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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Dor no ombro pode esconder luxação acromioclavicular

 

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Dor no ombro pode esconder luxação acromioclavicular

 

Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC) explica condição, muitas vezes subestimada ou confundida

 

A dor na parte superior do ombro, especialmente após uma queda ou pancada, pode ser sinal de uma luxação chamada acromioclavicular. Embora o nome seja complicado, o problema é mais comum do que se imagina, principalmente entre pessoas que praticam esportes de contato, ciclistas, motociclistas ou vítimas de acidentes domésticos e de trânsito. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), esse tipo de luxação precisa de atenção, diagnóstico correto e, em alguns casos, cirurgia para evitar complicações futuras. 

A articulação acromioclavicular fica no alto do ombro, onde a clavícula se encontra com o osso do ombro (acrômio). Essa pequena articulação é fundamental para que o braço se movimente bem. Quando há uma luxação ali, o paciente sente dor, dificuldade para levantar o braço e, nos casos mais graves, é possível até ver uma “saliência” no ombro. 

É uma articulação pequena, mas com um papel muito importante. Quando lesionada, pode atrapalhar atividades simples do dia a dia, como se vestir, pentear o cabelo ou carregar uma sacola. Por isso, é essencial procurar ajuda médica se houver dor ou trauma no ombro”, explica o presidente da SBCOC, Dr. Marcelo Campos. 

O problema costuma aparecer após uma queda direto sobre o ombro ou uma pancada forte, como as que acontecem em esportes como futebol, lutas, ciclismo e mountain bike. A dor intensa, inchaço, dificuldade de movimentar o braço e, em alguns casos, uma deformidade visível são sinais de alerta. O diagnóstico é feito por exame físico e confirmado com raio-X ou ressonância magnética, dependendo do caso. 

Existem diferentes graus de luxação, desde os mais leves até os mais graves. Nos casos mais simples, o tratamento pode ser feito com repouso, tipoia, remédios e fisioterapia. Já nas lesões mais sérias, pode ser necessário fazer uma cirurgia para reposicionar e estabilizar a articulação”, explica o ortopedista. 

A boa notícia é que, com os avanços na medicina, a cirurgia hoje pode ser feita com técnicas menos invasivas, que reduzem o tempo de recuperação e as chances de complicações. Mas o sucesso do tratamento depende muito da reabilitação. “Fazer fisioterapia com orientação profissional é essencial para recuperar os movimentos, a força e voltar à rotina sem dor”, reforça o presidente da SBCOC. 

Outro ponto importante é não ignorar os sintomas. “Muita gente acha que a dor vai passar sozinha e demora a procurar atendimento. Isso pode agravar o quadro e dificultar o tratamento. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, melhor será a recuperação”, alerta Campos. 

A SBCOC também chama atenção para os cuidados que podem ajudar a prevenir esse tipo de luxação. Entre eles estão o fortalecimento dos músculos do ombro, a prática de atividades físicas com orientação adequada e o uso de equipamentos de proteção em esportes ou profissões de risco. “A prevenção é sempre o melhor caminho. Mas, se a luxação acontecer, o importante é buscar um especialista para garantir o tratamento certo e evitar limitações futuras”, finaliza. 




Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo - SBCOC


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