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segunda-feira, 9 de março de 2026

Apneia do sono agrava perda muscular em pessoas com DPOC, mostra estudo

“Combinadas, as duas condições podem agravar o dano às mitocôndrias,
 conhecidas como as usinas de energia das células, comprometendo
 a contração e a regeneração muscular”, diz pesquisadora
(imagem: 
Rawpixel.com/Freepik)
Pesquisa com 44 pacientes mostra que a combinação das duas doenças reduz força e desempenho físico, com impacto direto na qualidade de vida

 

 A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é caracterizada pela dificuldade de respirar e limitações em atividades simples do dia a dia. Já a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) costuma ser associada a roncos intensos e sonolência diurna. A combinação dessas duas condições causa um impacto ainda mais profundo na força e na qualidade muscular dos pacientes, revela estudo publicado na revista Scientific Reports.

“Embora seja geralmente associada apenas à função pulmonar, a doença pulmonar obstrutiva crônica é sistêmica, com impactos múltiplos. Quando combinada com a síndrome da apneia obstrutiva do sono, os danos musculares se agravam, levando à perda de força e a desfechos clínicos mais graves, como hospitalizações e maior risco de morte, em comparação com pacientes apenas com DPOC. Por isso, alertamos ser fundamental investigar a qualidade do sono em todos os pacientes com DPOC”, afirma Audrey Borghi Silva, coordenadora do Laboratório de Fisioterapia Cardiopulmonar da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autora do estudo apoiado pela FAPESP.

No trabalho, os pesquisadores avaliaram 44 indivíduos, igualmente distribuídos entre pacientes com DPOC associada à SAOS e pacientes com DPOC isolada. Os resultados mostram diferenças estatisticamente significativas no desempenho funcional entre os dois grupos.

A força de preensão palmar, reconhecida como um indicador da força muscular, foi significativamente menor no grupo com sobreposição das doenças, apresentando uma média de 26 quilograma-força (kgf), em comparação com 30 kgf no grupo com DPOC isolada. De forma semelhante, no teste de caminhada de seis minutos (amplamente utilizado para a avaliação da capacidade funcional) os pacientes com ambas as condições percorreram, em média, 300 metros, enquanto aqueles apenas com DPOC alcançaram 364 metros. Vale destacar que distâncias inferiores a 350 metros nesse teste estão associadas a maior risco de hospitalizações e mortalidade, reforçando o impacto funcional negativo da coexistência entre DPOC e SAOS.

A gravidade da apneia do sono costuma ser medida pelo índice de apneia-hipopneia (IAH), que conta quantas vezes a pessoa para de respirar por hora de sono. No entanto, os pesquisadores descobriram que o fator que se mostrou mais fortemente associado à perda de qualidade muscular não foi o IAH, mas sim o índice de dessaturação de oxigênio (IDO), que mede a frequência das quedas nos níveis de oxigênio no sangue durante o sono.

“Mais do que o baixo desempenho nos testes, os resultados do estudo indicam que a magnitude da dessaturação noturna de oxigênio durante o sono está mais fortemente associada à qualidade muscular e ao desempenho funcional do que à frequência dos eventos respiratórios propriamente dita. Isso sugere que a hipóxia noturna intermitente, ao comprometer a oxigenação tecidual, pode ser um mecanismo fisiopatológico central na perda de massa e função muscular em pacientes com DPOC e SAOS, possivelmente por meio de estresse oxidativo, inflamação sistêmica e disfunção metabólica muscular”, conta Patrícia Faria Camargo, pesquisadora principal do estudo. O trabalho é resultado do doutorado de Camargo.


O papel da inflamação sistêmica

Camargo explica que tanto a DPOC quanto a apneia do sono, mesmo quando ocorrem de forma isolada, estão associadas à inflamação sistêmica e ao aumento do estresse oxidativo. “Quando combinadas, essas condições podem agravar o dano às mitocôndrias, conhecidas como as usinas de energia das células, comprometendo a contração e a regeneração muscular. O resultado é um ciclo de enfraquecimento progressivo e limitação funcional que requer acompanhamento contínuo”, diz.

O estudo alerta sobre a necessidade de acompanhamento das pessoas com as duas condições. “Os resultados reforçam a necessidade de rastreio dos distúrbios respiratórios do sono na população com DPOC. A descoberta impacta diretamente políticas de saúde pública, protocolos clínicos e programas de reabilitação, evidenciando o papel fundamental do sono na qualidade de vida”, afirma.

Camargo explica que, embora a DPOC não seja reversível, ela é uma condição que pode ser controlada com medicamentos, cessação do tabagismo e intervenções no estilo de vida, como exercícios regulares e alimentação equilibrada, preservando, assim, a massa muscular e a função cardiorrespiratória. No caso da SAOS, o uso noturno de dispositivos como pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) mantém as vias aéreas abertas, enquanto a atividade física e a alimentação balanceada contribuem para a redução do tecido adiposo em regiões críticas das vias aéreas e auxiliam na diminuição da obstrução.

“Além disso, medidas comportamentais, como evitar álcool e sedativos antes de dormir e manter uma higiene do sono adequada, contribuem para um equilíbrio respiratório noturno”, completa.

O artigo Impact of obstructive sleep apnea on functional performance and muscle quality of patients with COPD pode ser lido em: nature.com/articles/s41598-025-32126-3.
  


Maria Fernanda Ziegler

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/apneia-do-sono-agrava-perda-muscular-em-pessoas-com-dpoc-mostra-estudo/57386

 

Dia mundial do rim: doença silenciosa resulta em diagnóstico tardio e preocupa especialistas

Acometendo 10% da população brasileira, doença renal crônica não causa dor ou sintomas específicos nas fases iniciais, agravando casos se não há acompanhamento periódico

 

No dia 12 de março é celebrado o Dia Mundial do Rim, campanha global que tem como proposta ampliar a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce da doença renal crônica e, ao mesmo tempo, reforçar a necessidade de práticas sustentáveis na saúde. 

A doença renal crônica é considerada silenciosa e atinge milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, cerca de 10% da população tem o diagnóstico da doença, segundo o Ministério da Saúde. De acordo com o nefrologista do Grupo São Lucas Ribeirão Preto, Dr. Filipe Miranda Bernardes (CRM 202097 | RQE 112141), a maioria dos casos não apresenta sintomas iniciais, fazendo com que muitos pacientes descubram o problema apenas em estágios avançados, quando já há perda significativa da função dos rins. 

“A doença renal crônica não costuma causar dor ou sinais específicos no começo. O rim vai perdendo função lentamente e o organismo compensa por muito tempo. Quando surgem sintomas como inchaço, anemia ou pressão descontrolada, muitas vezes a função já está bastante comprometida”, explica o especialista. 

O diagnóstico tardio pode resultar em complicações cardiovasculares e, em muitos casos, na necessidade de diálise ou transplante renal. Por isso, exames simples e acessíveis fazem toda a diferença. 

A dosagem de creatinina no sangue, acompanhada da estimativa da taxa de filtração glomerular (TFG), além da pesquisa de albumina na urina, são ferramentas fundamentais para identificar precocemente alterações na função renal. Os exames estão disponíveis nas redes públicas e privadas. 

“Quando identificamos a doença nas fases iniciais, conseguimos controlar melhor fatores como pressão alta e diabetes, ajustar medicações e introduzir tratamentos modernos que reduzem a progressão da doença. Diagnóstico precoce significa mais tempo com os rins funcionando e mais qualidade de vida”, destaca. 


Sustentabilidade também entra em pauta 

Com a temática “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”, a campanha em 2026 chama atenção para a relação entre saúde renal e meio ambiente. Situações como calor extremo, desidratação frequente e poluição estão associadas ao aumento do risco de lesões renais. 

Além disso, o tratamento de hemodiálise demanda grande volume de água tratada, cerca de 120 a 200 litros por sessão. Considerando que muitos pacientes realizam três sessões por semana, o impacto ambiental é significativo. 

“Nosso país ainda enfrenta desigualdades no acesso aos exames simples de detecção e diagnóstico, bem como barreiras que impedem que recebam o tratamento que precisam. Por isso, sustentabilidade na saúde também precisa entrar na pauta da nefrologia, com tecnologias mais eficientes, reaproveitamento responsável e consciência ambiental”, enfatiza o médico.  


Avanços da ciência trazem novas perspectivas 

A evolução da medicina é constante e abre novos caminhos na área da nefrologia. Pesquisas internacionais investigam o desenvolvimento de rins artificiais portáteis e dispositivos implantáveis. Recentemente, um xenotransplante experimental, que caracteriza o transplante de órgãos ou tecidos de uma espécie para outra, principalmente de porcos para humanos, foi realizado no Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, marcando um passo relevante nas pesquisas sobre transplantes com órgãos de origem animal. 

Na prática clínica, novos medicamentos têm demonstrado eficácia na redução da progressão da doença renal crônica e do risco cardiovascular, ampliando as possibilidades terapêuticas para pacientes, especialmente aqueles com diabetes. 

A principal orientação é de que pessoas com fatores de risco precisam investigar regularmente a saúde dos rins. Entre os principais grupos de atenção, para além dos diabéticos, estão pacientes com hipertensão, obesidade e histórico familiar de doença renal, além de quem já apresentou alterações em exames ou possui apenas um rim. 

“A doença renal não dói, mas progride. Quanto mais cedo identificarmos, maior a chance de controlar. Cuidar dos rins é cuidar do coração, do cérebro e da qualidade de vida. Prevenção e diagnóstico precoce salvam rins e salvam vidas”, conclui. 

 



Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP)


Óleo de coco ganha espaço na rotina de higiene bucal e pode auxiliar na redução de placa bacterian

Dentista explica como a técnica de oil pulling pode complementar a escovação e o uso do fio dental na prevenção de problemas bucais.


O uso do óleo de coco na rotina de cuidados bucais tem ganhado espaço nas redes sociais, mas a prática vai além de uma simples tendência. Quem confirma isso é a cirurgiã-dentista Dra. Gess Advento, que recomenda o uso do óleo de coco extravirgem como um aliado complementar à higiene bucal tradicional, “auxiliando principalmente na remoção do biofilme e no combate à sensibilidade dentinária”, explica a profissional.

A técnica conhecida como oil pulling — que consiste em realizar bochechos com óleo de coco por alguns minutos — tem origem em práticas tradicionais da medicina ayurvédica e hoje vem sendo estudada também pela odontologia preventiva como um recurso complementar aos cuidados diários de saúde bucal. A prática não substitui a escovação nem o uso do fio dental, mas pode contribuir para potencializar a limpeza da cavidade oral.

Segundo a dentista, o biofilme, popularmente conhecido como placa bacteriana, é “aquele acúmulo de restos alimentares e bactérias que aderem ao esmalte do dente e que, quando não são removidos corretamente, podem causar tártaro, problemas gengivais e, consequentemente, cáries”. Esse acúmulo ocorre de forma contínua ao longo do dia, especialmente após as refeições. Quando a higiene não é realizada de maneira adequada, a placa se organiza em uma camada aderente que favorece a proliferação bacteriana e a inflamação gengival.

O óleo de coco apresenta propriedades antimicrobianas naturais, atribuídas principalmente ao ácido láurico, um ácido graxo presente em alta concentração no alimento. Durante o bochecho, por ser uma substância lipofílica, o óleo ajuda a envolver resíduos e microrganismos presentes na cavidade oral. Associado ao movimento mecânico do bochecho, esse processo pode auxiliar na desorganização do biofilme e na remoção de bactérias associadas a problemas como cáries, mau hálito e doenças gengivais.

Quanto à sensibilidade dentinária, Advento explica que o problema “acontece quando há exposição da dentina”, camada localizada abaixo do esmalte e formada por microcanais chamados túbulos dentinários. Quando esses túbulos ficam expostos, estímulos como alimentos frios, quentes ou ácidos podem causar dor ou desconforto. O uso do óleo de coco, segundo a dentista, pode ajudar a reduzir a irritação na região e contribuir para o equilíbrio da microbiota oral, o que favorece a saúde gengival e pode amenizar episódios de sensibilidade quando associado aos cuidados odontológicos adequados.

Para quem deseja incluir o oil pulling na rotina, a recomendação é realizar bochechos com uma pequena quantidade de óleo de coco extravirgem por cerca de 5 a 10 minutos, preferencialmente antes da escovação. Após o processo, o óleo deve ser descartado e a higiene bucal tradicional deve ser realizada normalmente.

Entre as opções disponíveis no mercado, a Dra. Gess indica o uso do óleo de coco extra virgem da Copra, eleito pela Proteste como um dos mais puros do Brasil. 



12/3 Dia Mundial do Rim: prevenção e diagnóstico precoce protegem pacientes e ajudam a reduzir o impacto ambiental dos tratamentos renais avançados

Campanha deste ano reforça a importância de exames simples, como creatinina e urina, para identificar precocemente a doença renal crônica e evitar a progressão para fases mais graves

 

O Dia Mundial do Rim (12/3) reforça uma mensagem central que continua atual e urgente: a doença renal crônica (DRC) pode avançar de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais, e o diagnóstico precoce ainda é a principal estratégia para proteger a saúde dos pacientes. O Censo Brasileiro de Diálise 2024 estimou 172.585 pacientes em terapia renal substitutiva no Brasil, dos quais 52.944 iniciaram terapia ainda em 20241. 

O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mais recente sobre DRC apontou aumento de 152% nos atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS) entre 2019 e 20232;3, reforçando a importância da prevenção, do acompanhamento contínuo e da identificação precoce de fatores de risco. 

Neste ano, a campanha da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN)4 traz um ponto que amplia esse debate. Com o tema “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”, a mobilização chama atenção para a relação entre prevenção, qualidade de vida e uso responsável de recursos em saúde, reforçando que o cuidado com os rins começa antes da doença avançar. 

A proposta dialoga com uma realidade clínica conhecida pelos nefrologistas. Quando a doença renal é identificada tardiamente, aumentam as chances de progressão para fases mais avançadas, com maior impacto na rotina, na qualidade de vida e na necessidade de tratamentos mais complexos, como a diálise. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de um em cada dez indivíduos no mundo apresenta algum grau de DRC, e a grande maioria dessas pessoas é assintomática nas fases iniciais da doença5. 

Por isso, a orientação é reforçar a prevenção, o controle dos fatores de risco e o rastreio com exames acessíveis, especialmente entre pessoas com maior probabilidade de desenvolver alterações renais. 

“A doença renal crônica muitas vezes evolui sem causar sintomas no começo, e esse é um dos maiores desafios. Quando o paciente sente algo, em alguns casos a função renal já está comprometida. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença”, afirma Dr. Américo Cuvello head do Centro Especializado em Nefrologia e Diálise do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

 

Exames simples e grupos de risco no radar

De forma prática, o rastreio inicial costuma incluir exames simples, como a dosagem de creatinina no sangue, que ajuda a avaliar a função dos rins, e o exame de urina, que pode apontar alterações importantes, como presença de proteína em níveis acima do normal ou sangue. Embora sejam exames conhecidos, ainda há dúvidas entre pacientes sobre quando pedir, com que frequência fazer e quem deve ter atenção redobrada. 

Segundo Dr. Américo, pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, histórico familiar de doença renal, idosos, tabagistas e pacientes com doenças cardiovasculares estão entre os grupos que merecem acompanhamento mais próximo. “Não é uma discussão só para quem já tem doença renal diagnosticada. A prevenção começa antes, com controle da pressão, da glicemia, da alimentação e com exames periódicos, principalmente em quem tem fatores de risco”, explica. 

Além dos grupos de maior risco, alguns sinais do dia a dia podem servir de alerta e justificam investigação médica, mesmo sem dor ou sintomas intensos. Alterações na urina, como sangue ou espuma persistente, inchaço persistente em membros inferiores, aumento da pressão arterial de difícil controle e cansaço fora do habitual, por exemplo, podem estar associados a diferentes condições e devem ser avaliados no contexto clínico de cada paciente. “A ideia não é alarmar, mas mostrar que os rins precisam entrar no radar. Muita gente cuida do coração, da glicose, do colesterol e esquece que os rins estão no centro desse equilíbrio”, diz.

 

Prevenção também preserva qualidade de vida

A campanha deste ano também abre espaço para uma conversa mais ampla sobre o impacto dos tratamentos renais avançados e a importância de um cuidado mais sustentável. Isso inclui desde a prevenção e o diagnóstico precoce, que podem evitar a progressão da doença, até a organização de linhas de cuidado que favoreçam acompanhamento multiprofissional, adesão ao tratamento e melhor qualidade de vida. 

Em casos em que a doença evolui, o cuidado também pode exigir avaliação especializada, ajustes frequentes de conduta e integração entre diferentes equipes assistenciais. Nesses cenários, a condução em ambiente hospitalar com estrutura para casos de maior complexidade contribui para organizar o tratamento de forma mais individualizada, desde o acompanhamento ambulatorial até terapias renais substitutivas, como hemodiálise ou diálise peritoneal, e condutas personalizadas para cada perfil de paciente. 

“Quando a gente fala em prevenção, não estamos falando apenas de evitar um desfecho clínico grave. Estamos falando de preservar qualidade de vida, autonomia e tempo do paciente. E, de forma indireta, também de evitar que ele chegue a uma etapa em que o tratamento é muito mais pesado para a pessoa, para a família e para o sistema de saúde”, afirma o especialista. 

“No hospital, a linha de cuidado renal envolve acompanhamento especializado e integração entre equipes assistenciais, com suporte para diferentes perfis de pacientes, da prevenção ao manejo de casos de maior complexidade”, conclui o head do Centro Especializado em Nefrologia e Diálise do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

No cotidiano, hábitos aparentemente simples também têm peso importante para a saúde renal. Entre eles, estão o excesso de consumo de sal e de ultraprocessados, hidratação inadequada, automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, e o controle insuficiente de condições como hipertensão e diabetes. O cuidado com os rins, portanto, não se resume a uma conduta isolada, mas faz parte de um conjunto de medidas de saúde ao longo da vida. 

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que a ingestão de sódio não ultrapasse dois gramas por dia, o equivalente a aproximadamente cinco gramas de sal de cozinha. Já a ingestão de proteínas deve ser ajustada conforme a condição renal do paciente, sendo geralmente recomendada entre 1g e 1,2g por quilo de peso corporal para indivíduos saudáveis, enquanto pacientes com DRC podem precisar de restrições específicas conforme orientação médica. 

“A mensagem principal é: prevenção e diagnóstico precoce continuam sendo o melhor caminho. Em muitos casos, um exame simples, feito na hora certa, pode mudar completamente a trajetória do paciente”, conclui. 

No contexto do Dia Mundial do Rim, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça a importância da conscientização sobre doença renal crônica e do cuidado contínuo ao longo de toda a jornada do paciente, da prevenção e do diagnóstico ao acompanhamento de casos que demandam maior complexidade assistencial, com atuação integrada entre equipes e foco em cuidado qualificado e centrado no paciente.  



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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Febre das canetas emagrecedoras preocupa diante de possíveis impactos na visão

Medicamentos usados para controle do diabetes e popularizados para perda de peso promovem queda rápida da glicose, o que pode agravar problemas já existentes na retina e provocar alterações visuais, alerta oftalmologista


Quem nunca pensou em perder gordura facilmente com as famosas “canetas” que prometem reduzir medidas quase sem esforço? Os medicamentos à base de GLP-1 se tornaram assunto constante nas redes sociais, nos consultórios e nas rodas de conversa. Indicados originalmente para tratar diabetes tipo 2, esses fármacos passaram a ser associados ao emagrecimento rápido — e, junto com a popularidade, surgiram dúvidas sobre possíveis impactos na visão.
 

De acordo com a Dra. Camila Ventura, oftalmologista especialista em doenças da retina e do vítreo do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco, essas medicações “imitam a ação de um hormônio do próprio corpo que ajuda a controlar o açúcar no sangue e também atua na saciedade”. Em termos simples, estimulam a produção de insulina quando a glicose está elevada, diminuem o apetite e retardam o esvaziamento do estômago, favorecendo tanto o controle do diabetes quanto a redução de peso. 

Sobre riscos para os olhos, a médica explica que ainda não existe comprovação ampla de dano direto frequente causado por essa classe terapêutica. “O achado mais consistente é a possível piora da retinopatia diabética em pacientes que já tinham a doença, especialmente quando há redução muito rápida da glicose”, destaca. Segundo a especialista, quando o açúcar no sangue cai de forma acelerada, podem ocorrer alterações na circulação da retina, estrutura responsável por formar as imagens, o que pode agravar lesões já existentes. 

Outro ponto que vem chamando atenção é a possível relação com a neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NAION), condição rara que compromete o nervo óptico e pode provocar perda visual súbita. “Existem relatos e análises mostrando associação em alguns grupos, mas ainda não há confirmação de causa direta”, explica. A médica ressalta que pessoas com hipertensão, apneia do sono, doenças cardiovasculares, tabagismo ou características anatômicas específicas do nervo óptico podem precisar de acompanhamento mais cuidadoso. 

Na prática clínica, as queixas mais relatadas costumam ser visão embaçada temporária, variações no grau dos óculos relacionadas à oscilação da glicemia e sensação de ressecamento. “Em geral, são manifestações transitórias e muitas vezes ligadas às mudanças metabólicas, não necessariamente a um efeito tóxico direto no olho”, esclarece. 

Pacientes com diagnóstico de retinopatia precisam de atenção redobrada ao iniciar o tratamento. “Quem já apresenta alterações na retina pode ter maior risco de progressão quando há redução rápida das taxas glicêmicas”, afirma. Por isso, ela recomenda que pessoas com fatores de risco, como hipertensão, apneia do sono, doenças cardiovasculares, diabetes, tabagismo ou características anatômicas específicas do nervo óptico, procurem avaliação oftalmológica antes do início da terapia e mantenham acompanhamento mais próximo nos primeiros meses, com seguimento conjunto entre oftalmologista e endocrinologista, especialmente nos casos relacionados ao diabetes. 

A perda de peso acelerada também pode trazer efeitos indiretos. “Além de possível influência na evolução da retinopatia, pode ocorrer desidratação por efeitos gastrointestinais, levando a turvação visual passageira”, diz. A médica acrescenta que o emagrecimento intenso pode reduzir gordura ao redor dos olhos, provocando aspecto de envelhecimento na região periocular. 

Alguns sinais exigem atendimento imediato. “Perda súbita da visão, aumento repentino de moscas volantes, flashes luminosos, dor ocular intensa ou aparecimento de mancha escura central são situações que justificam avaliação urgente”, alerta. Qualquer mudança importante após o início das aplicações deve ser comunicada sem demora ao especialista. 

Sobre o uso sem orientação, a oftalmologista é enfática: “Não iniciar ou manter essas medicações sem prescrição e acompanhamento médico”. Segundo ela, a ausência de monitorização pode atrasar o diagnóstico de complicações e aumentar a chance de problemas passarem despercebidos. “O acompanhamento multidisciplinar é fundamental para garantir segurança, especialmente em pessoas com fatores de risco”, reforça. 

Embora não tenha observado aumento expressivo na procura por consultas diretamente relacionadas às canetas, a especialista percebe outra mudança no consultório. “O que vejo é um crescimento significativo no número de pacientes utilizando essa classe medicamentosa”, relata. 

A principal orientação da oftalmologista é clara: informação e acompanhamento caminham juntos. “Quem tem diabetes ou outros fatores de risco deve realizar avaliação oftalmológica antes e durante o tratamento, principalmente se já houver alteração na retina. E qualquer sintoma visual novo precisa ser investigado rapidamente”, conclui a Dra. Camila Ventura, oftalmologista especialista em doenças da retina e do vítreo do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.


Menopausa precoce: 8 sinais da condição que afeta a saúde e os planos de mulheres jovens

Queda precoce de estrogênio pode comprometer não apenas a fertilidade, mas também a saúde óssea, cardiovascular e cognitiva, elevando o risco de doenças associadas

 

Para uma parcela significativa da população feminina, a menopausa pode chegar muito antes do esperado. A chamada menopausa precoce, que ocorre antes dos 40 anos de idade, ainda é pouco conhecida e seus sinais tendem a passar despercebidos. O diagnóstico costuma ser tardio e afetar saúde, rotina e planos de vida de mulheres em idade reprodutiva, inclusive o desejo de ser mãe.

Essa é a principal diferença entre a menopausa precoce e a que se dá na faixa etária típica (a partir dos 50 anos): o impacto sobre a qualidade de vida. Isso porque quando a perda de estrogênio é antecipada, ela pode intensificar sintomas, como ondas de calor, secura vaginal, alterações de humor, além de riscos de longo prazo, como osteoporose e problemas cardíacos - infartos e AVCs.

“Quanto à fertilidade, essa condição precoce indica que a reserva ovariana está extremamente baixa. As estimativas mostram que entre 5% e 10% das mulheres diagnosticadas ainda conseguem engravidar espontaneamente”, explica a ginecologista e cirurgiã minimamente invasiva do Hospital Santa Catarina - Paulista, Dra. Débora Maranhão.

“Esse é um ponto sensível e de um impacto relevante, especialmente para quem tem desejo reprodutivo e, sem aviso prévio, se vê em uma situação desfavorável à realização desse sonho. É preciso avaliar e tratar com empatia. Cada caso é um caso, e não uma sentença. Por isso, informação e acompanhamento médico são fundamentais”, ressalta a especialista.

Sinais a serem investigados

Mulheres com menos de 40 anos que apresentam irregularidades no ciclo menstrual ou passam três ou mais meses sem menstruar devem investigar a possibilidade de insuficiência ovariana. “Esses sinais, somados a sintomas como secura vaginal, perda de libido e alterações de humor, são indicativos importantes para o diagnóstico”, reforça a ginecologista. Veja quando desconfiar:

  • Irregularidade menstrual;
  • Secura ou atrofia vaginal;
  • Ondas de calor;
  • Perda da libido;
  • Alterações de humor;
  • Dificuldades cognitivas;
  • Insônia e irritabilidade;
  • Incontinência e infecção urinária.

A condição pode causar ainda atrofia vaginal, incontinência e infecções urinárias recorrentes. Outra evidência comum são os famosos fogachos ou ondas de calor, que em geral afetam a qualidade do sono, causam mais irritabilidade e reduzem a qualidade de vida da mulher como um todo. Para prevenir essas e outras complicações, tratar o quanto antes faz a diferença.


Tratamento individualizado

A reposição hormonal é o tratamento de primeira linha para aliviar os sintomas e prevenir intercorrências, explica a Dra. Débora: “Temos resultados positivos entre as mulheres que repõem de maneira adequada e com acompanhamento médico. É fundamental que cada caso seja avaliado individualmente, de forma criteriosa, antes da indicação terapêutica”.

Se de um lado o uso de medicação requer um olhar clínico mais apurado, de outro, ações complementares simples podem ajudar a amenizar o quadro. Prática de atividade física, dieta balanceada e anti-inflamatória, e uso de suplementos naturais, como maca peruana e isoflavonas, podem ter papel coadjuvante, mas significativo no manejo da condição.


Origem e fatores associados

Cerca de 90% dos casos de menopausa precoce não têm uma causa clara e são classificados como idiopáticos, ou seja, permanecem com origem indefinida mesmo após investigação. Os 10% restantes têm origem genética ou estão associados a doenças autoimunes, tratamentos médicos agressivos, como quimioterapia e radioterapia, ou ainda à retirada cirúrgica dos ovários.

“A maior parte das mulheres afetadas não apresenta predisposição genética, mas o histórico familiar pode ser considerado um fator de risco. Então, caso a mãe tenha tido menopausa precoce, as chances de a filha ter é um pouco maior, mas isso não é determinante. O mais importante é estar sempre atenta e buscar ajuda médica o quanto antes”, destaca a ginecologista do Hospital Santa Catarina - Paulista.


Chupeta ‘antiestresse’ vira moda entre adultos e preocupa especialistas

Uso de ‘chupeta antiestresse’
por adultos causa problemas à saúde bucal
 Pixabay

Profissionais de saúde alertam para os riscos e indicam estratégias para eliminar o hábito

 

Após a onda dos bebês reborn, uma nova moda que começou na China e se espalhou nas redes sociais chama a atenção em todo mundo. O uso da chupeta ‘antiestresse’ por adultos está provocando discussões entre especialistas da área da saúde, pois além do aspecto comportamental, a tendência de adultos usarem um acessório atribuído às crianças também levanta questões relacionadas à saúde bucal.

 

“Essa atitude pode ocasionar alterações na mordida, no alinhamento e o desgaste irregular dos dentes em virtude da pressão constante. Também pode haver traumas periodontais, retrações gengivais que levam à exposição da raiz, gerando sensibilidade, mobilidade nos dentes e retração do osso”, explica a coordenadora do curso de Odontologia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR) e mestre em Endodontia, Thamara Maluf.

 

O uso frequente da chupeta por adultos ainda pode afetar a articulação temporomandibular - que liga a mandíbula ao crânio e permite os movimentos da boca – causar alterações na musculatura orofacial e zumbidos. As consequências podem ser dor, estalos, dificuldade para abrir ou fechar a boca e problemas relacionados à mastigação e à fala.


 

Risco de infecções e outros males


Além de comprometer a dentição, o uso frequente do acessório infantil pode trazer outras ameaças à saúde. “Esse pequeno objeto pode aumentar a chance de infecções orais e respiratórias”, ressalta Thamara.

 

Os impactos psicológicos também não estão descartados. A especialista salienta que o uso da chupeta por adultos pode criar dependência comportamental como mecanismo de enfrentamento do estresse, o que dificulta a busca por estratégias mais saudáveis. 

 

Reversão dos danos

Uma vez constatados, os problemas de saúde bucal provocados pela ‘chupeta antiestresse’ podem receber diferentes tratamentos, a depender da gravidade. 

 

“Pequenas alterações na mordida podem se corrigir naturalmente, após a interrupção do hábito. Por outro lado, casos mais severos podem exigir tratamento ortodôntico, fisioterapia orofacial ou acompanhamento com especialista em disfunções temporomandibulares. Já as lesões musculares ou articulares precisam de acompanhamento odontológico especializado para controle da dor e reabilitação”, orienta a coordenadora do curso de Odontologia do Centro Universitário Integrado.

 


Dicas para abolir o hábito


Para quem deseja eliminar esse hábito - que traz mais prejuízos à saúde do que os supostos benefícios ‘antiestresse’ mencionados nas redes sociais, sem nenhuma comprovação científica - Thamara Maluf repassa algumas dicas.

 

·         Técnicas de relaxamento: Pratique a respiração, meditação, atividade física ou alongamento. Isso ajuda o corpo e a mente a gerir as respostas ao estresse;


·         Substitutos menos prejudiciais: Faça exercícios com bolinhas antiestresse ou a mastigação de gomas sem açúcar;


·         Acompanhamento: Para casos em que o hábito esteja associado à ansiedade ou a compulsões, busque a ajuda de um psicólogo ou de outros profissionais de saúde;


·         Orientação odontológica: Fale com um dentista para avaliar se já existem danos à saúde bucal, para receber apoio e prevenir casos mais graves.

 

 

Centro Universitário Integrado

 

 

Fundação Casas Bahia e Instituto Dona de Si abrem 1.500 vagas gratuitas de capacitação para mulheres em 5 capitais

Mulheres que participaram da edição de 2025

Parceria já impactou mais de 5 mil mulheres em cinco anos

 

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Fundação Casas Bahia (FCB) e o Instituto Dona de Si (IDDS) anunciam a abertura de 1500 vagas para a Jornada Dona de Si, parceria que completa cinco anos em 2026.

 

Nesta edição, o projeto beneficiará mulheres que vivem em comunidades de cinco capitais brasileiras: 400 vagas para a cidade de São Paulo; 300 vagas para Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador; e 200 oportunidades para Brasília, que passou a integrar o projeto em 2025 como frente estratégica da iniciativa.

 

O projeto tem como compromisso a qualificação e o empoderamento feminino ao oferecer uma formação abrangente, que contempla conteúdos de Gestão de Negócios, Comunicação e Marketing e Educação Financeira. Com linguagem acessível e abordagem prática, o curso fortalece a segurança e a autonomia das participantes na condução de seus próprios negócios e de suas vidas profissionais, permitindo a aplicação do aprendizado aos desafios cotidianos.

 

Além disso, repetindo a ação de sucesso que começou ano passado, o projeto permitirá novamente que as oriundas da Jornada Dona de Si se inscrevam no banco de talentos do Grupo Casas Bahia, para participar do processo seletivo de vagas em setores como vendas, logística e administrativo, ampliando perspectivas profissionais para quem quer crescer em trajetórias que também incluem o mundo corporativo. 


Para Andreia Nunes, diretora executiva da Fundação Casas Bahia e de Gente, Gestão e Assuntos Corporativos, o conhecimento é um agente de transformação social. “A Jornada Donas de Si tem como propósito ampliar o impacto social. Acreditamos que a educação é um dos principais instrumentos de transformação e é isso que queremos proporcionar a cada uma dessas mulheres”, complementa.

 

Ao final do programa, haverá uma premiação para reconhecer as participantes que mais se destacarem ao longo da formação, incentivando a continuidade dos projetos e o desenvolvimento dos planos profissionais estruturados durante o curso.

 

“A Jornada Dona de Si nasceu para provar que autonomia não é ‘dom’, é aprendizado. Em 2026, a gente reforça isso com uma educação financeira que cabe na realidade de cada mulher, com caminhos reais de carreira e com uma premiação final que celebra e impulsiona quem se destaca. No fundo, é sobre isso: formação para ser empreendedora da própria vida”, afirma Suzana Pires, fundadora do Instituto Dona de Si.

 

As inscrições podem ser realizadas até o dia 8 de abril, na página do Instituto Dona de Si dentro do site da Casas Bahia. A lista das selecionadas será divulgada em maio de 2026 no mesmo endereço.

 

Link para inscrição: https://www.casasbahia.com.br/fundacao/jornada-dona-de-si.aspx

Data para inscrição: De 08 de março a 08 de abril

Divulgação das selecionadas: Abril de 2026

Para mais informações, acesse o perfil @institutodonadesi no Instagram

 

Instituto Donas de Si
https://www.instagram.com/institutodonadesi/
https://institutodonadesi.com.br/


66% das mulheres dizem que a diversidade de gênero melhora a tomada de decisões das empresas


No Mês das Mulheres, o debate sobre equidade de gênero nas empresas ganha ainda mais relevância, especialmente quando se observa o impacto direto da diversidade na qualidade das decisões corporativas. Dados da pesquisa “Women in Fintech: Agora é a Nossa Vez”, de 2025, revelam que 6 em cada 10 mulheres acreditam que a diversidade de gênero melhora a tomada de decisões nas organizações. O levantamento mostra como ambientes diversos tendem a ser mais estratégicos, inovadores e alinhados às demandas reais da sociedade.

Apesar desse reconhecimento, a presença feminina em cargos de alta liderança ainda é limitada. Segundo o estudo, apenas 6,8% das mulheres ocupam posições de C-level nas empresas do setor financeiro e de tecnologia. O número evidencia um descompasso entre a consciência sobre a importância da diversidade e a efetiva ocupação de espaços de poder pelas mulheres. Ainda assim, os dados apresentados indicam que, mesmo em menor número, a atuação feminina já produz resultados significativos.

Os desafios, no entanto, permanecem estruturais. Em um segmento historicamente dominado por homens, como o das fintechs, as profissionais relatam dificuldades para validar suas ideias e conquistar reconhecimento equivalente ao de seus colegas homens. Quase 8% afirmam que suas contribuições não são valorizadas da mesma forma — um dado que aponta para barreiras culturais persistentes e para a necessidade de políticas internas mais efetivas de inclusão e equidade.

A presença feminina vai além de uma pauta de representatividade; trata-se também de uma estratégia de crescimento e inovação. A diversidade de gênero está associada a uma visão mais centrada no cliente, maior sensibilidade às transformações do mercado e ampliação do repertório de soluções. No cenário das fintechs, 71,8% das trabalhadoras afirmam que a participação de mulheres é crucial para impulsionar a inovação no setor, revelando a relação entre pluralidade de perspectivas e desenvolvimento tecnológico sustentável.

Uma das líderes na área de fintechs é Rebecca Fisher, co-fundadora e Chief Strategy Officer (CSO) da Divibank. Com mais de 12 anos de experiência na indústria de marketing, ela decidiu empreender em um setor tipicamente dominado por homens. “Empreender em um setor predominantemente masculino tem seus desafios, mas também abre oportunidades para redefinir padrões e mostrar que diversidade gera inovação”, destaca.

A trajetória de líderes como Rebecca ilustra uma mudança gradual na estrutura corporativa das fintechs. O avanço da presença feminina depende não apenas da entrada de mais mulheres no setor, mas também da consolidação de políticas que garantam ascensão, escuta ativa e igualdade de oportunidades.


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