Endocrinologista
pediatra fala sobre o incômodo que acomete quase metade das crianças com idade
entre 3 e 10 anos
Mais comum do que se imagina, as
famosas dores do crescimento podem afetar até 40% das crianças com idade entre
3 e 10 anos, segundo pesquisas de universidades norte americanas. A dor
repentina e recorrente, sem causa aparente, costuma
ocorrer principalmente na região da panturrilha, tornozelos,
atrás dos joelhos e nas coxas, especialmente à noite, no frio e durante as
atividades físicas.
Essas dores nos membros inferiores
geralmente acontecem quando a musculatura relaxa e esfria. Também é comum que
venham acompanhadas de dor nos braços, próximo ao cotovelo e dor de cabeça. Por
isso, é importante que os pais deem atenção a queixa da criança e caso as dores
se tornem mais frequentes procure o pediatra.
“Existem algumas teorias para
explicar a causa dessas dores do crescimento. Uma delas é crescimento ósseo
mais rápido que o crescimento muscular e dos tendões, muito comum durante o
período de estirão da criança. Outra é a fadiga muscular, decorrente das muitas
atividades que a criança faz ao longo do dia. Mas não há nenhuma comprovação
científica ainda sobre esse assunto”, afirma a endocrinologista pediatra da
Clínica Soulleve, Dra. Camila Noaves.
Segundo a endócrino, para aliviar
as dores recomenda-se tranquilizar a criança, enquanto massageia com álcool gel
a região dolorida. O uso de uma bolsa de água morna no local também pode
ajudar, bem como alguns exercícios de alongamento e de baixo impacto como a
natação. “É importante ressaltar que o incômodo não é contínuo, não atrapalha
nas atividades diárias e não acompanha inchaço articular, febre, manchas no
corpo, fraqueza ou perda de apetite”, conclui Camila.
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