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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Entenda porque a conjuntivite é tão comum no inverno e o que fazer para se prevenir



 A doença pode ser bacteriana, viral e até alérgica e possui características e tratamentos específicos 


Levanta a mão quem nunca acordou com os olhos vermelhos, sensação de areia nos olhos e com as pálpebras inchadas. Esses são alguns dos sintomas típicos da conjuntivite, doença oftalmológica comum, mas que ainda possui mitos sobre a sua origem e tratamento. Por exemplo, você sabia que existe mais de um tipo de conjuntivite?

Os nossos olhos são recobertos por uma fina membrana chamada conjuntiva, presente na esclera (a parte branca dos olhos) e responsável por protegê-los de objetos estranhos que, porventura, possam atingi-los. Quando há uma inflamação dessa membrana, o indivíduo desenvolve a chamada conjuntivite, que pode ou não ser transmissível, dependendo da causa.

No inverno as pessoas desenvolvem, na maioria dos casos, a conjuntivite viral. “Esse tipo de conjuntivite normalmente é mais branda e, portanto, tratada mais facilmente com o uso de colírios lubrificantes ou antiinflamatórios, tendo sua cura em cerca de três dias”, explica Arnaldo Gesuele, oftalmologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Um pouco mais delicada, a conjuntivite bacteriana é transmitida via contato e o inverno novamente se torna um facilitador do contágio. “As pessoas tendem a ficar aglomeradas e em locais fechados e é nesse contexto que a doença se propaga com mais facilidade devido ao maior contato com a secreção viscosa, característica desse tipo de conjuntivite”, acrescenta o oftalmologista.

Mas o médico alerta: “a conjuntivite bacteriana pode virar uma conjuntivite membranosa, ou seja, a inflamação vai além dos olhos vermelhos, de maneira que se forma uma membrana, normalmente próxima à pálpebra”. Nesses casos, é necessário que um oftalmologista examine o quadro do cliente e avalie qual o melhor tratamento. “Não é uma doença grave, mas leva alguns dias a mais para curar”, tranquiliza o especialista da BP.

Menos conhecida, a conjuntivite alérgica - que não é transmissível - está relacionada diretamente a fatores externos e internos. “Chamamos de fatores externos determinados alimentos como, por exemplo, chocolate ou camarão. Já o fator interno está relacionado ao estado emocional do indivíduo”, comenta o oftalmologista da BP.

Apesar de a conjuntivite ser bastante comum, dificilmente ela deixa sequelas. “Os três tipos da doença geram desconforto, pois os olhos ficam sensíveis à claridade, prejudicando as atividades diárias, mas com o tratamento adequado os sintomas tendem a não causar outros problemas”, conclui o médico.





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