A IA pode abrir
caminho para aliviar não somente os sistemas de saúde sobrecarregados, mas
também diversos outros gargalos que ainda temos.
Todos os esforços para coleta, organização, análise
e disseminação de dados em larga escala durante a pandemia do COVID-19 são
essenciais para a tomada de decisões estratégicas e o compartilhamento das
melhores práticas de gestão. Quanto mais informação e de melhor qualidade
tivermos, mais perto estaremos de uma solução para o problema, nesse caso, para
sairmos da crise.
Realmente
há um grande desafio em como gerenciar uma enorme quantidade de dados, e que
vem crescendo e se multiplicando a cada dia, a cada ano. Cada um desses
conjuntos de dados representa um repositório rico para aplicação dos algoritmos
de mineração de dados, aprendizado de máquina (ML) e inteligência artificial
(AI). Muitas vezes o desafio das organizações não está somente em ter acesso às
informações, mas sim em organizar os elementos que estão distribuídos e
transformá-los em conhecimento.
Além
de coletar e armazenar dados distribuídos, a tecnologia da informação permite
que análises mais complexas possam ser realizadas de forma simples, gerando
informações mais ricas aos seus cientistas de dados. Assim também é possível
encontrar e comparar divergências que possa haver quando há mais de uma fonte
de dados para a mesma informação.
Embora
grandes organizações possam ter mais recursos para monitorar continuamente
dados e ciências emergentes, as organizações governamentais de saúde são
responsáveis por se adaptar rapidamente às novas diretrizes, protegendo a saúde
de pacientes e funcionários que estão nas linhas de frente de uma batalha cujo
inimigo é invisível.
Inteligência Artificial a favor da humanidade
O
que as empresas fazem está baseado em uma estratégia eficaz que está apoiada em
quatro pilares. Primeiro, ser capaz de coletar dados e armazená-los de forma
eficiente; Segundo, ser capaz de transformar esses dados em conhecimento útil
para seus funcionários; Terceiro, aplicar esse conhecimento em seus produtos e
serviços para melhorá-los e inová-los; Quarto, obter vantagem competitiva com
melhorias e inovação.
Tudo
isso passa pela criação de uma arquitetura que contemple Tecnologia cognitiva,
com análise preditiva e que vise o grande impacto que a Internet das Coisas
está concentrando. Podemos assimilar muitos ganhos e resultados com ferramentas
de machine
learning rápidas e precisas, além de virtualização de dados e com integração
em diversas plataformas, visando a democratização dos dados.
O
coronavírus está nos desafiando e nos fazendo rever muitos conceitos. No
entanto, mantém-se a convicção de que somente com a análise de dados de forma
transparente e com tecnologias precisas que conseguiremos realizar melhorias
nos processos de análise e solucionar problemas. A IA pode abrir caminho para
aliviar não somente os sistemas de saúde sobrecarregados, mas também diversos
outros gargalos que ainda temos.
Rogério
Soares – é pré-Sales & Professional Services Director,
Latin America da Quest Software
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