Pesquisar no Blog

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Teste genético para doadoras de óvulos





Um teste genético pode ser realizado antes do tratamento de fertilização in vitro com óvulos doados para avaliar o risco de doenças genéticas. Um estudo com doadoras de óvulos, no qual este teste era realizado antes do tratamento, demonstrou que, em 2% dos casos, havia o risco de transmissão de doenças genéticas, sendo necessária a escolha de outra doadora



Receptoras de óvulos

Casais que vão conceber com óvulos de uma doadora, normalmente, são muito preocupados com sua origem, uma vez que a doadora é sempre anônima. Não é fácil aceitar este tipo de tratamento e, por isso, muitos casais desejam um maior número de informações daquela que será a doadora. O teste genético pré-concepção pode ser uma opção que trará mais segurança e tranquilidade para o casal.

O teste genético preconcepcional (TGP) é capaz de identificar e prevenir a transmissão hereditária de doenças genéticas. Doadoras de óvulos podem, eventualmente, carregar mutações de doenças genéticas recessivas que só se manifestam quando os dois genes (recebidos do pai e da mãe) estão alterados. Quando apresentam somente um gene alterado, isso não trará problema para elas, mas caso o pai também tenha essa mutação, a criança poderá receber os dois genes com mutação e, assim, manifestar a doença. A maior frequência dessas alterações ocorre quando se combinam cargas genéticas similares, como, por exemplo, nos casamentos consanguíneos, pois aumenta a chance dos dois parceiros terem a mesma mutação. O TGP é capaz de evitar essas doenças no futuro do bebê, antes do tratamento de fertilização, pela identificação de genes e as possíveis mutações”, afirma Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO.


O teste genético

O teste genético corresponde à análise do DNA do indivíduo, que é considerado um banco de dados químico que carrega instruções para as funções do corpo. É usado para identificar pessoas que tenham uma cópia de uma mutação do gene que, quando presente em duas cópias, causa uma doença genética. Portadores geralmente não têm risco de desenvolver a doença, mas um risco de transmitir a mutação genética para seus descendentes.

Os testes genéticos podem revelar mudanças ou alterações nos genes que podem detectar a vulnerabilidade para determinadas doenças hereditárias. Os resultados de um teste genético podem confirmar ou descartar uma condição genética suspeita ou ajudar a determinar a chance de uma pessoa desenvolver ou transmitir uma doença genética”, alerta o médico.


O teste da doadora (portadora)

O teste é usado para identificar doadoras que carreguem uma determinada cópia de uma mutação do gene que, quando estiver presente em duas cópias (óvulo da doadora e sêmen do pai), causa uma doença genética. Essas doenças genéticas são classificadas como recessivas. Isto quer dizer que para que se desenvolvam, precisa haver alteração nos dois genes (aquele herdado do pai e da doadora). Se apenas um deles estiver mutado, não haverá doença e este indivíduo será considerado apenas portador.

O teste de portador deve ser realizado na doadora antes do processo de fertilização. Caso apresente mutação em algum gene, o marido poderá pesquisar também se possui essa mutação específica ou uma nova doadora deverá ser escolhida”, indica Cambiaghi.


Exemplos:
  • Afro-americanos podem ser triados para anemia falciforme (doença do sangue na qual as células sanguíneas são em forma de foice e têm dificuldade de viajar livremente pelos vasos sanguíneos, causando dor e anemia).

  • Pessoas com ascendência mediterrânea, africana e do sudeste asiático podem ser rastreados para a talassemia (grupo de doenças genéticas de sangue, todas relacionados com a hemoglobina, a parte dos glóbulos vermelhos que transporta oxigênio).

  • Judeus Ashkenazi, de ascendência europeia, são normalmente testados para garantir que não são portadores da doença de Tay-Sachs (afeta as células nervosas do cérebro e pode ser fatal)

  • Teste de fibrose cística é particularmente importante para aqueles que são caucasianos de ascendência europeia – 1 em 25 é portador da doença. Também importante ser pesquisado no casal quando o homem tem azoospermia por defeito no ducto deferente.

  • Casais com história familiar de doenças hereditárias – como a distrofia muscular ou hemofilia – podem ser testados para riscos específicos.



Painel de Alelos Recessivos

A triagem de portadores de alelos recessivos permite identificar se o casal é portador de alelos alterados que causam doenças genéticas com padrão de herança recessiva.


Triagem de 171 doenças, entre elas:
  • Hipertireoidismo gestacional familiar
  • Hipoglicemia hiperinsulinêmica familiar tipo 4
  • Favismo
  • Deficiência de galactoquinase com catarata
  • Deficiência de galactose epimerase
  • Galactosemia
  • Doença de Gaucher Tipo I, II, III, III C
  • Acidúria Glutárica Tipo II A, II B, II C, I
  • Deficiência de Glicina N-Metiltransferase
  • Disormogênese tireoidiana Tipo IIA e III
  • Resistência ao Hormônio Tireoidiano
  • Deficiência de Transcobalamina Tipo II
  • Deficiência de Proteína Trifuncional
  • Síndrome de Wohwinkel
  • Retardo Mental Ligado ao Cromossomo X, com Acidemia Metilmalônica com Homocistinúria
  • Imunodeficiência combinada grave, ligada ao cromossomo X (SCID)
  • Síndrome de Pendred
  • Doença de Gaucher Perinatal Letal
  • Fenilcetonúria
  • Acidemia Propiônica
  • Imunodeficiência Grave Combinada (SCID) devido à deficiência de adenosina deaminase (ADAD)
  • Anemia Falciforme
  • Variantes de Anemia Falciforme
  • Suscetibilidade à encefalopatia induzida por infecção aguda
  • Suscetibilidade à doença tireoidiana autoimune tipo II
  • Deficiência Primária Sistêmica de Carnitina
  • Doença de Tai-Sachs
  • Acidúria Alfametilacetoacética (deficiência de 3-cetotiolase)
  • Argininemia (deficiência de arginase)
  • Surdez dominante autossômica tipo IIB e IIIB
  • Hipermetioninemia dominante persistente autossômica devido à deficiência de metionina adenosiltransferase I/IIII
  • Surdez autossômica Recessiva
  • Deficiência autossômica Recessiva de metionina adenosiltransferase
  • Síndrome de Barth
  • Síndrome de Bart-Pumphrey
  • Talassemia Beta maior
  • Hemoglobina de Bart
  • Deficiência de Glucose-6-fosfato desidrogenase
  • Persistência hereditária de hemoglobina fetal
  • Pseudodeficiência de Hex a
  • Trombose Hiperhomocisteinemia
  • Hipermetinionemia provocada por deficiência de S-adenosil homocisteína hidrolase
  • Síndrome da ictiose-surdez semelhante à hystrix
  • Síndrome de Bloom
  • Doença de Canavan
  • Citrulinemia
  • Displasia ectodérmica 2, tipo Clouston
  • Ausência Congênita bilateral dos vasos deferente (CVAD)
  • Miopatia por deficiência de carnitida-palmitil-transferase
  • Fibrose Cística
  • Surdez digênica GJB2/GJB3
  • Surdez digênica GJB2/ GJB6
  • Doença de Fabry
  • Cardiomiopatia dilatada familiar
  • Disatonomia familiar
  • Acidemia isovalérica
  • Síndrome de Ceratite-Ictiose-Surdez
  • Doença de Krabbe
  • Síndrome de retardo mental ligado ao cromossomo X (MRXS 10)
  • Hipertireoidismo não autoimune
Importante: o IPGO já disponibiliza este teste para suas pacientes.


Arnaldo Schizzi Cambiaghi  - Diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros na área médica como Fertilidade Natural, Grávida Feliz, Obstetra Feliz, Fertilização um ato de amor, e Os Tratamentos de Fertilização e As Religiões, Fertilidade e Alimentação, todos pela Editora LaVida Press e Manual da Gestante, pela Editora Madras. Criou também os sites: www.ipgo.com.br; www.fertilidadedohomem.com.br; www.fertilidadenatural.com.br, onde esclarece dúvidas e passa informações sobre a saúde feminina, especialmente sobre infertilidade. Apresenta seu trabalho em congressos no exterior, o que confere a ele um reconhecimento internacional.




Miopia atinge proporções de epidemia



A miopia faz com que a pessoa veja somente o que está bem à sua frente, sentindo dificuldade em enxergar o que está longe. Estudos comprovam que, em uma sociedade cada vez mais globalizada e competitiva, crianças e jovens têm passado mais tempo em ambientes fechados, enxergando tudo à curta distância, e muito pouco ao ar livre, observando o que se passa na linha do horizonte. De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, quem lê ou estuda muitas horas por dia deve estar sempre atento aos sintomas de miopia.

“Se a pessoa perceber que está aumentando sua dificuldade para enxergar o que está longe, como aquilo que o professor escreve no quadro-negro ou até mesmo placas de ruas, por exemplo, ela deve reportar o problema a seus pais e agendar um exame oftalmológico o quanto antes. Caso contrário, é natural que sua reação seja evitar tudo o que traz desconforto visual, limitando suas atividades”, diz Neves.

O médico aponta os principais sintomas da miopia: dificuldade para enxergar ao longe, forçar os olhos (quase fechando) para enxergar com mais definição, reclamar de dor de cabeça constante (principalmente depois de ler ou estudar por muitas horas), piscar excessivamente, coçar os olhos com frequência, e dificuldade ao dirigir (principalmente à noite). “A miopia costuma ser diagnosticada geralmente entre a infância e a adolescência, que é quando a criança começa a manifestar esses sintomas ou ainda apresentar notas baixas. Pode acontecer de os pais e professores notarem que aquela criança está sentando sempre mais perto da TV ou na primeira fileira da sala de aula, apertando os olhos na tentativa de ver melhor. Mas é preciso estar ainda mais atento, porque também acontece de a criança se sentir desanimada com relação aos estudos, principalmente quando ela não quer que seus colegas percebam seu problema”.

O especialista afirma que o primeiro exame de visão deve acontecer antes dos seis meses de vida. Depois, quando a criança estiver sendo alfabetizada. A partir desse ponto, é importante visitar o oftalmologista a cada dois anos até o término do Ensino Fundamental. Depois, mais uma vez durante o Ensino Médio – ou assim que a pessoa sentir essa dificuldade aumentar.

“Há três formas de tratar a miopia: óculos, lentes de contato, ou cirurgia corretiva a laser. A primeira forma é ideal para crianças. A partir do momento em que o adolescente é capaz de cuidar da higienização de suas lentes, ele tem mais essa opção para enxergar melhor. Já depois dos 18 anos, a cirurgia refrativa melhora a visão e reduz a necessidade de usar óculos ou lentes de contato. O cirurgião usará o equipamento de laser para redefinir o formato da córnea e permitir que o paciente enxergue bem o que está distante. Para quem tem dúvidas sobre o laser, ele pode ser explicado como um feixe de luz ultravioleta invisível e sem calor que, através de um controle digital, retira camadas de tecidos com precisão microscópica, devolvendo a visão normal ao paciente. No caso de miopia, ele é aplicado na parte central da córnea. Além dos resultados excelentes, o paciente volta rapidamente às atividades cotidianas”, diz Neves.

Mais informações:




Dr. Renato Neves - cirurgião-oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos - www.eyecare.com.br




Posts mais acessados