Com risco de
atingir cerca de 66 casos a cada 100 mil mulheres, doença segue sendo o segundo
tipo de câncer mais comum; prevenção ainda é a melhor medida de combate
As estimativas do Instituto Nacional do Câncer
(Inca) para este ano apontam um aumento significativo de novos casos de câncer
de mama entre as brasileiras. Com uma taxa de incidência de 66,54 casos a cada
100 mil mulheres, são previstos cerca de 73 mil novos casos em 2023, 10,6% a
mais do que o estimado para o ano passado.
Esses dados preocupantes elevam a relevância de
campanhas, como o Outubro Rosa, mês em que se celebra o Dia Mundial de Combate
ao Câncer de Mama (19) e também o Dia Nacional de Luta contra a doença (27),
que potencializem a necessidade de se promover ações de conscientização e
disseminar informações seguras sobre o tema.
Conforme destaca a Dra. Aline Vales Whately,
ginecologista do Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, a prevenção ainda
é a principal arma contra a doença e, para isso, é fundamental estimular o
cuidado o ano inteiro.
“Dentre as causas da doença, existem fatores que
não temos como controlar: como a genética
familiar, idade, menarca precoce e menopausa tardia; por outro lado, existem
fatores que podemos intervir, tais como uso de hormônios, alimentação saudável,
evitar álcool em excesso, aumento da ingesta hídrica, práticas regulares de
atividade física e realização dos exames de rotina. Devemos focar nesses
fatores para tentar reduzir as chances de desenvolvimento da doença”, ressalta
a médica.
O alerta da especialista embasa um dado muito importante
divulgado pelo Inca, que aponta que 80% a 90% dos casos de câncer estão
associados a causas externas, que podem ser evitadas com mudança de hábitos e
acompanhamento médico regular.
O impacto positivo de uma mudança de estilo de
vida, priorizando refeições equilibradas, evitando alimentos ultraprocessados,
bem como o consumo de álcool em excesso e fumo, e combatendo o sedentarismo,
melhora a imunidade e a saúde como um todo.
Além das consultas regulares e exames de
rastreamento da doença, a médica reforça a necessidade de estar atenta ao
próprio corpo, praticando o autocuidado frequentemente.
“As pacientes devem ser orientadas a ter cuidado
com a saúde diariamente em casa. A realização do autoexame deve ser incorporada
à rotina da mulher desde cedo. Com relação aos cuidados médicos, o exame das
mamas deve fazer parte da consulta ginecológica de rotina e a solicitação de exames
complementares pode ser necessária dependendo dos fatores de risco de cada
paciente ou anualmente para todas, após os 40 anos”, salienta Dra. Aline,
reforçando que, quando descoberto nas fases iniciais, o câncer de mama tem até
95% de chance de cura.
Entre os sinais comuns que podem indicar que há algum problema, a especialista
cita alteração de cor na região das mamas, coceira ou prurido, secreções no
mamilo (transparentes “água de rocha” ou sanguinolentas) ou mudança no aspecto
e textura da pele.
Quando isso ocorrer, a mulher
deverá procurar ajuda médica para a realização da mamografia e/ou ultrassom de
mama – exames que ajudam a detectar tumores ainda não percebidos pelo toque. A
dor é um sintoma que pode incomodar, mas geralmente está associado a patologias
benignas como displasia mamárias causadas por ação hormonal.
Para casos diagnosticados, o tratamento pode variar de acordo com o tipo de
câncer de mama, seu tamanho e localização, entre outros aspectos.
Segundo a médica, a medicina vem alcançando resultados significativos com a
prevenção, detecção e rápida resposta nos tratamentos, que podem ser
encontrados nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), em todas as etapas.
“Atualmente, temos acompanhado a evolução nas técnicas de tratamento e medicamentos,
ampliando consideravelmente a qualidade de vida das pacientes e suas chances de
cura. Isso é mais um motivo para continuarmos incentivando campanhas de combate
e conscientização sobre a doença”, finaliza a ginecologista do CEJAM.
CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial
cejam.org.br/noticias
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