O
conceito prega menos arbitragem e mais comunhão entre o gênero feminino
Mais do que comemorar o
Dia Internacional da Mulher, o mês de março sintetiza o poder feminino na
sociedade, tolerância social e a luta por seu espaço no mercado de trabalho e
principalmente, por seus direitos. A nova onda de engajamento por parte de
internautas nas redes sociais e o crescente número de movimentos sociais
contribuíram para que a prática da cumplicidade e solidariedade entre mulheres
ganhasse uma nova expressão, a sororidade.
De acordo com a psicóloga Sarah Lopes,
do Hapvida Saúde, este sentimento está cada vez mais difundido por mulheres
através do pensamento de união que a internet proporciona. “Sororidade é um
conceito que prevalece a união entre as mulheres, para que possam se somar e
lutar pela igualdade de gênero. Este conceito leva em consideração a empatia
que significa se colocar no lugar da outra mulher sem julgamento”, explica.
A concepção de que o sexo feminino
está sempre competindo e que não existe amizade sincera foi construída como uma
crença social e surge como um ensinamento desde a infância. A sororidade busca
desconstruir esta ideia, para reduzir o julgamento entre as mulheres e o clichê
de adversárias. “Precisamos estar atentos às limitações e também aos
sentimentos, pois, ao ter empatia, percebe-se que é a forma como a pessoa vê o
mundo”, enfatiza.
A especialista reforça que é
fundamental praticar o companheirismo para viver melhor em coletividade. “Para
que se conquiste algo é preciso a união. As mulheres mesmo com suas conquistas
ainda fazem parte de um grupo que luta por mais direitos. Então, quando se
pratica a sororidade, a luta pela melhoria se torna menos árdua e mais eficaz”
declara.
Além das
mulheres, é importante que todos pratiquem a empatia. Para que os casos de
homofobia, machismo, racismo, xenofobia e tantas outras manifestações de ódio
diminuam. Respeitar o próximo é um dever de todos.
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