São Paulo e Rio de Janeiro, registram picos de atendimentos por alergias respiratórias nos meses de setembro e outubro, com um crescimento de até 25% nas consultas médicas por essas condições. O aumento dos casos, especialmente de rinite, se agrava ainda mais por conta dos altos índices de poluição e alterações climáticas.
Trata-se de um duplo desafio, já que além dos fatores naturais e das alterações climáticas, a poluição também contribui para o agravamento das alergias respiratórias. O médico otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros da capital paulista explica que isso acontece porque, em áreas urbanas, o aumento de partículas poluentes no ar pode dificultar o controle dos sintomas.
Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial sofre de algum tipo de alergia respiratória, e a rinite alérgica é uma das mais comuns e, no Brasil, esse número se intensifica durante a primavera já que é um período que combina o florescimento de diversas espécies vegetais e a alta liberação de pólen no ar, um dos principais gatilhos para a rinite.
De acordo com estudos da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), o aumento nos casos de rinite alérgica pode chegar a 40% nessa estação, especialmente em regiões onde há maior concentração de parques e áreas verdes. O contato com o pólen, combinado com a poluição urbana e as flutuações bruscas de temperatura, pioram os sintomas como espirros, coriza, coceira no nariz e nos olhos, e a congestão nasal, que podem atrapalhar a rotina diária e diminuir a qualidade de vida.
Mas.
Dr. Bruno explica que existem formas eficazes de controlar esses sintomas.
“Poeiras e ácaros são grandes inimigos das alergias, por isso que limpar a casa
regularmente, evitar o acúmulo de objetos que possam reter pó e manter as
janelas abertas para a circulação de ar são essenciais. E isso vale também para
as roupas, já que o pólen tende a grudar nas peças, por isso, é importante
trocar e lavar as roupas diariamente, especialmente após atividades ao ar
livre”, ensina. Evitar se expor a situações de mudança bruscas de temperatura,
como o final da tarde, secar os cabelos ao tomar banho e evitar pisar com pés
descalços em pisos frios, também contribuem para o controle do quadro.
O
médico ainda fala que hidratar as vias respiratórias com soro fisiológico para
lavar o nariz várias vezes ao dia pode ajudar a desobstruir as vias aéreas e
aliviar os sintomas e ainda
evitar parques e áreas abertas pela manhã, quando a quantidade de pólen no ar é maior. “É muito importante ressaltar que embora descongestionantes nasais possam aliviar rapidamente os sintomas, o uso prolongado pode causar dependência e agravar o quadro”, finaliza.
FONTE: Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico otorrinolaringologista pela UNIFESP Professor Medcel Pós-graduação pela UNIFESP. Especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.
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