O Brasil possui uma
suinocultura moderna e com tecnologias altamente avançadas, o que garante a
competitividade e qualidade da carne suína brasileira. Seu consumo é
prejudicado pelas incertezas e mitos que confundem o consumidor, como as
doenças (zoonoses) que podem ser transmitidas pelo consumo de carne
contaminada e características prejudiciais à saúde que são divulgados sem
responsabilidade para o consumidor. O Sindicato Nacional da Indústria de
Produtos para Saúde Animal – SINDAN, como uma entidade representativa do setor,
reforça que a biosseguridade é uma das bandeiras de maior importância na atividade
para preservação do status sanitário diferenciado do rebanho suíno brasileiro.
A cisticercose é a doença
mais falada quando o assunto é carne de porco, apesar de ser impossível a carne
suína ou qualquer outro tipo de carne transmitir cisticercose. O ser humano só
adquire a doença por meio da ingestão de água, legumes ou verduras
contaminadas, e nunca pela ingestão de carnes.
“A carne que chega hoje
até a mesa do consumidor possui o engajamento de todos os elos da cadeia de
produção para garantir sua segurança, além de passar por processos rígidos de
inspeção sanitária. A suinocultura brasileira passou por um processo intensivo
de melhoramento genético, desenvolvimentos de boas práticas de manejo, vacinas,
medicamentos e rações, elevando a produção”, ressalta Emilio Salani,
vice-presidente executivo do SINDAN.
Muitas pessoas ainda têm
o hábito de lavar a carne para eliminar possíveis microrganismos ou vermes. No
entanto, o produto com selo de qualidade não traz riscos à saúde e pode,
inclusive, ser consumida malpassada. “Produtos com Garantia de Procedência
obedecem às legislações sanitárias vigentes, são produzidos com o emprego das
boas práticas de produção, dessa forma, atendem aos padrões de sanidade e
qualidade exigidos pelos mercados internacionais”, complementa José
Hickmann, gerente técnico de Suínos da Sanphar, empresa associada ao SINDAN.
Outro ponto que inibe a
população é o mito de que a carne suína é mais gordurosa e prejudicial à saúde.
Nutritivo, o alimento é fonte de proteína de alta qualidade, fornece vitaminas
do complexo B, zinco, selênio e creatina e, por esse motivo, deveria estar mais
presente nas refeições do dia a dia do brasileiro.
“O melhoramento genético
feito ao longo dos últimos anos, a aplicação de programas sanitários de
prevenção, o atendimento às normas de bem estar animal, o fornecimento de
rações balanceadas, entre outros fatores, possibilitaram ao suíno expressar
todo seu potencial produtivo, resultando em carne de qualidade superior,
saudável e acessível ao consumidor”, destaca José Hickmann.

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