoria profissional que compõe ou do Ministério Público do Trabalho. “É necessário reforçar que tais situações representam ataques a direitos fundamentais das pessoas e à sua dignidade, o que é incompatível com o ambiente democrático e de garantias que desejamos construir como nação”, finaliza.

  

Universidade Cruzeiro do Sul 

www.cruzeirodosul.edu.br

Saiba como começar a investir diretamente nos EUA

Conta internacional garante acesso prático e seguro ao mercado financeiro global


O desafio de pagar as contas está cada vez maior devido à inflação. Dar os primeiros passos rumo ao mercado financeiro externo acaba sendo um sonho que muitas pessoas deixam para trás em períodos de instabilidade. No entanto, há uma via prática e segura para começar a investir no exterior, especialmente na maior potência econômica do mundo, os Estados Unidos: uma conta corrente e de investimentos no país.

Essa alternativa confere uma grande variedade e liquidez dos investimentos disponíveis, economia em taxas e até benefícios fiscais. Além disso, funciona também como uma defesa para épocas de crise, visto que a economia do país norte-americano é a mais robusta e diversificada em todo o mundo.

Seja para proteger o seu capital em uma moeda mais forte ou ter um acesso mais amplo de ativos globais, são inúmeras as vantagens em investir uma parcela do patrimônio no exterior.

Entre tantas vantagens, a Nomad, primeira fintech que permite aos brasileiros a abertura de conta corrente e de investimentos nos Estados Unidos de forma 100% digital, separou quatro maneiras para iniciar um investimento no país com contas internacionais. Confira:


1) Dólar

Primeiramente, é importante destacar que quando o próprio indivíduo já escolhe ter uma vida financeira em dólar, ele está investindo. A moeda norte-americana é a mais líquida em transações e é considerada um porto-seguro pelo mercado, pois em momentos de incertezas, os investidores globais trocam ativos de risco e moedas de economias emergentes (como o real brasileiro) pela segurança dos dólares.

"O cidadão brasileiro normalmente tem receitas em reais (como o salário ou aluguel) e despesas cotidianas atreladas ao dólar (como o preço da gasolina ou de eletrônicos importados). O investimento em uma moeda forte como essa tem um poder de proteção contra a desvalorização do real e a alta de preços de produtos atrelados a ela", diz o Head de Investimentos da Nomad, Caio Fasanella.



2) Ações de empresas

Uma opção popular e constante de investimento externo está nas ações de grandes empresas dos Estados Unidos (como a Amazon, Apple e Tesla), ou mesmo de outros países (como Alibaba, Nestlé e Spotify), mas que são negociadas nas Bolsas de Valores do país norte-americano. Vale ressaltar que é possível investir nesses grupos por meio das BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que são recibos de ações internacionais negociados no Brasil. No entanto, esse meio sofre de algumas carências que a conta internacional supre.

Uma delas é a liquidez limitada, o que acaba resultando em maior custo de aquisição para os clientes, e menor certeza que uma ordem vai ser executada. O acesso também é menor à quantidade e variedade de ativos, assim como há mais taxas.

“O investimento usando a conta internacional evita as taxas cobradas sobre os BDRs, que são geralmente de 3% a 5% dos dividendos distribuídos no exterior para investidores brasileiros, além de contar com isenção fiscal sobre ganhos de capital em caso de vendas de ações no exterior de até R$ 35 mil por mês. Os ganhos de capital com as BDRs são tributados em 15% sem esse benefício da isenção", afirma Fasanella.



3) Ativos digitais

O mercado de criptomoedas está crescendo cada vez mais, mas definitivamente algumas formas de adentrá-lo bloqueiam a entrada de muitos investidores pela complexidade. Não é o caso das contas internacionais.

O grande motivo é o fato da oferta de ativos digitais (NFTs, tokens diversos, etc.) ser muito mais avançada em dólar. Ou seja, ter uma mobilidade financeira pela moeda norte-americana facilita o primeiro contato com possíveis investimentos desse ambiente.



4) Ativos reais

Apesar da digitalização do mercado financeiro, ter uma vida em dólar ainda garante investimentos reais nos Estados Unidos. Alguns dos mais populares, assim como no Brasil, são os imóveis.

Ainda há muitas outras formas de se investir no exterior que merecem ser mencionadas, como os fundos de investimentos em ações, renda fixa, fundos macro, títulos de dívida, private equity funds e hedge funds.


Nomad - fintech para os brasileiros que querem ter uma vida em dólar

 

Cinco tendências do setor farmacêutico para 2022

O ano de 2021 terminou com mais de 75% dos brasileiros imunizados com a primeira dose da vacina contra a covid-19 e mais de 65% com as duas doses. Uma luta contra o tempo para interromper um rápido processo de contaminação que resultou na morte de milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, a quantidade de óbitos superou a casa dos 600 mil registros. 

A boa notícia é que a pandemia levou a indústria farmacêutica a desenvolver uma nova vacina em tempo recorde. Novas técnicas foram desenvolvidas e utilizadas para a aceleração do processo e redução do tempo exigido para realização de testes. O resultado, no caso do imunizante da covid-19, tem se apresentado bastante satisfatório e confiável. 

E, claro, todo esse desenvolvimento trouxe novos paradigmas ao setor. A maioria deles com vistas a aumentar a confiabilidade e a agilidade no desenvolvimento e na produção de novos medicamentos que possam surgir daqui para frente. Trata-se de um segmento que sempre adotou muita tecnologia, mas os meios digitais certamente estarão bem mais presentes. 

Há uma discussão sobre os rumos e as tendências da indústria farmacêutica para 2022. A primeira delas já aconteceu durante o combate ao coronavírus e deve ser adotada para tudo. Estamos falando justamente da aceleração dos ensaios clínicos. Haverá uma rápida implementação de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) que agilizará boa parte do processo, da triagem dos participantes para testes à melhoria da precisão de todas as etapas. 

Além da IA, os processos digitais que já estão substituindo os analógicos, baseados em papel, se tornarão ainda mais comuns e ajudarão na condução da conformidade regulatória, pois possibilitam que as empresas farmacêuticas rastreiem com precisão os dados e como eles são mantidos. Tudo com um nível de transparência impossível na forma de trabalho analógica. Podemos dizer que esta é a segunda tendência. 

Essa digitalização leva à terceira tendência, que é a popularização de novas formas de tratamento, por exemplo, o uso de wearables, que são dispositivos tecnológicos que podem ser utilizados junto ao corpo. Para facilitar a compreensão, são equipamentos que o paciente “veste” para monitorar o funcionamento dos órgãos. Um relógio capaz de medir a pressão arterial constantemente e gerar relatórios sobre as oscilações, ou os novos equipamentos usados para controle de diabetes, que da mesma forma medem o nível de glicemia de forma constante injetando, automaticamente e com máxima precisão, a dose necessária de insulina sempre que a taxa glicêmica sobe além do limite. 

Além do acompanhamento constante, tais dispositivos tornam mais assertivos os diagnósticos e possibilitam que o médico faça o acompanhamento a distância, tornando a telemedicina uma forma de consulta mais relevante. Os tratamentos passarão a ser mais personalizados e as empresas receberão maior impulso por chegar a soluções de tratamento digitalmente orientadas.

A quarta é o uso da tecnologia em nuvem como forma de simplificar parcerias com outras empresas. Isso porque a nuvem funciona como um gigantesco e centralizado banco de dados acessível aos participantes do desenvolvimento de determinado medicamento. Não importa que uma empresa esteja no Brasil, outra nos Estados Unidos e uma terceira na Alemanha. A distância física é suplantada pela tecnologia em nuvem. É uma maneira econômica, precisa e segura de alavancar análises de dados complexos associados a ensaios clínicos.

Por fim, toda essa tecnologia permitirá não só a realização de um tratamento mais personalizado como também a adoção da chamada medicina de precisão. Uma medicação que funciona bem em um paciente pode não ser eficaz ou causar reações adversas em outro. A medicina de precisão procura resolver esse problema desenvolvendo medicamentos com base em um conhecimento mais aprofundado sobre o paciente.

Exemplo disso é o uso de biomarcadores para identificar tumores e desenvolver uma droga específica para o diagnóstico exato, resultando em maior eficácia. É uma abordagem que está explodindo dentro da indústria farmacêutica.

Como se vê, as expectativas com relação à evolução da indústria farmacêutica são promissoras. A implantação desses novos modelos e tecnologias vai alterar a capacidade de resposta a eventos como a pandemia de coronavírus. Com mais velocidade e precisão, doenças com alta capacidade de propagação serão contidas antes que coloquem em xeque a sociedade e o sistema econômico. 


Paulo Wilges - Sócio e Diretor Executivo da ECS, é business partner da InterPlayers.


Os cinco maiores erros que chamam a atenção do Fisco

Não importa o porte ou segmento da empresa: com exceção do microempreendedor individual, a manutenção da escrituração contábil regular é obrigatória para toda entidade. Diante de uma legislação complexa e que sofre alterações a todo momento, a gestão contábil é essencial para que as companhias permaneçam em conformidade, evitando que deixem de recolher ou que recolham indevidamente seus tributos.

Ocorre que muitos erros e inconsistências ainda são detectados pelas Receitas Federal, Estaduais e Municipais, e isso pode resultar em diversos questionamentos – o que vai levar os fiscais para dentro das empresas – e autuações digitais, através da simples leitura e cruzamento das informações disponibilizadas.

A fiscalização está cada vez mais rigorosa. Com os avanços tecnológicos implementados pelo governo, o cruzamento de dados em busca de possíveis erros se tornou muito mais assertivo - analisando, de forma digital, 100% dos dados praticamente em tempo real. Sem o devido controle das informações contábeis e fiscais, os danos são inevitáveis. Dentre os erros que mais chamam a atenção do Fisco, podemos destacar os seguintes:


#1 Omissão de receitas: omitir receitas é não emitir documentos fiscais, ou não realizar a escrituração contábil ou fiscal das receitas auferidas por uma empresa, acarretando redução da base de cálculo dos tributos e, por consequência, redução do montante a ser recolhido. Além disso, o RIR (Regulamento do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza), dispõe que a indicação na escrituração de saldo credor de caixa, a falta de escrituração de pagamentos efetuados ou a manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada, são hipóteses de presunção de omissão de receita.


#2 Transações financeiras incompatíveis: o governo tem acesso às movimentações financeiras e aos dados de vendas por meio de cartões de crédito e débito. O “Hal” é um supercomputador do Banco Central que trabalha ininterruptamente, rastreando e monitorando as transações bancárias de todas as instituições financeiras no país. Em apenas quatro dias de operação, ele criou cerca de 150 milhões de pastas, uma para cada correntista do país, atribuindo aos titulares e seus respectivos procuradores as operações realizadas por cada conta. Isso significa que o Fisco consegue cruzar as receitas declaradas pelas empresas com os valores creditados em contas bancárias ou recebidos via cartão de crédito/débito, verificando se os recursos têm origem comprovada por meio de documentação hábil e idônea.


#3 Inconsistências no Registro de Inventário: inconsistências no inventário são um prato cheio para a fiscalização que, com base nas informações declaradas nos arquivos da EFD ICMS/IPI e nas notas fiscais eletrônicas de emissão própria e de terceiros, consegue realizar o levantamento quantitativo e financeiro das mercadorias movimentadas pela empresa no período. Problemas relacionados ao fluxo de entradas e saídas de mercadorias, como omissões de entrada, omissões de saída, itens com saldo negativo ou divergências entre saldos declarados e saldos apurados, podem gerar penalidades altíssimas e afetar a saúde financeira da empresa.


#4 Erros na apuração dos tributos: apurar tributos é o processo de calcular e recolher corretamente todos os impostos, taxas e contribuições devidas, conforme o regime de tributação da organização – Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional. Ocorre que o sistema tributário nacional é extremamente complexo e repleto de detalhes, fazendo com que os departamentos fiscais cometam falhas frequentes, como deixar de aproveitar créditos tributários ou aproveitá-los indevidamente, aplicando alíquotas e bases de cálculo equivocadas ou utilizar classificações fiscais e legislações desatualizadas.


#5 Declarações acessórias inconsistentes: raramente, o Fisco autua as empresas pelo que elas escondem. Via de regra, a fiscalização é feita de maneira eletrônica e é despertada pelo que as empresas declaram. O SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) é um projeto nacional que compartilha informações nos âmbitos federal, estadual e municipal, criando uma base de dados sem precedentes, que permite a análise e o cruzamento das informações contábeis e fiscais em tempo real. Frente a tamanha exposição, qualquer erro cometido por uma empresa - seja intencional ou não - oferece o risco de autuações por parte das autoridades fiscais. O cuidado com as obrigações acessórias é fundamental, e só uma perfeita superposição de dados e de números pode dar a segurança de estar agindo com absoluta coerência.

Muitas empresas que enfrentam dificuldades de caixa ainda optam por financiar suas operações sonegando tributos, postergando obrigações tributárias ou realizando planejamentos tributários que envolvem riscos elevados. Ocorre que, nos dias de hoje, estas medidas não resolvem os problemas, principalmente diante de todo o arsenal montado pelo governo para fiscalizar. Ou seja, de um lado há empresários que insistem em gerir de forma amadora seus negócios, e do outro o Fisco, cada vez mais profissional e informatizado, preparado para autuar. É uma luta desigual, e não é difícil deduzir como esta história termina.

Estar em conformidade com as normas contábeis e fiscais é essencial para um crescimento sólido e seguro. Todo um planejamento pode ser jogado por terra com a chegada de uma autuação fiscal inesperada. Para certificar que os processos internos estão de acordo com as exigências legais, é preciso contar com o apoio de ferramentas de auditoria digital, que minimizam as chances de erros na esfera tributária.

Para isso, utilizar ferramentas tecnológicas é, além de uma necessidade, uma decisão estratégica. As empresas que não se prepararem para isso poderão comprometer de maneira decisiva seus negócios – afinal, convivemos com uma enorme carga tributária, que impacta decisivamente no orçamento de qualquer organização. Falhas fiscais geram grandes impactos financeiros, e podem comprometer o negócio como um todo.

 

 

Frederico Amaral - CEO da e-Auditoria, empresa de tecnologia especializada em auditoria digital.

 

e-Auditoria

https://www.e-auditoria.com.br/sobre/

 

6 dicas essenciais para planejar sua aposentadoria!

Istock
É preciso disciplina e planejamento para garantir mais segurança no futuro


 

 

O mercado de trabalho está mudado, principalmente depois da recente reforma trabalhista. Empreender, trabalhar como autônomo ou por meio de contrato de trabalho é uma realidade para muitas pessoas, que não sabem exatamente com que recurso contar, caso queiram ou precisem se aposentar no futuro. A dica principal é: planejamento. Com o custo de vida nas alturas, é muito difícil reservar algum valor para planejar a aposentadoria, e é aí que entra a segunda palavra-chave necessária para ter um pouco mais de tranquilidade no futuro: disciplina.

 

1 - Planejamento


Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), com o Banco Central (BC), aponta que 41% dos brasileiros se preocupam com a aposentadoria, enquanto 59% não fazem nenhum planejamento para esse momento. As legendas de fotos das redes sociais dizem que “só se vive uma vez”, enaltecendo que a falta de planejamento na vida é uma atitude corajosa, dos que vivem intensamente. Mas para além da vida de propaganda de pasta de dente, é preciso planejar hoje, na vida real, para garantir o sorriso de amanhã também.  

A pandemia de Covid-19 mostrou que planejar o dia de amanhã é uma urgência, já que tudo pode mudar completamente de uma hora para outra. Quando se fala em aposentadoria, é preciso ter em mente que ela pode vir antes do que se imagina. É fato que, com a mudança trabalhista, se aposentar ficou difícil, quase impossível para muita gente. Mas antes disso, é preciso se prevenir, com uma reserva de emergência, caso algum incidente lhe obrigue a se afastar do trabalho. Pensando nisso, elegemos 6 dicas que podem ser muito úteis para planejar sua aposentadoria.

 

2 - Comece hoje


Você deve estar se perguntando: por que não comecei isso logo? Quanto mais cedo começar, maior será o montante guardado no momento de necessidade, mas se ainda não começou a guardar o dinheiro da aposentadoria, comece hoje. Para planejar, é preciso colocar na ponta do lápis todos os gastos mensais e incluir a aposentadoria como prioridade, como água, luz e aluguel, por exemplo.

 

3 - Faça estimativas


Planejar a aposentadoria não é guardar o dinheiro que sobra todo mês, como muita gente pensa, e quando não sobra nada, não guarda nada. É calcular um valor mensal que deve ser destinado para a futura aposentadoria.  

É preciso calcular em quanto tempo você chegará a uma quantia confortável para se aposentar. Para estimar esse valor, é preciso que calcule todos os seus custos mensais, para saber qual é o seu gasto total. Por exemplo, se com R$ 5.000 você paga suas contas com folga, este é o valor que sua aposentadoria deve te proporcionar mensalmente no futuro.

 

4 - Não conte só com o INSS


O maior desespero do aposentado é continuar vivendo com uma renda muito menor do que está habituado, em uma época da vida em que os gastos com saúde são muito altos. Isso porque o padrão de vida cai drasticamente para quem depende da aposentadoria do INSS como única fonte de renda. A saída é complementar esse valor, e não contar apenas com isso para garantir o futuro. Em 2020, foram alteradas muitas regras da aposentadoria, como idade mínima, tempo de contribuição, contribuição mensal e cálculo da aposentadoria a ser recebida. Com isso, o saldo para o trabalhador ficou ainda pior.

 

5 - Invista em uma aposentadoria privada


Quem deve investir em uma aposentadoria privada? Todo mundo que puder. Mesmo que trabalhe de carteira assinada, é aconselhável investir em uma aposentadoria complementar, para garantir mais conforto financeiro no futuro. Para os autônomos, a aposentadoria privada deve ser levada a sério, como uma garantia de dias mais tranquilos. 

 

6 - Investimentos em longo prazo


Diante do nosso imediatismo, é complicado pensar em algo para longo prazo. Mas a aposentadoria é uma das coisas que, quanto mais deixamos para depois, menos teremos quando o depois chegar. Muitos bancos e instituições financeiras oferecem investimentos em renda fixa muito vantajosos, com baixos riscos, que podem trazer ótimos frutos em longo prazo. 


5 maneiras de falar com as crianças sobre emergência climática

Episódios recentes, como as chuvas que arrasaram Petrópolis e as enchentes na Bahia, reforçam a situação de emergência que vivemos em relação ao meio ambiente. Os problemas ambientais e climáticos colocam em risco a nossa própria existência e demandam urgência em seu enfrentamento. Por isso, conversas sobre sustentabilidade e maneiras de causar menos impacto ao meio ambiente devem acontecer desde muito cedo. 

Quer saber como abordar o assunto com as crianças? O Lunetas, espaço 100% dedicado à reflexão sobre a infância, lista 5 maneiras de começar esse papo. 


Comece aos poucos

O assunto emergência climática pode ser muito complexo para crianças pequenas. Por isso, é necessário começar com temas mais leves e, aos poucos, ir inserindo novas informações. Por exemplo, você pode levar mais plantas para casa e explicar como elas são importantes para melhorar o ar que respiramos. Em sala de aula, ensinar o ciclo básico do carbono, que é um conceito-chave quando falamos sobre emergência climática, é um dos pontos a trabalhar.


Torne o assunto interessante

Por mais que a crise climática seja algo extremamente crítico e assustador, não podemos apresentar o tema desta forma para as crianças. Filmes são um bom recurso para trazer informações a elas. A animação ‘O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida’ aborda temas como destruição, conservação e restauro do meio ambiente. Outra sugestão é o clássico da Disney ‘Wall-e’, que se passa no futuro e mostra o planeta Terra destruído e soterrado em lixo. 


Ensine sobre gestão de resíduos

Lidar melhor com o lixo que produzimos é um dos nossos maiores desafios. Por isso, estimular as crianças a participarem, ajudando-as a fazer uma composteira ou ensinando como destinar resíduos para a reciclagem, por exemplo, são ótimas sugestões. Comece explicando para onde vai o lixo que descartamos e por que separar os resíduos em orgânicos, recicláveis secos e rejeitos.


Crie um cantinho da natureza

Já que queremos colocar o tema na rotina das crianças, é importante um contato próximo com a natureza. Por isso, pense em maneiras de trazer o verde para mais perto, desde ter uma hortinha caseira, um terrário e/ou cultivar plantas. Quando uma criança acompanha todo o processo da transformação de uma semente em planta, ela pode refletir sobre os ciclos da natureza e a importância de cuidar do local em que vivemos, tendo mais consciência ambiental. 


Traga consciência e responsabilidade!

Por fim, explique o que podemos fazer, como cidadãos, para ajudar a diminuir os efeitos da crise climática. É essencial mostrar para as crianças que elas não são impotentes diante deste cenário - pelo contrário, elas fazem parte da solução. Assim, fale sobre a importância de ações como, por exemplo, economizar energia e água, cultivar plantas, reciclar, e compartilhar o que sabemos e aprendemos com outras pessoas. 


Faturamento do mercado pet chega a R$ 51, 7 bilhões em todo o país e abre espaço para novos negócios

Levantamento do Instituto Pet Brasil aponta que 48% do mercado é movimentado por pequenas e médias empresas; Confira três motivos para investir no setor

 

Os cuidados com os animais de estimação aumentaram no país. É isso o que revela o levantamento do Instituto Pet Brasil (IPB), lançado no primeiro trimestre de 2022, que registrou alta de 27% do faturamento em 2021 de produtos, serviços e comércios no setor, atingindo R$ 51,7 bilhões. A movimentação deste segmento também mostra um cenário otimista para o investimento de pequenas e médias empresas na área, já que dados do IPB ainda apontam que 48% do mercado, principalmente a parte de vendas, é impulsionado pelos pequenos empreendedores.

Com o cenário favorável, novas empresas se destacaram no ramo, como a Doggi, a primeira rede de franquias especializada em banho e tosa por aplicativo do Brasil.  Nascida em 2021, durante a pandemia da Covid-19, a empresa buscou atender a necessidade de levar comodismo e facilidade para o dia a dia dos tutores de cachorros. Segundo Rodolfo Calvo, fundador e CPO da Doggi, o segmento precisa de diferenciais que atendam as necessidades de quem precisa dos serviços para os animais. “A maioria dos players desta área não disponibilizavam um aplicativo que facilitasse o agendamento de serviços, raramente havia a opção de marcar múltiplos cuidados no mesmo dia. E essa praticidade aliada ao bom serviço que ajudam as empresas a se destacarem”, conta. 

Com a experiência no empreendedorismo, Calvo acompanha a expansão do mercado neste campo e por isso apostou na criação da Doggi. Baseando-se na  bagagem no ramo dos negócios que já tinha acumulado, ele compartilha três motivos para investir na área de pets no Brasil, confira: 

 

Crescimento do cuidado com os animais 

De acordo com União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), a procura por adoção de pets aumentou 400% durante os primeiros meses da pandemia. “Essa nova demanda também gera a busca por diversos tipos de cuidados básicos com os animais, como banho, tosa - no caso dos cachorros -, hotéis para animais, cuidados médicos, recreativos e muitos outros serviços que podem ajudar na saúde e no bem-estar do bichinho. Assim, com essa necessidade, é importante pensar na ampliação de mais pontos de atendimento para eles”, destaca. 

 

Faturamento do setor nos últimos anos

O mercado pet no Brasil faturou, em 2020, R$ 40,8 bilhões, ocupando o 3º lugar de país que mais movimenta o setor no mundo. E como já afirmado pelo IPB, boa parte dessa movimentação acontece a partir dos pequenos e médios negócios, que atendem às necessidades dos animais espalhados pelo país. Com isso, investir em produtos e serviços para a comunidade pet se tornou um bom negócio para o empreendedor. 

 

Oportunidades para pequenos empreendedores

A alta demanda de cuidados e serviços não são supridas pelas grandes varejistas, desta forma, o pequeno empreendedor ganha destaque para atender o que o animal e o seu tutor precisam. De acordo com um levantamento do Sebrae em 2021, o número de microempreendedores individuais (MEIs) no mercado pet cresceu 46% no segundo semestre do ano passado. Só o setor de PMEs cresceu 39% no mesmo período, alcançando 80 mil empresas pelo país. “Para quem está começando, investir em franquias pode ser um diferencial para os empreendedores, porque começará a trabalhar em um modelo de negócio que já estrutura delimitadamente a forma de atuação de trabalho”, pontua.


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