Coordenador do curso de Enfermagem da Anhanguera Vila Mariana orienta sobre fatores que dificultam a coleta de sangue e cuidados que pacientes e profissionais devem ter
Em alguns exames laboratoriais, é comum o sangue demorar a sair da
veia ou o fluxo parecer fraco. Apesar de causar preocupação, essa situação
geralmente não indica um problema grave, mas pode estar associada a fatores
fisiológicos e momentâneos que interferem na circulação.
Segundo José Andys Rodrigues, coordenador do curso de Enfermagem
da Faculdade Anhanguera, o fluxo reduzido pode ocorrer por diferentes motivos.
“A desidratação é uma das causas mais frequentes, pois o sangue se torna mais
viscoso e as veias ficam menos evidentes. O frio também reduz a circulação,
assim como o estresse e o nervosismo, que fazem o corpo contrair os vasos
sanguíneos. Além disso, pessoas com pressão baixa ou veias mais finas e
profundas tendem a apresentar maior dificuldade na coleta”, explica.
O especialista ressalta que os profissionais de enfermagem são treinados para reconhecer esses fatores e aplicar técnicas que facilitam o procedimento, como o aquecimento leve do local, a escolha adequada da veia e o estímulo da circulação com pequenos movimentos de fechamento e abertura da mão. “A observação e a paciência são fundamentais. Forçar a punção ou insistir em coletas consecutivas pode gerar dor, hematomas e amostras inadequadas para o exame”, destaca.
Para o paciente, algumas atitudes simples antes e durante a coleta ajudam a prevenir o problema. José Andys orienta que é importante manter-se bem hidratado nas horas que antecedem o exame, especialmente quando o jejum for prolongado. Também é recomendável evitar chegar ao laboratório em jejum de líquidos por longos períodos ou após exposição ao frio. “Se a coleta estiver difícil, o paciente deve avisar o profissional, relatar se sente tontura ou desconforto, e pedir uma pausa, se necessário. A comunicação é essencial para evitar complicações e garantir que o exame seja realizado com segurança”, afirma.
O enfermeiro explica ainda que, em casos recorrentes, é importante relatar a dificuldade durante o agendamento dos exames. “Informar que as veias são finas ou que há histórico de coletas difíceis permite que o laboratório direcione o atendimento para um profissional mais experiente e preparado para esse tipo de situação”, complementa.
De acordo com o coordenador, manter hábitos saudáveis
também ajuda na qualidade das coletas. “Hidratar-se bem, praticar atividade
física regular e evitar o consumo excessivo de cafeína e álcool são medidas que
melhoram a circulação sanguínea e facilitam o trabalho do profissional de
saúde”, conclui.
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