Renata Fornari destaca que a gratidão diária ajuda a reduzir reclamações automáticas e fortalece o equilíbrio emocional
Celebrado em 6 de janeiro, o Dia da Gratidão convida à reflexão sobre a forma como as pessoas se relacionam com a própria vida. Mesmo diante de sonhos ainda não realizados, desafios financeiros ou metas em construção, é possível escolher diariamente onde colocar a atenção: no que ainda falta ou no que já está presente.
Para Renata Fornari, especialista em autoconhecimento e autoamor, a gratidão não anula desejos, nem ignora dificuldades, mas direciona o estado emocional a partir do qual a pessoa vive e faz escolhas. “Independentemente do que ainda se deseja conquistar, sempre existe a possibilidade de escolher entre reclamar pelo que não se tem ou agradecer pelo que já foi construído”, explica.
Segundo a especialista, essa escolha de foco tem efeitos diretos na saúde emocional e na forma como a realidade é percebida. “Quanto mais a pessoa treina o olhar para a gratidão, mais ela amplia a percepção do que funciona, do que sustenta e do que pode crescer. Quando o foco está apenas na reclamação, a tendência é estreitar o olhar para o que falta”, afirma.
Renata destaca ainda que essa lógica é amplamente discutida por estudiosos da física quântica, que defendem que energias semelhantes se atraem. “Se você deseja atrair coisas boas para sua vida, mas permanece na energia da reclamação, existe uma incoerência emocional. Energia semelhante se atrai. Quem vive reclamando tende a atrair mais situações que reforçam esse estado”, pontua.
De acordo com a especialista, a reclamação constante não surge por acaso, mas costuma se tornar um padrão automático de pensamento. “Ela desgasta emocionalmente, aumenta a sensação de insatisfação e impede que a pessoa reconheça o que já existe de positivo na própria trajetória”, explica.
A prática da gratidão, por outro lado, não exige negação da realidade nem grandes rituais, mas consciência no dia a dia. Renata observa que muitas pessoas não percebem o quanto a reclamação automática se torna um hábito presente na forma de falar sobre trabalho, dinheiro, relacionamentos e pequenas rotinas. “Um exercício simples é observar esse padrão e, intencionalmente, trocar a reclamação pela gratidão. Com o tempo, a mudança no estado emocional fica evidente”, afirma.
Para a especialista, atitudes
cotidianas carregadas de raiva e escassez reforçam estados emocionais que
dificultam o bem-estar e a sensação de prosperidade. “Quando alguém vive
repetindo que nada dá certo, paga contas com raiva ou mantém o foco constante
no que falta, sustenta um padrão emocional incompatível com leveza, segurança e
expansão”, explica. “O Dia da Gratidão reforça esse convite: mudar o foco
interno para transformar a forma como se vive, se escolhe e se constrói a
própria realidade”, conclui.

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