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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Morte súbita no esporte



Médico do Graças fala sobre os motivos da morte inesperada durante uma atividade física

A prática de atividade física é sinônimo de diversão, bem-estar e saúde. Quando realizada de forma correta proporciona diversos benefícios para o organismo, além de prevenir doenças. No entanto, é fundamental, especialmente em atividades mais intensas a realização de um exame médico desportivo. Isso porque muitas pessoas podem ter doenças cardiovasculares, muitas vezes sem sintomas, sendo um risco para a prática de exercícios físicos de alta intensidade. 

De acordo com o cardiologista e especialista em medicina do exercício e do esporte, Dr. Marcelo Leitão, a morte súbita no esporte ocorre 95% das vezes em decorrência de doenças cardiovasculares. Nos atletas jovens, com menos de 35 anos, as principais causas de morte súbita são as doenças cardíacas congênitas, aquelas presentes desde o nascimento, mas que podem ser silenciosas ou só se manifestarem tardiamente. 

A cardiomiopatia hipertrófica é o tipo mais comum de doença cardíaca de origem genética relacionada a morte súbita no esporte. Ela se caracteriza pelo aumento da espessura do músculo do coração (miocárdio), fazendo com que seja mais difícil para o coração bombear o sangue. “É a situação mais frequente”, comenta o médico. Já acima de 35 anos de idade as doenças das artérias coronárias respondem pela grande maioria dos eventos de morte súbita no esporte.

Segundo o especialista, dor no peito, na região do pescoço, ou na região superior do abdômen desencadeada pelo esforço, falta de ar, episódios de tonturas ou desmaios são sintomas que podem preceder a morte súbita. “O maior erro que se pode cometer é menosprezar estes sintomas”, diz o cardiologista. 

Dr. Marcelo destaca ainda que o uso de drogas ilícitas como a cocaína podem estar associada a morte súbita no exercício, assim como substâncias lícitas como a cafeína, quando ingeridas em altas doses.

Prevenção acima de tudo

A maneira mais eficaz de prevenir a morte súbita é fazer uma avaliação médica periódica. Praticar exercícios físicos dentro dos limites estabelecidos também ajuda a evitar este tipo de evento. “Pessoas portadoras de arritmias cardíacas ou de qualquer outro tipo de doença cardiovascular não apenas podem, mas devem praticar exercícios. O ponto fundamental é que esta prática deve ser baseada numa prescrição adequada.”, comenta o médico.

O que fazer

A causa mais comum da “parada cardíaca” é uma arritmia chamada de fibrilação ventricular. É uma situação na qual há uma desorganização da atividade elétrica do coração, e assim, o coração para de bombear sangue efetivamente. Uma pessoa que sofre uma morte súbita durante a prática esportiva, seja por um infarto agudo do miocárdio, seja por miocardiopatia hipertrófica, na grande maioria das vezes apresentará a fibrilação ventricular como mecanismo de parada cardiorrespiratória”, explica Dr. Leitão. 

Quem presencia este tipo de ocorrência deve em primeiro lugar pedir auxílio e chamar um serviço de atendimento de emergência (SAMU/SIATE). Se tiver treinamento adequado, deve iniciar imediatamente as manobras de ressuscitação cardiopulmonar, com ênfase nas compressões torácicas (massagem cardíaca). “Há diversas pesquisas que mostram claramente que a chance de sucesso no atendimento de uma parada cardiorrespiratória é duas vezes maior se alguém executou as manobras básicas de ressuscitação até a chegada de um serviço de emergência”, destaca o cardiologista.




Etiqueta digital



 Maria Inês Borges da Silveira, consultora de etiqueta corporativa, dá dicas de como se portar na internet

Pesquisas apontam que um a cada cinco adultos admite o mau comportamento no uso de seus dispositivos moveis, 73% das pessoas fazem do seu carro extensão de escritório e usam seus dispositivos moveis enquanto dirigem, também nos cinemas ou em encontros sociais, 65% falam alto em lugares públicos (elevadores, corredores e ruas), e 28% manejam o equipamento enquanto caminham.

Segundo Maria Inês Borges da Silveira, consultora de etiqueta corporativa, algumas regras são importantes para o uso de celulares, notebooks, tabletes, dentre outros dispositivos. Para a especialista, o bom comportamento e as boas maneiras devem ser seguidos e observados na internet, seja por e-mail ou em outras redes sociais. “No mundo digital as coisas mudam constantemente, e muitos não sabem usar esses meios com educação, etiqueta e respeito. Atropelam informações e não mantem a cordialidade diminuindo as saudações e despedidas”, comenta.

 Por isso, a especialista dá algumas dicas de etiqueta no mundo digital. Segundo Maria Inês, nem todos gostam de assuntos polêmicos, piadas ou corrente, pense muito bem antes de enviar. Ao receber uma mensagem, responda assim que puder. Preencha sempre o campo “assunto”, ele determina o interesse da leitura. Evite arquivos anexos muitos não leem, só envie quando solicitado. Tente sempre ser objetivo, claro e fixe no assunto principal. Quando você está distante do computador mude seu status para “ausente”, assim a pessoa não fica esperando sua resposta. Quanto ao uso excessivo das tecnologias, a especialista alerta, é bom não abusar. “Evitar o abuso no uso dos dispositivos moveis é fundamental, isso atrapalha a sua vida familiar e social. É deselegante estar numa solenidade, numa festa, num casamento usando permanentemente o seu dispositivo móvel deixando de compartilhar com os amigos o momento”, explica.

Envie só o que interessa e que você precisa saber, jamais comente alguma coisa que o comprometa. Adote o comportamento como se estivesse pessoalmente com a pessoa. Você é julgado pelo que escreve, por isso, escreva de modo claro e com gramática e ortografia correta. Passe uma boa imagem on-line. Por fim, para não errar e sair prejudicado pelas redes sociais e internet, seja sempre gentil e evite discussões. “Seguindo essas dicas, com certeza sua vida corporativa e social não será prejudicada”, finaliza Maria Inês.



Drogas são responsáveis por grande número de acidentes nas estradas




Sempre que uma nova exigência legal entra em vigor é comum discussões sobre o seu objeto e efeitos que dela decorrem. No caso da Portaria MTPS 116/2015, regulamentadora da Lei n.º 13.103/2015, que determina a realização de exames toxicológicos na pré-admissão, a cada dois anos e meio, e na demissão de profissionais, contratados no regime CLT, a situação não foi diferente. Desde o final de abril, para a emissão e renovação das CNHs categorias C, D e E, todos os motoristas profissionais, empregados e autônomos também deverão se submeter ao exame toxicológico.

O exame analisa a queratina coletada de amostras de cabelo, pelos ou unha do profissional e constata se, nos 90 dias anteriores à coleta, o motorista consumiu substâncias psicoativas como: maconha, cocaína, mazindol, crack, femproporex, ecstasy, heroína, metanfetaminas ou anfepramona.

Em 2014, por exemplo, mais de mil caminhoneiros morreram nas estradas brasileiras em razão de excesso de jornada, pressão para entregar o mais rápido possível e o uso de drogas. A cada dia, assistimos a diversas matérias nos meios de comunicação mostrando índices alarmantes.

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais com condutores de veículos de carga no Ceasa Contagem, na Grande Belo Horizonte, revelou que 50,9% dos condutores de cargas que se acidentaram faziam uso das drogas conhecidas como rebites, conforme aponta estudo do SOS Estradas.

Além disso, surge outro agravante: o usuário da droga pode se tornar traficante a qualquer momento, principalmente porque os motoristas estão diariamente nas rodovias que ligam grandes centros consumidores em todo o Brasil. Ou seja, o problema é maior do que imaginamos.

"O que é importante, diante desse cenário, é avaliar o lado positivo dos exames toxicológicos. Diversos segmentos econômicos já incorporaram os testes às rotinas, como o setor aéreo, no qual os pilotos são obrigados a periodicamente  se submeter ao exame", explica Luis Henrique Soares, diretor jurídico do Grupo Buonny.

No caso dos motoristas de caminhões e ônibus é importante que haja essa consciência, pois não é uma legislação que trará dificuldades ao exercício da profissão, ao contrário, assim como outras que já vieram antes, como a jornada de trabalho do motorista ou o teste de álcool por meio do bafômetro, a questão dos exames toxicológicos veio para tornar a atividade ainda mais segura e eficiente a todos os envolvidos na cadeia de transporte.



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