Veterinário ensina como adaptar jogos e atividades para entreter crianças e animais, estimulando corpo e mente de forma segura e divertida
No Dia das Crianças, a diversão não precisa ficar só com os pequenos: os pets também entram na brincadeira! Assim como as crianças, os animais precisam se manter ativos e estimulados, mesmo na velhice. Brincadeiras que envolvem raciocínio, paciência e exercícios físicos ajudam a manter o bem-estar e a prevenir o sedentarismo e problemas cognitivos, tornando o convívio entre crianças e bichinhos mais alegre e saudável.
“Muitos pensam que, ao chegar a certa idade, os animais precisam diminuir o ritmo, mas é o contrário. Brincadeiras e práticas que estimulem o pet a manter-se ativo são muito bem-vindas. A única diferença é que elas devem ser adaptadas conforme as limitações individuais e físicas do animal, respeitando suas particularidades, além de outras comorbidades que o animal possa ter”, explica Thiago Teixeira, veterinário e diretor geral do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo.
Além de estimular o corpo e a mente, essas brincadeiras fortalecem o vínculo entre crianças e animais, tornando o Dia das Crianças ainda mais especial. Ao participar das atividades, os pequenos aprendem sobre cuidado, paciência e respeito pelos pets, enquanto os bichinhos recebem atenção e carinho de forma segura e divertida. No fim das contas, todos saem ganhando: crianças e pets mais ativos, felizes e conectados.
Uma das opções unânimes de brincadeiras, tanto para cães quanto para gatos, são os quebra-cabeças. O brinquedo tem compartimentos em que se esconde o petisco, estimulando o cachorro a encontrá-los mexendo nas peças com a pata ou o focinho. Já para gatos, o brinquedo pode incluir bolinhas ou itens que se movem e desafiam o animal para a caça e a recompensa.
Outra atividade interessante é o esconde-esconde. Além da brincadeira entre humano e animal, é possível esconder petiscos e ração pela casa e estimular o cão a usar o faro para achá-los; para os gatos também, pois eles possuem um ótimo faro e visão para a caça, além de serem fascinados por petiscos. Ainda dá para transformar a brincadeira toda numa caça ao tesouro, escondendo brinquedos e entregando recompensas em forma de comidinhas.
O especialista explica que, em caso de dúvidas ou falta de tempo para investir em uma brincadeira específica, o básico funciona muito bem, principalmente para gatos. “Deixar à disposição arranhadores e escaladores pela casa é uma prática incentivada, assim como usar varinhas com penas para entretê-los. Mas é importante mover os escaladores a uma altura confortável e que não exija muito do animal”, comenta o veterinário do Nouvet.
Com os cães, brinquedos simples, como bolinhas e ursinhos, também mantêm a atividade em dia e favorecem a longevidade. O veterinário destaca, entre os brinquedos interativos, os mordedores recheados com petiscos, que deixam o pet entretido enquanto tenta ‘caçar’ a comidinha, estimulando o faro, o instinto, e evitando o estresse, o tédio e a ansiedade.
“No geral, o ideal é que sejam evitadas atividades que exigem muito do
físico, como pular ou realizar corridas com obstáculos, pois podem levar a
quedas e lesões. No restante, estão liberadas diversas brincadeiras e
acessórios que ajudam o pet a tornar sua longevidade uma jornada divertida e
saudável. Sempre usando como base as recomendações do veterinário e respeitando
os limites e tempo de cada pet, é claro”, complementa Thiago.
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