Número de exames
de diagnóstico realizados cai 71%; hospital implantou série de medidas de
segurança para retomada de consultas, exames e procedimentos médicos
No contexto da pandemia de Covid-19, aumento de
casos da doença e o isolamento social, muitas pessoas deixaram suas rotinas de
exames e tratamentos de lado por receio de se contaminar. Após o início da
quarentena, o hospital registrou aumento de 27,8% de pacientes considerados
críticos (que tiveram passagem pela UTI em algum momento da internação) – entre
os meses de abril, maio e junho. O levantamento foi realizado apenas com pacientes
não infectados pelo novo coronavírus e os dados são comparados com o mesmo
período de 2019.
Pedro Mathiasi, infectologista e Superintendente de
Qualidade e Segurança do HCor, explica que o aumento no volume de pacientes
críticos se dá porque as pessoas têm evitado a ida ao hospital para
acompanhamento médico e até mesmo interrompido os tratamentos em andamento por
medo de contaminação. “A maior parte de nossos pacientes são considerados de
risco, no entanto, as doenças crônicas demandam acompanhamento rotineiro e, em
alguns casos, procedimentos como quimioterapia e hemodiálise, que não podem ser
descontinuados em hipótese alguma sem orientação médica”, destaca.
Para Alexandre Abizaid, cardiologista do HCor, os
pacientes têm chegado ao hospital com doenças em estágios muito avançados, como
infartos ou insuficiência cardíaca e, por isso, precisam passar mais de uma
semana internados. “Além da não interrupção dos tratamentos de doenças já
conhecidas é importante que os pacientes tenham atenção aos principais sinais e
sintomas do corpo”, observa.
Concomitante a este aumento, a realização de exames
de diagnóstico caiu 71% no HCor, com 38.299 checagens anteriormente, contra
10.928 agora. Os especialistas ressaltam que a decisão de postergar exames ou
consultas médicas depende inteiramente da estabilidade da doença e do
autoconhecimento do próprio paciente na observação de sinais de alerta. No
entanto, alguns quadros necessitam de monitoramento constante, como aqueles com
hipertensão arterial não controlada ou indivíduos que sofreram infarto do
miocárdio.
HCor mais seguro
Com um projeto intitulado “HCor mais Seguro”, o
Hospital implementou medidas específicas para aumentar ainda mais a segurança
de seus pacientes, sobretudo em seus prontos-socorros e na realização de
exames.
A higienização das mãos com álcool em gel na
entrada do hospital, em consultas médicas ou realização de exames e
procedimentos é obrigatória, assim como o uso de equipamentos de proteção
individual. Há uma triagem antes de qualquer visita, por telefone, e na chegada
do paciente, para saber se há a presença de sintomas gripais, como febre. Todos
devem ficar a pelo menos 1,5 metro a 2 metros de distância.
O ambiente é, ainda, dividido em fluxos
preferenciais, com orientações baseadas em escalas de cores para pacientes
considerados não Covid e outro para aqueles que apresentam sintomas gripais,
inclusive com a utilização de elevadores específicos.
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