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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Semana Nacional chama atenção para o cuidado emocional de pessoas com deficiência e suas famílias

Mais do que acessibilidade física, inclusão exige atenção e apoio à saúde mental

De 21 a 27 de agosto, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla coloca em pauta um tema urgente e muitas vezes negligenciado: a inclusão real. Apesar de, nas últimas décadas, o debate sobre acessibilidade física ter avançado, há barreiras invisíveis ligadas à saúde mental, ao preconceito e à sobrecarga emocional que seguem limitando a plena participação social dessas pessoas.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 6,7% da população brasileira vive com algum tipo de deficiência intelectual ou múltipla.

Conforme explica a psiquiatra Aline Sena, do grupo ViV Saúde Mental e Emocional, estas são condições que podem afetar desde o desenvolvimento cognitivo e a capacidade de comunicação até a mobilidade física e a autonomia no dia a dia. Por isso, segundo ela, o acompanhamento contínuo, tanto médico quanto psicossocial, é fundamental para o bem-estar dessas pessoas e para a saúde emocional de suas famílias.

“Muitas vezes, o sofrimento emocional não é visível e pode passar despercebido. Pessoas com deficiência intelectual e múltipla enfrentam barreiras sociais e emocionais que comprometem sua qualidade de vida. Além disso, os familiares e cuidadores carregam uma carga emocional intensa, e precisam ter seu bem-estar igualmente considerado no processo de inclusão”, afirma a médica.

Ela alerta que, sem o suporte adequado, esses desafios invisíveis podem desencadear problemas como ansiedade, depressão, crises de estresse e isolamento social tanto para os pacientes quanto para quem está no papel de cuidador.

“O cuidado integral precisa incluir suporte psicológico, programas de estimulação cognitiva, terapias ocupacionais e espaços de convivência que favoreçam a participação social. Isso vale tanto para a pessoa com deficiência quanto para quem está ao lado dela no dia a dia”, reforça.

A sobrecarga emocional de famílias e cuidadores é um aspecto que raramente recebe a atenção necessária. O ato de cuidar, embora muitas vezes motivado por amor e compromisso, pode gerar desgaste físico e mental, levando a sintomas como insônia, fadiga e até quadros depressivos. A ausência de redes de apoio, programas de descanso (conhecidos como respite care) e atendimento psicológico agrava esse cenário.

Segundo a psiquiatra, o acompanhamento ideal desses pacientes deve ter como objetivo criar estratégias para preencher essas lacunas, oferecendo atendimento multidisciplinar que envolva psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais de saúde.

Aline ainda explica que é fundamental criar um plano de cuidado que contemple não apenas a condição clínica, mas também o contexto social e emocional de cada paciente e sua família.

“Inclusão de verdade não se limita a rampas e vagas reservadas. Ela passa pelo reconhecimento da dignidade, da autonomia possível e do direito de cada pessoa a uma vida plena, com suporte emocional adequado”, conclui a especialista.

 

Sobre a ViV Saúde Mental e Emocional

A ViV Saúde Mental e Emocional é o maior grupo de saúde mental do Brasil e oferece tratamento da baixa à alta complexidade, com cuidados personalizados e o propósito de melhorar a qualidade de vida de seus pacientes.

Presente em seis estados do País e no Distrito Federal (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo e São Paulo), com doze instituições e mais de trinta unidades com credenciamento de diversos convênios de saúde, a missão da ViV é elevar a vida ao seu melhor e integrar os lados físico, mental e social de cada paciente, com uma abordagem baseada no equilíbrio entre o científico e a sensibilidade humana.

Busca ser reconhecida como uma rede de excelência assistencial para saúde mental e emocional, contribuindo para redução do estigma no Brasil.


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