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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Educação Lúdica x Educação Séria: um dilema de muitos pais



Parece que quando os pais decidem procurar uma escola infantil, há um tipo de questionamento bastante comum, dentre tantos outros: “E agora, devo procurar uma escola com uma proposta mais lúdica ou outra mais séria de ensino?”. Ou então: “Nessa escola há atividade pedagógica o dia todo ou as crianças têm também algum tempo para brincar?”.

Pode parecer ironia, mas no fundo todas essas questões disfarçam algo muito enraizado em nossa cultura: fomos ensinados desde criança que aprender é sinônimo de dureza, de sofrimento. Portanto, quando se brinca não se aprende. E hora de estudar não é momento para brincadeira!

Precisamos esclarecer que brincadeira e ludicidade não se separam de aprendizagem e de ensino sério e consistente como se fossem água e óleo. Sim, há muitas metodologias pedagógicas diferentes, mas que alguém “atire a primeira pedra” em algum grande educador que tenha um dia divorciado aprendizagem de brincadeira.

Talvez não seja ao acaso que Michel De Montaigne – grande ensaísta e inspirador de toda a pedagogia moderna –  escreveu certa vez que “O mais visível sinal de sabedoria é uma alegria constante”.

Por isso tudo, segue uma dica valiosa: uma boa educação para seu filho é aquela que une aprendizado com ludicidade e brincadeira, justamente porque educação e felicidade são irmãs gêmeas, que sempre andam de mãos dadas!

Na Escola de Pais, um encontro que realizamos recentemente para estudar junto aos pais a primeira infância e seu papel fundamental no desenvolvimento do ser humano, estudamos esse e outros temas. Discutimos juntos, pais e educadores, propostas para a educação dos filhos e respostas mais seguras em relação à pedagogia moderna. Isso porque especialistas das mais diversas áreas são unânimes em apontar os primeiros três anos do bebê como a etapa a mais importante e decisiva na vida de um ser humano. Temos como base a pesquisa de diversos educadores, médicos e outros especialistas da infância no mundo todo. Moldamos de acordo com a realidade brasileira e conseguimos chegar no que chamamos de Pedagogia Florença, com foco na humanização da Primeira Infância.

Hoje, e falo em nome dos educadores, queremos cada vez mais ouvir os pais, trocar experiências, entender as necessidades e explicar a eles todas as informações necessárias sobre esse período tão importante na formação da criança. A participação dos pais na educação é fundamental para que o processo seja completo.




Roger Hansen - Doutor em Educação pela UFSC





Seu filho tem problemas respiratórios?



Pediatra dá algumas dicas especiais para driblar os sintomas em épocas de baixa humidade relativa do ar


Apesar do Inverno estar chegando ao fim, muitas cidades brasileiras ainda sofrem com a baixa umidade relativa do ar, e isso afeta principalmente pessoas com problemas respiratórios. A capital do país Brasília, por exemplo, já chegou a registrar 10% de humidade do ar, quando o nível aceitável é de 30% segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Para piorar, quem tende a sofrer ainda mais com o problema são as crianças.

Mesmo com todo o sofrimento, algumas dicas básicas podem aliviar os sintomas. Segundo Dra. Priscilla Moraes, pediatra e alergista do Docway, apesar de muitos pais usarem umidificadores de ar para ajudar nessa tarefa, ele nem sempre é eficaz. “Se usado corretamente, ajuda. Caso contrário, piora. A umidade do ambiente, quando excessiva, aumenta a proliferação de fungos e ácaros”, explica.

Esse tipo de aparelho requer alguns cuidados especiais para ter eficácia. A médica aconselha usá-lo por períodos curtos. “Ele não pode ficar ligado a noite inteira. Além disso, a umidade do ar deve se manter em no máximo 60% para evitar a proliferação de fungos e ácaros no ambiente. O fluxo do vapor deve estar sempre voltado para o lado oposto da cama da criança. A manutenção e higienização devem ser realizadas com frequência”, detalha a especialista.

Outra opção caso os pais não tenham o umidificador do ar, é a utilização de uma tolha molhada no quarto dos pequenos. “O umidificador de ar pode ser substituído por uma toalha molhada ou por uma bacia com água próximas à cama”, explica. Ainda segundo a pediatra, existem coisas simples que podem ser feitas para evitar complicações como manter o ambiente limpo, arejado e com boa exposição solar.

Para completar, a Dra. Priscila Moraes sugere a higienização das narinas com soro fisiológico várias vezes ao dia. Além de limpar as vias respiratórias, o soro age como um fluidificante e descongestionante nasal. “É bom evitar, também, contato direto das crianças com pessoas que estejam com alguma doença infecciosa respiratória e aglomeração de pessoas. E por último, mas não menos importante, mantenha a vacinação dos pequenos em dia, assim eles estarão protegidos e livres de complicações”, finaliza.





Posso faltar no trabalho quando meu filho ficar doente?




Advogado trabalhista explica ‘direito da falta do empregado’



As crianças costumam ser mais suscetíveis a intempéries. Talvez, por isso, o artigo 473 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) garante que “o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário por um dia por ano para acompanhar filho de até seis anos em consulta médica.”

Todavia, de acordo com o advogado especialista em legislação trabalhista Fabrício Posocco, do escritório Posocco & Associados Advogados e Consultores, este direito pode ser estendido.

“Especificamente o artigo 473 da CLT não prevê o afastamento do trabalho quando os filhos de até 18 anos ou pais idosos adoecem. Mas, a Jurisprudência entende que crianças, adolescentes e idosos precisam de acompanhamento em hospitais e internações. Assim, a falta é justificada e a empresa precisa aceitá-la, sob pena de violação do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Estatuto do Idoso”, revela o especialista.


Quantidade de faltas

Segundo Posocco, o limite de um dia por ano pode ser acrescido, caso esteja previsto no acordo coletivo da categoria. Mas, independentemente da previsão, existe a necessidade do empregado justificar essa ocorrência a fim de evitar despedimento por justa causa.

“Em linhas gerais, o empregado pode faltar injustificadamente até 5 dias a cada 12 meses de vigência do contrato, nos termos do artigo 130, parágrafo 1 da CLT. Acima desse limite, a quantidade de dias de gozo de férias é reduzida proporcionalmente. Faltando mais do que 32 dias injustificadamente perderá o direito às férias”, explica o advogado.


Comprovantes

A melhor forma de garantir, perante a lei, o ‘direito da falta do empregado’, em caso de doença é apresentar comprovantes. Sendo assim, os pais ou responsáveis precisam levar a criança, adolescente ou idoso ao médico e solicitar o atestado ou o laudo do exame efetuado.

Quando o funcionário precisar se ausentar do trabalho por motivo de saúde do filho ou dos pais, deve:

1. Comunicar, o mais breve possível, o superior imediato, responsável pelo setor, tanto via telefone quanto via e-mail, se for o caso.

2. Comunicar, o mais breve possível, o departamento de RH (Recursos Humanos), se a empresa o tiver.

3. Após consulta, entregar o atestado ou o laudo médico original à empresa.

4. Para se precaver em caso de extravio do atestado ou recusa da empresa de pagar os dias, o empregado deve ficar com uma cópia ou pegar um recibo confirmando a entrega do documento ao departamento responsável.

5. Caso a empresa não reconheça a falta como sendo justificada, o empregado pode reivindicar esses valores na Justiça do Trabalho, podendo também comparecer à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e fazer uma reclamação formal, comprovando os fatos com os documentos necessários.





Emanuelle Oliveira


Fonte:
Posocco & Associados Advogados e Consultores
www.posocco.com.br













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