Médica oftalmopediatra esclarece o processo de detecção de problemas visuais em crianças até os cinco anos e que não sabem comunicar que não estão enxergando direito, enfatizando a importância da retinoscopia
Muitos
pais se perguntam se é fácil identificar se crianças muito pequenas precisam de
óculos, já que nem sempre os pequenos sabem expressar de forma objetiva o que
sentem. A resposta pode variar, mas, em geral, a detecção de problemas visuais
em crianças com menos de cinco anos é um processo desafiador que requer o
conhecimento de um oftalmopediatra.
Dra. Márcia Ferrari, especialista do H.Olhos - Hospital de Olhos, referência em
oftalmologia em São Paulo, explica que a identificação precoce de problemas é
crucial para garantir uma visão saudável e corrigir eventuais deficiências, e
destaca o papel fundamental da retinoscopia nesse processo.
“Para descobrir se uma criança muito pequena precisa de óculos, utilizamos
um exame chamado retinoscopia. Este exame é útil não apenas em crianças, mas
também em pacientes que não conseguem se comunicar e informar as escolhas de
lentes. Durante a retinoscopia, usamos um aparelho que emite uma luz nos olhos
da criança, e essa luz reflete uma faixa que nos mostra qual é o grau do olho”,
explica a médica.
A oftalmopediatra também explica que, por meio deste exame, é possível identificar condições como miopia, hipermetropia e astigmatismo. “Mesmo quando testamos o grau em adultos ou adolescentes, começamos com a base obtida através desse exame”, diz a especialista.
O
exame de retinoscopia, na verdade, fornece um ponto de partida para determinar
o grau. “Quando a criança não consegue nos fornecer informações, essa
técnica é essencial. Mas é importante destacar que é normal que todas as
crianças tenham um pequeno grau, pois faz parte do
desenvolvimento ocular na infância. Portanto, durante a avaliação
oftalmológica, levamos em consideração diversos fatores, como o grau, a
presença de desvios oculares e outros aspectos clínicos, para decidir se é
necessário prescrever óculos ou não”, conta a médica.

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