Tecnologia é indicada em casos de reincidência de olho seco após aplicação de luz pulsada. Entenda.
O olho seco, condição multifatorial que tem como sintomas coceira nos
olhos, ardência, vermelhidão, fotofobia, visão embaçada e dificuldade para
trabalhar no computador acaba de ganhar um novo tratamento. De acordo com o
oftalmologista, Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido
Burnier trata-se da máscara active indicada para quem já fez aplicações de luz
pulsada e após um ano percebe recidiva desconforto no olho. O especialista que
também é membro do CBO (conselho Brasileiro de Oftalmologia) explica que a
aplicação de três a quatro sessões de luz pulsada estimula a glândula de
Meibômio a produzir o meibum, camada lipídica da lágrima que tem a função de
estabilizar o filme lacrimal. Quando ocorre uma recaída, indica que as
glândulas estão obstruídas por depósitos do meibum que produzem, explica. A
máscara activa aquece, massageia e elimina a obstrução, restabelecendo a
estabilidade do filme lacrimal, pontua.
Causas
O oftalmologista afirma que além da camada lipídica, a lágrima tem
outras duas camadas: a aquosa que corresponde a 90% do filme lacrimal e é
produzida pelas glândulas lacrimais e a mais interna de mucina que
atrai água e ajuda a espalhar a lágrima na superfície do olho.
“O uso abusivo de telas é, sem dúvida, a principal causa de olho seco
que atinge todas as faixas, inclusive crianças”, salienta. Isso porque, na
frente do videogame, celular ou computador fazemos pouco movimento com o globo
ocular e diminuímos o número de piscadas de vinte para seis a sete
vezes/minuto. Por isso, é comum pacientes que precisam tratar o olho seco
chegarem ao consultório acreditando que está na hora de trocar os óculos.
Outras causas elencadas pelo oftalmologista são a poluição, estiagem, ar
seco dos ambientes com ar-condicionado, síndrome de Steven Johnson, glaucoma
pelo uso contínuo de colírios com conservantes, queda dos hormônios androgênio
e estrogênio e uso de medicamentos como antialérgico, anti-hipertensivos,
anti-inflamatórios e psicotrópicos.
Tipos de olho seco
O olho seco evaporativo em que a lágrima evapora mais que o normal
responde por 70% da condição. Pode estar relacionado a alterações nas pálpebras
ou glândulas de Meibômio. uso abusivo das tela e fatores ambientais, afirma
Queiroz Neto. Entre mulheres, esta evaporação também pode ser causada pelo uso
de cosméticos que contém substâncias tóxicas. Uma evidência disso, comenta, são
as frequentes postagens nas redes sociais de jovens com lesões nas pálpebras
depois de experimentar um novo sérum para aumentar os cílios ou outro cosmético
aplicado nos olhos.
Outros 30% dos casos de olho seco estão relacionados à menor produção da
lágrima decorrente do envelhecimento, andropausa, menopausa, doenças autoimunes
e medicamentos como: diuréticso, antialérgicos, anti-inflamatórios,
anti-hipertensivos, e alguns psicotrópicos.
Tratamento
O tratamento depende da gravidade da condição. Casos menos graves são
tratados com colírios hidratantes indicados pelo oftalmologista de acordo com o
tipo de olho seco diagnosticado e varia conforme a camada deficiente da
lágrima. Em casos de lesões nas pálpebras, córnea ou glândula de meibômio
Queiroz Neto afirma que os cuidados incluem outros colírios ou pomadas.
Independente da gravidade a dica do oftalmologista para diminuir o desconforto
nos olhos é higienizar toda noite as bordas das pálpebras com um cotonete
embebido em xampu infantil que tem PH neutro e sempre retirar toda a maquiagem
antes de ir dormir.
Prevenção
As dicas do especialista para prevenir o olho sexo são:
- No computador tablet e
celular a
cada 20 minutos olhe olhar para algo a 20 pés de distância
(aproximadamente 6 metros), por 20 segundo.
- Mantenha a hidratação tomando 30 ml de água para
cada quilo de seu peso.
- Inclua ômega 3 na sua
alimentação.
- Durma de 6 a 8 horas por noite.
- Posicione a tela 30 graus abaixo da linha dos
olhos
- Use óculos com proteção lateral para diminuir a evaporação da lágrima

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