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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Crescer pode doer mais do que imaginamos


Endocrinologista pediatra fala sobre o incômodo que acomete quase metade das crianças com idade entre 3 e 10 anos

Mais comum do que se imagina, as famosas dores do crescimento podem afetar até 40% das crianças com idade entre 3 e 10 anos, segundo pesquisas de universidades norte americanas. A dor repentina e recorrente, sem causa aparente, costuma ocorrer principalmente na região da panturrilha, tornozelos, atrás dos joelhos e nas coxas, especialmente à noite, no frio e durante as atividades físicas.
Essas dores nos membros inferiores geralmente acontecem quando a musculatura relaxa e esfria. Também é comum que venham acompanhadas de dor nos braços, próximo ao cotovelo e dor de cabeça. Por isso, é importante que os pais deem atenção a queixa da criança e caso as dores se tornem mais frequentes procure o pediatra.
“Existem algumas teorias para explicar a causa dessas dores do crescimento. Uma delas é crescimento ósseo mais rápido que o crescimento muscular e dos tendões, muito comum durante o período de estirão da criança. Outra é a fadiga muscular, decorrente das muitas atividades que a criança faz ao longo do dia. Mas não há nenhuma comprovação científica ainda sobre esse assunto”, afirma a endocrinologista pediatra da Clínica Soulleve, Dra. Camila Noaves.  
Segundo a endócrino, para aliviar as dores recomenda-se tranquilizar a criança, enquanto massageia com álcool gel a região dolorida. O uso de uma bolsa de água morna no local também pode ajudar, bem como alguns exercícios de alongamento e de baixo impacto como a natação. “É importante ressaltar que o incômodo não é contínuo, não atrapalha nas atividades diárias e não acompanha inchaço articular, febre, manchas no corpo, fraqueza ou perda de apetite”, conclui Camila.


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