Renato Ticoulat,
presidente da Limpeza com Zelo, esclarece diferenças entre unidades HIS e NR e
orienta investidores sobre riscos jurídicos, novas regras e como evitar
prejuízos no mercado imobiliário de São Paulo
A locação por temporada, prática comum em
plataformas como Airbnb e Booking, tem atraído milhares de investidores no
mercado imobiliário de São Paulo, especialmente no segmento de apartamentos
compactos. No entanto, uma armadilha jurídica pode comprometer o retorno
financeiro de quem comprou imóveis classificados como HIS (Habitação de
Interesse Social) — e sequer foi devidamente informado.
Renato Ticoulat, CEO da rede de franquias de
limpeza profissional Limpeza com Zelo e especialista no
setor condominial, alerta para os riscos. "É urgente que investidores
entendam a classificação legal do imóvel que adquiriram. A compra de unidades
HIS sem essa consciência pode resultar não apenas em multas e perda do imóvel,
mas também em prejuízos permanentes na reputação do investidor junto a órgãos
públicos e instituições financeiras", afirma Ticoulat.
Com a publicação do Decreto Municipal nº
64.244/2025 e a intensificação das fiscalizações pela
Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB), as regras ficaram ainda mais
rígidas. Unidades HIS não podem ser alugadas por temporada em nenhuma hipótese
— e os valores de locação convencional são limitados a até R$ 2.732,40
por mês, com base em critérios de renda do inquilino.
Enquanto isso, os imóveis classificados como NR (Não
Residenciais) mantêm maior flexibilidade legal, podendo ser
utilizados para fins comerciais e locações de curta duração — desde que em
conformidade com as regras do condomínio.
Para evitar dores de cabeça, Renato Ticoulat
recomenda aos proprietários três medidas imediatas:
- Verificar
a matrícula do imóvel e sua classificação legal (HIS, HMP ou NR).
- Consultar
um advogado especializado para revisar contratos de compra e venda.
- Respeitar
as regras condominiais e fiscais para não inviabilizar a operação.
“O mercado de imóveis compactos continua promissor,
mas exige conhecimento jurídico e responsabilidade social. Muitos compradores
foram seduzidos por anúncios que vendiam ‘studios para Airbnb’, mas acabaram
caindo em uma cilada legal. É hora de reavaliar estratégias e agir dentro da
lei”, complementa Ticoulat.
Para os que já adquiriram unidades HIS, a
alternativa viável é a locação convencional dentro dos limites legais — ou, em
alguns casos, a venda do imóvel, respeitando os valores máximos fixados por
decreto.
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