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terça-feira, 23 de junho de 2026

Cair não é normal: O que uma queda pode revelar sobre a saúde da pessoa idosa

  Especialistas alertam que episódios aparentemente simples podem indicar fragilidades ainda não identificadas

 

No Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado em 24 de junho, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) chama atenção para um dos principais desafios para a saúde, a autonomia e a qualidade de vida da população idosa. Embora ainda seja comum associar quedas ao envelhecimento, especialistas reforçam que elas não são uma consequência natural da idade e, em muitos casos, podem ser prevenidas. 

“Esse é um dos maiores mitos relacionados ao envelhecimento: envelhecer não significa necessariamente cair. Embora ocorram algumas mudanças fisiológicas ao longo da vida, as quedas não devem ser consideradas normais ou inevitáveis. Na maioria das vezes, elas resultam da combinação de diferentes fatores de risco que podem ser identificados e tratados”, afirma Isabela Oliveira Azevedo Trindade, fisioterapeuta, especialista em Gerontologia e presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG. 

Segundo a especialista, toda ocorrência deve ser investigada, mesmo quando não há lesões aparentes. “A queda costuma ser um evento sentinela. Ela pode indicar perda de força muscular, alterações de equilíbrio, efeitos adversos de medicamentos, problemas visuais, doenças neurológicas, cardiovasculares e até declínio cognitivo. Mais importante do que tratar as consequências é compreender por que ela aconteceu para evitar novos episódios”, explica. 

Entre os principais fatores associados ao aumento do risco, estão perda de força muscular, sarcopenia, alterações da marcha e do equilíbrio, sedentarismo, uso de múltiplos medicamentos, doenças crônicas e déficits visuais e auditivos. “Quando falamos em quedas, estamos falando também sobre preservação da autonomia. Um único episódio pode desencadear perda de independência, redução da mobilidade, necessidade de cuidadores, isolamento social, sintomas depressivos e piora significativa da qualidade de vida. Após uma fratura importante, especialmente de quadril, muitas pessoas idosas não conseguem recuperar completamente o nível funcional que tinham antes”, alerta Isabela. 

Outro aspecto frequentemente negligenciado é o impacto emocional. “Existe uma condição conhecida como síndrome pós-queda. A pessoa passa a evitar atividades por preocupação em cair novamente e, com isso, reduz sua movimentação. Quanto menos ela se movimenta, mais perde força muscular, equilíbrio e condicionamento físico, aumentando ainda mais a probabilidade de novos acidentes. Em muitos casos, o medo produz mais incapacidade do que a própria queda”, acrescenta.
 

Quando uma queda revela fragilidades invisíveis 

“A idade sozinha não conta toda a história. Duas pessoas podem ter a mesma idade cronológica, mas reservas físicas completamente diferentes. Uma pode ter boa massa muscular, equilíbrio preservado e ossos saudáveis. Outra pode conviver com sarcopenia, osteoporose e fragilidade. Por isso, uma mesma queda pode representar apenas um susto para uma pessoa e o início de uma cascata de eventos graves para outra”, explica Ana Laura de Figueiredo Bersani, médica geriatra e presidente da Comissão de Osteometabolismo da SBGG. 

Segundo a especialista, quedas não devem ser encaradas apenas como acidentes isolados. “Uma fratura de quadril, por exemplo, frequentemente está associada à perda de independência, necessidade de cuidados permanentes e aumento do risco de hospitalizações. Por isso, prevenir quedas e cuidar da saúde óssea são estratégias fundamentais para preservar autonomia, funcionalidade e qualidade de vida.” 

Ana Laura destaca ainda, que a relação entre quedas e saúde óssea é inseparável. “A osteoporose fragiliza os ossos, enquanto a queda costuma ser o gatilho para a fratura. Muitas vezes, a primeira manifestação da doença ocorre após uma queda da própria altura. Por isso, a queda também deve ser vista como um sinal de alerta e uma oportunidade de investigar fragilidades que ainda não haviam sido identificadas.” 

“Uma queda deve ser vista como um sinal de alerta para a necessidade de um cuidado mais atento e individualizado. Além de tratar possíveis lesões, é fundamental olhar para os fatores que influenciam a mobilidade, a funcionalidade e a segurança da pessoa idosa”, afirma Núbia Carelli Pereira de Avelar, fisioterapeuta, especialista em Gerontologia pela SBGG, presidente do Depto. de Gerontologia da SBGG-SC e integrante do Grupo de Trabalho sobre Quedas da entidade. 

A prevenção e a recuperação exigem uma abordagem multifatorial, envolvendo atividade física regular, avaliação das condições de saúde, revisão medicamentosa, alimentação adequada e adaptação dos ambientes. Como resume Núbia, “as quedas podem ser prevenidas e, mesmo quando acontecem, existem possibilidades de recuperação e reabilitação”.
 

Grupo de Trabalho da SBGG desenvolve material para apoiar a recuperação após quedas
 

O tema mobiliza um Grupo de Trabalho sobre Quedas da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), coordenado pelo Departamento de Gerontologia da entidade e formado por especialistas de diferentes áreas. 

Atualmente, o grupo desenvolve um manual voltado para a transição do cuidado de pessoas idosas que sofreram fraturas decorrentes de quedas. O material reunirá orientações para profissionais de saúde com o objetivo de contribuir para uma recuperação mais segura após a alta hospitalar e reduzir o risco de novas ocorrências. 

Para Isabela, a principal mensagem é que a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz. “O maior risco não é envelhecer, mas acreditar que a perda de força, equilíbrio e autonomia é inevitável e, por isso, deixar de agir. Quedas não são um destino, na maioria das vezes, elas podem ser prevenidas e quando prevenimos uma queda, estamos preservando muito mais do que a saúde física, preservamos a capacidade daquela pessoa de continuar vivendo da forma como escolheu viver”, conclui.

 

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG



Gripe e resfriado: entenda por que o frio favorece as infecções respiratórias

Queda das temperaturas, ambientes fechados e ar mais seco criam cenário ideal para a circulação de vírus; especialista orienta como reduzir os riscos durante o inverno 

 

Com a chegada dos dias mais frios, aumenta também o número de pessoas com nariz entupido, espirros, dor de garganta, tosse e febre. Embora muita gente atribua esses sintomas simplesmente ao frio, a explicação para o aumento das infecções respiratórias no outono e no inverno é mais complexa — e envolve mudanças no ambiente e no comportamento das pessoas. 

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Cristiane Passos Dias Levy, especialista em alergias respiratórias do Hospital Paulista, as baixas temperaturas favorecem a circulação de vírus por diferentes mecanismos. 

“O frio, por si só, não causa gripe ou resfriado. O que acontece é que, nessa época do ano, as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados, com pouca ventilação e maior proximidade umas das outras, facilitando a transmissão dos vírus respiratórios”, explica.

Além disso, o ar mais frio e seco interfere diretamente nos mecanismos naturais de defesa do organismo. “O nariz funciona como uma espécie de filtro do sistema respiratório. Quando a umidade do ar diminui, as mucosas ficam mais ressecadas e a capacidade de eliminar partículas, vírus e bactérias se torna menos eficiente”, afirma a médica.

 

Vírus encontram ambiente ideal 

Diversos estudos mostram que vírus respiratórios, incluindo os da gripe e do resfriado comum, apresentam maior estabilidade e capacidade de transmissão em ambientes frios e com baixa umidade. 

Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os vírus influenza costumam apresentar maior circulação justamente nos meses de outono e inverno, período em que também ocorre aumento das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em diversas regiões do país. 

Neste ano, autoridades sanitárias têm observado maior circulação da cepa Influenza A (H3N2), reforçando a importância da vacinação anual para ampliar a proteção da população. 

“A vacina é a principal forma de prevenção contra as formas mais graves da gripe e suas complicações. Como os vírus sofrem mutações frequentes, a composição do imunizante é atualizada periodicamente para acompanhar as cepas em circulação”, destaca Cristiane.

 

Gripe e resfriado não são a mesma coisa 

Embora muitas vezes sejam tratados como sinônimos, gripe e resfriado apresentam diferenças importantes.

O resfriado costuma ser provocado por rinovírus e outros agentes respiratórios. Os sintomas geralmente são mais leves, com coriza, congestão nasal, espirros e discreto mal-estar. 

Já a gripe, causada pelos vírus influenza, tende a provocar febre alta, dores no corpo, fadiga intensa, dor de cabeça e comprometimento mais significativo do estado geral. 

“Uma gripe pode evoluir para complicações importantes, especialmente em idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Por isso, não deve ser encarada como um simples resfriado forte”, alerta a especialista.

 

Quem corre mais risco? 

Alguns grupos merecem atenção especial durante os meses mais frios:

  • idosos;
  • crianças pequenas;
  • gestantes;
  • pessoas com asma ou rinite alérgica;
  • pacientes com doenças cardíacas ou pulmonares;
  • indivíduos com imunidade comprometida.

Nesses casos, infecções aparentemente simples podem evoluir com maior facilidade para quadros mais graves, como sinusites bacterianas, pneumonias e agravamento de doenças respiratórias pré-existentes.

 

Como se proteger durante o inverno 

Apesar do aumento natural da circulação viral, algumas medidas simples ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção:

  • manter a vacinação contra a gripe em dia;
  • higienizar as mãos com frequência;
  • evitar ambientes fechados e pouco ventilados;
  • manter boa hidratação;
  • realizar lavagem nasal com soro fisiológico;
  • cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;
  • evitar contato próximo com pessoas sintomáticas;
  • usar máscara, quando necessário.

A lavagem nasal, segundo a especialista, é uma aliada importante durante os períodos de clima seco. “O soro fisiológico ajuda a hidratar a mucosa nasal e favorece a eliminação de partículas inaladas, contribuindo para o funcionamento adequado das defesas naturais do organismo”, explica.

 

Quando procurar atendimento médico 

Embora a maioria das infecções respiratórias seja autolimitada, alguns sinais merecem avaliação médica:

  • febre persistente;
  • sintomas que pioram após melhora inicial;
  • duração prolongada do quadro.

“Buscar orientação médica precocemente é importante principalmente para pacientes dos grupos de risco. O diagnóstico correto permite indicar o tratamento mais adequado e evitar complicações”, conclui a Dra. Cristiane.

  

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia



Hospital Alemão Oswaldo Cruz promove aula gratuita sobre Emergências Oncológicas para estudantes de medicina


O Hospital Alemão Oswaldo Cruz promove, no próximo dia 2 de julho, uma aula sobre emergências médicas oncológicas voltada para estudantes de medicina. O evento gratuito, que acontece de forma presencial, faz parte do Programa Experiência Clínica e tem por objetivo disseminar aos futuros médicos conhecimentos sobre as principais intercorrências que os pacientes podem enfrentar durante o tratamento do câncer. 

De acordo com estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028, consolidando o câncer como uma das principais causas de adoecimento e morte no país. 

A aula permitirá aos estudantes ter acesso à discussão de temas como síndrome de compressão medular, síndrome da veia cava superior, hipercalcemia maligna e neutropenia febril, situações que exigem dos profissionais de saúde conhecimento técnico rápido e manejo preciso, garantindo desfechos adequados, maior qualidade e segurança no atendimento prestado aos pacientes. 

A participação no evento representa uma oportunidade única para os futuros médicos, que poderão absorver a experiência prática e o modelo de cuidado de uma instituição de referência em oncologia e excelência no cuidado. Debater esses temas no ambiente de um hospital que está na vanguarda do tratamento oncológico enriquece a formação acadêmica e prepara os estudantes para os reais desafios da rotina profissional. 

A aula será ministrada pelas Dras. Angel Ayumi Uchiyama e Emili G. M. Ayoub e pelo Dr. Celso Filho, médicos do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

A programação conta ainda com discussões sobre o panorama da carreira do médico oncologista e com a resolução conjunta, entre estudantes e especialistas, de questões do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) e das principais provas de residência médica do país. 

Mais informações e inscrições podem ser obtidas pelo Link 

 

 Hospital Alemão Oswaldo Cruz


Homens idosos que dormem mais de nove horas têm maior risco de perder mobilidade

A investigação foi conduzida por pesquisadores da UFSCar  e da
 University College London e envolveu dados de 1.582
 homens e 1.626 mulheres com 60 anos ou mais
 (imagem:
Vecstock/Magnific, alterado por IA)

Estudo acompanhou mais de 3 mil pessoas acima dos 60 ao longo de oito anos e apontou que o mesmo declínio não é observado nas mulheres


Perguntar a homens idosos quantas horas eles dormem por noite pode ser uma estratégia simples, barata e eficaz para prever e prevenir a perda de mobilidade. Um estudo que acompanhou mais de 3 mil pessoas acima de 60 anos constatou que o padrão de sono prolongado – acima de nove horas por noite – resultou em passos mais lentos ao longo de oito anos, mas apenas no sexo masculino. A lentidão da marcha em pessoas idosas é um importante indicador de mobilidade e está associada à perda de independência e ao maior risco de quedas, hospitalização, institucionalização e morte.

A investigação foi conduzida por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da University College London (Reino Unido). A análise envolveu dados de 1.582 homens e 1.626 mulheres com 60 anos ou mais que integram o Estudo Longitudinal Inglês sobre Envelhecimento (ELSA, na sigla em inglês). Apenas indivíduos que não tinham nenhum problema preexistente relacionado à velocidade de marcha foram incluídos e acompanhados por oito anos.

De acordo com os resultados publicados no Journal of the American Medical Directors Association, os homens acima de 60 anos que dormiam mais de nove horas por noite tiveram uma redução maior na velocidade de caminhada no período analisado – chegando a perder até um quarto da velocidade inicial. Já sintomas de insônia e noites curtas de sono não tiveram impacto sobre a mobilidade masculina. Além disso, nenhuma associação entre padrão de sono e mobilidade foi observada entre as mulheres.

Com base nos dados do estudo, realizado com apoio da FAPESP, os pesquisadores defendem que o sono prolongado (de mais de nove horas por noite) deve ser considerado um marcador de risco para a lentidão em homens com mais de 60 anos.

“Embora durmam mais horas, essas pessoas tendem a ter um sono mais fragmentado e com menos fases profundas. Esse tipo de sono de alta quantidade de horas, mas de baixa qualidade, com muitas interrupções, compromete a liberação de testosterona, um hormônio essencial para a manutenção da massa muscular, sobretudo em homens, acelerando assim a perda de velocidade da caminhada”, explica Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e autor do estudo.


Inflammaging

Além da questão hormonal, esse tipo de sono longo e interrompido está associado à intensificação de um processo de inflamação crônica e de baixo grau, característico da velhice e conhecido como inflammaging. Essa condição promove a degradação das células do tecido musculoesquelético, a inibição da síntese proteica e a redução da força e da massa muscular.

“Costuma-se dizer que ter músculo é ter saúde e, na velhice, isso não é diferente. Isso acontece porque o sistema imunológico e o sistema endócrino são mediados pelo sistema muscular”, explica Alexandre.

No estudo, as mulheres que dormiram mais de nove horas por noite não tiveram a velocidade da caminhada afetada. Os pesquisadores explicam que isso se deu por causa do perfil hormonal no sexo feminino. “Nas mulheres, outros hormônios, como o IGF-1 e o GH, desempenham papel mais relevante no anabolismo muscular do que a testosterona. Por isso, o impacto não foi significativo”, afirma Patrícia Silva Tofani, professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e coautora do artigo.

Como ressaltam os autores, é esperado que o padrão de sono mude com o envelhecimento. Para pessoas idosas, o ideal é dormir entre seis e nove horas por noite, enquanto para adultos mais jovens a média recomendada fica entre sete e oito horas.

“Para o idoso, que fisiologicamente tende a dormir menos e ter mais cochilos diurnos, dormir mais de nove horas à noite é um padrão incomum, que pode sugerir vulnerabilidade clínica. Por isso, o estudo reforça a necessidade de considerar o sono prolongado como um marcador clínico específico de risco para homens idosos”, ressalta Alexandre.

O artigo Sex differences in insomnia symptoms and sleep duration as risk factors for walking speed decline in older adults pode ser lido em: jamda.com/article/S1525-8610(25)00556-0/abstract.

 

Maria Fernanda Ziegler

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/homens-idosos-que-dormem-mais-de-nove-horas-tem-maior-risco-de-perder-mobilidade/58459


Cirurgia bariátrica na terceira idade devolve autonomia e reduz risco de queda

Protocolos modernos fazem do procedimento um aliado para a longevidade ativa e a prevenção de acidentes entre pessoas idosas; segundo a OMS, cerca de um terço delas cai pelo menos uma vez ao ano 

 

A idade cronológica deixou de ser uma barreira para o tratamento da obesidade grave no Brasil há pouco mais de um ano. Baseada nas melhores evidências científicas globais, que demonstraram a eficácia e a segurança da cirurgia bariátrica também na população idosa, a Resolução CFM nº 2.429/2025 retirou o limite máximo de 70 anos de idade para a realização do procedimento. Desde maio do ano passado, a indicação passou a considerar a idade biológica e a condição clínica global do paciente. 

“Ao priorizar a reserva funcional e o controle de comorbidades, os protocolos modernos transformaram a cirurgia em uma ferramenta importante para promover o envelhecimento ativo e a independência na terceira idade”, destaca o cirurgião bariátrico César De Fazzio, diretor do ICD (Instituto de Cirurgia Digestiva), em Brasília. 

De acordo com o médico, o avanço tecnológico e a mudança nas práticas hospitalares foram determinantes para essa transição. “Hoje trabalhamos com técnicas minimamente invasivas por videolaparoscopia, anestesia mais segura e protocolos de recuperação acelerada, que reduzem o estresse cirúrgico e o tempo de internação. Quando somamos esses recursos a uma triagem criteriosa com equipe multidisciplinar, que inclui cardiologista e psicólogo, conseguimos oferecer o procedimento com alta segurança para a população idosa”, esclarece o especialista. 

A justificativa para a intervenção vai muito além da balança. O especialista explica que o emagrecimento promove a melhora expressiva — podendo até atingir a remissão completa — de patologias graves e crônicas que comprometem a qualidade de vida nessa faixa etária, como o diabetes tipo 2, a hipertensão, a dislipidemia, a apneia do sono e as doenças articulares. “Pacientes da terceira idade podem inclusive ter ganho de sobrevida com a cirurgia”, aponta De Fazzio.
 

Equilíbrio postural na prevenção de acidentes 

Dados do Relatório Global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Prevenção de Quedas na Velhice revelam a dimensão do problema: entre 28% e 35% das pessoas com mais de 65 anos sofrem ao menos uma queda por ano. A proporção sobe para 32% a 42% entre os maiores de 70 anos. 

As consequências vão além da lesão imediata. As quedas respondem por mais de 50% das hospitalizações relacionadas a ferimentos em pessoas acima de 65 anos e estão entre as principais causas de fratura de quadril, cujas internações se estendem, em média, por 20 dias. Além das sequelas físicas, os episódios podem desencadear a chamada síndrome pós-queda, que gera medo persistente de cair, perda de autonomia, imobilização progressiva e depressão, criando um ciclo de autorrestrições. 

A cirurgia bariátrica atua em múltiplos fatores que colaboram para quebrar esse ciclo de vulnerabilidade. De Fazzio detalha que o excesso de peso prejudica a estabilidade postural porque o acúmulo assimétrico de gordura desloca o centro de gravidade do corpo. Com o emagrecimento, o paciente recupera o equilíbrio e a firmeza nos movimentos. Além disso, o controle das doenças metabólicas associadas à obesidade traz reflexos diretos no sistema vestibular — responsável pelo equilíbrio no ouvido interno — e na sensibilidade dos nervos periféricos, reduzindo episódios de tonturas e vertigens. 

O alívio mecânico sobre o sistema locomotor é outro aspecto fundamental na prevenção de quedas. “Anos de sobrecarga causada pelo excesso de peso desgastam articulações, ligamentos, meniscos, causando problemas à coluna, quadris e joelhos. Cada quilo a mais multiplica a força que incide sobre essas estruturas a cada passo. Perder gordura corporal diminui as tensões e ameniza dores articulares que muitas vezes acompanham o paciente há anos, devolvendo agilidade e segurança ao caminhar”, descreve o cirurgião, lembrando ainda que a eliminação do tecido gorduroso reduz o estado inflamatório crônico que também agride músculos e articulações.
 

Mais independência e simplificação da rotina 

O benefício da recuperação da independência costuma superar qualquer aspiração estética. No consultório, o desejo mais comum entre os idosos é voltar a se movimentar sem depender de terceiros para tarefas básicas, conta De Fazzio. Com o tratamento, os pacientes frequentemente relatam retorno a atividades que haviam abandonado por limitações físicas, como viajar, passear ao ar livre, cuidar dos animais e brincar com os netos. “Devolver essa autonomia é, na minha visão, o verdadeiro propósito da cirurgia nessa faixa etária”, comenta o especialista. 

Outro benefício para a rotina é a redução da polifarmácia. É comum que idosos com obesidade cheguem ao consultório dependendo de uma extensa lista de comprimidos de uso diário, administrados em diferentes horários. Com a remissão ou controle de comorbidades após a cirurgia, muitos conseguem suspender ou reduzir drasticamente o uso de medicamentos, sempre sob supervisão médica. “Isso transforma radicalmente o cotidiano de quem antes organizava o dia em função dos remédios”, avalia De Fazzio.
 

Cuidado integrado e preservação de força 

Para assegurar que o paciente da terceira idade perca gordura sem comprometer sua qualidade de vida, o protocolo de preparação e acompanhamento pós-operatório é conduzido por equipe multidisciplinar e ainda mais rigoroso do que em outras faixas etárias. Como a perda natural de massa magra decorrente do envelhecimento pode ser acelerada pela perda de peso, preservar a massa muscular é um cuidado essencial antes e depois da intervenção cirúrgica. O preparo envolve um aporte proteico adequado, suplementação personalizada de vitaminas e minerais, além do estímulo monitorado à atividade física. 

O cirurgião ressalta que a transparência e o alinhamento de expectativas devem guiar cada etapa do tratamento. “É essencial conduzir o processo com total honestidade, mostrando ao paciente o que ele pode e o que não pode esperar da cirurgia, respeitando o desejo de cada pessoa e propondo o tratamento que faz mais sentido para a sua realidade”, resume De Fazzio. Para o especialista, o resultado desse cuidado se traduz em um futuro com mais anos de vida, mas, principalmente, com mais vida dentro desses anos.



César De Fazzio - cirurgião bariátrico, dedica-se à área do aparelho digestivo há mais de 15 anos. Fundador do ICD (Instituto de Cirurgia Digestiva), em Brasília-DF, é referência no tratamento cirúrgico e clínico da obesidade. Com um olhar sistêmico do paciente, o especialista coordena todas as etapas do emagrecimento, integrando medicina, nutrição e psicologia em um acompanhamento multidisciplinar. Sua prática é pautada em evidências científicas, pela ética e pelo uso de tecnologia de ponta com materiais de alta qualidade em intervenções minimamente invasivas, visando resultados de longo prazo. Prioriza a segurança e um atendimento transparente e individualizado.


Vitiligo exige informação, acolhimento e combate ao preconceito

Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção do Rio Grande do Sul alerta para a importância do diagnóstico, do tratamento adequado e da redução do estigma social 

 

Manchas brancas na pele, ausência de contágio e forte impacto emocional fazem parte da realidade de muitas pessoas que convivem com o vitiligo. Em alusão ao Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) chama atenção para a necessidade de ampliar a informação correta, combater o preconceito e incentivar a busca por acompanhamento médico especializado.

A data tem caráter global de conscientização e foi criada em 2011 por organizações internacionais ligadas à causa, em homenagem ao cantor Michael Jackson, que faleceu em 25 de junho de 2009 e conviveu com a doença. Segundo dados do Ministério da Saúde, o vitiligo atinge de 0,5% a 2% da população mundial. No Brasil, mais de um milhão de pessoas manifestam a condição, que se caracteriza pela perda da coloração da pele em razão da diminuição ou ausência de melanina.

O vitiligo não é contagioso, não é transmitido por toque, convívio social ou contato com as lesões. A doença é considerada autoimune, pois o próprio sistema de defesa do organismo passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que dá cor à pele. Fatores genéticos, imunológicos e ambientais podem estar envolvidos, e o estresse severo pode atuar como gatilho ou agravante em pessoas predispostas.

“O vitiligo precisa ser compreendido como uma condição dermatológica que exige diagnóstico adequado, acompanhamento e acolhimento. O preconceito, muitas vezes, causa mais sofrimento do que as próprias manchas. Por isso, informação de qualidade é fundamental para que a sociedade entenda que não há risco de transmissão e que existem recursos terapêuticos capazes de controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma o presidente da SBD-RS, Dr. Juliano Peruzzo.

Embora não exista cura definitiva, os tratamentos atuais buscam conter o avanço das manchas, estimular a repigmentação da pele e reduzir impactos emocionais associados à condição. Entre as alternativas estão medicamentos tópicos, imunomoduladores, corticoides, fototerapia com radiação ultravioleta, laser e, em casos selecionados, técnicas cirúrgicas.

Em casos de suspeita, procure um médico dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser conferidos no site www.sbdrs.org.br.

  

Marcelo Matusiak

 

Norton revela os principais golpes que se interpõem entre você e férias livres de fraudes

De fraudes de falsificação de identidade impulsionadas por IA ao sequestro de reservas, a Norton identifica os golpes com maior tendência. 

 

A Norton, líder global em cibersegurança para o consumidor e parte da Gen (NASDAQ: GEN), lançou o "Scam Free Summer" para ajudar as pessoas a identificar e evitar os golpes que aumentam drasticamente durante as férias de meio de ano. O levantamento revela os períodos em que os golpistas costumam atuar com maior intensidade.

A Previsão de Golpes 2026 da Norton apresenta os principais tipos de fraudes que devem estar mais ativos durante a temporada de férias, com base na análise de milhões de tentativas de golpe bloqueadas pela Norton em 2024 e 2025, complementada pelos padrões de ameaças emergentes observados no início de 2026.

 

Por que as férias são um período de alta para alguns golpes?

“Os golpistas seguem o calendário”, afirma Leyla Bilge, Diretora Global de Pesquisa sobre Golpes na Norton. “É compreensível que as pessoas estejam distraídas, gastando mais com viagens e passagens e clicando em links de confirmação sem pensar duas vezes. O ‘Scam Free Summer’ oferece orientações para que os consumidores aproveitem as férias de meio de ano sem encher os bolsos dos golpistas”.

Os dados de ameaças da Gen no Brasil revelam as principais tendências:

  • Os golpes financeiros (incluindo fraudes com criptomoedas e investimentos) registraram um aumento de 199,7% em relação à média anual.
  • As fraudes de apostas dispararam 96,1% durante as férias de meio de ano, em comparação com a média do restante do ano.
  • As fraudes de extorsão (incluindo as fraudes de sextorsão) registraram um aumento de 60,1%, no mesmo período.
  • Os golpes de suporte técnico tiveram um incremento de 16,4%, durante a temporada de férias. 

Novidades em 2026: a IA está tornando o trabalho dos golpistas ainda mais sofisticado. A clonagem de voz tornou mais difíceis de detectar os golpes telefônicos de falsificação de identidade, e a tecnologia de deepfake tornou mais convincentes as fraudes românticas e os golpes de investimento. Vazamentos de dados estão contribuindo para o aumento dos golpes de sequestro de reservas, enquanto sites falsificados, projetados para imitar plataformas reais de reservas, casas de apostas esportivas e venda de ingressos, estão aparecendo por meio de anúncios pagos em mecanismos de busca, sendo muitas vezes indistinguíveis dos sites legítimos.

 

A previsão para férias sem fraudes

A equipe de inteligência de ameaças da Norton está monitorando as fraudes que estão circulando neste momento. As fraudes em tendência incluem:

  • Golpes de sequestro de reservas que utilizam o nome real do hotel, datas reais e um número de confirmação autêntico para redirecionar o pagamento para uma página falsa.
  • Sites falsos de venda de ingressos para shows, festivais ou eventos esportivos com ingressos esgotados, como o Mundial, que aparecem acima dos vendedores legítimos nos resultados de busca.
  • Golpes românticos impulsionados por IA, nos quais as videochamadas parecem reais (porque são, apenas não correspondem à pessoa do outro lado da linha).
  • Sites de apostas criados especificamente para grandes eventos esportivos, projetados para desaparecer em setembro antes que alguém perceba.

O relatório detalha um total de 10 golpes, cada um com dados de ameaças que explicam o aumento sazonal e passos específicos para evitá-los. O relatório completo “2026 Summer Scam Forecast” já está disponível (em inglês) em https://us.norton.com/blog/research/summer-scams.

 

Como se manter seguro

Para os consumidores que desejam proteção em tempo real contra essas ameaças, o Norton Genie oferece suporte. Integrado diretamente aos produtos da Norton Cyber Safety, o Genie analisa mensagens de texto, e-mails e sites em busca de padrões ocultos de golpes e identifica táticas sofisticadas que até mesmo o usuário mais atento pode deixar passar. Recursos-chave como Safe SMS, Safe Web e Safe Email sinalizam proativamente conteúdos suspeitos antes que possam causar danos, enquanto o Safe Call bloqueia automaticamente chamadas fraudulentas. Para quem acabar sendo vítima, o Norton 360 com LifeLock Ultimate Plus também inclui o Scam Support and Reimbursement (suporte e reembolso contra golpes) para ajudar na recuperação de valores perdidos. Também é possível usar o Genie no aplicativo da Norton no ChatGPT.

A Norton deseja a todos uma temporada de férias livre de golpes e compartilhará informações adicionais sobre inteligência de ameaças, comentários de especialistas e orientações ao consumidor ao longo de toda a temporada. 



Norton
https://br.norton.com.

 

Quem vai perder espaço para a IA não é quem tem menos estudo, é quem parou de estudar, afirmam especialistas

Educação executiva contínua emerge como estratégia de carreira e profissionais globais com repertório internacional estão um passo à frente.

 

A discussão sobre inteligência artificial e automação não é mais sobre substituição de empregos — é sobre quem consegue adicionar valor em contextos de decisão e resolução de problemas complexos. E a conclusão tem um ponto em comum: quem para de aprender tende a perder espaço, independentemente de formação acadêmica tradicional. 

“Não é falta de estudo formal que vai tirar oportunidades de alguém; é falta de aprendizado contínuo que o mercado vai penalizar”, afirma Luísa Vilela, CEO & co-founder da Laiob. 

Programas de educação executiva internacional — como os desenvolvidos em parceria com a Ohio University (EUA) e com a The University of Akron — combinam teoria, prática e networking com executivos do mundo todo.  

Segundo dados de alianças acadêmicas, mais de 7.000 profissionais já foram impactados por programas Laiob, distribuídos em diversas frentes — gestão, inovação, marketing, finanças e liderança estratégica.  

Esse tipo de repertório prepara líderes para ambientes onde as decisões rápidas, dados e contexto cultural global são tão críticos quanto conhecimento técnico básico. 

Luísa destaca que experiências internacionais de curta duração, como a imersão em Lisboa ou em Milão, amplificam esse repertório de forma acelerada: “A convivência com líderes de outras realidades, a discussão de cases globais e a exposição a práticas diferentes elevam as capacidades do participante.” 

Organizações em mercados competitivos apontam que líderes que investem em educação contínua tendem a se ajustar melhor a mudanças estruturais — desde inovações tecnológicas até transformação organizacional profunda. 

A educação executiva deixa de ser um parêntese na carreira e passa a ser um componente recorrente, ajustando repertório ao ritmo das transformações. 

Esse movimento é especialmente relevante para profissionais que atuam na interseção entre negócios e tecnologia — setores onde aprendizado constante não apenas agrega, mas sustenta a carreira ao longo do tempo. 

De acordo com Luísa, planejamento de carreira não pode mais ser linear: “É um ciclo contínuo de atualizações, experiências e construção de redes que sustentam o crescimento.”


Crédito do Trabalhador: valor médio das operações de consignado privado cai 73% um ano após a criação do novo modelo no Brasil, mostra Serasa Experian

Em meio à expansão do novo modelo, 8 em cada 10 trabalhadores que contrataram a modalidade comprometem mais de 81% da renda com dívidas

 

Um ano após a criação do Crédito do Trabalhador, o mercado de consignado privado passou por uma mudança significativa no perfil das operações realizadas no país. Dados proprietários da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, mostram que apesar da forte expansão da modalidade, as instituições financeiras passaram a operar com contratos menores e prazos de pagamento mais curtos. Como resultado, o número de novos contratos saltou de cerca de 11 mil para mais de 25 mil no período analisado, enquanto o valor médio dos empréstimos caiu 73%, passando de R$ 8,6 mil para R$ 2,3 mil.

 

Segundo dados do Banco Central, o volume mensal liberado em consignado privado passou de R$ 1,5 bilhão para quase R$ 11 bilhões após a implementação do Crédito do Trabalhador. No mesmo período, a modalidade apresentou crescimento superior ao registrado em outras linhas de crédito, impulsionada pela ampliação do acesso ao consignado para trabalhadores CLT fora dos modelos tradicionais de convênio entre empresas e instituições financeiras.

 

Além disso, é possível identificar que a expansão do novo consignado foi acompanhada por uma mudança relevante na estrutura das operações. De acordo com o estudo inédito da Serasa Experian, o prazo médio dos contratos caiu 48% após a criação do programa, enquanto o número médio de instituições financeiras ofertando crédito por empresa foi de 4 para 21, indicando mais concorrência e a pulverização das concessões entre bancos.

 

“O Crédito do Trabalhador levou bancos e empresas a reorganizarem a lógica de concessão diante de um novo perfil operacional do mercado. O primeiro ano do programa mostrou que existia uma demanda reprimida entre trabalhadores CLT, ao mesmo tempo em que exigiu das instituições financeiras uma adaptação para ofertar crédito em um ambiente mais amplo e competitivo”, afirma Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian.


 

8 em cada 10 trabalhadores comprometem mais de 81% da renda com dívidas


O levantamento aponta ainda que 78% dos trabalhadores que contrataram o novo consignado possuem mais de 81% da renda comprometida com dívidas de empréstimos e outras obrigações financeiras.

 

Por fim, o estudo também indica que a adesão ao novo consignado foi mais intensa entre perfis com menor histórico de acesso ao crédito. Segundo a análise da datatech, 86% dos empréstimos foram contratados por trabalhadores posicionados nas faixas mais baixas do score de crédito, enquanto apenas 21% dos tomadores tinham pontuação acima de 600.

 

“É fundamental ressaltar que, à medida que o consignado passa a fazer parte da rotina financeira de mais trabalhadores, cresce também a importância de planejamento e educação financeira para garantir decisões mais conscientes na contratação do crédito”, conclui Délber.

 

Metodologia 


O estudo da Serasa Experian analisou 191.798 contratos de empréstimo consignado privado vinculados a 88 empresas. Foram consideradas operações realizadas até abril de 2026, envolvendo 61 instituições financeiras.

 

Experian

experianplc.com



Copa do Mundo: 5 frases em inglês para interagir com os gringos dentro e fora das redes sociais

A Copa do Mundo de 2026 promete ser a maior da história. Pela primeira vez, o torneio conta com 48 seleções e disputado em três países: Estados Unidos, Canadá e México. Entre as cidades-sede mais procuradas está a região de Nova York e Nova Jersey, que receberá a grande final da competição e deve atrair mais de 1,2 milhão de turistas e torcedores ao longo do evento.


Segundo estimativas do Comitê Organizador Local, a Copa deve gerar um impacto econômico de US$ 3,3 bilhões na região.Com turistas e torcedores vindos de diversas partes do mundo, o inglês se torna uma ferramenta importante não apenas para quem está nos Estados Unidos, mas também para aqueles que desejam participar das discussões online, comentar jogos e interagir com pessoas de diferentes nacionalidades.

Segundo André Belz, CEO da Rockfeller Language Center, dominar algumas expressões simples em inglês já é suficiente para que os brasileiros participem ativamente desse movimento global."A Copa do Mundo deixou de ser apenas um evento esportivo para se tornar uma grande conversa global. Hoje, torcedores comentam jogos em tempo real, criam memes, compartilham opiniões e interagem com pessoas de diferentes países pelas redes sociais. Conhecer algumas expressões em inglês permite que o brasileiro participe dessas conversas de forma mais natural e aproveite uma das experiências mais marcantes do torneio: a troca cultural.

Confira cinco expressões úteis que o especialista indica e que podem ajudar brasileiros a se comunicar durante a Copa, seja para fazer amigos nos estádios, pedir informações ou participar dos memes e debates que tomam conta das redes sociais.

1. "Who are you rooting for?"(Para qual time você está torcendo?)- O futebol costuma quebrar qualquer barreira cultural. Essa é uma das formas mais naturais de iniciar uma conversa com outros torcedores em bares, filas ou nas áreas de convivência dos estádios.

2. "Is there a good place nearby to watch the game?"(Tem algum lugar bom aqui perto para assistir ao jogo?)- Nem todos os jogos serão disputados na mesma cidade. Saber pedir indicações de bares, fan fests e espaços de transmissão pode ajudar o turista a encontrar ótimos programas durante a viagem.

3. "Can I get a burger and a soda, please?" (Posso pedir um hambúrguer e um refrigerante, por favor?) - Uma das frases mais úteis para quem deseja fazer um pedido rápido em lanchonetes, food trucks ou restaurantes próximos aos estádios.

4. “What's your prediction for the final?"(Qual é o seu palpite para a final?)- A Copa também é feita de apostas, expectativas e discussões sobre favoritos. Essa pergunta pode render boas conversas com estrangeiros e gerar engajamento nas redes sociais.

5. "Where is the nearest subway station?"(Onde fica a estação de metrô mais próxima?)- O transporte público é uma das formas mais práticas de circular por Nova York. Saber pedir orientações pode evitar atrasos e facilitar o deslocamento entre atrações turísticas e locais de jogos.Belz reforça ainda que eventos globais como a Copa representam uma oportunidade única para praticar o idioma em situações reais e espontâneas.

"O futebol cria conexões instantâneas entre pessoas que muitas vezes não compartilham a mesma cultura ou nacionalidade. Quando o brasileiro consegue se comunicar, mesmo que com frases simples, ele amplia sua experiência, cria novas relações e aproveita o evento de uma forma muito mais completa", finaliza.

 

Do atraso na entrega ao INCC: os principais abusos enfrentados para comprar um imóvel

Decisões recentes reforçam a proteção ao consumidor em disputas envolvendo construtoras, desde atrasos na entrega até cobranças indevidas e falhas estruturais

 

Comprar um imóvel na planta continua sendo um dos maiores investimentos financeiros para a maioria das famílias brasileiras, mas também uma das principais fontes de conflitos no mercado imobiliário. Atrasos na entrega, falhas construtivas, promessas não cumpridas e cobranças indevidas estão entre os problemas que mais levam compradores à Justiça.

Nos últimos anos, decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) vêm consolidando entendimentos que ampliam a proteção aos consumidores e reforçam a responsabilidade de construtoras e incorporadoras.

Segundo o advogado especialista em Direito Imobiliário Daniel Vicentini, embora o Código de Defesa do Consumidor já seja amplamente aplicado ao setor, muitos compradores ainda desconhecem a extensão de seus direitos. “Muitos consumidores acreditam que, depois de assinar o contrato, ficam totalmente sujeitos às condições impostas pela construtora. Mas diversas cláusulas podem ser questionadas quando geram desequilíbrio ou desvantagem excessiva”, afirma.

Além dos atrasos, cobranças indevidas também estão entre as principais reclamações. Um dos pontos que exige atenção é a aplicação do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), utilizado para corrigir contratos de imóveis na planta.

Segundo Vicentini, muitos consumidores acabam pagando valores além do devido por desconhecerem as regras contratuais e legais. “Em alguns casos, o comprador pode estar pagando INCC, juros de obra ou outras cobranças indevidas sem perceber. Dependendo da situação, esses valores podem ser discutidos judicialmente”, explica.

Outro foco recorrente de litígio está na entrega do imóvel em condições diferentes das prometidas. Divergências de metragem, acabamento inferior ao contratado, infiltrações, rachaduras e problemas elétricos estão entre as reclamações mais comuns.

Além disso, materiais publicitários e promessas feitas durante a venda também possuem relevância jurídica. “O que foi prometido ao consumidor durante a comercialização integra a relação de consumo. Se houver descumprimento, o comprador pode exigir reparação ou indenização”, diz o especialista.

Apesar do avanço no entendimento dos tribunais, o especialista avalia que a judicialização ainda está abaixo do volume real de problemas enfrentados pelos compradores. “Muitas práticas continuam acontecendo porque boa parte dos consumidores ainda não busca seus direitos”, afirma.

Para reduzir riscos, especialistas recomendam que compradores mantenham organizados contratos, materiais publicitários, registros de negociação, comprovantes de pagamento e documentos de vistoria.

 


Fonte:

Daniel Vicentini - advogado especialista em Direito Imobiliário, sócio do escritório Vicentini Advogados, com atuação em revisão de contratos imobiliários, defesa do consumidor e litígios contra incorporadoras e construtoras.


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