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quinta-feira, 9 de julho de 2020

Em casa: dicas para evitar excessos e se alimentar corretamente

Compulsão alimentar é potencializada com dietas restritivas, por isso comer com equilíbrio é a melhor opção


Para comer bem, é preciso ir além da vontade de se reeducar em relação aos hábitos alimentares, apesar de esse ser um componente importante para alcançar o objetivo. Ansiedade e estresse são sentimentos explosivos para a boa alimentação e eles estão potencializados nessa fase de pandemia, com o isolamento e as dúvidas das pessoas sobre a situação. Junto a isso, fatores neurológicos e hormonais podem impactar na qualidade da dieta regular, segundo explica Bruna Pavão, consultora nutricional da linha Cuida Bem e que dá dicas para manter a alimentação sob controle, sem excessos ou compulsão.

“Situações de estresse crônico estão associadas a maior exposição ao cortisol, que possui efeitos sobre o sistema de recompensa cerebral (SRC), o que pode desencadear o consumo excessivo de alimentos de alta palatabilidade”, pontua. Entre esses produtos estão aqueles ricos em açúcar, gorduras e sal. Como estimulam as papilas gustativas, eles geram prazer imediato e aumentam a vontade de comer mais. O risco de consumir qualquer um deles pode diminuir bastante se ficarem de fora da despensa da casa, o que pode ajudar na trajetória pela boa alimentação.

Para Bruna, o ponto fundamental dessa virada no comportamento, que leva, consequentemente, à maior qualidade dos alimentos consumidos e à busca pelo equilíbrio nas horas das refeições, está no entendimento e aprendizado sobre o significado e a importância de se comer bem. “Trata-se de um novo estilo de vida, de ampliar conceitos e mudar alguns costumes.”

E não adianta imaginar que a transformação acontecerá de repente. Para facilitar o processo de mudanças de hábitos, é preciso ser realista. Esta é a primeira dica da nutricionista. “Faça pequenas mudanças no modo como se alimenta e no nível de atividade física praticada. Após o primeiro pequeno sucesso, estabeleça outro objetivo e prossiga”, sugere ela, que ainda reforça sobre a importância de fazer substituições dos produtos ultraprocessados pelos minimamente processados e para os da categoria in natura. “Essas trocas representam um passo importante.”

Além de comer regularmente de forma fracionada, o que evita a ingestão de grandes quantidades de comida em uma única refeição, é recomendado estabelecer horários fixos para a alimentação ao longo do dia. “Sem isso, todo o processo de mudança de hábitos pode acabar prejudicado e até mesmo o volume do estômago pode aumentar e levar a pessoa a comer mais progressivamente”, alerta Bruna. O ideal é fazer de cinco a seis refeições diariamente e, nas principais, incluir vegetais crus e folhosos para aumentar a saciedade.

Repetir os alimentos das refeições é outro hábito que precisa ser evitado, de acordo com nutricionista. Ou seja, coloque no prato toda a quantidade de alimentos de que precisa, sem exageros. O tamanho das porções vai variar segundo as necessidades individuais – um nutricionista é o profissional indicado para estabelecer qual é o volume indicado para a rotina e o biotipo de cada um.

Também é importante deixar de contar as calorias. A prática é dispensável para quem se alimenta corretamente e na frequência necessária. Bruna conta que “seguir o guia da pirâmide dos alimentos ajuda a consumir as porções recomendadas para cada grupo de alimentos. Dessa forma, fica mais fácil montar o prato ideal sem exageros”.


Dietas da moda: jamais!

A compulsão alimentar é uma vilã na hora de se alimentar e, como apontam alguns artigos atuais, a restrição alimentar justamente aumenta esse impulso. Por isso, nada de adotar dietas radicais ou da moda. “As limitações exageradas fazem com que o cérebro entre em modo de escassez e isso aumenta o desejo pelos alimentos rotulados como proibidos.” Ainda, a prática pode implicar em oscilação de humor, maior irritabilidade e aumentar o foco na comida.

“As últimas pesquisas apontam que 30% da população mundial é consumidora de ‘lifestyle’, um estilo de vida influenciado pelas mídias sociais. Com isso, as dietas e as estratégias usadas para emagrecer com a internet ganham ainda mais velocidade de disseminação. Mas a verdade é que, como essas dietas surgem por influências do momento, elas também são rapidamente substituídas por novas tendências, o que mostra que não há nenhum método, estratégia ou dieta que seja universal”, afirma a profissional.

Também não existe solução milagrosa, uma vez que comer corretamente não significa apenas eliminar determinados alimentos da rotina. “Comer um doce de vez em quando não vai estragar tudo o que a pessoa já conquistou, do mesmo modo, comer uma folha de alface no meio do hambúrguer também não fará grande diferença. A regularidade e a quantidade são fatores preponderantes para o benefício ou problema.”

O equilíbrio, de fato, é o apoio de todo o processo de mudança. “Antes de se alimentar, identifique se a fome é fisiológica ou se existe somente a vontade de comer. Crie hábitos que ajudem a diminuir a ansiedade e mantenha a mente ocupada. Meditar, refletir ou respirar profundamente podem auxiliar a diminuir a ansiedade e os episódios de compulsão e a ter uma vida mais equilibrada que leve a uma alimentação controlada”, explica Bruna.



Santa Helena


quarta-feira, 8 de julho de 2020

Causa da fibromialgia pode ser emocional


A hipnoterapia é uma opção de tratamento


A fibromialgia ainda é uma doença incógnita para a maioria dos profissionais de saúde, pois a causa ainda não foi encontrada e não há exames que a comprovam, apenas diagnóstico clínico.

Os sintomas são dor por todo o corpo que costumam ser severas e os pacientes não sabem explicar como e onde surgiram, além de cansaço, problemas para dormir e ansiedade ou depressão.

“Como não há razão física comprovada, muitos afirmam que a causa da fibromialgia pode ser psicológica, afinal, o emocional e subconsciente costuma refletir no corpo seus problemas”, conta Madalena Feliciano, hipnoterapeuta.

Apesar de estar relacionada a outros problemas como doenças reumáticas, a fibromialgia também está ligada ao sistema nervoso central, o que poderia levar à conclusão de sobrecarga emocional sendo fisicamente manifestada.

A hipnoterapia acumula casos de sucesso para clientes com esse problema, resolvendo-o em poucas sessões, baseando-se em encontrar o que está causando a dor, e não a doença em si.

“Ao estudar todo o histórico daquele que sofre de fibromialgia, é comum encontrar traumas, culpas e medos que poderiam causá-la. Realizando uma reprogramação e mudança de mindset, grande parte da dor – senão inteira, desaparece”, finaliza Madalena.




Madalena Feliciano - Gestora de Carreira e Hipnoterapeuta
Rua Engenheiro Ranulfo Pinheiro Lima, nº 118, Ipiranga/SP.


Idosos são as principais vítimas fatais do coronavírus na RMC, indica estudo do Observatório PUC-Campinas


Até o fim de junho, 84,9% das mortes em Campinas foram de pessoas acima de 60 anos; economista sugere medidas de proteção social à população idosa 


Um estudo do Observatório PUC-Campinas, que analisou os casos e as mortes por coronavírus até o fim de junho, indica que os idosos são as principais vítimas fatais da doença na Região Metropolitana de Campinas. Em Campinas, epicentro da pandemia na RMC, a população idosa responde por 84,9% do total de óbitos registrados, realidade que se estende aos demais municípios da região. (VEJA O ESTUDO COMPLETO) 

A situação reforça a vulnerabilidade das pessoas acima de 60 anos no contexto da covid-19, incluídas nos grupos de risco determinados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Na RMC, os indivíduos que integram essa lista representam aproximadamente 15% do conjunto populacional: são 475.700 os idosos residentes nas vinte cidades da região. 

Para o economista Cristiano Monteiro, que coordenou o levantamento, as estatísticas já evidenciam a necessidade da criação de políticas públicas para proteção social e defesa da vida da população em idade mais avançada. Para ele, as medidas se fazem urgentes diante do declínio constante no índice de isolamento social na região, atualmente em torno de 50%. 

“Com a possível flexibilização das atividades de comércio e serviços privados e públicos, que viabiliza maior interação social dos jovens e adultos, a taxa de distanciamento deve seguir em queda, cenário que se traduz em novos riscos à população idosa, que na maioria dos casos divide moradias com tais grupos”, analisa o professor extensionista. 

A preocupação do docente é justificada em números: em Campinas, 75,5% dos casos de coronavírus até o fim de junho foram registrados em pessoas entre 20 e 59 anos, que se deslocam intensamente em razão das suas atividades de trabalho. Ao voltar para casa, onde reside com pessoas idosas, esse grupo aumenta substancialmente a probabilidade de contágio da população na faixa etária de risco. 

“O atraso histórico na produção de moradias particulares para novas gerações; em outras palavras, o fato de muitos jovens e adultos residirem com as pessoas idosas, apresenta-se como um problema social que agrava a situação da pandemia da covid-19, em total desfavor dos idosos, cuja letalidade é demasiadamente mais alta”, acrescenta Cristiano. 

Com isso, o economista sugere a adoção de certas medidas pelo setor público, de forma a assegurar a proteção da população idosa. São elas: contratação emergencial de “cuidadores de idosos”, que se responsabilizariam pelo contato direto com famílias que se enquadram no grupo de vulnerabilidade mencionado; adoção de home office aos jovens e adultos economicamente ativos que residem com idosos; e acompanhamento digital da taxa de isolamento social das pessoas que vivem com idosos. 


O que tornam as bactérias mais resistentes aos antibióticos?


Além do processo evolutivo natural dos microrganismos, prescrição inadequada e o uso incorreto dos medicamentos produzem bactérias super-resistentes


Quando o cientista escocês Alexander Fleming descobriu acidentalmente em 1928 que o fungo Penicillium notatum era capaz de neutralizar a ação de uma bactéria responsável por infeccionar feridas em soldados, ele causou uma verdadeira revolução na área da saúde. Fleming desvendara o princípio para a criação do primeiro antibiótico da história: a penicilina. A partir daí, novos fungos com esse potencial começaram a ser encontrados e novas substâncias foram desenvolvidas. O mundo vivia a era dos antibióticos, em que a maior parte das doenças infecciosas encontrava tratamento.

Mas como qualquer organismo vivo a bactéria também evolui. O farmacêutico, bioquímico e pós-doutor em Microbiologia, Alessandro Silveira, enfatiza que, à medida que as pessoas utilizam os antibióticos, as bactérias criam mecanismos para se defenderem, desenvolvendo resistência aos medicamentos. "Trata-se de um fenômeno natural", afirma.

Silveira destaca que, além desse processo evolutivo natural, existem outros fatores que tornam os microrganismos mais resistentes aos antibióticos. Aspectos referentes à prescrição e ao uso inadequados diminuem a vida média destes medicamentos. O pós-doutor em Microbiologia cita quatro situações em que isso pode ocorrer: indicação para tratamento de infecções que não são bacterianas, virais, por exemplo; indicação de antibiótico de amplo espectro; uso incorreto da dose; e uso em intervalo de tempo inadequado.


Prescrição do antibiótico

No primeiro caso, trata-se de uma questão cultural. Muitas vezes, premido pela mãe, que leva o filho ao pronto-socorro, o médico receita o antibiótico para tratamento de uma faringite, que 80% das vezes tem como agente causador um vírus. Para ter certeza de que a doença está sendo provocada realmente por uma bactéria, é necessário exame laboratorial, – de cultura e antibiograma – cujo resultado pode demorar até três dias. Como a criança está sofrendo, com febre, dor, prostrada, o médico indica o antibiótico. "Se a infecção for bacteriana, o remédio adiantará, se for viral, os sintomas desaparecerão independentemente do antibiótico, com repouso e hidratação", explica Silveira.

A indicação do antibiótico ideal para o tratamento de determinada infecção demanda tempo que às vezes não existe, seja porque a doença é grave, por exemplo, no caso de pneumonias associadas à ventilação mecânica, seja porque os sintomas incomodam, como no caso de uma infecção urinária. "O médico praticará então a chamada terapia empírica, aquela em que não se sabe exatamente qual é a sensibilidade da bactéria ao antibiótico antes de iniciar o tratamento", informa Silveira. Nesse tratamento é utilizado um medicamento de amplo espectro, que consiga atingir o maior número de bactérias possível. Quando o resultado do antibiograma é liberado, o médico está apto a adotar um remédio mais específico.

No sentido de facilitar a prescrição adequada do antibiótico é de grande valia, de acordo com o bioquímico, as informações geradas pelo laboratório de bacteriologia a respeito da prevalência da epidemiologia local. Por exemplo, tendo em mãos uma série histórica demonstrando qual a principal bactéria associada à determinada infecção do hospital em que trabalha, o médico pode direcionar sua terapia empírica, ou seja, utilizar menos o antibiótico de amplo espectro e mais o antibiótico adequado para aquela infecção.

Segundo o pós-doutor em Microbiologia, outro fator importante que contribuiu bastante para a diminuição do uso inapropriado de antibióticos e que merece ser destacado é a resolução RDC 44, de 26 de outubro de 2010, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida restringiu a compra desses medicamentos ao tornar obrigatório a apresentação de receita médica. "Anteriormente, os antibióticos podiam ser adquiridos livremente na farmácia", explica.

A fim de melhorar a eficácia da indicação dos antibióticos adquire cada vez mais relevância o conceito de stewardship, que significa utilizar da melhor forma possível o arsenal terapêutico disponível para o combate de infecções bacterianas. A prática se caracteriza pela utilização do mesmo antibiótico por outras vias; pelo cálculo da dose a partir de modelos matemáticos; pelo controle do número de infecções no hospital por bactérias que normalmente são favorecidas pelo uso de determinado antibiótico etc.


Uso do antibiótico

A questão da dosagem do antibiótico está relacionada ao uso inadequado do medicamento. Ao invés de ingerir o antibiótico no intervalo de tempo correto, por exemplo, a cada oito horas, conforme escrito na bula, o paciente toma com um hiato de 12 horas. Silveira explica que, a partir de um determinado período, a concentração do antibiótico que tem efeito contra a bactéria se torna abaixo do mínimo necessário e o medicamento começa a perder sua atividade. "Nesse momento, a resistência bacteriana tende a aumentar, por isso a necessidade de tomar uma nova dose.", diz.

Além de tomar o antibiótico no intervalo de tempo incorreto, o paciente costuma fazer uso do medicamento durante menos dias do que o recomendado. O bioquímico afirma que se o antibiótico foi receitado para ser tomado em sete dias, o tratamento não pode ser interrompido após três dias, por exemplo, apenas por que houve melhora do quadro clínico. "É preciso fazer o tratamento pelo tempo prescrito, porque, se não, a probabilidade das bactérias ficarem mais resistentes ao antibiótico se torna maior", enfatiza.

Contribui ainda para o aumento da resistência das bactérias aos antibióticos, o uso destes  visando ao tratamento e à promoção de crescimento (engorda) de animais de corte, principalmente bovinos, suínos e aves. "Aproximadamente 80% de todo o antibiótico produzido no mundo vai para a medicina veterinária, principalmente para ração", diz o pós-doutor em Microbiologia. Conforme Silveira, os antibióticos estão disseminados na natureza, já que as fezes dos animais são espalhadas pelo solo e na água dos rios que regam as plantas.

Isso acarreta um fato curioso: a resistência de bactérias a antibióticos recém-lançados. Pois, embora não tenham sido utilizados na terapia clínica humana, muitos destes medicamentos são regularmente empregados no tratamento de animais. Ao se alimentarem da carne de boi, porco ou frango, as pessoas entram em contato com os antibióticos ali presentes e suas bactérias evoluem para se tornarem resistentes a eles.
Todos os pontos acima destacados fazem com que as pessoas usem mais antibióticos do que deveriam, promovendo a seleção natural das bactérias que colonizam o organismo humano. "Alguns microrganismos não são eliminados pelos antibióticos e se fortalecem cada vez que o medicamento volta a ser utilizado. Torna-se um processo cíclico", diz o pós-doutor em Microbiologia.

Silveira explica que, além dos organismos que causam a infecção, o antibiótico eliminará as bactérias que são benéficas ao nosso organismo, podendo levar a uma disbiose intestinal, que é o desequilíbrio da flora bacteriana do intestino. Nesse processo, alguns microrganismos que viviam em harmonia dentro do corpo humano podem se tornar danosos, causando infecções e doenças.

Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo mapeia o perfil das equipes cirúrgicas de transplante renal no Estado de São Paulo


Com a pandemia do novo coronavirus, houve uma queda expressiva de quase 30% das doações de órgãos em todo País

Em meados de março, logo que foi determinada a quarentena, foi anunciada também a suspensão dos transplantes por doador vivo, tendo como objetivo protegê-los e não expô-los ao risco de contaminação do vírus. A paralisação, embora necessária, afeta cerca de 20% dos pacientes que dependem das doações de rins para sobreviver no Brasil.

Em 2019, foram realizados aproximadamente 6,3 mil transplantes renais. “Hoje, temos perto de 25 mil pessoas ativas na lista de espera. Nos últimos dez anos, a média anual foi de 5,5 mil procedimentos.”, afirma o urologista Sérgio Ximenes, Chefe do Departamento de Transplante da SBU-SP, Doutor em Urologia pela UNIFESP.

Paralelamente a esse cenário, a Sociedade Brasileira de Urologia – seção São Paulo, realizou um levantamento para traçar o perfil das equipes cirúrgicas que realizam transplante renal no Estado de São Paulo. Baseado no Registro Brasileiro de Transplantes, da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, o questionário foi respondido por 20 equipes do Estado de São Paulo, sendo 11 da capital e nove do interior o que enriqueceu a qualidade dos dados coletados.
As instituições de ensino corresponderam a (70%) das equipes ativas, o restante (30%) está dividido entre instituições privadas e filantrópicas.

Um dado interessante é que, quando analisadas as especialidades dos cirurgiões, foi observado uma maciça participação dos urologistas, presentes em praticamente (100%) das equipes. Em segundo lugar vem o cirurgião geral que com (10%) de presença, seguido pelo cirurgião vascular e pediátrico com (5%) cada.

“A urologia está relacionada com o transplante renal por sua grande familiaridade com o órgão. O urologista é formado e treinado para tratar todas as patologias renais. O transplante, por sua vez, envolve também a manipulação da via urinária como ureter e bexiga, também área de atuação do urologista. Por fim, atua muito próximo ao nefrologista, que é o especialista responsável por tratar os pacientes com falência do rim e suas consequências”, explica Ximenes.

Outro dado interessante é que (32%) dos cirurgiões atuam exclusivamente no transplante renal. Apenas (25%) das equipes possuem cirurgiões envolvidos na captação de órgãos. Quanto à participação no SUS, cerca de (15%) atuam exclusivamente, (45%) das equipes em mais de (75%) dos transplantes e somente (15%) não atuam.

O transplante pediátrico é realizado por somente (40%) das equipes, talvez pela complexidade do paciente além da dificuldade para organizar a estrutura necessária para o atendimento deste tipo de paciente, como a diálise e UTI.



A SBU
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) é uma entidade médica, com 90 anos de fundação, que congrega mais de 4.500 mil médicos associados em todo o País, sendo 30% relativos ao Estado de São Paulo. Sem fins lucrativos, representa os profissionais da especialidade de Urologia clínica e cirúrgica, responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento das enfermidades do sistema urinário, de ambos os sexos, e do sistema genital masculino. A seccional São Paulo tem 50 anos e cerca de 1500 médicos associados. Desde 2004, realiza campanhas anuais de conscientização do câncer de próstata para aumentar a sobrevida de pacientes acometidos pela doença. Para mais informações, acesse o novo portal, acesse: sbu-sp.org.br



Astellas lança o programa Sobre A Vida™ para auxiliar pacientes em tratamento de câncer de próstata


O programa de apoio ajudará pacientes, que já possuem prescrição médica, com informações e suporte para a aprovação da enzalutamida junto aos convênios de saúde


Nesta semana a Astellas Farma Brasil lança um programa que visa ajudar pacientes no processo de aprovação do tratamento de câncer de próstata junto aos seus convênios de saúde. O Sobre A Vida™ fornecerá informação, orientação e suporte gratuitos, por telefone e pelo website, a respeito do processo de solicitação da enzalutamida, já que cada plano de saúde solicita uma documentação específica para aprovar o custeio do tratamento prescrito pelo médico. Por se tratar de uma medicação oncológica, a enzalutamida, não está disponível para venda nas farmácias e é passível de cobertura pelos planos de saúde.

 O Sobre A Vida™ estará disponível para todos aqueles que usufruem de um convênio de saúde e que já possuem indicação médica, de um urologista ou oncologista, para o uso da enzalutamida para os seguintes casos:
  • Câncer de próstata não-metastático resistente à castração
  • Câncer de próstata metastático resistente à castração
Caso o indivíduo apresente um quadro de metástase, ou seja, um caso mais urgente, a companhia fornecerá o primeiro mês de tratamento gratuitamente, visando garantir o acesso mais rápido por parte do paciente e auxiliando no impacto orçamentário das operadoras.

Médicos e pacientes deverão se cadastrar no programa e serão contatados pela companhia, que também oferecerá materiais sobre qualidade de vida e bem-estar durante o tratamento do câncer de próstata. “É a primeira vez que a Astellas oferece um programa de suporte a pacientes no Brasil. Isso é fruto do nosso trabalho para demonstrarmos cada vez mais o nosso compromisso com pacientes, médicos e instituições de saúde. Estamos empenhados em apoiar a sociedade por meio do fornecimento de medicamentos inovadores e temos planos para ampliar esses esforços”, afirma Alessa Costa, Diretora Comercial e de Acesso da Astellas Farma Brasil.



Serviço:
Para mais informações e inscrições no programa Sobre A Vida™:
Telefone: 0800 999 5124




Astellas Farma Brasil



Preconceitos e estigmas atrapalham a reabilitação de dependentes químicos



Pacientes em tratamento e especialistas no tema contam que a exclusão ainda faz parte da rotina dos dependentes e que esse fator os torna mais vulneráveis e interfere na recuperação


A morte de George Floyd comoveu o mundo inteiro. Os joelhos no pescoço que asfixiaram o americano são uma demonstração clara do racismo, que persiste até hoje na nossa sociedade. O preconceito não atinge apenas os negros. Os dependentes químicos também são estigmatizados e marginalizados. O descrédito não poupa ninguém, nem mesmos os famosos. Walter Casagrande, estrela do futebol brasileiro, sempre conta em entrevistas e no seu livro “Casagrande e seus demônios”, todo o preconceito que cerca a vida dos dependentes químicos – chamados de viciados, drogados e vagabundos – e a luta diária para evitar as recaídas.

A psiquiatra Alessandra Diehl, que é vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos Sobre o Álcool e Outras Drogas (ABEAD) e especialista em dependência química, ressalta que a adicção é uma doença cerebral e não pode ser relacionada a uma condição moral ou de falha de caráter. “A sociedade precisa reconhecer que a ética do cuidado se caracteriza por um estilo de presença que põe no centro sempre a pessoa mais frágil e vulnerável como os dependentes químicos e seus familiares, principalmente aqueles que estão em situação de rua. Dentro deste contexto, tanto a prevenção quanto o tratamento da dependência química implicam no combate a toda forma de desigualdade, discriminação, indiferença, exclusão e injustiça”, diz.

Para ela, é muito triste que, mesmo depois de "limpo" há vários anos, pessoas como o ex-jogador de futebol, Walter Casagrande, ainda seja chamado de " drogado" nas redes socais. E ele não é o único: outras pessoas, como Fabio Assumpção, são escrutinizadas em praça pública e sujeitas a toda forma de zombaria e desonra. “Isto é psicofobia! Acho que tudo isto pode nos ensinar o quanto este estigma afasta da busca de tratamento e nos mostra que as pessoas podem passar por momentos muito difíceis da vida, mas elas podem superar seus monstros, seus fantasmas, seus demônios. Eu particularmente acredito da recuperação! Sim, ela existe e é libertadora", acrescenta Alessandra.

Hélio Harada Assanuma é uma testemunha de que a psiquiatra tem razão. Ele se encontra em recuperação há nove anos e seis meses. “Aceitei que tenho uma doença que precisa ser tratada dia, a dia. Necessito de ajuda independente do tempo que eu esteja em abstinência. Por eu aceitar ajuda de profissionais e companheiros que passaram por esse mesmo problema, consegui recuperar a confiança da minha família, no meu trabalho, e não percebo mais que as pessoas me olham com preconceito. Posso frequentar reuniões de trabalho familiares, escolares e agir como uma pessoa saudável. Sei que o olhar das pessoas em relação a mim só depende do meu comportamento”, depõe.

Até reconquistar todos que estavam a sua volta, Hélio esbarrou em muitas barreiras para ser incluído novamente na sociedade. Ele conta que, quando era usuário de drogas, o preconceito começava dentro de casa, por não conseguir concluir nada daquilo que projetava. “Trabalhava no comércio com meus pais e, em razão da instabilidade do meu comportamento, minhas ideias nunca eram incorporadas, mesmo que fossem as melhores. Isso no núcleo familiar mais próximo. Já no mais distante, se referiam a mim como o drogado, o usuário. A drogadição me levou também para o mundo do crime e isso motivou minha exclusão do convívio social com as pessoas, com os amigos dos meus irmãos e da minha família. E quando eu era convidado para algum encontro, sempre me olhavam com desconfiança. Me senti excluído do círculo de amizades saudáveis. Só era aceito nos grupos que cometiam delitos. Daí percebi a necessidade de mudar. No trabalho, no momento que perdi o controle da minha vida, as pessoas não queriam mais negociar comigo por conta da drogadição. Só depois do tratamento as pessoas começaram a confiar na minha palavra e agora tenho crédito. Mas o estigma persistiu por muito tempo. Hoje, depois de um tempo de recuperação, os meus sobrinhos buscam se aconselhar comigo, devido toda a experiência de vida que adquiri”, conta.


Preconceito contra dependentes é histórico e está enraizado na sociedade

Fernanda Lia de Paula Ramos, que também é vice-presidente da ABEAD, explica que a humanidade sempre conviveu com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Antigamente, o modelo etiológico que predominava era o moral. Assim sendo, um dependente de álcool ou de outras drogas era considerado um pecador ou alguém com problemas de caráter, que merecia ser socialmente punido. Na idade média, por exemplo, muitas pessoas alcoolizadas sofriam punições em praças públicas.

Somente nos séculos XVIII e XIX é que surgiram as ideias de perda do controle do beber, gerando uma necessidade ao invés de uma escolha pessoal (Benjamin Rush) e a ideia de ser uma doença (Thomas Trotter). Ainda no século XIX, o Magnus Huss a denominou de “alcoolismo crônico”. Só no século XX, que o Jellinek definiu os diversos tipos de padrões de beber problemático e, posteriormente, o Grifith Edwards caracterizou os critérios da “Síndrome de Dependência do Álcool”.

“No entanto, mesmo que, hoje em dia, a dependência química seja considerada um transtorno mental descrito nos manuais DSM V e CID 10 e que se levem em conta as influências biopsicossociais de tal patologia, ainda convivemos com muito estigma e preconceito residuais. Infelizmente, muitos ainda agem sob a óptica de uma visão moral, o que dificulta muito a busca por ajuda e tratamento por parte dos indivíduos com tais problemas. Muitas vezes, as próprias famílias também se sentem envergonhadas e demonstram dificuldade de buscar auxílio de profissionais de saúde, como psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, consultores, entre outros. Outra repercussão bastante deletéria do preconceito é a dificuldade que alguns dependentes químicos têm de reinserção social, mesmo após tratamento e períodos longos de abstinência”, salienta Fernanda Ramos.

Para o psicólogo Rogério Bosso, o fato dos dependentes químicos enfrentarem dificuldades relacionais nos grupos sociais e no mercado de trabalho pode estimular recaídas. “No início da recuperação as pessoas ainda estão muito fragilizadas. Por passarem anos imersos nesse universo da dependência, mesmo que já tenham encontrado um novo estilo de vida e passado pelo enfrentamento dessa situação, ainda apresentam fragilidade emocional. É um processo delicado, vagaroso e complexo”, atesta o psicólogo.


Mudança de vida é a chave para evitar recaídas

Rogério Bosso informa que a recuperação de permanência é multifacetada e mudanças de vida devem ser feitas, como evitar pessoas e situações que possam ser um gatilho para a recaída. A criação de novos vínculos para que possa se afastar das pessoas que estimulavam o consumo de substâncias é um dos caminhos para manter o quadro de abstinência, na opinião do psicólogo. 

“A dependência, muitas vezes, leva a ruptura de vínculos, principalmente na esfera familiar. E, quando estão em tratamento, precisam de apoio para refazer e fortalecer esses laços. Há um julgamento e um preconceito muito grande em torno dos dependentes, quando, na verdade, o que eles precisam é de ajuda. Com esse fortalecimento das relações, os dependentes melhoram a autoestima e começam a ser novamente incluídos na sociedade e no mercado de trabalho, o que ajuda na reabilitação e no controle da abstinência. A ajuda para esse resgate profissional, num local protetivo, com pessoas que contribuam para que os dependentes continuem os tratamentos e fiquem longe do uso das drogas, também é muito importante para a recuperação”, destaca Bosso.

Elaine Camarini, vice-presidente da entidade Faces e Vozes da Recuperação no Brasil, apoia a reabilitação e prega a promoção de políticas relacionadas à ciência, saúde, compaixão e direitos humanos no tratamento dos dependentes. “Nossos apoiadores acreditam que quando se elimina o estigma, a discriminação e se removem as barreiras para o tratamento, mais brasileiros terão vida saudável e recuperação a longo prazo. Trabalhamos para assegurar que as políticas públicas reflitam a esperança e a resiliência encontrados nas comunidades de recuperação. E trabalhamos para ajudar os outros por meio de uma aproximação compreensiva, que resolva a crise de adicção no Brasil”, finaliza. 



CUIDAR DAS VARIZES EM TEMPO DE QUARENTENA


Muitas pessoas acham que as varizes são só uma questão estética, o que não é verdade. A doença precisa ser tratada, já que as veias dilatadas podem estar associadas a complicações mais graves como processos inflamatórios na pele como tromboflebite, feridas como úlceras varicosas e ter relação até com a trombose. Fazer um check-up vascular é muito importante, porque com o passar dos anos acontece o envelhecimento natural dos vasos sanguíneos.
Estamos vivendo tempos difíceis e de luta contra um inimigo invisível, em que o isolamento social se faz necessário. Mas é importante frisar a importância das pessoas não deixarem de cuidar da saúde, principalmente aquelas que possuem doenças crônicas, como as relacionadas aos problemas circulatórios. Elas vão continuar ocasionando óbitos também. Segundo estudos do Ministério da Saúde mais de 340 mil mortes por ano estão relacionadas às doenças do aparelho circulatório. Pessoas com essas doenças crônicas também  são, no momento, as maiores vítimas do COVID, e é preciso que entendam que não devem parar o seu tratamento e nem o acompanhamento de seu médico, na medida do possível.
As varizes possuem uma classificação de C1 a C6. Nessa classificação existem vários subtipos.  Existem as microvarizes, que são as veias capilares e  também tem as veias mais dilatadas que são as varizes propriamente ditas. A definição de varizes é de uma veia dilatada, tortuosa que tem quase o aspecto de uma serpente. É uma veia que perdeu a função dela. A classificação depende do grau de comprometimento dessa veia. A gravidade da doença vai depender dos sintomas, se são mais acentuados ou não. É uma doença progressiva.  Se não tratadas, as varizes podem cada vez mais comprometer a circulação e o paciente ter mais sintomas que variam de dor, peso, queimação a outros maiores.
Os tratamentos podem ser clínicos ou cirúrgicos. Eles são individualizados e definidos por um médico angiologista ou cirurgião vascular. Para que haja um resultado clínico e estético otimizado, a indicação da melhor técnica a ser empregada é definida de acordo com o tipo de varizes, cor de pele, idade, existência ou não de insuficiência venosa e condições clínicas gerais. É também fundamental o estudo da circulação venosa das pernas para indicar tratamentos mais adequados para cada caso.
Pessoas mais jovens também podem apresentar o problema circulatório, principalmente aquelas que estão expostas a mais fatores de risco, como: hereditariedade, uso de hormônio, fumo e sedentarismo.  
 Os problemas circulatórios de uma maneira geral podem ser evitados com medidas simples como praticar uma atividade física, ter uma alimentação equilibrada e não fumar. E o principal, ficar atento a sintomas como dor, alteração na coloração da pele e inchaços nas pernas procurar imediatamente um médico angiologista e/ou cirurgião vascular.



Ricardo Brizzi - Angiologista e Cirurgião Vascular. Fez residência médica em cirurgia vascular na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no período de 1993 a 1996. Pós graduou-se em cirurgia endovascular em SP, trabalhou no serviço publico no Hospital Salgado Filho e no Hospital da Lagoa – setor de Hemodinâmica. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. É um dos Responsáveis pelo setor de cirurgia vascular e endovascular do Hospital Badim, do Hospital Israelita e Hospital Norte D’Or.

A covid-19 e a insuficiência da ciência atual


Ninguém, em sã consciência, pode negar que a defesa do homem em face dessa inusitada pandemia lança raízes na ciência, lembrada segundo o senso comum. 
Essa foi a ideia lançada tantas vezes no Brasil dos últimos tempos. Porém, seria preferível optar-se pela referência ao conhecimento. Claro que, sob a ignorância e o achismo, somente se poderia atingir o ponto nefasto a que chegamos, não só em prejuízo dos brasileiros como de toda a humanidade, em razão da multiplicação geográfica da contaminação. 

Isso porque o conhecimento foi corretamente cindido em duas fórmulas pelos epistemólogos: divide-se em técnica e em ciência. Distinguem-se porque a técnica nos ensina o "como". E a ciência nos diz o "porquê". O "como" consertar um aparelho de televisão nos leva ao resultado pragmático desejado, mas permanecemos, em geral, ignorantes do "porquê" as medidas adotadas produziram a recomposição útil do objeto.

Em relação às medidas da crise, a ciência, em verdade, executa técnicas. A técnica do isolamento e do distanciamento social, da constante limpeza das mãos, do álcool gel, tudo para evitar que o vírus penetre por nossas cavidades expostas: a boca, o nariz e os olhos. E, uma vez contraído o mal, a técnica dos respiradores e dos procedimentos medicamentosos. Mesmo a descoberta de uma vacina, fundada em exaustivas experiências empíricas, seria uma técnica de obstruir os efeitos danosos do vírus no ser humano, não uma ciência. 

Descobrir a ciência seria explicar os motivos pelos quais homem e vírus não podem coabitar neste planeta. As razões de sua incompatibilidade. Quais as propriedades biológicas de cada qual que os excluem da vida harmônica sobre o planeta Terra. 

Sabe-se que o vírus já se encontrava neste páramo cósmico quando se desenvolveu a vida humana. Porém, não será, obviamente, o direito de propriedade - o direito do primeiro ocupante, um de seus fundamentos - que nos dará uma explicação científica.

Se o homem, até hoje, domina apenas pequena parcela de seu potencial cognitivo, isso ocorre no domínio das ciências. Ele conhece quase que completamente todas as técnicas, o que lhe possibilita a vida contemporânea de incríveis avanços tecnológicos. Mas ainda conhece pouco sobre o "porquê" da internet, das comunicações e das visões à distância em tempo real, enfim de todas essas conquistas, que imprecisamente se dizem científicas e que nos proporcionaram inimagináveis comodidades existenciais. 

O avanço no campo estrito da ciência será um dos legados paradoxais dessa triste pandemia, que leva a vida de muitos de nossos irmãos da espécie. Em tempo que não se pode prever a ciência nos desvendará quais sejam as condições originárias de ocupação de um planeta - sempre mutáveis e incertas, segundo o enunciou Heinsenberg e sua física quântica das probabilidades -  por várias espécies e os modos pelos quais poderão conviver na ocupação dos espaços cósmicos. 

Até hoje, a atividade científica se voltou ao mundo macrofísico. Foi ele o objeto da física de Newton e mesmo de Einstein, da energia, da matéria, das grandes distâncias e de sua relatividade, que revolucionaram os conhecimentos humanos e nos proporcionaram o "admirável mundo novo". Todavia, pouco se caminhou na esfera microfísica, como na microbiologia, onde encontramos o vírus. Por interesses políticos, posto que um foguete espacial tripulado pode render votos, enquanto o financiamento das pesquisas biológicas do invisível tem tanta importância para os donos da política como o investimento em saneamento básico.




Amadeu Garrido de Paula - poeta e ensaista literário, é advogado, atuando há mais de 40 anos em defesa de causas relacionadas à Justiça do Trabalho e ao Direito Constitucional, Empresarial e Sindical. Fundador do Escritório Garrido de Paula Advocacia e autor dos livros: “Universo Invisível” e “Poesia & Prosa sob a Tempestade”. Ambos à venda na Livraria Cultura.


Canadá lança meta para receber mais de um milhão de imigrantes até 2022


Mesmo no auge da pandemia do coronavírus, o país convidou mais de 20 mil famílias para morar legalmente por lá


O atual ministro federal da Imigração canadense, Marco Mendicino, incentiva a meta de receber mais de um milhão de imigrantes do mundo todo até 2022. “Isso é uma realidade. O Canadá precisa receber novos imigrantes nos próximos anos, pois o país precisa de pessoas, devido ao baixo crescimento populacional”, afirma Daniel Braun, presidente da Cebrusa, empresa que oferece soluções completas de imigração para o Canadá.
Para comparação, o Brasil tem aproximadamente 8.515.770 km² de território, enquanto o Canadá tem 9.984.670 km², o Canadá é 17% maior que o Brasil, mas a população canadense é de apenas 37,6 milhões, enquanto a do Brasil tem cerca de 209,5 milhões de pessoas.
O Canadá tem a melhor qualidade de vida do mundo, com um grande destaque para a saúde, educação, segurança e oportunidades profissionais.
Fórmula de Imigração para o Canadá
A Cebrusa oferece um programa de imigração e mentoria chamado “Fórmula de Imigração”, para quem deseja morar legalmente no país, independente da idade, formação acadêmica, experiência profissional ou conhecimento em outro idioma. “O Fórmula de Imigração mostra um passo a passo de como morar no país, tornando a imigração simples, clara e objetiva”, destaca Braun.
De acordo com Daniel, hoje o Canadá oferece mais de 60 programas de imigração e sem o planejamento necessário fica difícil saber qual se encaixa melhor com o perfil de quem quer morar lá. “Morar fora requer planejamento. É importante fazer os ajustes necessários para se qualificar para morar legalmente no país. A imigração é uma necessidade para o Canadá e quem se planeja pra isso e cumprir com os requisitos, vai poder morar legalmente”.
O que é o Fórmula de Imigração? É um programa dividido em duas partes: uma com foco em estudos e outra em mentoria. Para a primeira, o candidato tem acesso exclusivo no portal com aulas on-line e explicações dos programas de imigração. Tudo de maneira bem simplificada e em português. Quem está no programa também recebe a mentoria de imigração. “O programa de mentoria é como se eu pegasse na mão do candidato e o ajudasse a escolher o melhor caminho pra ele e para a família morarem no país. Ajudamos em absolutamente tudo, em todas as dúvidas. É possível inclusive ligar para o pessoal da mentoria e tirar as dúvidas. A pessoa tem o contato de um condutor de imigração”, ressalta Braun.
No máximo a cada 60 dias, o candidato tem uma sessão de mentoria de imigração com conversas de até duas horas com um condutor que vai auxiliar em todos os passos. “A mentoria é como se fosse um GPS. Ao escolher o destino Canadá, eu e a minha equipe vamos ajudar o interessado em toda a rota indicando o próximo passo a ser dado. Com o Fórmula de Imigração é possível poupar tempo e esforço, além de potencializar as chances de morar legalmente no Canadá”.
O investimento do Fórmula de Imigração é de 12x de R$ 497,00, ou 15% de desconto para quem desejar pagar à vista. “Os serviços de imigração costumam ser caros e geralmente em dólares, mas acreditamos que todos merecem uma oportunidade mais acessível. Ao longo do processo, caso o candidato perceba que não se encaixe em nenhum dos 60 programas de imigração do Canadá, nós devolvemos o valor investido por ele. A mentoria tem duração de 36 meses e toda a nossa equipe faz o acompanhamento do candidato até ele conseguir morar legalmente no país”, afirma Braun.
As inscrições para o programa Fórmula de Imigração vão até a próxima sexta-feira, 10/07 e as vagas são limitadas. Para saber mais informações, entre em contato com a Cebrusa pelo e-mail contato@cebrusa.com.br.



Cebrusa 

TRF3 MANTÉM CONDENAÇÃO DE TRÊS PESSOAS POR INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL


 Objetivo dos criminosos era conceder aposentadoria a quem não tinha direito 

Decisão unânime da Décima Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve a condenação de um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de duas irmãs pela inserção de dados falsos em sistema informatizado da Previdência Social, com o objetivo de conceder aposentadoria a uma pessoa sem direito ao benefício.
As provas do processo demonstraram a materialidade e autoria delitivas e evidenciaram a presença do dolo. Entre os documentos apresentados, estão declarações prestadas pelas acusadas em juízo, afirmações da beneficiária, recibos de pagamento assinados por uma das irmãs e informação de que as duas mantiveram contato direto com o servidor da autarquia. 
Além da existência de documentos para cálculo de tempo de contribuição com majoração indevida dos vínculos empregatícios, a auditoria da autarquia identificou que o procedimento irregular de concessão do benefício foi realizado pelo servidor.  
A decisão destaca que o crime de inserção de dados falsos nos sistemas informatizados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida é praticado por servidor público ou alguém a ele equiparado. “É perfeitamente possível que terceiros respondam como coautores ou partícipes, desde que tenham pleno conhecimento de que o executor primário se trata de um funcionário”, diz o acórdão.  
A Décima Primeira Turma também afastou a alegação do princípio da insignificância, uma vez que o crime foi praticado contra a probidade administrativa, a moralidade, o patrimônio público e a confiabilidade social nos sistemas informatizados do serviço público.  

O crime 
Conforme a denúncia, a beneficiária contratou os serviços das duas acusadas que combinaram a conduta fraudulenta com o funcionário do INSS. O servidor lançou vínculos trabalhistas em período superior ao registrado na carteira profissional da segurada. Com a concessão irregular da aposentadoria, entre os meses de novembro de 2006 e outubro de 2009, foram pagos indevidamente R$ 14.611,10. 
Para os magistrados, as acusadas agiram de forma consciente e voluntária ao intermediar a concessão de benefício indevido. O colegiado também entendeu que o servidor agiu dolosamente, porque era experiente e acostumado aos procedimentos de análise e concessão de benefícios previdenciários. Além disso, possuía senha pessoal e intransferível, devendo zelar pela segurança do seu serviço.  
Por fim, as penas atribuídas foram reduzidas e fixadas em dois anos e oito meses de reclusão, com regime inicial aberto, e treze dias-multa.  
Apelação Criminal 0010279-87.2013.4.03.6105/SP 

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