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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Dia Nacional da Onça-Pintada busca conscientizar sobre a importância ecológica, econômica e cultural da espécie

 Data é comemorada em 29 de novembro e eleva a atenção para o maior felino das Américas


Criado a partir da Portaria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) número 8, de 16 de outubro de 2018, o Dia Nacional da Onça-Pintada, celebrado em 29 de novembro, foi estabelecido para chamar a atenção para a espécie. A data é importante para relembrar os brasileiros da importância da preservação do animal, que é um dos símbolos da fauna do Brasil, país que abriga cerca de 50% das populações de onças-pintadas ainda existentes.

Maior felino das Américas e terceiro maior felino do mundo, atrás apenas do tigre (Panthera tigris) e do leão (Panthera leo), a onça-pintada (Panthera onca) é considerada “quase ameaçada” pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Atualmente, a espécie sobrevive graças a iniciativas de preservação realizadas por projetos como o Onçafari, que atua no estudo e conservação do animal.


 Dia Nacional da Onça-Pintada foi estabelecido para chamar a atenção para a espécie
Onçafari

O Onçafari, desde 2011, conta uma base dedica à espécie, localizada no Refúgio Ecológico Caiman, no Pantanal sul-mato-grossense. “No local, realizamos a coleta de dados e compilamos informações que levam ao melhor entendimento do comportamento das onças-pintadas, assim como a descoberta de melhores estratégias para a conservação do felino. Essas informações nos permitem entender suas áreas de vida, territórios e hábitos”, explica Mario Haberfeld, fundador do Onçafari.

Mais um destaque é a reintrodução na natureza de grandes felinos que o Onçafari promove desde 2014. O primeiro caso de sucesso foi o das irmãs Isa e Fera, onças-pintadas que perderam a mãe ainda filhotes e foram reintroduzidas no Pantanal. Em 2016, o projeto recebeu, na Amazônia, as irmãs Pandora e Vivara com poucos dias de vida. Após o trabalho desenvolvido com os animais, aconteceu a soltura na natureza. Em 2019, o Jatobazinho foi recebido pelo Onçafari e no momento passa pelo processo de reintrodução na Argentina.



Ameaças

A fragmentação de habitats e a perda de áreas de floresta em razão da ação humana são as principais ameaças às onças-pintadas. Áreas desmatadas para a produção agropecuária e a expansão de cidades diminuem as áreas de vida desses predadores, diminuindo também a disponibilidade de presas naturais.

Outra ameaça a esses felinos é a caça. Antigamente, as onças eram mortas para a retirada e venda de sua pele como item de decoração. Na década de 1960, cerca de 15 mil peles de onça-pintada eram exportadas por ano. Durante esse período, as populações reduziram drasticamente. Apesar de hoje a comercialização de peles ser proibida, as onças continuam sendo mortas por caçadores.

“Com o trabalho desenvolvido no Refúgio Ecológico Caiman, entendemos que a educação ambiental e a pesquisa científica, aliadas ao ecoturismo, são uma das principais e mais poderosas ferramentas para reverter o avanço das ameaças. O ecoturismo responsável também é um dos pilares do Onçafari. Além de gerar renda para família inteiras na região, os encontros do público com os animais permitem que os visitantes aprendam mais sobre as espécies, para que saibam da importância desses animais na natureza e se envolvam em seu processo de proteção”, ressalta Haberfeld.



Curiosidades

Considerada um predador do topo da cadeia, a onça-pintada reina absoluta nos ambientes onde vive, alimentando-se desde pequenos tatus e cutias até jacarés e antas. A espécie controla populações de presas e é de extrema importância no equilíbrio dos ecossistemas onde está inserida. São carnívoras estritas, ou seja, alimentam-se exclusivamente de carne.


 Maior felino das Américas, a onça-pintada (Panthera onca) é considerada “quase ameaçada” pela IUCN
Onçafari

Os indivíduos possuem uma coloração amarelo-dourada e pintas na cabeça, patas e pescoço. No resto do corpo, têm rosetas com pintas no interior (uma das características que os distinguem dos leopardos), conferindo uma camuflagem quando está no interior da mata. O padrão de pintas é único para cada animal. Cada onça-pintada possui uma malha diferente de rosetas, funcionando como uma espécie de “impressão digital”.

São animais grandes e musculosos, com peso e tamanho variando de acordo com o ambiente. Em média, pesam entre 65 e 100 kg. Entretanto, já foram registrados no Pantanal machos com mais de 148 kg.



Taxonomia

Classe:
Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Gênero: Panthera
Espécie: Panthera onca
Nome comum: Onça-pintada, Jaguar, Jaguaretê



Sobre o Onçafari

O Onçafari atua no Pantanal, Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica com o objetivo de promover a conservação do meio ambiente e contribuir com o desenvolvimento socioeconômico das regiões em que está inserido por meio do ecoturismo e de estudos científicos. O projeto é focado na
preservação da biodiversidade em diversos biomas brasileiros, com ênfase em onças-pintadas e lobos-guarás.


DIA NACIONAL DA ONÇA-PINTADA – 29 DE NOVEMBRO


Preservação da onça-pintada, espécie-símbolo do Brasil, exige medidas de proteção ao seu habitat e combate à caça ilegal

Risco de extinção da espécie no Brasil é grave; população da Mata Atlântica é a que corre mais perigo de desaparecer nos próximos anos


Pesando entre 60 e 160 quilos, a onça-pintada é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, atrás apenas do tigre e do leão. No entanto, ela que é uma das espécies-símbolo do Brasil, ilustrando a cédula de 50 reais, também é uma das mais ameaçadas. Com sua população em declínio, ao celebrar o Dia Nacional da Onça-Pintada, que acontece neste domingo (29), é preciso destacar as medidas fundamentais para a sua preservação.

Não existem números oficiais sobre a quantidade de onças pintadas no Brasil. Segundo o biólogo e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Roberto Fusco, que há mais de 15 anos estuda o animal, o que há são estimativas, geralmente calculadas com base em informações muito localizadas e a partir de diferentes metodologias. “Existe uma extrapolação. Na Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, por exemplo, a população provavelmente é menor que 300 indivíduos. Já no Pantanal é inferior a mil, enquanto que na Amazônia é menos do que 10 mil”, explica o pesquisador.

Preservar a espécie exige medidas efetivas de combate à caça ilegal e de preservação ao seu habitat natural, que já soma 50% de perda ao longo de sua distribuição pelo continente americano – o único onde ela pode ser encontrada. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, a onça-pintada está próxima de ser classificada como ameaçada de extinção. “Com a suspeita da perda de 20% a 25% de indivíduos maduros nos últimos 21 anos, ela provavelmente entrará na lista de espécies ameaçadas na categoria vulnerável em um futuro próximo”, lamenta o biólogo, que também é pesquisador do Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) e pós-doutorando em Ecologia e Conservação na UFPR.

No Brasil, porém, a onça-pintada já está ameaçada na categoria vulnerável, com perspectivas de agravamento da situação. Quando analisadas apenas as ocorrências do animal na Mata Atlântica, por exemplo, a espécie é classificada como criticamente em perigo, por já ter perdido 85% de seu habitat, ocupando apenas 3% da região. Dados da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que o desmatamento no bioma cresceu 27,2% entre 2018 e 2019 na comparação com o período entre 2017 e 2018.

Na Caatinga, por sua vez, a onça-pintada também está criticamente em perigo, ocupando 19% do bioma. No Cerrado, está classificada como em perigo, ocupando 32% da savana brasileira. Já no Pantanal e Amazônia, onde existem as maiores populações, elas se encontram em situação vulnerável, em grande parte pela perda de indivíduos por retaliação e caça ilegal, além do avanço da agropecuária.

Durante o segundo semestre de 2020, os incêndios que atingiram o Pantanal, destruindo lugares como o Parque Estadual Encontro das Água, que concentra a maior população de onças-pintadas no mundo, colocou mais pressão sobre o status de conservação da espécie no bioma.

“De forma geral, as principais ameaças à espécie continuam sendo a perda e a fragmentação de habitat, ocasionado pela expansão agrícola, que tem resultado na quebra de conectividade e no isolamento entre as populações de onças. Outro fator é a morte de indivíduos pela caça ilegal e pela retaliação por parte de proprietários rurais, devido à predação sobre rebanhos ou animais domésticos. A caça também impacta na redução da abundância das presas da onça, como antas e queixadas. Por fim, as onças-pintadas estão começando a ser um substituto para o osso de tigre com propósitos de medicina tradicional devido à aproximação do comércio asiático na América Latina”, detalha Fusco.


Características

Originalmente, a onça-pintada podia ser encontrada desde o sudoeste dos Estados Unidos até o centro-sul da Argentina e Uruguai, habitando diferentes tipos de ambientes, de florestas tropicais e subtropicais a regiões semidesérticas, de preferência ambientes próximos de curso d’água.

Contudo, devido principalmente à perda de habitat por fatores antrópicos, atualmente a espécie é considerada extinta nos EUA, se restringindo às planícies costeiras do México, países da América Central (com exceção de El Salvador) e na América do Sul (exceto Uruguai). No Brasil, ela originalmente ocupava todos os biomas, mas não há mais relatos da espécie na região do Pampa.

O animal geralmente evita regiões com atividades humanas. Em áreas rurais, próximas de seu ambiente natural, elas podem atacar o rebanho doméstico, ocasionando conflito com os proprietários.

A espécie tem a mordida mais forte entre todos os felinos do mundo. O corpo é revestido por pintas negras, formando rosetas com diferentes tamanhos, geralmente grandes com um ou mais pontos negros no seu interior. O aparecimento de indivíduos melânicos (onça-preta) não é raro, e mesmo nesses casos as rosetas podem ser vistas em contraste com a luz.

As onças têm hábito solitário, podendo ser ativas durante o dia e à noite. É um animal terrestre, mas escala árvores e nada muito bem. A onça se alimenta de vertebrados de médio e grande porte, como anta, porco-do-mato, veado, tamanduá, capivara, jacaré, quati, entre outros.

Machos e fêmeas encontram-se apenas no período reprodutivo; geram em média dois filhotes que permanecem com a fêmea até os dois anos de idade. Os machos possuem territórios maiores que podem se sobrepor os de várias fêmeas. Assim como outros grandes felinos, a onça-pintada requer uma grande área para sobreviver. Sua presença em grande densidade, portanto, serve como um indicador da qualidade de conservação daquele ecossistema.


Ações de conservação

Em razão do declínio populacional das onças-pintadas, cada vez mais têm surgido projetos que buscam a conservação do animal. “O desaparecimento desses predadores pode gerar impacto em todo o ecossistema, por meio de um efeito cascata, que começa com o aumento de suas presas, geralmente herbívoros, que por sua vez impacta a composição e estrutura da vegetação. Essa bagunça no ecossistema pode trazer efeitos imprevisíveis, como a perda de biodiversidade, alteração na composição do solo, aumento de espécies exóticas e até mesmo na liberação de patógenos, o que pode potencialmente afetar a saúde humana”, alerta Fusco.

O especialista lançou, neste ano, juntamente com outras pesquisadoras, o Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar, que busca justamente monitorar a população desses animais ao longo de uma grande porção de Mata Atlântica e, assim, gerar dados mais sólidos sobre sua relação com os ecossistemas e subsidiar ações de conservação mais eficazes. O projeto é realizado pelo Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) e Instituto Manacá, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, WWF-Brasil e banco ABN AMRO.

Além dessa iniciativa, muitas outras ações têm ajudado na conservação das onças-pintadas no Brasil, como o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros, o Instituto Onça-Pintada, o Projeto Onças do Contínuo de Paranapiacaba, o Onças do Iguaçu, o Projeto Felinos, a Associação Onçafari, o Programa Amigos da Onça, o Panthera Pantanal, o Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia e o Detetives Ecológicos do Instituto de Pesquisas Ecológicas, entre outros.

 

As principais ações para aumentar a conservação da onça-pintada incluem:

  1. Oferecer recomendações e assistência para melhorar as práticas de manejo de rebanhos, a fim de reduzir a predação e a morte de onça associada à retaliação;
  2. aumento da fiscalização e fortalecimento das Unidades de Conservação para coibir a prática de caça ilegal sobre a onça e suas presas;
  3. monitoramento e garantia de proteção das populações existentes nos remanescentes de floresta;
  4. aumentar a conectividade dessas populações por meio da identificação de corredores para a movimentação das onças;
  5. planejamento para programas de reintrodução da espécie; e
  6. desenvolvimento local, regional e nacional de programas de monitoramento para onças e suas presas.

 

Foto: Ary Nascimento Bassous/Wikimedia Commons

 



Rede de Especialistas

www.fundacaogrupoboticario.org.br


Febre Aftosa - Segunda etapa da vacinação contra febre aftosa encerra no dia 30 de novembro

A previsão é que sejam vacinados 4,6 milhões de animais somente no estado de São Paulo


Termina na próxima segunda-feira, 30/11, a segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa. A meta é imunizar cerca de 70 milhões de bovinos e bubalinos, de até dois anos de idade, conforme prevê o Calendário Nacional de Vacinação 2020 para a maioria dos estados brasileiros. Em São Paulo, a expectativa é que 4,6 milhões de animais sejam vacinados, de acordo com Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

Tão importante quanto a vacina é o preenchimento e envio da declaração de vacinação dentro dos prazos estipulados. É o que informa o médico-veterinário Odemilson Mossero, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP).

“O produtor deve ficar atento à data (07/12) em que se encerra o prazo para a entrega da declaração da vacinação ao escritório de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura”, diz Mossero, que também é presidente da Comissão Técnica de Saúde Animal do CRMV-SP.

Ele ressalta que, com esse registro, o produtor poderá cumprir com os compromissos sanitários junto ao órgão de defesa sanitária animal de seu Estado. Em São Paulo, as declarações devem ser realizadas preferencialmente por meio do sistema informatizado Gestão de Defesa Animal e Vegetal (www.gedave.sp.gov.br).


Uma ferramenta a ser valorizada

Para o médico-veterinário Fábio Alexandre Paarmann, membro da Comissão Técnica de Saúde Animal do CRMV-SP, a imunização é a principal ferramenta para evitar a presença da doença nos rebanhos bovinos e bubalinos. “Foi com a aplicação da vacina que pudemos acabar com a doença no território nacional e nos estabelecermos como País livre de febre aftosa.”

Paarmann explica que esse avanço também permitiu ao Brasil derrubar barreiras sanitárias contra nossos produtos e, assim, ampliar as vendas de animais e subprodutos para diversos países.

Mossero reitera a eficácia da vacinação e o avanço do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, iniciado em 1992. “As condutas para a imunização visam evitar o risco uma reintrodução dessa doença tão séria e tão devastadora para a sociedade, para economia e para a saúde animal”, afirma.

No momento, são considerados livres da febre aftosa sem vacinação os estados do Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina, além de regiões do Amazonas e de Mato Grosso.


Como agir em caso de suspeita da doença

Diante de uma suspeita de animal infectado pela febre aftosa, os médicos-veterinários responsáveis devem avaliar o rebanho, colher amostras para testes laboratoriais e fazer uma investigação sobre os prováveis meios de entrada da doença e os pontos de risco para o seu espalhamento.

“As amostras seguem ao laboratório pelo meio mais rápido possível e a análise dos materiais é tratada com prioridade para que todos recebam a resposta no tempo mais curto possível”, diz Paarmann.

Segundo Mossero, qualquer suspeita de enfermidade vesicular também deve ser apurada. “Bolhas na língua e boca do animal, nos espaços interdigitais e no ubre, no caso das fêmeas, podem ser sinais de doença vesicular, entre elas a febre aftosa”, lembra.

O alerta aos médicos-veterinários é que estejam atentos a esses sinais e que orientem tratadores e produtores. “Lembrando que a notificação é obrigatória para que se possa identificar a doença que está acometendo o rebanho na propriedade”, enfatiza Mossero.


O compromisso do médico-veterinário

Ainda sobre o papel dos médicos-veterinários, Paarmann reforça que a atuação dos profissionais é crucial para a vigilância desta e de outras doenças. “Diante de uma suspeita de doença contagiosa, o médico-veterinário deve entrar em contato com as autoridades para que as ações necessárias sejam adotadas o mais breve possível.”

Para Mossero, esse cuidado reflete o bom resultado que o estado de São Paulo está obtendo em relação à defesa sanitária animal. “A notificação não pode ser omitida para que possamos controlar, erradicar e atuar em situações emergenciais sempre que for necessário. O fato de o Estado não ter registro da doença há 24 anos não significa que podemos ficar desatentos”, conclui o médico-veterinário.


Primeira etapa teve cobertura superior a 97% do rebanho

Dados parciais da primeira etapa de vacinação, divulgados em setembro, mostraram que a cobertura vacinal estava em 97,81% do rebanho de bovinos e bubalinos de todas as idades naquele mês.

Esse percentual corresponde à imunização de 166 milhões de animais, segundo informações da Divisão de Febre Aftosa da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A pasta também informou que a retirada da vacina contra a febre aftosa, prevista para 2021, foi suspensa em decorrência da pandemia de Covid-19, que prejudicou o andamento de todas as ações e medidas que estavam em execução nos Estados brasileiros.




Sobre o CRMV-SP

O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas no estado de São Paulo, com mais de 42 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, estados e municípios nos assuntos relacionados às profissões por ele representadas.


Você sabe se o seu pet está acima do peso?

Já parou para pensar no peso do seu pet? Poucos tutores conseguem perceber se o cão ou gato está acima do peso ideal, isso porque, muitas vezes, esses quilos a mais parecem ser fofura. Uma pesquisa realizada este ano pela Hill's, em parceria com a Cão Cidadão, apontou que 24,72% dos tutores de pets no Brasil consideram que seus pets estão acima do peso. 

Apesar do número parecer baixo, o estudo mostrou que muitas pessoas não sabem, realmente, identificar o sobrepeso dos animais, já que quando foram instruídos a utilizar a tabela de escore de condição corporal, 41,04% dos entrevistados classificaram os pets com as condições corporais 7 e 9. De acordo com a WSAVA, Associação Mundial de Veterinários para Animais Pequenos, essas duas condições indicam peso acima do ideal. 

Isso quer dizer que seu cão ou gato podem aparentar estar bem para você, mas é preciso observar o peso de acordo com o tamanho e a raça. Claro que apenas um veterinário pode diagnosticar a obesidade do pet, mas, alguns sinais podem servir de alerta para os tutores.

 

Sinais de que o pet pode estar obeso

Um ponto mais fácil de ser observado é o uso da coleira. Você precisou afrouxar nos últimos passeios? Se sim, pode ser um sinal claro de ganho de peso. Outro ponto também são as costelas - elas devem ser "fáceis de contar". Apalpar o pet nessa região ajuda a perceber o ganho de peso.  E aqui vale reforçar a importância de apalpar mesmo e não apenas observar, já que os pêlos podem ajudar a disfarçar a cintura. Além disso, visto de lado, o animal deve apresentar uma curvatura se estiver no peso ideal e não ser reto. 

Movimentos mais lentos,  falta de fôlego ou com dificuldade para caminhar também podem ser alertas com relação ao peso dos animais. 

 

Os motivos do ganho de peso

O aumento do peso do cão ou gato é resultado, geralmente, da combinação de excessos na alimentação e a falta de exercícios. Nesse primeiro caso, é importante observar a quantidade de petiscos oferecidos para o animal. Ainda segundo a pesquisa da Hill's, 35,46% dos entrevistados oferecem petiscos aos seus cães e gatos todos os dias, o que é bastante coisa!

Muitos tutores também têm o costume de deixar o alimento disponível o tempo todo para o animal e isso pode colaborar com o ganho de peso já que facilita o maior consumo de calorias. Outros fatores podem influenciar na questão da obesidade, como é o caso da idade (animais mais velhos acabam ficando menos ativos e com menos energia) e castração (o metabolismo básico dos cães, principalmente, castrados é menor e exige menos calorias).

Independentemente do motivo, é importante ficar de olho no peso. A obesidade pode causar problemas graves nos pets. Os mais comuns são os problemas respiratórios, nas articulações ou doenças ósseas e cardíacas. É importante levar os pets, frequentemente, ao veterinário para conseguir detectar os sinais e evitar essas doenças.

 

 


Brana Bonder - médica veterinária e supervisora de Assuntos Veterinários da Hill's Pet Nutrition


SAÚDE ANIMAL: CORTAR O RABO DOS CÃES É CRIME

Desde 2013, quando o Conselho Federal de Medicina Veterinária publicou a Resolução no. 1027, cortar rabo de cachorro passou a ser crime. A penalidade para quem continuar com a prática é detenção de 3 meses a 1 ano e multa. Para os veterinários, o risco é ter seu registro suspenso, não podendo mais atuar na profissão.


Criadores também são afetados pela lei. Apesar de não poderem ser punidos pelo CFMV, ainda estão sujeitos às penalidades descritas acima. De acordo com o Artigo 39 da Lei de Crimes Ambientais, maltratar animais é proibido e isso inclui a prática de cortar o rabo dos cachorros.

É bom ressaltar que a caudectomia — como é chamado o procedimento — é proibida quando feita apenas para fins estéticos. Em casos como acidentes ou tumores na região, por exemplo, a prática pode ser feita, mas somente com o aval do veterinário, afirma Livia Romeiro, veterinária do Vet Quality Centro Veterinário 24h.

O assunto gera muitos questionamentos. Há quem ainda defenda a prática em determinadas raças que têm a finalidade de guarda. Mas quais as implicações para os cães e por que essa lei entrou em vigor?

O procedimento de cortar o rabo dos cães surgiu no contexto de caça e trabalho no campo. Para evitar o sangramento dessa área em conflitos com outros animais, os cães de caça tinham a cauda cortada. O ferimento poderia causar a morte em casos de infecção.

Naquele contexto a prática poderia ter uma certa justificativa, afinal, não era tão simples encontrar um veterinário próximo para socorrer o cachorro em casos de traumas e sangramentos. Porém, atualmente, como os cães têm como principal função a companhia, a caudectomia perdeu seu sentido e propósito.

Outros motivos que tentavam justificar a prática eram por questões de higiene e padrões de raça consideradas como oficiais por federações em alguns países.


As raças mais afetadas por essa prática

Talvez as duas raças mais afetadas pela prática da caudectomia sejam o doberman e o rottweiler. Esses cães foram muito utilizados antigamente nas funções de caça, guarda e trabalho no campo. Por isso, tinham o rabo cortado com o objetivo de reduzir a área de atrito em confrontos com outros animais e até pessoas.

Com o tempo, parece ter sido fixado um padrão para essas raças no tocante a ter a cauda cortada. Atualmente, alguns podem até mesmo considerar que esses cães de fato devem passar pela operação para seguir esse padrão.

No caso do doberman, além do rabo, a prática de cortar as orelhas — conchectomia — também é vista como necessária para manter a estética da raça e para melhorar o desempenho na função de guarda.

Porém, como já vimos, tais procedimentos perderam seu sentido justamente pela função principal que os cães desempenham em nossa sociedade: a companhia.

Outras raças que também são afetadas pela caudectomia: pinscher, boxer e poodle.


A influência dos padrões das raças

Outro fator que merece destaque é a força que padrões estéticos de raças exerceram sobre a prática da caudectomia e conchectomia. Afinal, é difícil imaginar um cachorro com orelhas para baixo e rabo comprido quando pensamos em doberman. Pelo contrário. A imagem que vem é de um cão com orelhas pontiagudas e rabo cortado.

No documento que define os padrões oficiais das raças, elaborado pela Federação Cinológica Internacional (FCI), podemos ver a indicação do corte do rabo do doberman desde 1994 em países onde a prática é permitida. Somente em 2015 o padrão é alterado indicando que orelhas e cauda devem permanecer íntegras e naturais.

Isso explica porque muitos criadores cortavam o rabo e as orelhas desse cachorro.

Sendo assim, com a mudança das especificações do padrão da raça, a caudectomia não é mais necessária nem recomendada. O cachorro pode obter pedigree e participar de exposições e competições normalmente, preservando suas características naturais.


Por que essa lei entrou em vigor

Por ser um procedimento puramente estético, a caudectomia é desnecessária e deve ser evitada. Além de dor e sofrimento nos cães, a prática causa outros problemas, como veremos a seguir:


Complicações no equilíbrio dos cães

A cauda é um prolongamento da coluna vertebral e possui terminações nervosas que influenciam todo o organismo do animal. Sendo assim, a caudectomia causa desequilíbrio nos cães.


Interferência na comunicação

Os cães utilizam a cauda para comunicação entre si e com seus donos. Através do movimento e posição dela, podem expressar alegria, dominância, medo e submissão.

Ajuda também a esconder ou espalhar seu cheiro, o que demonstra intenção de acasalar. Portanto, o corte da cauda afeta diretamente a comunicação dos cães.

Por esses motivos, em 2013 a resolução entrou em vigor para proibir a prática da método.

Em 2008, por meio da resolução n° 877, o Conselho Federal de Medicina Veterinária já havia proibido outros procedimentos semelhantes, como a conchectomia (levantar as orelhas) e a cordectomia (retirar as cordas vocais), mas a caudectomia era apenas não recomendada. Atualmente, porém, está na lista de práticas proibidas, a não ser por indicações clínicas.


Consequências da Proibição

Com a proibição, alguns veterinários apontam um crescimento na prática da caudectomia doméstica.

Os criadores, ao levarem a ninhada para passar pelo procedimento em uma clínica veterinária, deparam-se com a proibição, voltam para casa e procuram fazer por conta própria. Isso aumenta o risco de infecções e outras complicações devido ao processo feito incorretamente.

Em casos de procedimentos ilegais como esse, os responsáveis podem ser processados, bastando para isso uma denúncia feita junto aos órgãos competentes. É importante lembrar que atualmente o procedimento é considerado crime ambiental.

Apesar de algumas tentativas de justificar o procedimento, vimos que cortar rabo de cachorro não traz nenhum benefício para o animal.

A caudectomia, além de causar dor e sofrimento ao cão, afeta uma série de funções que a cauda desempenha, sendo hoje um procedimento essencialmente estético e proibido por lei.

Além disso, documentos oficiais que definem o padrão das raças defendem atualmente que os cães mantenham a cauda íntegra, dispensando totalmente o procedimento de cortar o rabo dos cachorros.

 

Como identificar casos emergenciais em pets

Centro Veterinário Seres do Grupo Petz alerta para que tutores fiquem atentos a sintomas como cansaço excessivo, língua cianótica (azulada ou roxa), diarreia liquida que não para, vômitos constantes e prostração intensa (principalmente em filhotes)


A possibilidade de submeter o pet a uma cirurgia é algo que desperta insegurança em muitos tutores. No entanto, apesar da apreensão vale ressaltar que existem procedimentos de baixa e alta complexidade, sendo que em muitos casos não há necessidade de longas internações. Para o melhor desfecho clínico, o mais importante é identificar, rapidamente, comportamentos ou sintomas atípicos.

Mas como identificar casos emergenciais? "Quando o pet está mais ofegante, com a língua cianótica (azulada ou roxa), diarreia liquida que não para, vômitos constantes, falta de apetite (anorexia) e prostração intensa (principalmente em filhotes), um serviço de atendimento veterinário deve ser procurado", ressalta Dra Danielle Silveira, coordenadora clínica do Centro Veterinário Seres.

Dra Danielle ressalta que em casos cirúrgicos o tutor tem um papel fundamental em todos o processo de recuperação. "Além do tratamento oferecido no centro veterinário, o tutor tem uma grande reponsabilidade de cuidar desse paciente em casa, seguindo as orientações dadas pelo médico veterinário, administrando as medicações e procurando o hospital quando houver necessidade", afirma.

Entre as cirurgias mais realizadas no Centro Veterinário Seres destaca-se a castração. "Cada cirurgia terá sua particularidade e grau de complexidade. Entretanto, é possível ajudar o pet a passar pelo processo de forma mais tranquila, buscando orientação e informação com cirurgião veterinário", afirma Dra Danielle, que destaca as afecções mais frequentes que necessitam de cirurgia estão - piometra (uma dolorosa condição que aflige cadelas não-castradas), tumores, corpos estranhos (que o animal pode ingerir) e casos de fraturas.

Confira dicas que podem auxiliar a tutores e pets a passar por situações emergenciais e casos cirúrgicos com mais tranquilidade:


Seguir a recomendação de jejum quando necessária:

Nesta etapa é fundamental a cooperação do tutor. No dia anterior à cirurgia, o veterinário pode recomendar jejum de comida e água. Dependendo do procedimento realizado e idade do pet, as instruções podem variar. Porém, é importante seguir exatamente a recomendação do veterinário a fim de um procedimento tranquilo.


E se o pet precisar de atendimento emergencial fora do horário comercial?

Algumas das unidades do Centro Veterinário Seres em São Paulo já são 24horas e dispõem de médico veterinário com atuação em intensivismo, pronto para atender urgências e emergências. Essas unidades possuem equipamentos de alta tecnologia para realização de exames emergenciais e centro cirúrgico para procedimentos de alta complexidade.


Adoção de animais deve continuar em alta nos próximos anos, principalmente entre gatos

Dados da pesquisa Radar Pet 2020 da Comac mostram que a adoção já era uma tendência antes da pandemia e deve continuar crescendo conforme as pessoas desenvolvam laços mais próximos dos pets

 

A pandemia do coronavírus e a necessidade de isolamento social criou uma grande demanda por uma presença maior de pets dentro dos lares brasileiros. De acordo com dados da ONG Ampara Animal, a procura por adoção aumentou cerca de 50% no Brasil. Mas, apesar da quarentena ter potencializado esse movimento, ele tem se mostrado uma tendência do setor há algum tempo.

A adoção de animais é uma das principais formas de trazer os animais de companhia para dentro de casa, de acordo com a pesquisa Radar Pet da Comissão de Animais de Companhia (Comac). Os dados mostram que 33% dos cães e 59% dos gatos presentes nos lares brasileiros foram adotados. Além da adoção, a origem mais comum dos pets é como um presente para os tutores, o que não exclui a possibilidade deles terem sido resgatados.

Atualmente, o Brasil conta com a segunda maior população pet do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, como revela o estudo da Comac. Em território brasileiro, existem aproximadamente 84 milhões de animais de companhia e a estimativa é de que o número chegue a 101 milhões de animais até 2030, um aumento de 26% da população atual. 

Para Leonardo Brandão, coordenador da Comac, isso ocorre por causa de uma mudança de comportamento da população. “O relacionamento das pessoas com os animais vem se intensificando ao longo do tempo. As pessoas estão tratando pets como membros da família. Isso ajuda a abrir os olhos dos indivíduos para esses canais de adoção. E essa não deve ser uma tendência passageira. Acredito que cada vez mais as pessoas darão preferência para acolher animais que foram abandonados ou estão em situação vulnerável”, observa.

Isso já é uma realidade entre os gatos, já que 59% dos bichanos foram adotados. Além disso, Leonardo estima que, apesar dos cães atualmente serem maioria, os gatos se consolidarão como o pet do futuro.

“Os gatos têm ganhado um grande espaço nos lares brasileiros. É um animal de entrada para muitas pessoas e famílias. No Nordeste, por exemplo, há já uma predominância dos gatos. Um dos possíveis motivos para isso, além do perfil do animal, é um custo mais baixo mensal. Acreditamos que essa preferência seguirá atrelada com a adoção”, prevê.

Confira mais detalhes da pesquisa pelo link.

 



COMAC - Comissão de Animais de Companhia


Novembro azul: câncer de próstata também atinge cães e gatos

Animais machos, caninos e idosos são mais suscetíveis 

 

O câncer de próstata não é uma doença exclusiva dos humanos. E o que muita gente não sabe é que ela, também, pode atingir os animais. Segundo Karina Delia Albuquerque, professora do curso de Medicina Veterinária da Universidade UNG, "embora a doença não seja muito recorrente, o cão tem mais propensão aos problemas relacionados ao câncer de próstata do que os gatos", explica.  

Saiba mais sobre esta patologia que afeta os animais de estimação.  

 

Como identificar os primeiros sintomas? 

Os tutores dos animais devem ficar atentos em alguns sinais clínicos como aumento na frequência do ato de urinar, gotejamentos constantes, bem como sangue ou pus na urina. Alguns pets podem apresentar constipação, isto é, dificuldade no ato de defecar, devido ao aumento da próstata. Além de fezes em forma de fitas e, em situações mais severas, dor abdominal. 


Como é feito o diagnóstico?  

O diagnóstico é feito pelo histórico do animal (idade, sexo e espécie). Animais machos, mais velhos e não castrados são mais predispostos ao aparecimento do câncer de próstata. Exame físico é realizado com palpação abdominal, retal e sensibilidade abdominal, além de exames complementares, como ultrassonografia. 


Como é realizado o tratamento?  

O tratamento efetivo é a castração e, dependendo da gravidade, a retirada da próstata. 


Prevenir com castração precoce é o ideal?  

Sim. A castração acaba sendo uma prevenção eficaz contra o câncer de próstata, pois, com a castração precoce, eliminamos hormônios como a testosterona, que pode ser um dos fatores que desencadeiam o câncer de próstata nos animais.  

 



Hospital Veterinário da UNG

Clínica Veterinária atende de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h, na Avenida Otávio Braga de Mesquita, 210 - Jardim Flórida, Guarulhos, São Paulo. Outras informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (11) 2464-1152. 


Nutrição, manejo e bem-estar: verdadeiros pilares para o bom desempenho do cavalo



Guabi participa da Exposição Mangalarga e orienta criadores da raça


O cavalo é muito dócil e extremamente sociável, mas exige alguns cuidados especiais para que obtenha um bom desempenho. O bem-estar animal é baseado em cinco pilares: nutrição e hidratação; ambiência; saúde e status funcional; comportamento e estado mental.

“São fatores interligados que se não forem trabalhados corretamente podem comprometer a saúde e o desempenho do animal, resultando em custos elevados com tratamentos de doenças. O cuidado com o meio ambiente e com os animais é uma realidade cada vez mais presente no cotidiano. É uma forma do criador proporcionar ao seu cavalo mais saúde, felicidade e longevidade”, explica o gerente de produtos para equinos da Guabi, Sigismundo Fassbender Junior.

Confira os fatores positivos de cada pilar abaixo:

1.- Nutrição e Hidratação

Oferecer sempre água à vontade e alimentos de qualidade variados, ou seja, o que realmente o cavalo gosta.


2.- Ambiência

Ambiente confortável, arejado, temperatura amena, cama adequada, além da interatividade com outros animais.


3.- Saúde e status funcional

O animal sadio dispõe de um bom condicionamento físico e mental. Para assegurar sua saúde, esteja sempre em dia com os programas de vacinação e vermifugação para evitar possíveis doenças.


4.- Comportamento

Este pilar é capaz de explorar: viver em rebanho, realizar exercícios livres e socializar. Mantenha os animais soltos em piquetes para banhos de sol e socialização.


5.- Estado mental

Prazer em se alimentar e beber água. Estar livre, alegre e disposto nas horas dos exercícios.


Cavalos atletas: Os cavalos atletas, que participam das provas esportivas, necessitam de alimentação diferenciada. A veterinária e supervisora técnica de equinos da Guabi, Natalia Schmidt, sinaliza que para atingir o alto desempenho, é necessário oferecer uma dieta equilibrada com volumoso de qualidade e concentrado de acordo com a exigência nutricional, além de suplemento mineral e água à vontade.  Desta forma, é possível realizar bons treinos e alto desempenho nas provas.

O bom resultado nas pistas se inicia desde a fase gestacional com uma nutrição adequada da égua gestante com fornecimento de dietas com potencial na ativação e desativação de genes relacionados com desempenho atlético. Essas dietas trazem o conceito da nutrigenômica que relaciona a nutrição com a expressão gênica.

A Guabi tem em seu portfólio de equinos rações que levam o selo Gen apontando que aquele produto contém nutrientes capazes de potencializar a genética do animal.

 


Guabi Nutrição e Saúde Animal


Cuidados com os animais nos períodos de calo


Os dias de calor intenso geram grandes desconfortos para nós, seres humanos, mas isso não é uma exclusividade da nossa espécie, pois os animais de estimação também sofrem bastante com os efeitos da alta temperatura, podendo até adquirir queimaduras nas patas, insolação e hipertermia.

Por isso existem diversos cuidados com os animais no calor que devem ser tomados para manter o bem-estar dos animais.


1. Deixe água à disposição

Beber água constantemente é a melhor forma de repor o que foi perdido pelo calor. Os pets transpiram pela língua e coxins e, durante os dias de calor, isso ocorre com mais intensidade. Por isso eles precisam ter acesso fácil a uma fonte de água.

Para ajudá-los, é importante espalhar mais de um recipiente pela casa, optando por oferecer água gelada ou por acrescentar cubinhos de gelo ao líquido.

No caso dos felinos, é interessante optar por bebedouros específicos para gatos, já que os gatos preferem água.

 

2. Dê banho em intervalos menores

A necessidade de banhos dos pets é bastante diferente da que os humanos têm. Por isso, dependendo da espécie, alguns devem tomar banho a cada dois meses, outros a cada quinze dias.

Porém, nos momentos mais quentes, o banho pode ser uma estratégia para aliviar o calor dos animais de estimação.

Contudo, isso deve ser feito com cuidado. É preciso evitar o choque térmico, molhando pontos específicos do pet, como as patas, antes de jogar água no corpo todo. Outro detalhe importante é não exagerar no uso de sabonete ou xampu para não irritar ou ressecar a pele do bichinho, explica a Dra. Livia Romeiro do Vet Quality Centro Veterinário 24h.

 

3. Passe protetor solar

Se o animal tem a pelagem branca, curta ou as mucosas claras, é necessário redobrar a atenção. Nesses casos, o uso de protetor solar é fundamental para garantir a saúde do pet. Infelizmente, eles estão mais suscetíveis ao câncer de pele e às queimaduras causadas pela exposição solar.

No mercado, existem produtos específicos para os animais. Eles contam com um sabor amargo, que é importante para inibir o reflexo que os animais têm de retirar o produto com lambidas.

Por fim, o protetor solar deve ser aplicado, principalmente, nas partes mais expostas do corpo, como orelhas, focinho e barriga.

 

4. Tenha mais atenção durante os passeios 

Apesar de terem a sola das patas mais resistentes do que a sola dos pés humanos, as patinhas do pet ainda são muito sensíveis. Por isso, entre os cuidados com os animais nos períodos de calor é necessário acrescentar algumas precauções extras durante os passeios.

Sendo assim, evite passear com o animal de estimação entre o período de 10 às 16 horas, optando sempre por locais sombreados, com árvores e grama.

Além disso, também vale apostar nos sapatinhos para pets e até nas ceras de proteção — produto criado para proteger as almofadinhas das patas do pet de superfícies perigosas, como o asfalto quente.

No entanto é importante ressaltar que os pets idosos, com sobrepeso, com problemas cardíacos ou respiratórios e os de focinho curto sofrem muito mais com os efeitos do calor. Portanto, essas dicas são ainda mais importantes para mantê-los confortáveis e seguros.

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