Ivanoska Filgueira fala sobre
as características de cada procedimento e alerta para os cuidados que devem ser
observados nos dois casos
Um dos
procedimentos mais procurados nas clínicas de cirurgia plástica no país é a
gluteoplastia. Mais conhecida como intervenção nos glúteos, a modalidade ganha
cada vez mais adeptos, tanto homens quanto mulheres. Aliás, o formato do glúteo
brasileiro tem sido procurado, inclusive, nas clínicas do exterior.
Mas, afinal: na
hora de decidir, o que é melhor? Enxerto de gordura ou implante de prótese? De
acordo com a cirurgiã plástica Ivanoska Filgueira, membro Sociedade Brasileira
de Cirurgia Plástica, a procura da opção cirúrgica com enxerto tem se destacado
em relação à de prótese de silicone.
"Isto
acontece porque as mulheres aproveitam para 'combinar' com as cirurgias
plásticas de remodelamento. As que fazem cirurgia de lipoaspiração de abdômen
ou cintura, por exemplo, já remodelam o glúteo com o enxerto. Utilizamos a
gordura para dar uma nova forma à região dos flancos e, logo após, também ao glúteo",
explica.
Já no caso do
silicone, a prótese é colocada através de uma incisão e fica entre dois
músculos da região. Segundo Ivanoska, o tempo de recuperação da prótese é um
pouco maior em relação ao enxerto. "São necessárias duas semanas sem que a
paciente possa sequer se sentar. Já no caso do enxerto, quatro dias são
suficientes. Além do que, em termos de pós-operatório, o implante pode ser mais
doloroso", continua.
Outra grande
diferença é que, no remodelamento, parte da gordura é absorvida pelo corpo com
o passar do tempo, o que não ocorre com a prótese. "Para que a gordura não
seja totalmente sorvida pelo corpo, ela precisa ser centrifugada antes de ser
injetada na região. Assim, há um aproveitamento maior e apenas a gordura de
melhor qualidade é utilizada", sustenta.
No caso do pós
operatório do implante de silicone, a higiene é fundamental. "Não há
curativo nesse procedimento e a incisão é feita numa região próxima ao ânus, o
que requer muito cuidado para evitar infecção", orienta.
Outro detalhe, segundo
a cirurgiã, é a necessidade de se observar que só é possível ter sucesso no
enxerto se o paciente contar com a quantidade suficiente de gordura necessária
para realizar o procedimento. "No enxerto, não há risco de se ter rejeição
pelo organismo, como pode acontecer em alguns casos de implante de
prótese", salienta a cirurgiã.
Limites
Na era dos bumbuns grandes, a maior
procura é por glúteos acentuados e que ganhem destaque sob as peças de roupa.
No entanto, Ivanoska Filgueira alerta sobre a quantidade de mililitros
utilizados para o procedimento. "Há pacientes que pedem até um litro em
cada lado. É um pedido imensamente arriscado, já que o sangue precisa irrigar a
área da intervenção sob pena de causar uma necrose. O mais apropriado é
utilizar no máximo 400 ml de cada lado, independente se for enxerto ou
implante", finaliza.

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