Especialista em
carreira comenta os reflexos da escolha das mulheres entre maternidade e
carreira, e mostra a importância de uma carreira saudável
O Prêmio Nobel de Economia de 2023 foi concedido a
Claudia Goldin, professora da Universidade Harvard, por seus estudos sobre
mulheres no mercado de trabalho e a dicotomia entre carreira e família.
Com isso, Rebeca Toyama, especialista em carreira e porta-voz da ODS 8 do Programa
de Liderança com ImPacto da ONU, aproveita o tema para alertar
sobre a escolha de uma carreira saudável, e ainda, revela que é possível uma
mulher ter uma carreira de sucesso mesmo sendo mãe e esposa.
A vencedora do Prêmio Nobel de Economia tem 77
anos, nasceu em Nova York, nos EUA, e foi a terceira mulher a ser laureada com
o prêmio desde sua primeira edição, em 1969. Em seus estudos, Claudia mostra
que a origem da discrepância salarial e de oportunidades entre homens e
mulheres está na encruzilhada entre maternidade e carreira como uma escolha
“sem volta”.
“Precisamos compreender que equidade não é
igualdade e encontrar formas de incluir a mulher no mercado de trabalho, sem
que ela tenha que deixar seu papel de mãe de lado. Essa solução demandará envolvimento
coordenado das famílias, das empresas e do governo”, comenta Rebeca Toyama,
especialista em carreira e porta-voz da ODS 8.
Rebeca ainda aponta que existem outros pontos a se
tratar sobre a carreira e a maternidade. Na pesquisa que recebeu o Nobel,
Goldin comenta que a pílula anticoncepcional fez com que as mulheres adiassem
tanto o casamento como a maternidade, para focar no trabalho. A especialista
comenta o que tem observado entre suas clientes.
“Nos últimos anos é crescente o número de casos
entre minhas clientes de congelamento de óvulos entre 35 e 40 anos. Em boa
parte dos casos, a mulher também deixou de lado sua vida afetiva, e como alguns
dos artigos de Goldin mostram, o parceiro também tem um papel importante nas
decisões sobre maternidade e permanência ou não da mulher no mercado de
trabalho. Acompanhando os indicadores de envelhecimento de algumas nações,
penso que já está na hora de pensarmos com carinho sobre a importância da
mulher na manutenção e preservação da espécie. Pois os riscos podem estar
além do aquecimento global ou da Inteligência Artificial o”,
revela.
Carreira Saudável
Por isso, a escolha de uma carreira saudável, onde
se consegue equilibrar a vida pessoal e profissional é essencial, não só para a
construção de uma familia - tempo de qualidade com os filhos e momentos de
relaxamento em família, mas como também para a saúde mental e física. “A
conciliação entre a carreira e a maternidade e/ou paternidade é possível,
porém, é necessário que se torne um hábito. A sociedade parece impor que
as escolham um lado, mas será que não precisamos repensar esse modelo?”,
finaliza.
Veja abaixo o que as famílias,
empresas e governo precisam se atentar para buscar soluções para este
desafio:
1-Famílias: Criar um ambiente colaborativo para que homens e mulheres se envolvam
nos cuidados do lar e na educação dos filhos;
2-Empresas: Criar um ambiente propício no qual o potencial das mulheres possa ser
aproveitado ao máximo, sem que ela tenha que deixar seu papel de mãe de lado;
3-Governo: Criar políticas públicas que incentivem as empresas a se engajarem
nesse movimento.
Rebeca Toyama Msc é porta-voz da ODS 8 (trabalho decente
e crescimento econômico) do Programa Liderança com ImPacto da ONU, fundadora da
ACI – Academia de Competências Integrativas, uma empresa signatária do Pacto
Global da ONU e participante do Movimento Mente em Foco promovido pela Rede
Brasil do Pacto Global da ONU. Mestre em Psicologia Clínica e Administradora.
Especialista em liderança, carreira e tendência do mundo do trabalho. Atua há 20
anos como palestrante, mentora e coach.
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