Com alta demanda global e déficit de profissionais qualificados, carreira na manutenção aeronáutica ganha força no país e abre oportunidades para jovens, mulheres e profissionais 50+
A expansão do
setor aéreo global tem aumentado a demanda por profissionais especializados na
manutenção de aeronaves. Com companhias aéreas ampliando operações, renovando
frotas e retomando rotas internacionais, a procura por mecânicos de manutenção
aeronáutica cresceu no Brasil e passou a abrir novas oportunidades de carreira
em um segmento ainda pouco conhecido do grande público.
Segundo projeções
da Boeing, a aviação comercial deverá demandar 2,37 milhões de novos
profissionais até 2044. Desse total, cerca de 710 mil vagas serão destinadas a
técnicos de manutenção aeronáutica — profissionais responsáveis por garantir
segurança operacional, inspeções técnicas e a disponibilidade das
aeronaves.
Na América Latina,
a expectativa é de que o setor precise de aproximadamente 42 mil novos técnicos
nas próximas décadas, acompanhando o crescimento do tráfego aéreo e a expansão
das companhias na região.
No Brasil, o movimento
já começa a ser sentido pelas escolas de formação e pelas empresas do setor. A
busca por cursos técnicos ligados à aviação aumentou nos últimos anos,
impulsionada pela alta empregabilidade e pela necessidade de mão de obra qualificada.
“O mercado vive
uma falta significativa de profissionais técnicos. Hoje, muitas empresas
enfrentam dificuldades para ampliar operações porque não encontram equipes
suficientes para atender a demanda”, afirma Lito Sousa, fundador da Lito
Academy.
Criada durante a
pandemia, a Lito Academy surgiu com foco na formação de profissionais da
aviação e hoje atua na capacitação de mecânicos, comissários e outros
profissionais do setor. Segundo a empresa, a instituição forma cerca de 2000
mecânicos por ano e registra índice de empregabilidade de aproximadamente 70%.
Dados da Agência
Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que o Brasil possui cerca de 15 mil
mecânicos de manutenção aeronáutica registrados na ANAC. Apesar do número, a
demanda do setor continua elevada. Outro dado que chama atenção é a baixa
participação feminina na profissão. Hoje, apenas 835 mulheres atuam como
mecânicas de manutenção aeronáutica no Brasil.
“A aviação técnica
ainda é vista como um ambiente predominantemente masculino, mas isso vem
mudando. As empresas têm buscado profissionais cada vez mais diversos e
qualificados, colocando inclusive vagas positivas para diminuir essa
diferença”, diz Lito.
Para atuar na
área, é necessário concluir um curso homologado pela Anac, com duração média de
dois anos. A formação inclui especializações em Célula, Grupo Motopropulsor
(GMP) e Aviônicos, áreas responsáveis pela estrutura física da aeronave,
motores e sistemas eletrônicos.
Além da formação
técnica, a Lito Academy aposta em um modelo que aproxima os alunos do mercado
ainda durante o curso. Por meio de parcerias com companhias aéreas e oficinas
homologadas, muitos estudantes conseguem ingressar em estágios remunerados já
nos primeiros meses de formação, iniciando antecipadamente a experiência
prática exigida pela Anac para obtenção da licença definitiva de atuação.
Embora a carreira
de piloto concentre maior visibilidade, a manutenção aeronáutica tem se
destacado pela rápida inserção no mercado. Segundo a Lito Academy, a
proximidade com empresas do setor tem facilitado o acesso dos estudantes às
primeiras oportunidades profissionais ainda durante a formação.
“Os aviões no
futuro poderão voar sem pilotos, mas sempre precisarão de mecânicos para
consertar a máquina. É uma profissão que deve sobreviver à nova era da
aviação”, afirma Lito Sousa.
A remuneração
também chama atenção. Dependendo da especialização, do domínio do inglês e do
tempo de experiência, os salários podem variar de R$ 3 mil em posições iniciais
até mais de R$20 mil em cargos mais sêniores em companhias aéreas
internacionais que operam no Brasil. O setor também registra alta demanda de
profissionais brasileiros no exterior, especialmente em países como Canadá,
Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos.
O setor também passou a atrair profissionais em transição de carreira e pessoas acima dos 50 anos, movimento que ganhou força após a pandemia. Segundo a Lito Academy, mais de 15% dos alunos com 50+ anos buscaram formação em manutenção aeronáutica na escola desde 2020.
Lito Sousa - especialista em aviação, empresário e fundador do Lito Group. Criador do canal Aviões e Músicas (curiosidades, histórias e conteúdo para superar o medo de voar de avião), reúne uma comunidade de mais de 6 milhões de pessoas, somando YouTube e redes sociais, consolidando-se como uma das principais vozes da aviação no Brasil. Com mais de 40 anos de experiência no setor, atuou como mecânico e supervisor de voo em companhias como Varig, Transbrasil e United Airlines, além de ser piloto privado e especialista em fatores humanos. Também lidera a Lito Aviation Academy, escola homologada pela ANAC voltada à formação de profissionais da aviação.
Lito Group
Saiba mais em: Lito Academy
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