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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Há 20 anos, Brasil ganhava uma política pública voltada ao seu Patrimônio Imaterial

O Patrimônio Imaterial ainda não é um termo tão conhecido dos brasileiros. Mas o Rio de Janeiro é guardião de grandes riquezas desse patrimônio. Só no Estado são sete bens reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil dentre eles a Literatura de Cordel, o Fandango Caiçara e o Sistema Agrícola Tradicional de Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira. Fato é que, mesmo que esta expressão não seja tão conhecida, o patrimônio imaterial é intensamente construído e vivido pelos seus praticantes e é o resultado dos mais preciosos valores da humanidade. Pelos cinco sentidos a imaterialidade se materializa. Os cheiros e sabores tão presentes no fazer o queijo mineiro, na cajuína piauiense ou no acarajé da baiana trazem um tempero comum: os saberes ligados aos seus fazeres tradicionais. 

 

O toque das mãos pode ser suave na confecção da renda irlandesa e na produção das cuias indígenas, ou firmes nas palmas de uma roda de capoeira. A audição é agraciada com os mais diversos tipos de batuques dos maracatus, sambas ou carimbó, e o corpo, sem perceber, acompanha o movimento histórico da ancestralidade. Já a visão, embevecida com a manifestação do teatro de bonecos, ou nos versos de um cordel, brilha no transitar das feiras ou no encantamento de rituais e celebrações. 


E toda a diversidade dessa riqueza cultural, reconhecida mundialmente, ganhou, há 20 anos, um marco importante na sua história. Em 04 de agosto de 2000, o Decreto 3.551 era instituído e reforçava os direitos culturais ao apresentar uma política pública voltada para a identificação, reconhecimento, apoio e fomento ao Patrimônio Cultural Imaterial. Desde então, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), junto com diversos parceiros da sociedade, tem executado a Política de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial que vem documentando, promovendo, preservando e valorizando, cada vez mais, as referências culturais dos mais variados grupos formadores da sociedade brasileira, por meio do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI).

Ao longo de duas décadas de atuação, 48 bens já foram registrados como Patrimônio Cultural do Brasil; sendo seis deles considerados pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. E para cada um desses bens – que detêm continuidade histórica, possuem relevância para a memória nacional, são transmitidos de geração a geração e constantemente recriado pelas comunidades em função de seu ambiente, sua interação com a natureza e sua história – são desenvolvidas ações de salvaguarda que viabilizam a melhoria das condições de sustentabilidade dos saberes e práticas culturais. 
 

Também completando 20 anos, está o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) que traz cerca de 160 pesquisas sobre territórios e bens culturais em todas as regiões do país. Ainda em 2020, também se celebra os 10 anos do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), que já reconheceu sete línguas como Referência Cultural Brasileira, sendo seis indígenas e uma de imigração. Todo este trabalho tem como objetivo buscar o engajamento dos detentores para a gestão e sustentabilidade de suas práticas, uma vez que o Patrimônio Cultural é um importante ativo para o desenvolvimento econômico e social.


Referência para o Mundo

A Política de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial é exemplo e inspiração para o mundo, pois o Decreto 3.551 de 2000 foi influência direta para a elaboração da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, aprovada em 2003 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o primeiro instrumento internacional sobre o tema. 
 

A experiência do Brasil também foi determinante para a criação do Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina e Caribe (Crespial), que reúne 16 países da região. Em âmbito nacional, diversos estados e municípios também têm se baseado na política federal como fundamento e inspiração para a elaboração das legislações locais e a tarefa de expandir os princípios e diretrizes dessa política é um atual desafio.

 

Trajetória


Foi o intelectual e poeta paulistano Mário de Andrade quem deu início à reflexão sobre manifestações culturais que, décadas mais tarde, viriam a ser entendidos como “patrimônio imaterial”. Ainda em 1936, Mário de Andrade afirmava que o Patrimônio Cultural da nação compreendia muitos outros bens além de monumentos e obras de artes. A partir dos anos 50, vários intelectuais e defensores da cultura popular se mobilizaram em torno da Comissão Nacional de Folclore, criada em 1947, e esse movimento foi base para a criação, em 1958, da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro que deu origem ao Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, hoje incorporado ao Iphan, que se dedicou à preservação da cultura popular e do folclore ao longo destas décadas.


Nos anos de 70 e 80, a proposta de Mário de Andrade e as bem sucedidas experiências dos folcloristas serviram de inspiração para as experiências desenvolvidas no Centro Nacional de Referência Cultural (CNRC) e na Fundação Nacional Pró-Memória (FNPM), sob a liderança do pernambucano Aloísio Magalhães. Essas experiências tinham como pressuposto a ideia de que “a comunidade é a melhor guardiã de seu patrimônio”, o que implicava trabalhar em contato com as populações locais, prática desenvolvida com mais afinco a partir dos anos 80. 


Essas ações e a reflexão sobre a importância dos bens culturais imateriais como referências fundamentais para vários grupos formadores da sociedade brasileira contribuíram para sensibilizar o Congresso Nacional a incluir o tema, de maneira contundente e afirmativa, no artigo 216 na Constituição Federal, promulgada em 1988. Contudo, apenas em novembro de 1997, as orientações contidas na Constituição resultaram em uma ação mais efetiva consolidada na Carta de Fortaleza. Nela recomendavam-se ao Estado brasileiro o aprofundamento do debate sobre o conceito de patrimônio imaterial, formas e estratégias de preservação, e o desenvolvimento de estudos para a regulamentação do instrumento legal do Registro , instituto jurídico de reconhecimento de bens culturais dessa natureza. 


E assim, nasceu o Decreto 3.551/00, que regulamentou o art. 216, § 1º, da Constituição Federal, disciplinando o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem o Patrimônio Cultural Brasileiro e criando o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial.

 

Foto Jongo no Sudeste: Guilherme Reis
Foto Samba: Acervo Centro Cultural Cartola
Foto Fandango Caiçara: Leco de Souza

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Previsões para Agosto by Márcia Fervienza

 

 

E a verdade é que, até o final do ano, não deveremos ver muitas melhorias nestas frentes (economia e saúde).

 

O céu de agosto está, em muitos aspectos, similar ao céu do mês de julho. Saturno e Plutão, responsáveis pela pandemia do Covid, continuam próximos no céu e seguem em um lento movimento de reaproximação, mas não chegarão a se encontrar mais este ano. Atualmente com 4 planetas em movimento retrógrado, esperávamos uma melhora considerável no contexto econômico e social, mesmo sabendo que certamente seria temporário. No entanto, nos países aonde a quarentena não foi respeitada como deveria, o que inclui Brasil e os Estados Unidos, estamos vendo um ressurgimento forte da doença, apesar da redução inicialmente vista pelo menos nos Estados Unidos.

E a verdade é que, até o final do ano, não deveremos ver muitas melhorias nestas frentes (economia e saúde). A exigência contínua de distanciamento social representa um desafio para cada um dos nós individualmente, do qual não podemos (ou não deveríamos) fugir.

E com isso a pandemia nos apresenta uma nova pergunta: estamos dispostos a abandonar aquelas partes da nossa personalidade as quais, mesmo sendo disfuncionais, estamos acostumados? Como abandonar hábitos e comportamentos que não nos servem mais? Como nos indica Urano, que entrará em movimento retrógrado no dia 16 de agosto, é hora de nos aprofundarmos em questões relacionadas aos nossos valores e à forma como nos relacionamos com dinheiro.

Individualmente, o mês começa com uma lua cheia em Aquário no dia 3 de agosto, que envolve eventos inesperados e desorganizadores. Urano, o planeta das mudanças, se apresenta como uma crise entre o que sabemos e o que não queremos saber, onde estamos e para aonde vamos, o que nos serve e o que não nos serve mais. Bateu no limite, transbordou. A única opção será mudar. Não será possível continuarmos funcionando usando o nosso próprio umbigo como referência. O eixo Leão-Aquário (signos envolvidos na lua cheia) nos diz que é hora de sair do individual e nos voltarmos para o coletivo. Após a sacudida que receberemos, precisaremos tomar cuidado com a impulsividade e as ações otimistas que tem pouca base na realidade.

Na segunda semana de agosto, o tema “transformações” continuará (e se acentuará) na pauta do dia. Devido a uma quadratura entre Marte e Plutão, poderemos nos sentir forçados a mudar por pressões externas, ou poderemos querer forçar mudanças em situações que ainda não estão prontas, maduras ou que simplesmente “não têm que ser”. É importante entender que com Marte-Plutão nossas ambições estão elevadíssimas, e não queremos negociar. O problema é que a força que colocamos para fazer uma situação acontecer será a mesma força que receberemos de volta em forma de resistência. Adianta forçar a barra? Seria mais interessante buscar esta mudança, primeiramente, ao nível subjetivo (em forma de pensamentos, crenças, comportamentos e energia) antes de tentar força-la no seu meio, ou no outro.

Toda essa energia tensa da segunda semana culminará com a lua nova de 19 de agosto, na terceira semana. Talvez a gente se dê conta que não vale a pena insistir neste caminho e que, diante de tanto estresse, vale mais a pena investir em outras oportunidades. Ou, se fizermos o dever de casa direitinho e trabalharmos sobre nós mesmos antes de focar nos outros, essa lua nova, que fala de novos começos, poderá nos trazer a motivação necessária para agir e criar algo novo. Não quero dizer com isso que tudo será fácil. Estruturas sociais ou figuras de autoridade podem colocar barreiras ao que queremos alcançar, não necessariamente impedindo a realização dos nossos desejos, mas atrasando, demorando e gerando frustrações. Mas quem disse que ia ser fácil? O segredo é manter a paciência e a persistência, porque o céu fala de oportunidades financeiras e amorosas. Assim, não podemos esmorecer ante as dificuldades.

Aliás, resistência às dificuldades é o tema dos últimos 11 dias do mês. A partir do dia 20, será muito importante manter o foco, a determinação e ter muita calma. Isso porque Marte e Saturno estarão “brigando” no céu, sugerindo que a cada tentativa de progresso e movimento nos encontraremos com pelo menos um desafio. Pensarão que não estamos prontos ainda, que é preciso mais uma revisão, ou que ainda temos responsabilidades pendentes que precisamos concluir antes de podermos avançar. A vantagem disso é que cada avanço logrado será sobre bases muito sólidas e prometerão resultados de longo prazo. E não é melhor assim? Se não for para durar, que nem comece!

 

 

 

 

Márcia Fervienza - www.br.marciafervienza.com. Astróloga desde 1999, Márcia é formada em Psicologia pela Ashford University nos Estados Unidos e seguiu seus estudos nesta área, pois achava fascinante a mente humana. Hoje é mestra em Psicologia Clinica e Escolar pela Universidade da Pensilvânia e pesquisadora junto ao chair do departamento de educação da universidade. Além das certificações em psicologia, ela também é Coach. Desde 2011, Márcia é colunista do portal Personare e tem diversos artigos publicados na Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e Gshow, entre outros  Tanto em seus atendimentos astrológicos quanto em seu trabalho como Coach, Márcia busca identificar e eliminar obstáculos para facilitar o alcance dos objetivos desejados, promovendo resultados.  Enquanto especialista em desenvolvimento humano, ela também trabalha com pais que desejam promover um crescimento emocional e psicológico saudável para seus filhos, ou que querem melhorar a qualidade de suas relações com eles.


HORÓSCOPO: Veja como os signos reagem à semana de Lua Cheia em Aquário

Divulgação


 A cigana Sara Zaad afirma que, durante a lunação, devemos fazer as coisas com mais vigor, entusiasmo e ousadia.

 

Salve sua estrela!

Chegamos à lua cheia, momento em que ela se encontra exatamente oposta ao sol e chega no seu ápice, junto com todos os temas. Quando um assunto nosso chega à lua cheia, ele está no auge, então não adianta tentar começar algo novo nesta lua, mas sim ver, com toda a clareza proporcionada por este encontro lunar com o sol, o que deu certo, o que não deu, e se preparar para a lua minguante, uma oportunidade ideal pra limpar tudo aquilo que já não nos serve mais.


Será uma lunação com a maioria dos planetas em signos de fogo, o que nos mostra que devemos fazer as coisas com mais vigor, entusiasmo e ousadia. Em compensação, também aumenta a nossa irritação e impaciência. Para passar bem por esta semana é importante que você se expresse de forma direta, objetiva, sem muito mimimi, e não fique muito parado esperando as coisas aconteceram.

Vá à luta para tentar resolver aquilo que pode ser resolvido. Apenas tome cuidado com conflitos causados por má comunicação, já que mercúrio continuará num encontro tenso com Marte. Todo cuidado é pouco com aquilo que vamos dizer ao outro.

Aproveite com carinho. Um grande abraço e uma ótima semana.

Com amor,

 

Sara Zaad

 

  

ÁRIES 

Ariano, muito cuidado com gastos fora de controle. Você deve poupar o máximo que pode, pois não se sabe como serão suas próximas semanas. Você estará bastante ousado, querendo se arriscar, e muitas vezes de forma absolutamente imprudente. Você deve ter muito cuidado com os exageros, pois pode passar por momentos desafiadores a nível profissional. É necessário ter atitude sim, mas com bastante responsabilidade. É isso que lhe é pedido. Procure se conectar mais com sua espiritualidade e buscar a esperança e a fé em dias melhores. Eles virão! Cuidado com amizades que podem acabar te prejudicando no seu ambiente de trabalho. Convém se proteger em períodos de pandemia.

 

TOURO 

Taurino, nesta semana você estará mais seguro de si e deve dizer ao que veio, principalmente no trabalho. Não faça nada pressionado demais. Procure agir dentro do seu tempo, mesmo que demore um pouco mais, mas não deixe de agir e não permita que ninguém pise em você. Pode ser que algum “amigo” no trabalho queira puxar seu tapete, então todo cuidado é pouco. Priorize ações a longo prazo e não se deixe vencer pelas dificuldades do momento, principalmente financeiras. Continue perseverando da forma prudente e determinada que você conhece muito bem. Por conta desta pandemia, você deve continuar se cuidando e zelando por sua família e seus entes queridos. Não descuide da saúde em momento algum. Você também estará bastante impaciente com pessoas de sua família, então muito cuidado para não arrumar briga e confusão à toa.

 

GÊMEOS 

Geminiano, cuidado com situações de fofoca no trabalho, que podem prejudicar sua carreira. Fique esperto, acredite na sua intuição, e não tenha medo de se mostrar e mostrar o seu trabalho. Pode acontecer de você se machucar demais com uma pessoa amiga que espalhou alguma informação falsa sobre você, ou mesmo interpretou de maneira incorreta alguma coisa que você disse e tentou queimar seu filme com o chefe. É importante que você tenha muita cautela com suas finanças, evitando gastar no impulso, pois pode acontecer alguma situação na parte profissional que exigirá todo o seu cuidado e responsabilidade nesse momento. O que é importante para você e sua família? Tenha este cuidado na hora de comprar algo. Um cotidiano bem organizado, e um maior cuidado com a saúde e a alimentação, podem te ajudar a passar por momentos desafiadores com mais tranquilidade.

 

CÂNCER 

Canceriano, esta semana você estará com muito amor próprio e se sentindo muito autoconfiante. Pode ser uma semana extremamente positiva em termos financeiros, com ganhos em termos profissionais que podem vir da sua ousadia e tomada de ação. Não tenha medo de arriscar, canceriano, pois às vezes precisamos sair um pouco do nosso normal para que alcancemos os resultados almejados, principalmente nas questões materiais. Tome cuidado para não brigar com amigos queridos por conta de questões religiosas e de fé, pois os ânimos estarão bastante exaltados. Saiba que em qualquer decisão que tomar, durante esta semana, sua felicidade e bem-estar devem vir em primeiro lugar. Só podemos nos dar bem com o outro quando nos amamos e sabemos o que é melhor para nós.

 

LEÃO 

Leonino, muito cuidado nesta semana pois você pode estar passando uma imagem de muita arrogância e isto pode prejudicar os seus relacionamentos em todas as áreas. Brilhar sim, afinal você é o sol, mas saiba se colocar no lugar do outro e não fazer aquilo que não gostaria que fosse feito com você. Procure comunicar suas ideias e suas opiniões de uma forma mais simpática, sem achar que você é o dono da única verdade. De qualquer forma, não deixe de se colocar, pois as suas opiniões são muito respeitadas. Situações imprevistas podem acontecer no âmbito profissional e todos estarão muito estressados e impacientes, então cuidado para não arrumar inimizades sem motivo. Procure encorajar seus amigos e as pessoas a sua volta com palavras de fé e esperança para estes momentos desafiadores. 

 

VIRGEM 

Virginiano, esta semana você estará mais reservado, quieto e mais observador que o normal, além de irritado e mal humorado. Então, cuidado para não criar um clima de mal-estar, seja no seu trabalho, entre família ou mesmo em casa. Atenção para os comportamentos radicais e extremados que não te levarão a lugar nenhum e que só servirão para aumentar o mal-estar entre você e outras pessoas. Amigos podem estar te ajudando a passar por momentos desafiadores, que podem ser de dor e de sofrimento. Não seja tão “São Tomé” na vida. Tenha mais fé esperança, pois nem tudo pode ser provado pela ciência. A fé não se explica, se sente.

 

LIBRA 

Libriano, muito cuidado com um clima de muita tensão, principalmente entre as suas amizades. Pode haver muitas brigas e palavras ditas que magoarão o outro. É necessário entender que comportamentos extremos não vão levar a nada. Eles apenas servem para causar discórdias, principalmente entre os familiares. Todos estão muito tensos por estarem tanto tempo dentro de casa, sem muita perspectiva do que irá realmente acontecer, mas é importante mantermos a calma e o bom senso tão característicos deste signo. Situações imprevistas podem acontecer. Não adianta ficar tentando controlar tudo pois isso é impossível. Trabalhar de casa está sendo necessário, então mantenha o seu ambiente doméstico o mais profissional possível nas horas que estiver em “home office” para que o trabalho renda. 

 

ESCORPIÃO 

Escorpiano, esta semana você estará bastante exposto no trabalho, o que pode gerar situações desagradáveis e de fofoca envolvendo o seu nome. Mantenha-se o mais reservado possível. A rotina no dia a dia pode estar pesada, por conta desta ameaça de covid-19 no ar, e sua saúde está bastante vulnerável esta semana. Se cuide e evite discussões que geram stress e acabam influenciando a baixa imunidade. Cuidado com a sensação que temos de uma falsa superioridade, de achar que nada irá acontecer conosco. A pandemia não acabou e você pode ser contaminado pelo vírus SIM, então as medidas de higiene e isolamento ainda são bastante importantes. Não ache que você é imune pois não é.

 

SAGITÁRIO 

Sagitariano, cuidado com problemas na comunicação, pois você estará especialmente “verdadeiro”, do jeito que só um sagitariano é capaz. Nem sempre as sinceridades que você diz na cara das pessoas são agradáveis. Devemos ter bom senso na hora de nos colocar para não arrumarmos inimizades, pois nestes tempos de pandemia todos precisam se apoiar um ao outro. Lembre-se que ainda está muito longe da pandemia acabar, então não ache que tudo já voltou ao normal e que você pode sair livremente. Seu comportamento imprudente e arriscado pode acabar contaminando pessoas muito queridas, mesmo sem querer. O contato com assuntos de viagens, culturas estrangeiras, idiomas, e questões relacionadas a Justiça estarão favorecidos.

 

CAPRICÓRNIO 

Capricorniano, nesta semana as suas finanças deverão contar muito com seu equilíbrio na hora dos gastos. Você poderá passar por altos e baixos emocionais, então mantenha o foco e a disciplina pois o momento não comporta grandes arroubos financeiros de sua parte. Cuidado com as palavras ríspidas ditas dentro de casa que poderão gerar muitas brigas. Depois de ditas não tem jeito de se voltar atrás. Você pode descobrir segredos sobre alguém e ficar muito decepcionado. Não pense somente em você, mas se coloque no lugar do outro.

 

AQUÁRIO 

Aquariano, nesta semana você estará mais mal humorado e pessimista do que o normal. Tenha cuidado, pois o clima dentro de casa estará tenso demais e qualquer “coisinha” estará sujeito a brigas e discussões que só deixam pioram o clima. Cuidado com o que posta e escreve, principalmente nas redes sociais, pois você pode machucar alguém com suas palavras. Tenha empatia. Coloque-se no lugar do outro. Afinal de contas, durante esta pandemia, não está fácil parta ninguém e não é só você que está sofrendo com as regras impostas pelo isolamento social. Atente-se para brigas de poder no ambiente de trabalho e procure tratar todos com gentileza e amor.

 

PEIXES 

Pisciano, a qualidade da sua saúde mental, durante a semana, estará diretamente ligada aos cuidados com a sua saúde física. Não se descuide, pois você tem a tendência de absorver a carga de todo mundo. É importante que você tenha bastante cuidado com as finanças, pois as oportunidades de ganhar dinheiro podem ser uma grande roubada. Desconfie de tudo que parecer vantajoso demais. Mantenha uma rotina de horários bem organizada no seu dia, pois isso lhe ajudará a passar melhor a tensa semana de lua cheia.  A felicidade estará nos detalhes.


A importância da numerologia no universo corporativo


As raízes da numerologia nasceram há 10000 anos, do Egito e da Babilônia. Há registros e avaliação da Numerologia desde as civilizações mais antigas, como a dos sumérios da Baixa Mesopotâmia e entre os fenícios, caldeus e árabes. Porém, foi Pitágoras (571-497 acc.) que transformou a Numerologia em uma ciência exata. Ele foi um importante matemático e filósofo grego, tendo como um de seus mestres o Zoroastro, um sábio persa, grande conhecedor da Cabala. O princípio fundamental da doutrina de Pitágoras, e de sua Escola Pitagórica, é a tese de que “o princípio de todas as coisas são os números”, o que significa que o conhecimento de tudo o que existe no Universo só pode ser obtido através da compreensão numérica. 

Pitágoras dizia, que o número tem vibração, cor, expressão emocional e, claro, influência energética sobre todas as coisas e, ultimamente, esse pensamento vem sendo divulgado com maior amplitude para auxiliar muitos empresários a progredir e prosperar mais fortemente. 

O uso da numerologia para empresas vem crescendo tanto que já possui uma forte presença no mercado mundial, há algumas instituições que fazem uso do poder dos números para saber identificar os melhores investimentos na bolsa de valores, essa prática tem se tornado cada vez mais utilizada nos EUA, por exemplo. 

Com a chegada da quarentena, muitas empresas estão fechando as portas ou se readaptando ao mercado e, obviamente, há também o surgimento de muitas Startups e novos empreendedores. Muitas dessas novas empresas estão consultando a Numerologia para compreender qual é o melhor nome para se colocar em sua empresa, para que ela possa atrair mais público, progredir e se solidificar no mercado.

A Numerologia Empresarial auxilia na percepção cerebral dos clientes da empresa. Nomes geram sensações e aproveitá-las eficazmente pode alavancar negócios e solidificar parcerias. Há muitas empresas que possuem nomes fortes, porém o público, suas negociações e progresso, permanecem emperrados, por quê? Porque o nome fantasia escolhido ou a razão social criada, não são propícios para o ramo do empreendimento. Existem números que favorecem a comunicação como o número três e outros a saúde como o número seis. Criar nomes que vibram essa energia impulsionam o negócio e garantem uma equipe participativa e comprometida. 

Outra vertente, a qual realizo constantemente, e traz excelentes percepções são os mapas de parceria comercial. Muitos empresários me procuram para compreender se a parceria que estão planejando vai dar certo ou se a sociedade que querem criar vai se desenvolver positivamente. 

Imaginemos como seria propício conhecer mais profundamente sobre o futuro sócio e ele sobre a outra pessoa. Compreender como os dois podem trabalhar juntos com mais eficiência e se essa combinação é favorável. Lembro que não existe uma resposta exata, apenas tendências comportamentais que podem ou não serem benéficas. Fazer a leitura do mapa em conjunto já cria a oportunidade de autoconhecimento e um espaço para que os sócios possam conversar sobre os prós e contras dessa “união”. 

Tenho um caso onde não havia nenhuma sintonia comercial vibracional entre as pessoas. Fiz o mapa e nenhuma combinação havia entre as parceiras mesmo elas sendo amigas. Durante a leitura do mapa, elas compreenderam as colocações e concordaram que era necessário abortar a missão ‘parceria’. Elas permaneceram amigas, uma continuou com sua empresa e a outra empreendeu em outra área que descobriu no mapa e está feliz com a mudança. 

Outro caso interessante, foi de uma startup, que os sócios não possuem sincronia empresarial, porém possuem habilidades muito especificas e poderosas. Um é um negociador nato com tino comercial e carisma, e o outro é metódico, organizado e planejador. Eles compreenderam que se cada um fizer sua parte, sendo prestando contas, ou seja, reúnem-se semanalmente, mesmo sem urgências, um ao outro, o negócio poderia funcionar. Eis que estão nos momentos finais para o lançamento de sua empresa.

A Numerologia auxilia em contratações, pois demonstra as habilidades e reações inconscientes das pessoas, facilitando a adequação de cada perfil em sua melhor função, e valorizando suas habilidades. 

Como podem perceber a análise Numerológica é bem ampla. Para compreender melhor e acertar fielmente o número de favorecimento do negócio, é imprescindível que procure um profissional qualificado, pois ele poderá informar todas as potencialidades que devemos explorar e todas as características e adaptações que devem ser realizadas para se encontrar prosperidade e equilíbrio. 

Vale ressaltar que para fazer um ‘Mapa Numerológico Pitagórico Empresarial’ será necessário o nome da razão social de sua empresa, o que inclui a nomenclatura MEI, LTDA, EIRELE e outras, o nome fantasia e dia de registro desses dados. Se a pessoa ainda não os tem e quer criar a sua empresa vibrando o sucesso, o mapa pode ser de analise previa e saber as opções que escolheu ajudará muito. 

Lembre-se, ainda, que essa milenar técnica busca alertar e favorecer os empreendimentos, empresas e as pessoas que investem nessa busca por melhoria. O autoconhecimento é uma ferramenta chave para atingir o sucesso. “Conheça-se e essa verdade te libertará “.

 

 


Marcello Pereira - terapeuta holístico e metafisico, e numerólogo pitagórico.


Não se educa calando

Estudei no colégio militar de Fortaleza, entre 1975 e 1981. Antes, fiz o Fundamental I na escola municipal Jenny Gomes, no bairro Aerolândia. A mudança de uma escola para a outra foi parecida com a sensação que hoje tenho ao tirar um sapato de festa, depois de horas em pé. Poucas vezes repeti a alegria de ver meu nome na lista dos aprovados. O colégio militar, para um filho de sargento da aeronáutica e de uma dona de casa, era um luxo que poucos alcançavam, pois o número de vagas era pequeno e a concorrência enorme. No meu ano de ingresso, éramos 23 alunos por vaga. Com 11 anos de idade foi uma experiência e tanto e, devo dizer, nada agradável.

Minha experiência no colégio militar divide-se em duas partes claras e distintas. A parte formadora foi resultado da excelência de vários professores, da biblioteca enorme, dos espaços verdes (havia até um minizoológico dentro da escola), do ensino integral e dos colegas que me ajudaram muito a conviver e superar as dificuldades. A parte deformadora, resultado da disciplina excessiva, das punições desnecessárias, dos exercícios repetitivos, sem criatividade, e das regras bobas como o corte de cabelo, os sapatos e fivelas dos cintos brilhantes, e do medo de contrariar as regras bobas, cujo grau de exigência variava de comandante para comandante e, muitas vezes, de dia para dia, dependendo do humor dos que mandavam em nós.

A parte produtiva e formadora da minha experiência com o colégio militar foi resultado daquilo que é próprio ou deveria ser próprio em uma escola: profissionais adequados, ambiente planejado, laboratórios, materiais modernos, biblioteca atualizada, poucos alunos na sala, carga horária compatível com as exigências de aprendizado. E aí a conclusão óbvia: se todas as escolas públicas tivessem uma estrutura como a que eu tive no colégio militar, a educação no Brasil seria muito diferente. Pobre Jenny Gomes, a escola municipal que eu frequentei até a quarta série, nem dicionário tinha. Uma tristeza, apesar dos esforços dos professores em compensar a falta de condições adequadas e o excesso de alunos e alunas. Logo, o colégio militar era muito bom - não por ser um colégio militar, mas por, principalmente, ser um colégio com muitos recursos.

Meu melhor professor, nesse período , foi um major do Exército, professor Albuquerque. Até hoje lembro dele e de como, graças a ele, tive contato com a Literatura e com muitos dos segredos da Língua Portuguesa. Ele era um homem gentil e muito atento com os alunos que mostravam alguma vocação, sempre estimulando, ouvindo, oferecendo mais leituras desafiadoras. Com ele, conheci a personagem Baleia, o sanatório de Simão Bacamarte e o cortiço de Bertoleza. Ainda hoje lembro, com emoção, a indicação de um livro enorme que ele me fez, dizendo: “sei que você já é capaz dessas leituras de maior fôlego”, entregando-me uma edição de Vinhas da Ira.

Hoje, acompanho pesaroso o apoio de muitos ao projeto de escolas cívico-militares, o discurso de que é preciso resgatar a disciplina nas escolas, os valores patrióticos e outras coisas mais, como se o benefício da escola fosse a disciplina, que é o poder dado a algum adulto para calar as crianças e os jovens, quando na verdade o que de fato gera aprendizado é a qualidade dos adultos em nos ouvir e depois falar para que os ouçamos, oferecendo-nos coisas com cuidado e carinho e não impondo-nos como quem sabe que não é bom e só com rudeza poderá ter sucesso.

Lembro-me agora do professor Teixeira, já avançado nos anos, pequenino e enrugado, que nos dava aulas de História no colégio militar. Civil, ia com um jaleco branco que se perdia bem abaixo de seus joelhos. Lembro-me que muitos meninos riam do jeito frágil e desconcertado dele. Mas bastaram poucas semanas para todos adorarem o professor Teixeira, pela narrativa maravilhosa de suas aulas, pela forma sempre educada com que se dirigia a cada um de nós, pela coerência de suas atitudes, pela compreensão por nossas falhas de jovens imberbes, imaturos. Ele era rigoroso, coerente e dedicado. Não tínhamos medo dele, porque o medo não educa. O medo só serve para nos afastar do mundo.

Essas são as lembranças que tenho do colégio militar, um período muito bom da minha vida, com exceção da parte na qual alguns imaginaram que poderiam me ensinar como quem quer ensinar pássaros a voar. Se as pessoas entendessem que educar é ouvir e estimular  as pessoas a serem o que elas são, e não o que os adultos querem que elas sejam, seríamos um outro país. Major Albuquerque, professor Teixeira, os senhores entenderam isso. Não por serem militares ou serem civis, mas por serem adultos capazes de entender a obrigação dos adultos com os mais jovens. 

 

 


Daniel Medeiros - doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo.
danielmedeiros.articulista@gmail.com


EDUCAÇÃO E AFETIVIDADE: UM CAMINHO QUASE PERFEITO…

“É tarefa e desafio da escola assumir efetivamente, em parceria com os pais, a função de proporcionar aos alunos oportunidades de evoluir como seres humanos. Para isto, seu trabalho pedagógico e educacional é cuidar da sua formação, fazendo-os cumprir regras, impondo-lhes limites e, acima de tudo, acreditando que os jovens têm capacidade de suportar frustrações”.  

A afirmação acima é de Ivan Roberto Capelatto, psicólogo clínico e psicoterapeuta de crianças, adolescentes e famílias. Mas a escola é capaz de realizar tais funções? Segundo Capelatto, essa tarefa é difícil e complicada. Porém, os momentos de afetividade vividos na escola são fundamentais para a formação de personalidades sadias e capazes de aprender.  

No mundo de hoje, já não basta que a escola se preocupe apenas com a quantidade de informações que transmite por meio de competição e do uso de modernas tecnologias, de forma meramente burocrática e mercadológica. Esse tipo de instituição afasta o ser humano – tratando os alunos apenas como números de registro. Apesar de dispor de um grande espaço, onde os jovens passam metade do seu dia durante duzentos dias por ano, professores e colaboradores devem se manter atentos para não perder a oportunidade de ajudar o aluno a desenvolver a afetividade.  

É óbvio que a responsabilidade em impor regras e fazê-las respeitadas é dos pais, mas cabe também à escola aproveitar a oportunidade de viver o jogo da afetividade antes mesmo de comunicar aos pais os abusos dos filhos. Instaurar o diálogo é o primeiro passo para estabelecer um vínculo afetivo com o aluno. É bem provável que desse contato prevaleça um espaço de respeito e prazer.  

É nas situações tensas que se propõem limites, que se trabalham as frustrações e se abrem as portas da compreensão. Caso contrário, as informações recebidas acabam sendo desvalorizadas e esquecidas, porque faltou afetividade para estruturar os sentimentos vivenciados nesse processo de aprendizagem.  

No que diz respeito às famílias, não se pode transferir tudo para a escola, como a educação sexual, a definição política ou formação religiosa, apenas para citar alguns temas. Com isso, os pais vão abandonando seu foco e a família perde a função. Contudo, partilhar a missão de transferir e ensinar afetividade com a equipe escolar é uma orientação correta para pais e responsáveis.  

Nesse sentido, a escola não deve ser só um lugar de aprendizagem, mas também um campo de ação no qual haverá continuidade da vida afetiva. A instituição de ensino que funciona como quintal da casa poderá desempenhar o papel de parceira na formação de um indivíduo inteiro e sadio.  

É na escola que se deve dar a conscientização a respeito dos problemas do planeta: destruição do meio ambiente, desvalorização de grupos menos favorecidos e outros. Deve-se falar sobre amizade, sobre a importância do grupo social, sobre questões tão práticas como afetivas.  

Hoje, percebe-se que a escola não pode viver sem a família e a família não pode viver sem a escola – são instituições interdependentes e complementares. A inclusão dos pais no programa de ensino, convidando-os a participar de eventos e discutindo com eles as questões dos jovens tem diminuído as distâncias e incentivado o aluno a repensar algumas ações e comportamentos.  

“Temos de ter sempre em mente que o que o jovem faz em casa, faz na escola. Ele transfere para a escola coisas da casa e isso constitui o maior fundamento para justificar a união constante e perpétua dessas únicas duas instituições de educação”, explica Capelatto.  

Diante de tal missão, a escola deve se conscientizar de que é uma instituição afetiva que complementa a família. Sem essa consciência, criamos um bando de seres que aprenderam, mas não sabem usar o que aprenderam, porque estão afetivamente empobrecidos. Ou seja, o jovem só vai gostar da escola quando houver afetividade, quando sentir que se preocupam, gostam e cuidam dele. 

 

 


Sueli Bravi Conte - educadora, psicopedagoga, mestre em Neurociência e mantenedora do Colégio Renovação, instituição de ensino com mais de 35 anos de atividades e que atua da Educação Infantil ao Ensino Médio. 


Famílias têm a autonomia para decidir o formato de educação dos filhos


Advogado especializado em Direito Educacional explica que,  em meio à  pandemia, responsáveis podem escolher entre ensino híbrido ou remoto

  

No Brasil, pais e responsáveis têm o dever legal de zelar pela educação de crianças e adolescentes. Todo jovem de 4 até 17 anos deve estar matriculado em uma instituição de ensino, seja ela pública ou particular. Além disso, a família deve proporcionar condições para que o aluno efetivamente frequente a escola presencialmente.

No entanto, por conta da pandemia do novo coronavírus e o cenário de emergência no país, o formato de aprendizagem atual passou a ser o remoto. Depois de aproximadamente quatro meses, a volta às aulas presenciais ganha força em alguns estados brasileiros pela flexibilização do isolamento social.

A reabertura de estabelecimentos e a volta gradual ao presencial também pode implicar na necessidade dos pais deixarem os filhos na escola. Pela condição específica de cada família, alguns tendem a preferir o ensino híbrido e outros o 100% remoto. O advogado especializado em Direito Educacional, Célio Müller, explica: “Neste momento de calamidade pública, os pais têm o direito de optar por aulas virtuais e essa postura é justificada, por isso não pode ser enquadrada como abandono intelectual”.

Para efeito de organização e transparência entre a escola e a família, o advogado recomenda que seja formalizado um termo de opção educacional, que é assinado pelos responsáveis com o formato escolhido e as regras constantes em cada um.

É importante lembrar o ensino híbrido é disponibilizado com autorização da esfera pública e segundo parâmetros específicos, por exemplo, com rodizio de alunos. Essa flexibilização ocorrerá conforme os dados de monitoramento da doença em cada região, seguindo a estratégia do governo para contenção da pandemia.

Assim, quando a volta parcial das aulas presenciais for autorizada pelas autoridades competentes, a escola já terá o levantamento do número de crianças que devem fazer o ensino híbrido e aquelas que continuarão apenas com aulas on line. Isso permite que a instituição trace um cronograma de estudos com os coordenadores e professores:  grupos de alunos que irão a cada dia, planejamento de atividades, uso dos espaços, etc.

Müller acrescenta ainda que as famílias devem considerar os pontos positivos e negativos de cada escolha. “A vantagem do ensino híbrido é permitir ao aluno mais interação com os colegas de classe e professores. No entanto, mesmo a escola seguindo todos os protocolos de saúde, não é possível garantir que a criança não será infectada. Já o ensino remoto é mais seguro, porém exige maior dedicação e atenção dos pais, com o apoio necessário para as aulas e atividades on line”.


 

 

Célio Müller – Advogado especializado em Direito Educacional, sócio-titular do escritório Müller Martin Advogados, autor do “Guia Jurídico do Mantenedor Educacional” e co-autor do “Manual de Direito sobre Instituições de Educação”.  Palestrante em inúmeras instituições, destacando-se: Sistema Etapa, Grupo Santillana, Rabbit Partnership, Humus Consultoria Educacional, Bett Educar, entre outros. Foi professor da Pós-graduação em Gestão Educacional. Membro do Colégio de Advogados da Fenep. Articulista de variadas publicações da área de ensino, destacando-se: Gestão Educacional, Profissão Mestre, Jornal da Escola Particular, Guia Escolas, Jornal do SinepeSC, e outras.


Você Sabe O que É o Transtorno de Aprendizagem? Sabe Quais São e Como Se Apresentam?

 


Alguns são Sutis, Mas Quando Não Tratados, Podem Trazer Grandes Prejuízos no Decorrer da Vida Adulta.

 


Embora seja muito falado, ainda existe um grande número de pais que não sabem o que é o Transtorno de Aprendizagem (T.A). E neste momento que ainda estamos vivendo, muitos problemas relacionados aos Transtornos de Aprendizagem acabaram vindo à tona, devido às aulas online e à maior proximidade e observação dos pais em relação aos seus filhos em casa, bem como a dificuldade destas crianças em lidarem com as dificuldades, transtornos e o ambiente virtual.  Por isso, é muito importante que deixemos tudo muito claro!


Transtorno de Aprendizagem x Dificuldade de Aprendizagem 


O Transtorno de Aprendizagem (TA) está diretamente relacionado ao desenvolvimento, à aquisição de conhecimento escolar. Trata-se de transtornos de habilidades escolares, ou seja, é a dificuldade de aprender a ler, escrever e dificuldade com a matemática.

A Dificuldade de Aprendizagem, podemos dizer que é o Sintoma. É  quando esta criança não está indo bem na escola, ou apresenta qualquer dificuldades no aprender.

“- Neste caso, torna-se necessário entender qual o contexto em que a criança está inserida; ela pode ter uma vulnerabilidade social, pode estar passando por um momento de estresse, por um problema familiar, ou pode até mesmo existir algum problema de visão ou audição. Portanto, a dificuldade de aprendizagem é um sintoma que pode carregar inúmeras causas.”- explica a Pediatra e Neuropsiquiatra infantil, Dra. Gesika Amorim.

O primeiro passo é descobrir se essa dificuldade de aprendizagem é específica do Transtorno de Aprendizagem, ou seja, a dificuldade na leitura, na escrita e na matemática, ou se esse problema na aprendizagem se manifestou por outras causas, familiares, sociais ou de saúde.

E, Quais são os Transtornos de Aprendizagem?

São classificados como Transtornos de Aprendizagem, a Dislexia, a Discalculia, a Disgrafia e a Disortografia.

A especialista, Pediatra e Neuropsiquiatra Infantil, Dra Gesika Amorim, vai nos falar um pouco mais sobre cada um destes transtornos e a importância de um diagnóstico minucioso e preciso.


DISLEXIA

A dislexia é um transtorno que afeta habilidades básicas de leitura e linguagem, fazendo com que as crianças encontrem dificuldade para processar os sons das palavras e associá-los com as letras.

É um transtorno específico de aprendizagem, já que seus sintomas afetam o desempenho acadêmico e não existe nenhuma outra alteração (neurológica, sensorial, cognitiva ou motora) que justifique as dificuldades observadas.
Geralmente, o diagnóstico preciso da dislexia vem em torno dos 7 anos de idade, mas como hoje, as crianças estão sendo alfabetizadas cada vez mais cedo, os sinais também aparecem mais cedo.


Você̂ pode começar a desconfiar de um diagnóstico de dislexia quando:

  • Ela apresenta dificuldade de fala, isto é, ela demora para falar ou não conseguem falar de forma fluente, precisando de tratamento com fonoaudiólogo.
  • Apresenta dificuldade em formar palavras;
  • Leitura lenta, silabada com falta de entendimento do que lê̂;
  • Escrita em espelho com troca de fonemas; entre outros.


A dislexia pode vir acompanhada de disgrafia e nesse caso, a criança tem dificuldade também em fazer a cópia escrita, além de dificuldade de organização, de reconhecer os lados direito e esquerdo incoordenação motora.

Identificando estes sinais no seu filho, leve-o o quanto antes a um Neuropsiquiatra Infantil. Embora a dislexia não tenha cura, o médico te orientará quanto ao tratamento que envolvem estratégias para que ele possa ler e entender.

Curiosidade: Você̂ sabia que Whoopi Goldberg e Steven Spielberg são disléxicos?


DISGRAFIA

A Disgrafia é um transtorno da escrita em que os problemas podem estar relacionados com componente grafo motor, ou seja, o padrão motor da escrita. Ela acontece em crianças com capacidade intelectual normal e afeta a forma das letras, o espaçamento entre as palavras e às vezes, a pressão no traço é forte demais ou muito suave, quase não dando para enxergar. As crianças com disgrafia apresentam também lentidão na hora de escrever, pouca orientação espacial no papel, por exemplo, ela escreve, como dizemos, “subindo morro” e “descendo o morro”,  não respeita a margem,  às vezes não fecha o “o”, não corta o “t”,  não coloca o pingo no “i”, não faz o traçado da letra de forma correta, chegando muitas vezes a ser ilegível.

A criança costuma misturar a letra maiúscula com minúscula, letra de forma com letra cursiva, enfim, ela apresenta uma dificuldade viso-motor; Na hora de copiar ela olha para a lousa e quando vai escrever, ela pula linha, pula palavras, o tamanho das letras pode ser ora muito grande, ora muito pequeno. É uma escrita não uniforme.

Vale dizer que no diagnóstico as alterações tônico posturais da criança, são avaliadas, por exemplo: A maneira que ela pega o lápis e sua postura diante da mesa.


DISORTOGRAFIA

Na Disortografia, os tipos de erros que a criança comete estão relacionados com  a ortografia das palavras. É muito comum que até o 2º ano, as crianças façam essas confusões ortográficas, principalmente entre os sons e as palavras, pois ainda não estão dominados por completo; São erros bem mais sistemáticos, totalmente voltados para a ortografia; por exemplo: O uso do L e do LH, troca o X pelo CH, troca o J pelo G , erra o uso dos “S´s” e “ss”, comete erros na acentuação, ou seja, tudo está relacionado aos erros ortográficos, bem diferente por exemplo da dislexia, onde as alterações da escrita são muito mais inconsistentes e isso só consegue ser diferenciado a partir do 3º ano, quando estas crianças estão com 8 anos, mais ou menos. Quando esses erros persistirem em uma frequência muito grande, aí conseguimos avaliar e fazer o diagnóstico, explica a especialista.


DISCALCULIA

Como a dislexia, que está relacionada aos déficits de aprendizagem, a discalculia também não é uma doença. Ela é uma dificuldade que as algumas crianças têm no aprendizado da Matemática, quando lidam com números.

Efetuar equações, entender os seus princípios e tudo que envolve o trabalho com números. É uma desordem de aprendizagem que tem a ver com a formação dos circuitos neurológicos e não tem relação alguma com QI -Quociente de inteligência.

Ela é uma dificuldade única e exclusivamente relacionada ao cálculo matemático.
A Discalculia não é fácil de diagnosticar, pois requer uma avaliação multidisciplinar com o envolvimento de especialistas nas áreas de psicopedagogia, neuropsicologia e neuropediatria.


A Dra. Gesika chama atenção para que os pais fiquem atentos e busquem:


  • Diagnóstico Correto. Levar a criança ao neuropsiquiatra infantil, verificar se existe algum transtorno de aprendizagem e qual é este transtorno para iniciar ou adequar o tratamento correto;
  • Tratamento Correto. Verificar se a criança tem algum transtorno comportamental associado ou se nenhum diagnóstico de Transtorno de aprendizagem tenha sido feito até o momento, precisa-se verificar se a falta de acompanhamento do transtorno de aprendizagem levou ao desenvolvimento de algum transtorno comportamental, tais como depressão, pânico, ansiedade, baixa autoestima, etc; que precise de diagnóstico para que se comece imediatamente o tratamento.
  • Estratégia. Família, Médico e Escola precisam traçar uma estratégia de tratamento e de acompanhamento escolar dessa criança para que estes problemas não piorem.

 



Dra Gesika Amorim - pediatra com ênfase em saúde mental e neurodesenvolvimento infantil. Neuropsiquiatra, pós graduada em psiquiatria, e neurologia clínica. É também referência no Tratamento de TEA- Transtorno do Espectro Autista com utilização de HDT – Homeopatia Detox – Tratamento Integral do Autismo E Medicina Integrativa.

www.dragesikaamorim.com.br

Instagram: @dragesikaautismo

Atendimento: Online e Presencial em Campos dos Goytacazes e Itaperuna -RJ


Como o "novo normal" pode afetar o emocional das crianças com a volta às aulas

Enquanto governos e autoridades da saúde e educação de todo o país vêm discutindo o retorno às aulas e medidas de segurança que devem ser adotadas, pais e educadores refletem sobre como deve ficar o emocional das crianças com uma possível volta das atividades presenciais.

Para a psicóloga Talitha Nobre, do grupo Prontobaby, toda mudança repentina pode causar desconforto maior que uma mudança gradativa.

"É importante começar a retomar a rotina da criança gradativamente antes do retorno efetivo, com horários de dormir, de acordar e de fazer as refeições, tentando aproximar ao máximo da rotina escolar. Isso fará com que ela sinta menos a mudança", avalia.

Esse processo requer adaptação e pode gerar sentimento de angústia. Para saber o que fazer se o emocional do seu filho alterar, a psicóloga dá dicas a seguir. Confira:

Depois de tanto tempo em isolamento sem sair de casa, como fica o emocional das crianças agora com um possível retorno das aulas presenciais?

Todo e qualquer processo de mudança é desconfortável em alguma medida até mesmo para nós adultos. Para as crianças não é diferente e requer uma adaptação. Ele pode gerar um sentimento de angústia, ainda que a mudança seja para um cenário que já era conhecido, como a escola e o reencontro com os amigos e professores. É como um retorno às aulas após as férias escolares, mas é claro que o período de pandemia potencializa essa angústia, já que no caso de férias escolares, a criança não é submetida a um isolamento social.

Na escola, com o distanciamento social do protocolo de segurança, como a falta das brincadeiras coletiva pode afetá-las?

É difícil prever como será a reação das crianças diante do novo protocolo de segurança, mas acredito que todos serão afetados por esse "novo normal". Somos seres sociáveis, eles estão em uma fase de construção da sua estrutura psíquica, de troca com o outro, então não tenho dúvidas de que será um processo difícil. Os pais e professores terão um grande desafio e serão determinantes na readaptação dessas crianças. Acho fundamental a presença de um psicólogo escolar para acompanhar esse processo e auxiliar em como conduzir.

Como perceber se a criança está psicologicamente abalada com essa situação? O que fazer nesses casos?

A criança abalada psicologicamente normalmente demonstra através da mudança de comportamento. Costuma ficar mais sensível e pode apresentar distúrbios de humor, como insegurança, tristeza, resistência em fazer atividades rotineiras e irritabilidade. Ao perceber algum desses comportamentos, é importante conversar com a criança antes do retorno, envolvendo-a nesse processo dia a dia, fazendo com que ela possa planejar o cenário de retorno, por exemplo, conversando como será legal rever os colegas. Outro ponto importante é começar a retomar a sua rotina gradativamente antes do retorno efetivo, como os horários de dormir, acordar, a alimentação, tentando se aproximar ao máximo da rotina escolar. Isso fará com que ela sinta menos a mudança. Toda mudança repentina pode causar desconforto maior que uma mudança gradativa.

Quando o acompanhamento psicológico é necessário?

O acompanhamento psicológico é sempre um benefício a todos que se submetem a essa experiência, já que esse é um espaço de fala e melhor elaboração das nossas emoções. Ele se torna fundamental quando os pais percebem que a criança está em sofrimento psíquico, que pode se apresentar por fortes mudanças no comportamento e humor, como por exemplo, distúrbios alimentares, no sono, comportamentos de tristeza constante, ou mudança abrupta no comportamento. O acompanhamento de um psicólogo, seja no contexto escolar ou particular, pode ser importantíssimo nesse processo de mudança, até porque não voltaremos a um estado anterior.


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