Especialista
orienta sobre a origem do comportamento e formas de combatê-lo
"Na psicologia esse comportamento, às vezes, aparece como Síndrome do Impostor, devido a um estudo realizado em 78 pelas americanas Pauline Clance e Suzanne Imes. No entanto, posteriormente as próprias pesquisadoras o denominaram como uma experiência de impostor, visto que a maioria das pessoas passa por isso, em maior ou menor grau", conta Liamar Fernandes, psicóloga com especialização em psicodrama e master coach da SBCoaching, com 43 anos de experiência em desenvolvimento humano.
As exigências, por performance e resultados, são cada vez maiores e não só na esfera corporativa. Este é um dos fatores de origem deste comportamento, segundo a master coach Fernanda Chaud. "A maioria das pessoas que se dedica muito para carreira e para ter uma vida considerada bem-sucedida, não valoriza suas conquistas diárias. Elas passam a enxergar tudo como normal. Querem sempre mais e tornam-se insaciáveis pelo crescimento e reconhecimento externo".
"Nada é suficiente e a comparação com todos ao redor é um comportamento recorrente. O impostor acredita que seu valor está intimamente ligado à sua imagem e não ao que ele é. Ou seja, para ele, cargo, fama e posses são o que o tornam um alguém de verdade", diz Liamar. "São pessoas que abrem mão do autoconhecimento e passam a utilizar máscaras para serem aceitos, podendo, inclusive, se perder de quem são. Desta forma, tornam-se muito vulneráveis ao julgamento do outro, porque eles se julgam muito", finaliza Chaud.
Para
Liamar Fernandes uma forma eficaz de combater a experiência de impostor, é
pensar sobre a forma como você emprega sua energia para realizar. Identificar o
processo inteiro, desde a hora que decide fazer algo até o momento que o conclui.
"É importante valorizar pequenas conquistas, ou melhor, perceber estas
conquistas. Compartilhar isso com o seu círculo social, interagir com as
conquistas de pessoas deste círculo sem comparação. Simplesmente, celebrá-las.
Ser grato pelo que você e os que você quer bem conquistam”.
1. Não reconhece suas próprias conquistas;
2. Tem necessidade de falar muito sobre suas conquistas para encontrar o senso de merecimento;
3. Não busca agradar-se ou comprar algo para si mesmo, por achar que não é merecedor;
4. Possui um altíssimo nível de comparação e senso de inferioridade;
5. Foca sempre no que está faltando e não no que já tem;
6. Não confia nas pessoas e, por isso, não constrói relacionamentos mais aprofundados por medo de descobrirem suas falhas e imperfeições;
7. Tem
necessidade excessiva de controle e a falta dele gera sentimento de impotência.
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