Estudo da plataforma revela que busca
por transição de carreira impulsiona profissionais a se manterem em constante
qualificação
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O Dia do Estudante, celebrado em 11 de agosto,
tradicionalmente remete a jovens em fase escolar. No entanto, o mercado de
trabalho atual reforça uma nova realidade: estudar nunca foi, e nunca será,
interesse ou obrigação apenas dos mais jovens. Em um cenário profissional em
constante transformação, o aprendizado contínuo se tornou uma exigência para quem
deseja se manter competitivo, seja aos 20, 40 ou 60 anos.
De acordo com a Pesquisa de Tendências da Catho, mais de 42% dos
profissionais pretendem mudar de carreira este ano, e mais de 84% desses já
estão em busca de oportunidades em outra área. Essa movimentação é um
indicativo direto da importância do desenvolvimento contínuo, reforçando que
quem deseja transitar para novos setores precisa investir em capacitação,
atualização e novas habilidades.
"Há um tempo, a ideia de que se estuda apenas até entrar no
mercado de trabalho já não faz mais sentido. Profissionais precisam se manter
em constante evolução, seja para acompanhar as mudanças da sua área, migrar
para outra ou até mesmo se recolocar. Mais do que diplomas, o mercado valoriza
quem está disposto a aprender sempre", afirma Patricia Suzuki, diretora de
recursos humanos da Redarbor Brasil, grupo dono da Catho.
A própria pesquisa da plataforma mostra que, entre os
profissionais que planejam essa transição, 52% estão se preparando com cursos
técnicos, enquanto outros 41% buscam qualificação profissional, e 28% fazem
cursos livres específicos. Isso demonstra que a capacitação prática e
direcionada tem sido o caminho escolhido por quem quer se adaptar rapidamente
às novas exigências do mercado.
A importância do estudo também aparece em outro dado relevante:
35,6% dos profissionais apontam a falta de qualificação como a principal
barreira para mudar de área. Entre os jovens, a insegurança profissional e a
falta de experiência ainda são grandes entraves — 62% afirmam ter dificuldade
até mesmo para montar um bom currículo, segundo a Pesquisa de Jovens 2024 da
Catho.
Por outro lado, o público 60+ também está voltando a estudar ou
vendo a necessidade de se atualizar para se manter competitivo no mercado.
Dados da PNAD Contínua apontam que mais de 8,6 milhões de brasileiros acima de
60 anos estão trabalhando, um crescimento de quase 70% nos últimos 12 anos.
“O movimento de valorização da aprendizagem contínua reforça uma
consistente cultura no mundo do trabalho: quem aprende sempre, permanece
relevante. Seja no início ou em fases mais maduras da carreira, estudar
continua sendo uma ponte fundamental entre o profissional e suas oportunidades.
Mas esse esforço não deve partir apenas do indivíduo. O papel das empresas é
igualmente essencial nesse processo ao promover uma cultura de desenvolvimento,
oferecer trilhas de capacitação, incentivar formações técnicas, criar planos de
carreira estruturados e até mesmo espaço para coaching, mentoria e on the job”,
conclui a porta-voz da Catho.
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