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sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Dia Mundial de Combate à Meningite alerta para aumento de casos de doença meningocócica no Brasil e reforça importância da vacinação

Imunização é a principal forma de prevenção contra a meningite meningocócica, com diferentes vacinas disponíveis tanto no SUS quanto na rede privada. Em 2025, a doença já causou mais de 130 óbitos no país, e até 20% dos sobreviventes podem apresentar sequelas permanentes.2,4,7,11-13 

 

De acordo com o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, nos últimos dois anos (2023 e 2024) foram registrados 1.551 casos de doença meningocócica no Brasil, que resultaram em 333 óbitos. Em média, foram 60 casos por mês em 2023 e 68 casos por mês em 2024. Somente em 2025, até setembro, já são 696 casos e 131 mortes, com uma média de 79 casos mensais, o que indica aceleração no ritmo de notificações da doença com relação ao último ano 1,2. Com a chegada do Dia Mundial de Combate à Meningite, em 5 de outubro, cresce a urgência de reforçar a conscientização sobre a gravidade e a alta letalidade da doença — que é prevenível por vacinação.3,4 

A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, fungos ou bactérias. As formas bacterianas em geral são as mais graves e exigem atendimento imediato. Entre elas, a meningite meningocócica, provocada pela bactéria Neisseria meningitidis, também chamada de meningococo, é uma das mais preocupantes por sua rápida evolução e alta letalidade.4-6 

“Um dos grandes desafios da meningite meningocócica é o diagnóstico precoce. Os primeiros sintomas, como febre, irritabilidade, dor de cabeça e náusea, são facilmente confundidos com outras infecções comuns, como a gripe. Mas a evolução é rápida, e quando surgem manchas roxas na pele, rigidez na nuca ou sensibilidade à luz, o quadro já pode estar avançado" 4,5, explica Ana Medina (CRF-RJ 24671), farmacêutica, imunologista e gerente médica de vacinas da GSK. 

Os dados reforçam a gravidade da infecção: A taxa de letalidade da DMI no mundo é de 10%.17 No Brasil chegou a 22% em 2024.16 Entre os sobreviventes, de 10% a 20% enfrentam sequelas graves, como amputações, perda auditiva ou comprometimento neurológico.7 

A transmissão também é um desafio: assim como acontece com outras doenças respiratórias, o meningococo se espalha facilmente de pessoa para pessoa por gotículas e secreções respiratórias, em situações comuns como tosses, espirros, beijos ou compartilhamento de objetos como copos.4,5

 

Quem está em risco?

Todos podem contrair a doença. O principal fator de risco é a idade. Os menores de um ano de vida são os mais acometidos pela doença, com as maiores incidências. Além disso, adolescentes e jovens adultos também estão expostos. Até 23% deste grupo pode carregar a bactéria sem apresentar sintomas, sendo chamados de portadores assintomáticos. Esse grupo, além de poder ser acometido pela doença, é o principal transmissor da bactéria.5,8,9 


Prevenção

A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a meningite meningocócica.4-6 Há 13 sorogrupos identificados da meningite meningocócica, sendo os mais comuns os sorogrupos A, B, C, W, X e Y10. Atualmente, existem vacinas diferentes para a prevenção de cinco sorogrupos: A, B, C, W e Y.11-13 

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente vacinas contra 4 dos sorogrupos preveníveis por vacinação (A, C, W e Y). A vacina meningocócica C para crianças de 3 e 5 meses de idade, e a vacina meningocócica ACWY em dose de reforço aos 12 meses e para adolescentes de 11 a 14 anos como dose única ou reforço conforme situação vacinal. 11-14 

Já no setor privado, existem vacinas contra 5 dos sorogrupos: os 4 disponíveis para prevenção no PNI + o sorogrupo B, que atualmente é o principal causador da doença meningocócica no Brasil. As sociedades médicas recomendam a vacina meningocócica B e a meningocócica ACWY aos 3, 5 e 12 meses de vida. Já para adolescentes são duas doses das vacinas ACWY e B para não vacinados. 11,12 

Além da meningite meningocócica, há vacinas contra outras formas de meningites bacterianas, como a pneumocócica, a causada pelo Haemophilus influenzae tipo b e a tuberculosa, disponíveis nas redes pública e privada.11-13 

Somado à vacinação, hábitos simples também ajudam a reduzir o risco de transmissão de várias doenças, incluindo a meningite meningocócica: lavar as mãos com frequência, cobrir a boca ao tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal, manter ambientes ventilados e evitar aglomerações sempre que possível.15

 


GSK
Para mais informações, visite GSK.

 

Referências:

  1. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Meningite. Situação epidemiológica. Painel epidemiológico. Disponível em: <Link>. Acesso em: setembro/2025;
  2. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Meningite. Situação epidemiológica. Painel epidemiológico. Pesquisa Evolução “Óbito por meningite”. Disponível em: <Link>. Acesso em: setembro/2025;
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. “Derrotar a meningite”: 05/10 – Dia Mundial da Meningite. Disponível em: <Link>. Acesso em: setembro/2025;
  4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Família SBIm. Doença meningocócica. Disponível em: <Link>. Acesso em: setembro/2025;
  5. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Newsroom. Fact Sheets. Details. Meningitis. Disponível em: <Link> Acesso em: setembro/2025;
  6. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde de A a Z. Meningite. Disponível em: <Link>. Acesso em: setembro/2025;
  7. WHO. Meningitis Diagnostics Use Cases. Disponível em: <Link>. Acessado em: setembro/2025;
  8. CASTIÑEIRAS, TMPP. et al. Doença meningocócica. In: CENTRO DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE PARA VIAJANTES. Disponível em: <Link>. Acesso em: setembro/2025;
  9. CHRISTENSEN, H. et al. Meningococcal carriage by age: a systematic review and meta-analysis. Lancet Infect Dis, 10(12): 853-61, 2010;
  10. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Vigilância das pneumonias e meningites bacterianas em crianças menores de 5 anos. Disponível em: <link> . Acesso em: Setembro/2025;
  11. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação do nascimento à terceira idade: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2025/2026. Disponível em: < Link>. Acesso em: setembro/2025;
  12. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Calendário de vacinação da SBP 2024/2025. Disponível em: <Link>. Acesso em: setembro/2025;
  13. BRASIL. Ministério da Saúde. INSTRUÇÃO NORMATIVA DO CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO 2024. Disponível em: <Link>. Acesso em: setembro/2025;
  14. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Nota Técnica nº 77/2025-CGICI/DPNI/SVSA/MS. Substituição da dose de reforço da vacina meningocócica C pela vacina meningocócica ACWY. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Acesso em: setembro/2025;
  15. BRASIL. Ministério da Saúde. PREVENÇÃO DE DOENÇAS INFECCIOSAS RESPIRATÓRIAS. Disponível em: <link> . Acesso em: setembro/2025.
  16. GOV.BR. Ministério da Saúde. Informe Meningites. Disponível em: <Link>. Acesso em: setembro/2025;
  17. DE SANTAYANA, Carmen Pardo et al. Epidemiology of invasive meningococcal disease worldwide from 2010–2019: a literature review. Epidemiology & Infection, v. 151, p. e57, 2023.

 

Material dirigido ao público geral. Por favor, consulte o seu médico.

 

Notificações de intoxicação por metanol em SP chegam a 53: médico alerta para risco de cegueira e morte em até 48 horas

Imagem da internet

 Casos confirmados e mortes em investigação acendem sinal de alerta sobre consumo de bebidas adulteradas. Dr. Adriano Faustino, médico nutrologista e especialista em metabolismo, explica os efeitos do metanol no organismo e a importância de atendimento rápido

 

O número de notificações de suspeita de intoxicação por metanol no estado de São Paulo subiu de 45 para 53, segundo balanço da Secretaria Estadual da Saúde divulgado nesta quinta-feira (3). Até o momento, foi confirmada uma morte após consumo de bebida adulterada, enquanto outras cinco estão em investigação.

Do total, 11 casos já tiveram presença de metanol comprovada em exames laboratoriais, os outros casos seguem sob análise. Entre as vítimas, estão pessoas de diferentes idades, residentes na capital paulista e em São Bernardo do Campo. 

O metanol — também conhecido como álcool metílico — é utilizado industrialmente como solvente e combustível, mas é extremamente perigoso quando ingerido. Ao ser metabolizado pelo fígado, transforma-se em formaldeído e ácido fórmico, substâncias que atacam o sistema nervoso central, os nervos ópticos, o fígado e os rins, podendo levar à cegueira irreversível, falência múltipla de órgãos e morte.

 

Linha do tempo da intoxicação por metanol


Primeiras 12 horas – sintomas discretos e enganosos

  • Náuseas, dor abdominal, tontura e dor de cabeça podem ser confundidos com uma simples ressaca.
  • O fígado já começa a metabolizar o metanol em formaldeído e ácido fórmico.
  • Mesmo que o paciente se sinta apenas mal, seu organismo já está sofrendo alterações metabólicas. Exames de sangue podem indicar acidose metabólica e aumento do osmolar gap, sinais de que o corpo caminha para uma intoxicação grave”, detalha o Dr. Faustino.


De 12 a 24 horas – os olhos sofrem primeiro

  • O ácido fórmico inibe a produção de energia nas mitocôndrias. Tecidos que demandam mais energia, como retina e nervo óptico, são os primeiros a sofrer.
  • Sintomas típicos: visão borrada, fotofobia e percepção de pontos luminosos (“chuva de pixels”).
  • O nervo óptico é extremamente vulnerável. A degeneração das fibras e a falta de energia podem levar à cegueira permanente se não houver intervenção rápida”, alerta o especialista.
  • Além disso, instala-se acidose metabólica mais intensa, com respiração rápida, confusão mental e fraqueza.


Até 48 horas – risco de falência múltipla e morte

  • O ácido fórmico se acumula e atinge de forma agressiva o sistema nervoso central, podendo provocar convulsões, coma e arritmias cardíacas.
  • Coração, pulmões e rins entram em colapso progressivo.
  • Passadas 48 horas sem atendimento adequado, a reversão dos danos é extremamente difícil. Cada hora conta para salvar vidas e prevenir cegueira”, reforça Dr. Faustino.

 

Por que o metanol engana o corpo?

  • Metanol e etanol disputam a mesma enzima no fígado: a álcool desidrogenase.
  • Diferença: etanol acetaldeído ácido acético (metabolizável); metanol formaldeído ácido fórmico (altamente tóxico).
  • O fígado, que normalmente nos protege, acaba se tornando uma biofábrica de veneno no caso do metanol”, resume Dr. Faustino.

 

Tratamento exige rapidez

Antídotos: fomepizol (inibe a enzima que inicia a metabolização tóxica) ou etanol (compete pela mesma via).

  • Hemodiálise: remove rapidamente metanol e ácido fórmico.
  • Bicarbonato de sódio: corrige acidose metabólica.
  • Ácido folínico/fólico: acelera detoxificação do ácido fórmico. 

Dr. Faustino reforça que a prevenção é essencial: “Evitar bebidas de procedência duvidosa é a melhor maneira de não passar por esse risco. E caso haja qualquer suspeita de ingestão, buscar atendimento médico imediato pode salvar a visão e a vida.” 

Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde Alexandre Padilha, informou a instalação, em Brasília, de uma "sala de situação" para monitorar os casos crescentes de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica e coordenar as medidas a serem adotadas. 

Já há casos sendo investigados em outros Estados. 6 em Pernambuco, 1 no Distrito Federal e 1 na Bahia.

  

Dr. Adriano Faustino - Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Geriatria, Nutrologia (ABRAN), Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa; Título de Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas; Médico legista no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte; Coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim; Professor universitário nas áreas de Medicina Legal, Anatomia Médica, Primeiros Socorros e Legislação Médica; Professor de Pós-Graduação na Fundação Unimed e no Mestrado em Saúde da Faculdade de Direito Milton Campos (MG); Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO); Idealizador do Programa Saúde Máxima e do Protocolo de Medicina Investigativa, já ajudou milhares de pacientes a transformarem suas vidas com diagnósticos precisos e abordagens terapêuticas baseadas em ciência de ponta, estilo de vida, alimentação e intervenções personalizadas; Desenvolvedor do Protocolo C.A.U.S.A. – Câncer, Autocuidado, Unidade, Saúde e Ação; Pregador e professor de Escola Bíblica Dominical desde 2001; Autor do livro Cientificamente Divino – Princípios bíblicos e científicos para uma saúde máxima.



Como prevenir acidentes em casa com soluções simples


A casa deve ser um espaço de conforto e segurança, mas alguns descuidos podem transformar o ambiente em cenário de acidentes, especialmente quando há crianças, idosos ou animais de estimação. Pequenas mudanças e o uso de itens práticos podem fazer toda a diferença para evitar quedas, queimaduras, choques e outros imprevistos. Confira algumas dicas de como deixar os ambientes mais seguros com soluções simples:

 

1. Evite escorregões
 

Tapetes soltos ou superfícies molhadas estão entre as principais causas de quedas em casa. Para prevenir acidentes, é importante usar antiderrapantes em tapetes e aplicar fitas adesivas próprias em degraus ou rampas.

 

2. Armazenamento de produtos de limpeza 

Produtos de limpeza devem ser mantidos fora do alcance de crianças e animais de estimação. O ideal é guardá-los em armários altos ou trancados, de preferência em locais bem ventilados. Outra medida importante é o uso de acessórios que dificultem o acesso indevido, como o Trava Multiuso Ajustável, que impede a abertura de portas de armários.

 

3. Cuidados com a eletricidade 

Tomadas expostas representam riscos de choque elétrico. O uso de protetores específicos é indispensável.

Além de organizar fios e cabos soltos com canaletas ou prendedores adequados.

 

4. Iluminação adequada 

Ambientes mal iluminados aumentam as chances de tropeços. Luzes de emergências, para usar durante a noite em corredores e escadas, ajudam a guiar os passos durante a noite e trazem mais tranquilidade para toda a família. 

 

5. Segurança para crianças 

Grades de proteção em escadas, travas em gavetas e protetores de quinas são indispensáveis para quem tem pequenos em casa. Esses acessórios simples reduzem os riscos em fases de maior curiosidade e exploração.

 

6. Organização é aliada da prevenção 

Objetos espalhados no chão ou fora do lugar também podem causar acidentes. Caixas organizadoras, ganchos e suportes são soluções práticas para manter os ambientes mais seguros e funcionais.

Com medidas fáceis de aplicar no dia a dia, é possível transformar o lar em um espaço mais seguro para todos. Os interessados podem encontrar esses e outros utensílios de prevenção em uma das lojas Multicoisas espalhadas pelo Brasil.



ANVISA aprova tratamento para câncer de cabeça e pescoço localmente avançado

   

Indicação inovadora foi mostrada em estudo KEYNOTE-689, o primeiro com resultados positivos em mais de 20 anos para pacientes com um tipo comum do tumor localmente avançado, removido por cirurgia

 

A MSD anuncia que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou nessa semana Pembrolizumabe para o tratamento de câncer de cabeça e pescoço localmente avançado. Após mais de duas décadas sem mudança substancial no tratamento para este perfil de paciente, o estudo KEYNOTE-689, apresentado em importantes encontros internacionais de câncer, indicou que adicionar o medicamento Pembrolizumabe antes e depois da cirurgia pode estar associado a um aumento de tempo em que os pacientes permanecem sem que a doença volte ou piore, além de potencialmente melhorar a chance à resposta ao tratamento. 

Historicamente, esse tipo de câncer é tratado com cirurgia, para remoção do tumor, seguida de quimioterapia e radioterapia. Porém, os resultados são frequentamente insatisfatórios e trazem efeitos adversos graves. Apresentado na Reunião Anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR) e na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), o estudo KEYNOTE-689 pode mudar o desfecho para esses casos. 

Para Fátima Matos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, o estudo traz novas perspectivas para o tratamento. "Para pacientes e famílias que enfrentam prognósticos limitados, este estudo e nova indicação traz uma mudança para esse cenário. Para além de números, estamos falando sobre um maior tempo de vida com mais saúde, menos recidivas e a possibilidade de construir um futuro com mais qualidade. Além disso, oferece maior chance de retomar atividades do dia a dia, reduzir a necessidade de tratamentos agressivos e preservar a dignidade do paciente durante e após o tratamento". 

Também é essencial destacar prevenção, especialmente diante da estimativa do INCA para cada ano do triênio de 2023 a 2025, que é de mais de 15 mil novos casos na cavidade oral, sendo o oitavo câncer mais frequente. A diretora médica da MSD, dra. Dra Márcia Datz Abadi, explica que "a prevenção continua sendo nossa principal ferramenta: reduzir fatores de risco conhecidos — como tabagismo e consumo excessivo de álcool — e alertar sobre os potenciais danos do uso de vapes e cigarros eletrônicos, que podem conter metais e outros compostos tóxicos capazes de irritar a mucosa nasal, a faringe e a laringe, sugerindo potencial para lesões das vias aéreas. Embora não haja rastreio populacional padronizado para câncer de cabeça e pescoço, é fundamental fortalecer a detecção precoce por meio da vigilância clínica, do acesso rápido a consultas especializadas e da capacitação de profissionais para identificar sinais e sintomas iniciais".

 

Sobre o estudo

O KEYNOTE-689 foi um estudo clínico de fase 3, randomizado, multicentrico, aberto e com controle ativo, que avaliou o perfil de eficácia de pembrolizumabe administrado antes (neoadjuvante) e depois (adjuvante) da cirurgia em pacientes com câncer de cabeça e pescoço localmente avançado e ressecável. Setecentos e quatorze (714) pacientes foram incluidos no estudo e randomizados 1:1 para receber:

  • 2 ciclos de pembrolizumabe antes da cirurgia, seguido por 3 ciclos de pembrolizumabe em combinação com radioterapia com ou sem quimioterápico cisplatina e até mais 12 ciclos de pembrolizumabe;
  • Terapia padrão, com radioterapia com ou sem quimioterápico cisplatina após cirurgia.

O desfecho principal avaliado foi sobrevida livre de eventos (SLE), definido como o tempo desde a randomização até a primeira ocorrência de qualquer um dos seguintes eventos: progressão da doença que impossibilitou a cirurgia definitiva, progressão ou recidiva local ou à distância da doença, ou morte por qualquer causa.

Os resultados mostraram que aqueles que receberam esse tratamento viveram, em média, quase 52 meses sem que a doença voltasse, enquanto os que receberam o tratamento tradicional apresentaram uma taxa de sobrevida de cerca de 30 meses. Além disso, o grupo tratado com pembrolizumabe apresentou uma resposta patológica maior em aproximadamente 10% dos casos, comparado a 0% no grupo controle.
 

Resultados

Após um acompanhamento médio de 38,3 meses, os dados mostram que o tratamento com pembrolizumabe antes da cirurgia (chamado de neoadjuvante), seguido da combinação com radioterapia padrão (com ou sem o medicamento cisplatina) após a cirurgia, e depois pembrolizumabe sozinho (chamado de adjuvante), reduziu em 27% o risco de que o câncer volte ou piore na população geral. Essa redução foi ainda maior em alguns grupos específicos de pacientes.

 

  • População com CPS ≥ 10: A mediana da SLE (Sobrevida Livre de Eventos) foi de 59,7 meses no grupo que recebeu pembrolizumabe, em comparação com 26,9 meses no grupo de tratamento padrão.
  • População com CPS ≥ 1: A mediana da SLE foi de 59,7 meses para o grupo com pembrolizumabe, em comparação com 29,6 meses no grupo controle.
  • População com Intenção de Tratar (ITT): A mediana da SLE foi de 51,8 meses no grupo com pembrolizumabe versus 30,4 meses no grupo de tratamento padrão.

Quanto ao perfil de segurança, o pembrolizumabe teve um perfil aceitável, com efeitos adversos semelhantes entre os grupos que receberam os tratamentos. Embora o grupo que recebeu o pembrolizumabe tenha apresentado mais reações relacionadas ao sistema imunológico, essas foram, na maioria das vezes, bem controladas. Os efeitos adversos mais comuns foram causados pela quimioterapia e radioterapia, e não foram encontrados novos sinais de segurança.

 

Futuro do Tratamento

Os resultados do estudo KEYNOTE-689 não só criam um novo padrão de tratamento, como também abrem caminho para novas pesquisas sobre como combinar outras terapias e usar a imunoterapia em cirurgias. Um dos principais pesquisadores, Dr. Ravindra Uppaluri, MD, PhD, Diretor de Oncologia Cirúrgica de Cabeça e Pescoço no Brigham and Women's Hospital e no Dana-Farber Cancer Institute, destacou a importância desses resultados: “O padrão atual de tratamento foi estabelecido há mais de 20 anos e, apesar do tratamento multimodal, tem resultados abaixo do ideal. Os resultados do KEYNOTE-689 indicam uma evolução em relação ao padrão atual de tratamento”. 

A pesquisa contínua é vital para entender melhor como essas novas abordagens podem ser implementadas na prática clínica. 

O estudo KEYNOTE-689 marca um avanço importante no tratamento do carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço, trazendo novas opções para pacientes e profissionais de saúde. Com o progresso das pesquisas, espera-se que estratégias ainda mais eficazes possam melhorar os resultados e a qualidade de vida das pessoas afetadas por essa doença.



O que muda na necessidade nutricional de crianças a partir de 1 ano?

Entenda os novos desafios e como a nutrição apoia o crescimento e o desenvolvimento infantil

 

O primeiro ano de vida representa um grande marco no desenvolvimento infantil. A transição para a fase em que a criança passa a explorar o mundo com mais autonomia traz consigo necessidades nutricionais importantes. A partir de 1 ano, o crescimento físico continua acelerado, mas com novas demandas que envolvem não apenas energia, como também a consolidação de ossos, músculos, cérebro e sistema imunológico. Nesse período, a nutrição exerce um papel estratégico, garantindo que a criança receba os nutrientes adequados para sustentar essa nova etapa de descobertas, aprendizado e interação social. 

“Depois do primeiro ano de vida, é comum os pais notarem uma diminuição na velocidade do ganho de peso da criança. Isso não significa que ela deixou de crescer, pelo contrário. É justamente nesse período que o desenvolvimento motor e cognitivo acelera. Receber uma nutrição adequada nessa fase é fundamental para um bom desenvolvimento.” comenta o pediatra Dr. Rafael Henrique. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a alimentação complementar adequada já é mais estabelecida no primeiro ano de vida. Como estão em plena fase de crescimento e desenvolvimento, as crianças precisam de proporções ainda maiores de vitaminas e minerais do que os adultos. Entre os nutrientes que mais exigem atenção estão a vitamina D, o ferro, o cálcio, as fibras e os ácidos graxos essenciais, como DHA e ARA, justamente aqueles que costumam apresentar maior deficiência na alimentação infantil no Brasil. 

O ferro, por exemplo, é importante para manter a energia e ajudar na concentração, evitando problemas como a anemia, que pode afetar o aprendizado das crianças. O cálcio e a vitamina D são aliados na formação de ossos e dentes fortes, fundamentais nessa fase em que o corpo cresce rápido e as descobertas motoras se intensificam. Já nutrientes como o DHA seguem tendo papel essencial para o desenvolvimento do cérebro, apoiando memória, visão e novas habilidades. 

Outro aspecto importante nessa fase é a consolidação da microbiota intestinal. Pesquisas internacionais e nacionais, como as da Organização Mundial da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria, apontam que fibras prebióticas desempenham um papel essencial para o equilíbrio do sistema digestivo, além de influenciar positivamente a imunidade. Como a criança passa a ter maior contato com ambientes coletivos, como escolas e creches, garantir uma boa defesa natural do organismo torna-se ainda mais relevante. 

A partir de 1 ano, também surgem novos desafios comportamentais: curiosidade por diferentes texturas e sabores, e o início da construção de preferências individuais. É natural que nessa fase surjam desafios e curiosidade por novos sabores. Os pais podem se sentir inseguros, por isso, oferecer variedade e qualidade faz toda a diferença. Esse é o momento de estimular a aceitação de frutas, legumes, proteínas e cereais, consolidando hábitos que acompanharão a criança por toda a vida. 

“Na correria da rotina, muitas famílias acabam repetindo sempre os mesmos alimentos, e isso pode limitar a variedade nutricional. Eu mesmo, sendo pediatra, precisei redobrar a atenção para não cair nesse hábito com meus filhos. Oferecer diversidade é um desafio, mas faz toda a diferença na formação da microbiota intestinal e dos hábitos alimentares saudáveis.” Complementa Dr. Rafael Henrique. 

Mais do que suprir necessidades nutricionais, a alimentação nessa etapa fortalece laços familiares. Refeições compartilhadas se transformam em momentos de aprendizado, conexão e bem-estar. Aptanutri reconhece que o maior desafio dos pais é confiar que estão oferecendo o melhor aos seus filhos e, por isso, oferece não apenas nutrição de qualidade, mas também conteúdos e iniciativas que apoiam o desenvolvimento integral das crianças e o fortalecimento das famílias. 

O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O ALEITAMENTO MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E É RECOMENDADO ATÉ OS 2 (DOIS) ANOS DE IDADE OU MAIS.

Consulte sempre o médico e/ou nutricionista.

 

Referências Bibliográficas

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Infant and young child feeding. Disponível em: Link .
  • Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). 10 facts about early childhood development you need to know. Disponível em: Link .
  • Ministério da Saúde. Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos. Brasília, 2019.
  • Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de Orientação: Alimentação do Lactente ao Adolescente, Alimentação na Escola, Alimentação Saudável e Sustentabilidade, 2022.
  • American Academy of Pediatrics. Nutrition: What Every Parent Needs to Know. 2nd edition, 2020.
  • Danone Nutricia. Necessidades nutricionais da criança após 1 ano. Disponível em: Link .
  • Dewey KG. Nutrition, growth, and complementary feeding of the breastfed infant. Pediatric Clinics of North America, 2001.

 

Mês do Idoso: vacinação é aliada essencial para envelhecer com saúde e qualidade de vida

Doenças como gripe, COVID-19, VSR e herpes zoster podem representar riscos elevados para os idosos, como hospitalizações, sequelas e até óbito. Diversas vacinas estão disponíveis para a imunização dessa faixa etária nas redes pública e privada 1,3,4 

 

Envelhecer com saúde. É isso que todo mundo busca. Mas muitos não sabem que a vacinação desempenha um papel fundamental na proteção dos idosos contra doenças que podem comprometer seriamente sua qualidade de vida.1-3 Além das já conhecidas gripe e COVID-19, infecções como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o herpes zoster também representam riscos importantes nessa fase da vida.1,3,6,7 Neste mês em que se celebra o Dia Internacional do Idoso (1º de outubro),5 especialistas reforçam a importância de atualizar o calendário vacinal nessa faixa etária. 

“Ao longo do envelhecimento, nosso sistema imunológico passa por um processo chamado imunossenescência, ou seja, perde gradualmente a sua capacidade de se defender de agentes infecciosos. Isso aumenta o risco de infecções e hospitalizações mesmo em doenças comuns, como um resfriado ou uma gripe. A vacinação ajuda o organismo a se defender melhor ao fazer anticorpos específicos, evitando quadros graves ou complicações”1, explica a infectologista Lessandra Michelin (CRM 23494-RS), gerente médica da GSK.
 

Calendário público e privado

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza, pelo SUS, vacinas importantes para pessoas com 60 anos ou mais, como influenza (gripe), difteria e tétano (dT), hepatite B, vacina pneumocócica 23-valente e COVID-19. Com a orientação de um profissional de saúde, se o indivíduo não foi vacinado previamente e dependendo do risco de exposição e das condições de saúde, vacinas contra febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola e até varicela podem ser prescritas.3,4 

Na rede privada, há ainda vacinas complementares indicadas para idosos, como contra pneumonia (VPC13, VPC15 e VPC20), herpes zoster, tríplice bacteriana que contém proteção para tétano, difteria e coqueluche (dTpa), vírus sincicial respiratório (VSR) e outras voltadas para situações especiais, como hepatite A e meningite.1,3 

“É indispensável conversar com um médico para definir as vacinas adequadas. Muitas já fazem parte da rotina, como as contra gripe e COVID-19. Mas, mesmo assim, estamos acompanhando as baixas coberturas vacinais e o aumento de casos e óbitos por doenças imunopreveníveis, principalmente nessa faixa etária. Mas outras doenças, como o VSR e o herpes zoster, também merecem atenção especial nessa fase da vida”, orienta a Dra. Lessandra.
 

Atenção redobrada para VSR e herpes zoster

Embora mais conhecido por causar bronquiolite em bebês, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) também pode trazer riscos significativos aos idosos e adultos acima dos 50 anos com comorbidades associadas.6,7 Segundo Isabella Ballalai (CRM/RJ 52.48039-5), diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), as complicações podem ser maiores em pacientes com doenças crônicas pulmonares, cardiovasculares e diabetes.6,7 

“O VSR pode ser especialmente perigoso para adultos com 50 anos ou mais, sobretudo aqueles com doenças crônicas, como diabetes, asma, DPOC ou insuficiência cardíaca. Nesses casos, a evolução costuma ser mais difícil, com risco aumentado de complicações, internações prolongadas e até óbito. É uma infecção comum, de rápida transmissão, e muitas vezes as próprias crianças, que entram em contato com o vírus em escolas e creches, acabam levando-o para casa e expondo familiares, como os avós”, reforça Ballalai. 

Outro alerta é o herpes zoster, que pode se manifestar de forma imprevisível em adultos acima de 50 anos, causando erupções na pele e dor intensa.8,9“Estima-se que cerca de 90% da população carrega o vírus que causa o herpes zoster, que é o mesmo da catapora na infância. Esse vírus permanece adormecido no organismo e, quando reativado, seja pela idade avançada ou por algum imunocomprometimento, pode provocar dores intensas e debilitantes, e complicações persistentes, como a neuralgia pós-herpética, que pode durar meses ou até anos, parando com a rotina do paciente e a afetando a sua qualidade de vida.9,10 Por isso, é fundamental que os adultos, principalmente após os 50 anos, estejam atentos aos riscos dessas doenças e busquem orientação médica sobre formas de prevenção”, finaliza a diretora da SBIm.

 

Material dirigido ao público geral. Por favor, consulte o seu médico.
 

  



GSK
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 Referências:

  1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Geriatria: Guia de vacinação (2022/2023). Disponível em: <https://sbim.org.br/images/guias/guia-geriatria-sbim-sbgg-4a-ed-2022-2023-220828b-web.pdf>. Acesso em: setembro/2025;
  2. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. 6 Tips for Healthy Aging. Disponível em: <Link>. Acesso em: setembro/2025;
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação do nascimento à terceira idade 2025/2026. Disponível em: <https://sbim.org.br/calendario-de-vacinacao/calend%C3%A1rio-unico-do-nascimento-a-terceira-idade>. Acesso em: setembro/2025;
  4. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Calendário Nacional de Vacinação. Disponível em: <Link >. Acesso em: setembro/2025;
  5. BRASIL. Ministério da Saúde. 01/10 – Dia Internacional das Pessoas Idosas e Dia Nacional do Idoso. Disponível em: <Link>. Acesso em: setembro/2025;
  6. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Vírus sincicial respiratório (VSR). Disponível em: <Link>. Acesso em: SETEMBRO/2025;
  7. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). RSV in Adults. Disponível em: >. Acesso em: SETEMBRO/2025;
  8. BRASIL. Ministério da Saúde. Herpes (Cobreiro). Disponível em: <Link> Acesso em: SETEMBRO/2025;
  9. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Prevention of herpes zoster: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR, v. 57, RR-5, p. 1-30, 2008.
  10. LUKAS, K. et al. The impact of herpes zoster and post-herpetic neuralgia onquality of life: patient-reported outcomes in six European countries. J Public Health, 20:441-451, 2012

 

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