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segunda-feira, 2 de março de 2026

Por que em 2026 a indústria brasileira ainda perde dinheiro?

 

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 68% das empresas no país consideram a eficiência operacional um dos principais desafios a serem superados. O dado evidencia uma preocupação latente; no entanto, o caminho mais estratégico para romper essa barreira é, sem dúvida, a gestão integrada. 

Talvez você já esteja cansado de ouvir sobre a importância de unir processos e os ganhos gerados no dia a dia. Mas, este é um assunto que precisa ser reforçado, pois a ausência dessa integração significa, na prática, perda de dinheiro. 

Atualmente, o setor industrial brasileiro pode ser observado sob dois principais cenários. De um lado, estão empresas em fase de desenvolvimento que utilizam planilhas como principal ferramenta de gestão. De outro, organizações mais maduras que, embora possuam sistemas estruturados, continuam recorrendo a controles manuais de forma paralela. 

O que parece inofensivo em um primeiro momento pode gerar prejuízos significativos, afinal, dados inconsistentes levam a decisões equivocadas. Gerir um negócio sem uma fonte única e confiável de informações significa conviver com retrabalhos, falhas operacionais e erros que impactam diretamente a lucratividade. 

Quando financeiro, produção e fiscal não atuam de forma integrada, os erros deixam de ser pontuais e passam a ser sistêmicos. A falta de visibilidade compromete a tomada de decisão e reduz a capacidade de resposta, elevando o custo operacional e direcionando recursos para investimentos sem previsibilidade de retorno. 

No campo tributário, a fragmentação de informações amplia a exposição a riscos fiscais. Indicadores conflitantes entre áreas geram inconsistências, autuações e multas que poderiam ser evitadas com processos alinhados. 

Na operação, o impacto é igualmente crítico. Sem conexão entre demanda e planejamento, a produção pode acelerar sem lastro comercial, transformando o que deveria ser receita em capital imobilizado. O estoque parado deixa de ser apenas um indicador e passa a representar margem comprometida e pressão sobre o caixa. 

Para todos esses cenários, o ERP se apresenta como a ferramenta ideal. O sistema integra e define processos, garante fluxo de informações em tempo real, reduz retrabalhos e proporciona transparência em todas as áreas. 

No entanto, nenhum software entrega resultados sozinho. Seu sucesso depende da escolha de uma solução aderente aos processos industriais e do suporte de especialistas, que, livres dos “vícios” do negócio, identificam oportunidades de melhoria e orientam a implementação para alinhar sistema e operação de forma eficiente. 

Em 2026, mesmo em meio aos avanços da transformação digital, a indústria brasileira ainda enfrenta perdas significativas devido à falta de integração entre processos e áreas, e o diferencial competitivo estará nas empresas que conseguirem alinhar estratégia, operação e informação. 

Um ERP bem implementado funciona como elo entre operação, estratégia e decisão. Processos integrados, governança eficaz e tomada de decisão baseada em informações confiáveis não apenas evitam desperdícios, mas convertem eficiência operacional em resultados concretos.  

Em um mercado cada vez mais dinâmico, a capacidade de operar de forma organizada, com processos claros e dados consistentes é um passo essencial para proteger a margem e sustentar o crescimento da empresa de forma consistente. 

  

Fernando Bosnic - coordenador de projetos na ABC71. 



Oscar 2026: veja 10 filmes indicados que podem ajudar nos estudos para o Enem ou cair na prova

Freepik
A sétima arte já foi citada em edições anteriores do Exame Nacional do Ensino Médio


Para além do enredo e do entretenimento, o cinema configura-se como uma linguagem multimídia complexa e potente, que articula imagem, som, trilha sonora, fotografia, roteiro, direção de arte, montagem e atuação para construir sentidos. Essa combinação de elementos permite o acesso a diferentes formas de expressão de um mesmo conteúdo, ampliando as possibilidades de compreensão e análise. Ao mesmo tempo, cada obra audiovisual apresenta um recorte cultural específico sobre os temas abordados, refletindo contextos históricos, sociais e ideológicos.  

Segundo Paulo Rogerio Rodrigues, coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), é fundamental considerar, ainda, que todo filme carrega a visão particular de um diretor, de uma corrente estética ou de um gênero cinematográfico. “Essa característica amplia o repertório interpretativo dos estudantes, pois os convida a comparar perspectivas, identificar intencionalidades, reconhecer escolhas narrativas e analisar como determinados recursos constroem significados. Esse exercício fortalece habilidades como leitura crítica, análise simbólica, argumentação e articulação de diferentes linguagens, competências essenciais para avaliações externas, especialmente o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”. 

Na visão do educador da Aubrick, o contato sistemático e reflexivo com o cinema também estimula a criatividade. A linguagem cinematográfica permite a construção de representações simbólicas ricas e provocativas, que dialogam diretamente com o universo de crianças e adolescentes. Ao interpretar metáforas visuais, enquadramentos, trilhas sonoras e estratégias narrativas, o estudante amplia sua capacidade de abstração e de elaboração de ideias, aspecto fundamental na produção escrita. 

Além disso, o cinema possibilita a retomada e a problematização de episódios históricos, movimentos culturais e interpretações literárias, contribuindo para a consolidação de um sólido arcabouço cultural. “Filmes que abordam contextos históricos, por exemplo, podem aprofundar discussões iniciadas em sala de aula; adaptações literárias favorecem comparações entre linguagens; e obras que retratam transformações sociais ampliam o repertório sociocultural, elemento indispensável para a construção de argumentos consistentes na redação”, acrescenta. 

Nesse sentido, o cinema não apenas complementa o trabalho pedagógico, mas o potencializa. Ao dialogar com diferentes áreas do conhecimento, como História, Literatura, Filosofia, Sociologia, Artes e Linguagens, promove uma aprendizagem interdisciplinar e contextualizada. 

“Para além do enredo, o cinema, enquanto linguagem multimídia, mobiliza diferentes formas de expressão e, por isso, estimula de maneira consistente o pensamento crítico, a interpretação de múltiplas linguagens e a leitura simbólica da realidade, competências amplamente exigidas no Enem. Ao consumir cinema de forma reflexiva, o estudante aprende a identificar intencionalidades, reconhecer recortes culturais e analisar diferentes perspectivas sobre um mesmo tema, algo essencial para resolver questões interdisciplinares e construir uma redação consistente, com repertório sociocultural legitimado e articulado”, conclui Rodrigues.
 

COMO O CINEMA JÁ FOI CITADO NO ENEM?

 

Reprodução Enem

Na edição de 2022, uma das questões abordou, por exemplo, o documentário “Elena”, de Petra Costa, obra em que a diretora brasileira resgata a trajetória de sua irmã, que se mudou para Nova York com o sonho de ser atriz.  

Já na prova de 2023, o filme indiano “Como Estrelas na Terra” teve o seu cartaz e sinopse usados em uma questão de Espanhol para discutir a dislexia e como o olhar sensível de um professor de arte muda a vida do protagonista Ishaan.

 

 

Reprodução Enem

 

Na edição de 2025, quando o tema da proposta de redação foi "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, a atriz Fernanda Montenegro foi citada em um dos textos de apoio, mencionando suas memórias sobre habitar o tempo e a velhice com dignidade.

 

Reprodução Enem


 FILMES INDICADOS AO OSCAR 2026 QUE DIALOGAM COM O ENEM 

Entre as dezenas de produções cinematográficas indicadas ao Oscar 2026, cuja cerimônia acontece em 15 de março, o docente da Aubrick elenca 10 deles, que podem servir como ferramenta estratégica de estudo, ampliando o repertório sociocultural dos candidatos e fortalecendo a capacidade de argumentação exigida no exame.
 

1. O AGENTE SECRETO (4 indicações) 


Sinopse: Marcelo, um especialista em tecnologia acusado de atividades subversivas, se muda de São Paulo para Recife em 1977, na tentativa de escapar dos agentes do governo. Ele chega à capital pernambucana e, em pouco tempo, começa a desconfiar que está sendo espionado por seus vizinhos. Filme representante do Brasil na premiação, concorre em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco e Melhor Ator para Wagner Moura. Direção: Kleber Mendonça Filho.

Temas abordados: dialoga com ditadura militar, repressão política, direitos humanos e vigilância do Estado, temas recorrentes em História, Sociologia e na redação do Enem.

Classificação indicativa: 16 anos.

Onde assistir: em cartaz nos cinemas.
 


2. ALABAMA: PRESOS DO SISTEMA (1 indicação)
 

Sinopse: filmado com celulares contrabandeados, o documentário oferece uma perspectiva chocante da corrupção, violência e resistência prevalecentes em um dos sistemas prisionais mais perigosos dos EUA. Direção: Andrew Jarecki e Charlotte Kaufman.

Temas abordados: aborda sistema prisional, desigualdade racial e social, violência institucional e cidadania, conteúdos frequentes em Ciências Humanas e temas sociais da redação.

Classificação indicativa: 16 anos.

Onde assistir: streaming HBO Max.


 

3. AVATAR: FOGO E CINZAS (1 indicação)
 

Sinopse: após a devastadora guerra contra a RDA e a perda do seu filho mais velho, Jake Sully e Neytiri devem enfrentar uma nova ameaça: o Povo das Cinzas, uma nova e agressiva tribo Na’vi, conhecida por sua violência extrema e sede de poder. O misterioso clã é composto por guerreiros que controlam o fogo e cuja lealdade pode desequilibrar o destino do planeta. Direção: James Cameron.

Temas abordados: explora meio ambiente, exploração de recursos naturais, conflitos culturais e colonialismo, assuntos cobrados em Geografia, Biologia e na redação.

Classificação indicativa: 14 anos.

Onde assistir: em cartaz nos cinemas.
 

4. F1: O FILME (4 indicações)


 

Sinopse: Sonny Hayes foi o fenômeno mais promissor da Fórmula 1 da década de 1990, até um acidente na pista. Trinta anos depois, seu ex-companheiro de equipe, Ruben Cervantes, o convence a voltar e pilotar ao lado do estreante Joshua Pearce e assim ter sua última tentativa de ser o melhor do mundo. O passado de Sonny o persegue e ele descobre que não se pode trilhar o caminho para a redenção sozinho. Direção: Joseph Kosinski.

Temas abordados: trata de superação, ética, trabalho em equipe e pressão psicológica, temas ligados à Educação Física, Filosofia e competências socioemocionais.

Classificação indicativa: 12 anos.

Onde assistir: streaming Prime Video.


 

5. FOI APENAS UM ACIDENTE (1 indicação)
 

Sinopse: quando o mecânico Vahid encontra por acaso o homem que acredita ter sido seu torturador na prisão, ele o sequestra decidido a se vingar. Mas a única pista sobre a identidade de Eghbal é o som peculiar de sua perna protética. Vahid então recorre a um grupo de outras vítimas libertas em busca de confirmação, e o perigo só aumenta. Direção: Jafar Panahi.

Temas abordados: discute tortura, justiça, vingança e memória coletiva, conectando-se a direitos humanos, ética e contextos autoritários cobrados no Enem.

Classificação indicativa: 14 anos.

Onde assistir: em cartaz nos cinemas.


 

6. HAMNET: A VIDA ANTES DE HAMLET (8 indicações)
 

Sinopse: o filme conta a poderosa história de amor e perda que inspirou a criação da obra-prima atemporal de William Shakespeare, Hamlet. Agnes, esposa do escritor, luta para suportar a dor da perda do filho, Hamnet. Direção: Łukasz Żal.

Temas abordados: relaciona literatura, memória, luto e relações familiares, dialogando com Linguagens, Literatura e análise simbólica de narrativas.

Classificação indicativa: 14 anos.

Onde assistir: em cartaz nos cinemas.


 

7. SE EU TIVESSE PERNAS, EU TE CHUTARIA (1 indicação)
 

Sinopse: Linda é uma mãe que se vê à beira de um colapso, ao lidar com a doença misteriosa da filha, a ausência do marido e o desmoronamento de seu próprio teto; o que a força a viver com a filha num motel. Ela não encontra apoio em ninguém, nem mesmo no terapeuta, que é hostil, e precisa lidar com a frustração, o desespero e o isolamento crescentes, numa tentativa de resolver os problemas que a cercam. Direção: Mary Bronstein.

Temas abordados: aborda saúde mental, vulnerabilidade social, maternidade e exclusão, assuntos presentes em Ciências Humanas e propostas de redação.

Classificação indicativa: 16 anos.

Onde assistir: em cartaz nos cinemas.


 

8. SONHOS DE TREM (3 indicações)
 

Sinopse: um lenhador leva uma vida tranquila enquanto lida com o amor e a perda em uma época de profundas transformações nos Estados Unidos do começo do século XX. Direção: Clint Bentley.

Temas abordados: retrata transformações sociais, trabalho e modos de vida no início do século XX, dialogando com História, Geografia e leitura histórica contextualizada.

Classificação indicativa: 14 anos.

Onde assistir: streaming Netflix.


 

9. UMA BATALHA APÓS A OUTRA (13 indicações)
 

Sinopse: um revolucionário fracassado que vive isolado com a filha luta para achá-la após ela desaparecer, ambos enfrentando as consequências do passado dele. Direção: Paul Thomas Anderson.

Temas abordados: discute consequências do passado político, militância, responsabilidade e relações familiares, temas ligados à cidadania e ética social.

Classificação indicativa: 16 anos.

Onde assistir: streaming HBO Max.


 

10. VALOR SENTIMENTAL (9 indicações)
 

Sinopse: as irmãs Nora e Agnes reencontram seu pai distante, o carismático Gustav, diretor outrora renomado que oferece a Nora um papel naquele que espera ser seu filme de retorno. Quando Nora recusa a proposta, descobre que ele deu o papel a uma jovem estrela de Hollywood, ambiciosa e entusiasmada. De repente, as duas irmãs precisam lidar com a complicada relação com o pai e com a presença inesperada de uma atriz americana inserida bem no meio das complexas dinâmicas familiares. Direção: Joachim Trier.

Temas abordados: aborda relações familiares, identidade, frustrações e o papel da arte, conectando-se a Filosofia, Sociologia e Linguagens.

Onde assistir: em cartaz nos cinemas.

Classificação indicativa: 14 anos.
 

O especialista: Paulo Rogerio Rodrigues é coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick. Profissional com larga trajetória na educação básica com foco na gestão pedagógica e educacional desde a Educação Infantil até os anos finais do Ensino Fundamental 2, com MBA em Gestão Escolar e especialização em Educação Antirracista, Bilinguismo e Neuropsicologia.



International Schools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site.


O marco da profissão multimídia e a mudança de patamar dos influenciadores digitais no Brasil

Sancionada em janeiro de 2026, a Lei nº 15.325 representa um avanço importante na forma como o Brasil passa a tratar o trabalho de quem cria conteúdo digital. Conhecida popularmente como a “lei dos influenciadores”, a norma tem alcance mais amplo: ela reconhece juridicamente a atividade de multimídia, que envolve criação, produção, gestão e monetização de conteúdos nas plataformas digitais. 

A lei não cria uma nova profissão nem impõe barreiras de entrada. Seu objetivo é dar contornos jurídicos a uma realidade já consolidada e economicamente relevante. Ao fazer isso, contribui para organizar um mercado que cresceu rapidamente e, em muitos casos, de maneira informal, exigindo agora maior profissionalização de quem atua de forma recorrente e comercial nas redes. 

Um dos pontos centrais do texto legal é a opção por definir o profissional de multimídia a partir das atividades exercidas, e não por diplomas ou registros formais. A lei descreve um conjunto amplo de funções ligadas à produção e à circulação de conteúdos digitais, de maneira flexível e compatível com a constante transformação do setor. Também deixa claro que essas atribuições não excluem nem substituem outras profissões, garantindo a convivência entre diferentes áreas que atuam no ambiente digital. 

O caminho legislativo até a sanção reforçou esse equilíbrio. Durante a tramitação, foram retiradas exigências que poderiam restringir a liberdade profissional, preservando o reconhecimento da atividade sem criar obstáculos artificiais em um mercado marcado por trajetórias diversas. 

No caso dos influenciadores digitais, a relação com a nova lei é prática. Sempre que a atuação envolve criação de conteúdo, gestão de plataformas e exploração econômica da audiência, há aderência ao conceito de profissional multimídia. A lei não cria o influenciador, mas oferece um enquadramento jurídico mais claro para atividades que já produzem impacto econômico e social. 

Os efeitos mais visíveis estão na formalização. Conteúdos patrocinados e parcerias comerciais tendem a ser tratados como atividades econômicas regulares, com reflexos em contratos, tributação e organização financeira. A norma funciona, assim, como uma linha divisória entre a criação eventual e a atuação profissional no mercado digital. 

No conjunto, a Lei nº 15.325/2026 sinaliza uma mudança de paradigma. Ao reconhecer juridicamente o trabalho digital e impor maior clareza às relações econômicas, o novo marco fortalece o setor e aumenta a responsabilidade de quem monetiza audiência, consolidando um mercado mais maduro e previsível.

 

Bruno da Costa Fuente -, advogado sócio do escritório GMP|GC, é especialista em direito digital e empresarial

 

domingo, 1 de março de 2026

Estudo revela os tipos de brinquedos mais vendidos para cães e o que tutores priorizam na hora da compra

 

Shutterstock

Pesquisa fomenta discussão sobre a importância do brincar para a saúde física e mental dos cachorros e levanta pontos de atenção para donos de pets

 

Na hora de escolher brinquedos para cães, muitos tutores ainda decidem com base na emoção e na diversão imediata, sem considerar as reais necessidades físicas e comportamentais do animal. É o que revela um estudo realizado pela Cobasi, empresa pioneira no Brasil no conceito de megaloja com produtos para pets, casa e jardim, que analisou os hábitos de compra de consumidores entre janeiro de 2024 a setembro de 2025. O relatório aponta que critérios essenciais para o bem-estar dos pets ainda são pouco priorizados.

De acordo com a pesquisa, os brinquedos mais procurados na rede foram bichinhos de pelúcia, bolinhas, mordedores, itens feitos de corda e brinquedos interativos. Entre os fatores que influenciam a decisão de compra, 34,5% dos tutores afirmaram priorizar a diversão do pet, seguidos por durabilidade dos materiais (28,3%), segurança (14,2%), indicação para idade, porte e necessidade do animal (12,5%), aparência (4,7%) e preço (6%).

Os resultados da pesquisa dados acendem um alerta sobre a forma como os brinquedos são escolhidos. Muitos tutores compram brinquedos pensando apenas no momento da diversão, mas o impacto dessas escolhas é diário e duradouro. Quando não são adequados ao perfil do cão, podem gerar frustração e a não contribuição com o bem-estar dos pets.

Mais do que entretenimento, brincar é uma atividade essencial para a saúde física e mental dos cachorros. Os brinquedos corretos ajudam a estimular a cognição, reduzir o estresse, prevenir ansiedade, fortalecer músculos, melhorar a coordenação motora, contribuem com a saúde bucal e favorecem a socialização.


Tipos de brinquedos e funções


Estímulo mental e redução do tédio

Brinquedos como dispensadores de alimento, tapetes de lamber e itens recheáveis auxiliam no desenvolvimento do raciocínio, da concentração e da tomada de decisão, sendo especialmente indicados para pets que passam longos períodos sozinhos ou comem de forma muito acelerada.


Mastigação e saúde bucal

Já os brinquedos de nylon, com texturas e formatos anatômicos ou saborizados, ajudam a aliviar o estresse, satisfazem o instinto natural de mastigar e contribuem para a limpeza dos dentes e a saúde da gengiva.


Gasto de energia e interação

Bolinhas e frisbees são indicados para cães mais ativos, estimulando corrida e coordenação motora, e reforçando a interação entre pets e humanos. Também fortalecem a obediência e o foco com o uso de comandos simples de busca e devolução.


Conforto e estímulo instintivo

Bichinhos de pelúcia, inclusive versões com apito ou recursos eletrônicos, estimulam instintos naturais, oferecem conforto e podem ajudar na redução do estresse, especialmente em cães mais sensíveis ou em fase de adaptação.

Observar o comportamento do pet no dia a dia é fundamental para entender quais estímulos são necessários. Cães com ansiedade de separação, filhotes em fase de dentição, animais muito ativos ou aqueles que precisam de mais estímulo mental demandam brinquedos diferentes. O brinquedo certo se torna um grande aliado no desenvolvimento e bem-estar do animal.


Na hora da compra

Além da função de cada brinquedo, outros fatores devem ser considerados, como a confiabilidade da marca, idade do pet, porte, força da mordida e histórico comportamental. Avaliar essas características ajuda a garantir uma escolha mais segura, durável e alinhada às necessidades do cão.

Pesquisar sobre os produtos, entender as funcionalidades e conhecer o próprio pet são passos essenciais para uma compra mais consciente. Quando o brinquedo é bem escolhido, os benefícios aparecem no comportamento, na saúde e até na qualidade de vida do animal.

 

Cobasi


Nascimento de tartarugas raras prova que preservação e turismo sustentável caminham juntos em São Sebastião

 Instituto Argonauta Divulgação
Na semana de Carnaval o município de São Sebastião teve muitos motivos para comemorar. Enquanto o feriado e os shows promovidos pela prefeitura atraíram milhares de turistas para o litoral, a cidade registrou, o nascimento de mais de 90 tartarugas-cabeçuda (Caretta caretta), na Praia de Paúba, localizada na Costa Sul.

Inicialmente, na manhã do dia 18, foi constatado o nascimento de quatro filhotes da espécie. Já na noite de quinta-feira, 19, após isolamento do local para segurança dos animais, os demais ovos eclodiram. A primeira ocorrência foi notada por um pescador local, que acionou a Secretaria do Meio Ambiente e instituições parceiras como o Instituto Argonauta e a Fundação Projeto Tamar.

De acordo com especialistas, o Litoral Norte de São Paulo não é considerado área prioritária de desova da espécie, o que torna o registro raro. A orientação das equipes é que, ao encontrar filhotes ou indícios de ninho, a população não toque nem tente conduzir os animais até o mar, e sim acionem os órgãos responsáveis.


Turismo sustentável

Com um litoral extenso e uma boa parte de sua área coberta pela Mata Atlântica, a cidade de São Sebastião é um exemplo de como promover o turismo e preservar a fauna e a flora ao mesmo tempo é possível e benéfico para todos. Os ovos dessa espécie de tartaruga demoram entre 45 a 65 dias para eclodir, período que coincidiu com a alta temporada no município. Os animais foram respeitados e acompanhados por especialistas no seu trajeto até o mar.

Vale lembrar que, no final do ano passado, o município foi agraciado com o Prêmio Nacional do Turismo na categoria Valorização do Patrimônio Natural no Turismo, com o Programa de Avistamento Responsável de Baleias e Outros Cetáceos. Até o mês de novembro, 15 mil pessoas participaram de passeios de avistamento, gerando mais de R$ 4 milhões em movimentação econômica segundo o Observatório Municipal de Turismo,

Na área de Mata Atlântica, além de belíssimas cachoeiras, também é possível encontrar uma vasta fauna preservada, que inclui espécies como onças-pardas, macacos-prego e diversas espécies de aves.

Mais informações: www.instagram.com/prefsaoseba e www.instagram.com/turismosaosebastiao  


Por que snacks fortalecem o vínculo emocional entre pessoas e cães?


Mais de 80% dos tutores concordam que petiscos ajudam a fortalecer o vínculo com seus animais de estimação. É o que revelou uma pesquisa recente da Mintel e que reforça o quanto a prática de oferecer um snack vai além da alimentação: passou a atuar como um instrumento de interação positiva no dia a dia, com um significado mais amplo.

Snacks têm sido vistos como um gesto de conexão, comunicação e fortalecimento desse vínculo afetivo entre humanos e pets, principalmente os cães. Isso porque eles têm ocupado um espaço cada vez mais importante nos lares brasileiros. Se antes eram vistos apenas como animais de companhia, hoje assumem um papel central na vida emocional de seus responsáveis, influenciando hábitos, rotinas e até decisões do cotidiano.

Segundo Mayara Andrade, médica-veterinária de GranPlus, marca Premium Especial da MBRF Pet, o momento de agrado tem impacto direto na relação responsável–cão quando é feito de forma consciente e equilibrada.

“O snack funciona como uma linguagem de afeto. Ele reforça comportamentos positivos, cria momentos de atenção plena e aproxima responsável e cão. Quando escolhido com critério e oferecido corretamente, contribui tanto para o bem-estar emocional quanto para a saúde do animal”, explica.



Quando o snack ajuda e como usar?

Segundo Mayara, o uso correto do snack pode contribuir para diferentes aspectos do comportamento e da rotina do cão:

- Reforço positivo em treinamentos e comandos.


- Organização da rotina, criando momentos previsíveis de interação, recompensa e atenção. Essa previsibilidade ajuda o cão a compreender melhor os horários e as expectativas do dia, reduz a ansiedade e contribui para um comportamento mais equilibrado.


- Conexão emocional, com atenção exclusiva entre responsável e pet.

“Os snacks podem ser incluídos de forma segura dentro da dieta dos pets. A recomendação é que até 90% das calorias do dia dos cães devem vir dos alimentos completos e balanceados e até 10% das calorias do dia podem vir dos petiscos. Para ajudar nesse cálculo peça ajuda ao médico-veterinário que acompanha o pet", orienta a profissional.

Snack como parte da rotina afetiva

Atenta a esse comportamento, a MBRF Pet, por exemplo, é uma das empresas que vêm ampliando sua atuação na categoria e lançou, em menos de dois anos, três produtos de snacks: os biscoitos GranPlus; os biscoitos de Balance; e, agora em 2026, os Bifinhos GranPlus, reforçando o snack como parte da rotina de cuidado e bem-estar.

“A escolha do snack faz diferença. Produtos de qualidade permitem que o responsável ofereça esse agrado sem excessos. É importante agregar com composição básica e contar com a ajuda do médico-veterinário para essa escolha, levando em conta as características dos pets. É um recurso simples e funcional para fortalecer a relação entre responsável e cão, integrando cuidado, equilíbrio e afeto à rotina diária dos pets”, reforça Mayara Andrade.

Os Bifinhos GranPlus são o primeiro snack do tipo da marca e foram desenvolvidos com proteína 100% de origem animal, para cães de todas as idades e portes. Disponíveis em embalagens de 60g, nos sabores lombo suíno grelhado, carne grelhada e frango assado, os produtos contam com 33% de proteína e não têm corantes artificiais ou adição de ingredientes transgênicos, como a soja.


* Insight Mintel: Revolucione o futuro da alimentação para pets, Nov/2024.
GranPlus


Alzheimer canino: como melhorar a qualidade de vida do pet?

O melhor amigo do homem também envelhece, e pode apresentar certas predisposições a doenças que irão demandar um cuidado bem maior no dia a dia. O Alzheimer canino é uma delas, a qual, apesar de não ter cura nem tratamento, pode ser retardada a partir de estímulos simples feitos com o animal desde cedo, fora demais adaptações no lar como forma de garantir uma maior qualidade de vida nesta fase que, por si só, já é bem difícil de lidar. 

Formalmente conhecida como Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina, essa doença neurodegenerativa costuma afetar grande parte do sistema nervoso central e do encéfalo do pet, responsáveis pela coordenação motora e emoções, causando processos degenerativos encefálico progressivos e irreversíveis. 

Apesar de ser mais vista em cães a partir dos sete anos de idade, um estudo da Dog Aging Project identificou que este risco de declínio cognitivo aumenta cerca de 52% para cada ano adicional de idade após os 10 anos, independente da raça. 

Quem já conheceu uma pessoa acometida por essa doença, sabe que os sintomas acabam por transformar, totalmente, a relação de dependência com o paciente. Assim como nos humanos, os cães com Alzheimer apresentam desorientação, uivos e latidos excessivos, trocam o dia pela noite, podem deixar de reconhecer seus tutores e, nos casos mais graves, enfrentar incontinência urinária e fecal. 

Ao menor indício de comportamento parecido, é crucial levar o pet ao veterinário para realizar os exames solicitados e confirmar o diagnóstico - até porque não há um exame específico voltado ao Alzheimer. É um diagnóstico desafiador, no qual se faz exclusão de outras possíveis doenças encefálicas que poderiam desencadear sinais parecidos. 

O ideal é solicitar o histórico completo do animal e, se necessário, utilizar ressonância ou tomografia para diferenciar de outras doenças encefálicas, como presença de neoformações ou inflamações no SNC. 

Por mais que não haja nenhum tipo de prevenção contra essa Síndrome, o enriquecimento ambiental é uma estratégia altamente eficaz para manter o pet ativo desde cedo e, com isso, retardar o início desses sintomas, caso já tenha uma pré-disposição natural. Assim como os gateiros costumam ter em seus lares os arranhadores para esses bichinhos, os pais e mães de cães podem ter uma série de brinquedos que os entretenham no dia a dia, além de levá-los para passear, correr e se manter em constante movimento. 

Uma alimentação balanceada e rica em nutrientes para o animal, incluindo senil, antioxidante, vitaminas, complexo B e ômega 3, por exemplo, também faz parte desse conjunto de cuidados. E, caso venha a ser diagnosticado, a casa precisa ser adaptada para essa nova realidade, o mantendo em segurança diante da inevitável desorientação do pet. 

Em lares que tenham muitas escadas, como exemplo, é crucial colocar porteiras ou cercas que impeçam o cão de cair e se machucar. Tapetes antiderrapantes também são muito bem-vindos, evitando que escorreguem. Fora, é claro, de toda a atenção mais presente dos tutores ao longo do dia, ajudando que continuem se alimentando bem e estejam protegidos dentro de casa. 

Todo cão com Alzheimer se tornará bem mais dependente quanto aos cuidados rotineiros. Por isso, ao perceberem qualquer mudança de comportamento, busque orientação veterinária imediatamente, sem esperar que os sintomas se agravem. Quanto antes forem orientados quanto ao acompanhamento adequado, mais o pet poderá viver com conforto, segurança e dignidade. A doença pode ser inevitável, mas o sofrimento não precisa ser. 

 

Nathali Vieira - médica veterinária na Pet de TODOS.

Pet de TODOS
https://petdetodos.com.br/


Não é por que é natural que é seguro: erros na alimentação comprometem saúde dos pets

Alimentação natural não é sinônimo de qualquer comida caseira e o balanceamento é essencial para evitar déficits nutricionais e aparecimento de doenças.

 

Alimentação natural, feita em casa com ingredientes como carnes, cereais e vegetais virou uma tendência entre os tutores que querem se precaver contra conservantes e componentes químicos existentes nas rações industrializadas e também agradar seu pet com algo mais variado e saboroso. 

"Hoje existe um movimento muito forte a favor da alimentação natural, mas a maioria das pessoas acaba montando a dieta do pet por conta própria ou se baseando em receitas na internet. É essencial que a dieta seja formulada por um nutricionista pet, que vai avaliar cada caso de forma individual", alerta. De acordo com a veterinária e PHD em nutrição animal Luciana de Oliveira, a nova dieta deve ser orientada, pois “não é só dar ao animal alimentos que os responsáveis julguem bons, é necessário montar um cardápio que contemple os cerca de 40 nutrientes essenciais que eles precisam diariamente em quantidades suficientes para que fiquem saudáveis”, explica.

Ela esclarece que a orientação é no sentido de obter receitas que sejam realmente completas e balanceadas, pois do contrário esse tipo de dieta caseira pode levar a diversas deficiências nutricionais a médio e longo prazo e, consequentemente, a problemas como aumento de peso, problemas digestivos, queda de pelos, problemas ósseos, fezes alteradas, e outras consequências ainda mais severas.

A Dra. Luciana reitera que a alimentação natural é normalmente mais palatável e mais facilmente digerida pelos animais, além de possuir a vantagem de ter grande variedade de sabores, cheiros e texturas. Ela também pode ajudar no tratamento de doenças quando formulada corretamente, porém alerta: "a introdução de uma nova dieta sem planejamento e sem uma orientação profissional pode levar a déficits nutricionais pois os animais podem deixar de receber vitaminas, minerais, aminoácidos e gorduras que são essenciais à sua vida diária e saúde.

 

Petiscos saudáveis

Uma ótima alternativa presente na alimentação humana que pode ser oferecida aos pets são frutas e legumes. Segundo a Dra. Luciana, eles são uma boa alternativa no lugar de biscoitos e palitinhos industrializados pois são ricos em água e fibras. Mas segundo ela, é importante entender o papel desses alimentos na alimentação do pet.

A especialista explica que vegetais como pepino, abobrinha, abóbora cabotiá, cenoura, chuchu, berinjela, brócolis, couve-flor e frutas como melão, melancia, mamão, maçã, manga, pera, banana, laranja, mexerica, abacaxi, abacate, podem sim ser oferecidos como ‘agrado’, porém “não devem representar mais de 10% das necessidades de calorias diárias do animal – independentemente de ser um alimento natural”, completa. Tais petiscos podem ser oferecidos tanto para os cães, quanto para gatos, mas os cachorros costumam aceitar com mais facilidade, finaliza.

 

Dra. Luciana Oliveira - Médica veterinária formada pela Unesp de Jaboticabal, possui mestrado o doutorado na área de nutrição de cães e Gatos pela Unesp Jaboticabal. Fez estágio de doutoramento na Universidade LMU, de Munique/Alemanha. É membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutripet). Tem mais de 20 anos de experiência na área de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos.


Carnaval: Atendimentos médico-veterinários sobem 89% após a folia


Pronto-Socorro avança 35% após o feriado e consultas eletivas sobem 58%, indicando efeito acumulado de agravamento de quadros clínicos

 

O impacto do Carnaval na saúde dos pets não aparece necessariamente no auge da folia, mas logo depois. Dados da WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, mostram que os atendimentos de clínica médica cresceram 89% na semana seguinte ao Carnaval de 2025, na comparação com o próprio período do feriado. 

Embora não haja aumento absoluto no volume total durante os dias de festa, o perfil registrado é majoritariamente emergencial, sinalizando que muitos quadros agudos foram atendidos no pronto-socorro e evoluíram para acompanhamento clínico nos dias seguintes. 

Os casos de Pronto-Socorro avançaram 35% no pós-Carnaval, enquanto os atendimentos eletivos subiram 58%, indicando um efeito acumulado de estresse, intoxicações alimentares, descompensações clínicas e agravamento de quadros iniciados durante a festa. 

Segundo a rede, o padrão se repete em feriados prolongados: o período festivo altera rotina, alimentação, ambiente e níveis de estímulo sensorial dos pets, criando um cenário de risco que muitas vezes evolui ao longo dos dias. 

“O pet não compreende o contexto da festa, barulho intenso, ausência do tutor, calor e acesso a alimentos inadequados geram respostas fisiológicas importantes, como taquicardia, vômitos, desidratação e crises de ansiedade. Em muitos casos, o quadro se agrava e só chega ao hospital após o feriado”, afirma a médica-veterinária Caroline Marques, da WeVets. 

Para a WeVets, o dado reforça uma tendência mais ampla: feriados prolongados funcionam como catalisadores de risco quando não há planejamento prévio por parte dos tutores. “O Carnaval pode ser seguro para os pets, mas exige antecipação. A maioria das emergências poderia ser evitada com medidas simples de prevenção e acompanhamento prévio”, conclui a especialista.


Fevereiro Roxo chama atenção para o cuidado com pets idosos e doenças neurodegenerativas

Campanha alerta para sinais de declínio cognitivo em pets idosos, condição comparável ao Alzheimer humano

 

O mês de fevereiro ganha um novo significado também na medicina veterinária. Conhecido como Fevereiro Roxo, o período é dedicado à conscientização sobre os cuidados com animais idosos e a atenção às doenças neurodegenerativas, condições cada vez mais comuns diante do aumento da longevidade de cães e gatos.

O mês de fevereiro ganha um novo significado também na medicina veterinária. Conhecido como Fevereiro Roxo, o período é dedicado à conscientização sobre os cuidados com animais idosos e a atenção às doenças neurodegenerativas, condições cada vez mais comuns diante do aumento da longevidade de cães e gatos.

Com os avanços da medicina veterinária e a maior proximidade entre tutores e seus pets, os animais vivem mais — e envelhecer passou a exigir cuidados específicos. Assim como ocorre com humanos, o avanço da idade pode trazer alterações cognitivas, comportamentais e físicas que impactam diretamente a qualidade de vida.

 

Entre as principais condições observadas está a chamada disfunção cognitiva, frequentemente comparada ao Alzheimer em humanos. Os sinais incluem desorientação, alterações no sono, perda de hábitos de higiene, vocalização excessiva e mudanças de comportamento. Muitas vezes, esses sintomas são confundidos com “manias da idade”, o que pode atrasar o diagnóstico e o manejo adequado.

 

De acordo com especialistas, a identificação precoce é fundamental para garantir bem-estar ao animal. Embora muitas doenças neurodegenerativas não tenham cura, o acompanhamento veterinário permite controlar sintomas e retardar a progressão, proporcionando mais conforto e qualidade de vida.

 

“Assim como na medicina humana, o envelhecimento dos pets exige um olhar mais atento e individualizado. Muitos tutores só procuram ajuda quando os sinais já estão avançados, mas intervenções precoces fazem toda a diferença no controle dos sintomas e no bem-estar do animal”, explica o médico-veterinário, especialista em neurologia da Nouvet Centro Veterinário 24h, Dr. Geovane Pereira.

 

Nesse contexto, o acompanhamento regular torna-se indispensável. Consultas periódicas, exames de rotina e avaliações neurológicas ajudam a monitorar a saúde do pet idoso de forma mais precisa. Além disso, ajustes na alimentação, enriquecimento ambiental, controle da dor e estímulos cognitivos são estratégias importantes no cuidado diário.

 

“Pequenas mudanças na rotina e no ambiente já trazem ganhos importantes. Estimulação cognitiva, conforto físico e controle da dor são pilares essenciais para garantir qualidade de vida nessa fase”, acrescenta Geovane.

A fisioterapia e outras abordagens de suporte também têm papel relevante, auxiliando na mobilidade, na prevenção de quedas e na manutenção da autonomia do animal pelo maior tempo possível.

 

O ambiente doméstico, por sua vez, deve ser adaptado para oferecer mais segurança e conforto. Evitar pisos escorregadios, facilitar o acesso a água e alimento e manter uma rotina previsível são medidas simples que fazem diferença significativa no bem-estar dos pets idosos.

 

Inserida nesse cenário, a Nouvet Centro Veterinário 24h acompanha o aumento da demanda por cuidados geriátricos e reforça a importância de um olhar atento para essa fase da vida dos animais. Com estrutura hospitalar, equipe multidisciplinar e atendimento contínuo, a instituição integra a rede de apoio aos tutores no manejo de doenças crônicas e neurodegenerativas, contribuindo para diagnósticos mais precisos e acompanhamento adequado. 

A campanha Fevereiro Roxo, ao trazer luz ao tema, convida tutores a refletirem sobre o envelhecimento dos seus animais e a adotarem uma postura preventiva e acolhedora — priorizando não apenas a longevidade, mas a qualidade de vida.


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