Pesquisar no Blog

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Dopamina: O Neurotransmissor do Prazer e Motivação — Como Aumentar Seus Níveis de Forma Natural e Transformar Sua Vida

Descubra como hábitos saudáveis podem estimular a produção de dopamina, melhorar seu humor, foco e bem-estar, e afastar a falta de energia e motivação.


Em meio ao cotidiano acelerado e ao estresse das responsabilidades diárias, muitas pessoas experimentam momentos de desânimo, falta de motivação e até mesmo baixa produtividade. O que poucos sabem é que um neurotransmissor essencial, chamado dopamina, está diretamente relacionado a essas sensações. “Conhecida como a “molécula do prazer”, a dopamina é responsável por regular o humor, a motivação e a sensação de recompensa. E a boa notícia é que é possível aumentar seus níveis de maneira natural, através de pequenas mudanças na alimentação, no estilo de vida e nos hábitos diários.”, afirma o nutrólogo, Dr. Gustavo de Oliveira Lima.
 

O que é a dopamina e por que ela é importante?

A dopamina é um neurotransmissor crucial produzido no cérebro, responsável por regular vários processos importantes no corpo. Ela atua no sistema de recompensa, nos motivando a buscar atividades que trazem prazer, como comer, se exercitar, e até completar tarefas cotidianas. Quando realizamos algo que nos faz sentir bem, a dopamina é liberada, gerando uma sensação de satisfação. Esse ciclo é essencial para manter a motivação e o prazer na vida. 

No entanto, baixos níveis de dopamina podem resultar em fadiga, desmotivação, falta de foco e até sintomas de depressão. Por outro lado, níveis equilibrados de dopamina trazem uma série de benefícios, como:

  • Aumento da motivação e energia para realizar tarefas.
     
  • Melhora na produtividade e foco.
     
  • Sensação de satisfação e prazer.
     
  • Equilíbrio emocional e mental.

     

Como aumentar os níveis de dopamina de forma natural?

Dr. Gustavo comenta que, embora existam medicamentos que podem influenciar a produção de dopamina, uma abordagem natural e sustentável também pode ser uma opção para a maioria das pessoas. Aqui estão algumas formas comprovadas de aumentar os níveis de dopamina de maneira saudável e segura.
 

1. Pratique exercícios físicos regularmente

A atividade física é uma das maneiras mais eficazes de aumentar a produção de dopamina. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e ciclismo, não apenas melhoram a saúde física, mas também estimulam a liberação de dopamina no cérebro. Além disso, os exercícios também promovem a liberação de endorfinas, que, em combinação com a dopamina, ajudam a melhorar o humor e reduzir o estresse. 

Estudos mostram que exercícios regulares aumentam os níveis de dopamina e ajudam a manter o cérebro saudável a longo prazo. Para resultados melhores, tente incluir ao menos 30 minutos de atividade física moderada na sua rotina diária.
 

2. Alimente-se com fontes naturais de tirosina

A dopamina é produzida a partir de um aminoácido chamado tirosina, que pode ser obtido através da alimentação. Certos alimentos ricos em proteínas são excelentes fontes de tirosina, e incluem:

  • Frango e peru.
     
  • Ovos.
     
  • Peixes como salmão e atum.
     
  • Queijos e iogurtes.
     
  • Amêndoas e nozes.
     
  • Abacate e banana.
     

Esses alimentos fornecem os blocos de construção necessários para a síntese de dopamina no cérebro, ajudando a manter seus níveis equilibrados.
 

3. Durma bem e regularmente

O sono é fundamental para a produção e regulação de neurotransmissores, incluindo a dopamina. Quando você não dorme o suficiente ou tem um sono de má qualidade, os receptores de dopamina no cérebro ficam comprometidos, o que pode resultar em cansaço físico e mental, além de prejudicar o humor. 

Estudos mostram que dormir entre 7 a 9 horas por noite é ideal para manter os níveis de dopamina equilibrados e garantir o bom funcionamento do cérebro. Além disso, criar uma rotina de sono saudável, com horários regulares para dormir e acordar, pode potencializar esses efeitos.
 

4. Exponha-se ao sol

A exposição à luz solar tem um papel importante na produção de dopamina. A luz solar estimula a liberação de neurotransmissores que afetam diretamente o humor, incluindo a dopamina. Além disso, a luz solar é responsável por regular os níveis de vitamina D no corpo, que também está associada à saúde mental e à sensação de bem-estar. 

Estudos indicam que passar de 10 a 30 minutos por dia ao sol, especialmente no início da manhã, pode ajudar a aumentar a dopamina naturalmente. Para quem vive em áreas com pouca luz solar, a suplementação de vitamina D pode ser uma alternativa.
 

5. Meditação e práticas de relaxamento

A meditação e outras práticas de mindfulness, como yoga e respiração profunda, são formas eficazes de aumentar os níveis de dopamina. Essas práticas reduzem o estresse e a ansiedade, fatores que podem drenar os níveis de dopamina ao longo do tempo. 

A meditação regular tem sido associada ao aumento da concentração, do bem-estar e da felicidade, tudo graças ao impacto positivo que tem na regulação dos neurotransmissores, incluindo a dopamina.
 

6. Evite o excesso de estímulos imediatos

O uso excessivo de redes sociais, o consumo constante de fast food e outras atividades que geram uma "gratificação instantânea" podem, paradoxalmente, diminuir os níveis de dopamina a longo prazo. Isso ocorre porque esses estímulos criam picos rápidos de dopamina, seguidos de uma queda, o que gera uma sensação de desânimo e um desejo por mais estímulo. 

Para evitar isso, é importante limitar a exposição a esses gatilhos e buscar prazer em atividades mais duradouras, como hobbies, leitura, conversas significativas ou atividades ao ar livre.
 

7. Estabeleça pequenas metas e celebre suas conquistas

A dopamina também está associada à sensação de recompensa que sentimos ao concluir uma tarefa ou atingir um objetivo. Criar metas diárias ou semanais pode estimular a liberação de dopamina e manter a motivação em alta. E não precisa ser algo grandioso – pequenas conquistas, como completar uma lista de tarefas ou aprender algo novo, já são suficientes para impulsionar a produção de dopamina. 

Ao atingir essas metas, permita-se celebrar as vitórias, mesmo as menores, para continuar reforçando esse ciclo positivo de dopamina. 

Lembre-se, cuidar dos níveis de dopamina é investir no seu bem-estar e na sua produtividade diária. “Pequenas mudanças em seus hábitos podem fazer uma grande diferença na sua disposição, motivação e qualidade de vida. Ao escolher uma abordagem natural para aumentar a dopamina, você estará não apenas melhorando seu estado mental e emocional, mas também criando uma base sólida para viver de maneira mais equilibrada, focada e feliz.”, conclui o Dr. Gustavo de Oliveira Lima.


Dr. Gustavo de Oliveira Lima - Médico CRM/SP 207.928 - Nutrologia e Endocrinologia. Especialista em emagrecimento saudável e longevidade

 

Mitos e verdades sobre o vaginismo: entenda a condição

Especialistas alertam que normalização da dor dificulta diagnóstico e busca por tratamento


O vaginismo representa 10% dos casos de disfunção sexual feminina, segundo dados da Sociedade Internacional para a Medicina Sexual (ISSM). Apesar do índice significativo, o tema ainda é tabu entre mulheres e, muitas vezes, negligenciado por profissionais da saúde.  

O vaginismo é uma condição caracterizada por contrações involuntárias dos músculos próximos à vagina, que dificultam ou impedem a penetração vaginal. Essas contrações podem ocorrer durante relações sexuais, exames ginecológicos ou ao inserir absorventes internos, causando dor e desconforto. 

Para esclarecer mais sobre a condição e orientar sobre a importância do tratamento, especialistas da Clínica Ginelife desvendam mitos e verdades sobre o vaginismo:

 

-A causa do vaginismo é apenas psicológica

Mito. Existem diversos fatores que podem causar a disfunção. O vaginismo é uma condição multifatorial, que inclui desde aspectos físicos - como alterações no assoalho pélvico-  até fatores psicológicos, como estresse, crenças culturais ou traumas passados.

“É como se houvesse uma barreira invisível. Muitas mulheres relatam sentir dor intensa, medo e até pânico durante tentativas de penetração”, explica a ginecologista Dra. Ana Carolina Romanini. 

 

-O vaginismo só acomete mulheres que estão iniciando a vida sexual

Mito. O problema também pode surgir em mulheres que já tiveram relações sexuais com penetração sem dor anteriormente. “É o que chamamos de vaginismo secundário. As causas podem ser psicológicas ou físicas e, mesmo surgindo após uma vida sexual ativa e sem dores, precisam ser investigadas”, reforça a Dra. 

 

-Algumas mulheres, mesmo com vaginismo, conseguem ter relação sexual

Verdade. A relação sexual em alguns casos acontece, mas isso depende do grau da condição — que pode variar de leve, permitindo algum nível de penetração, até grave, impossibilitando totalmente o ato. “Em qualquer nível, a dor e o desconforto causam frustração, constrangimento e comprometem seriamente a qualidade de vida da mulher”, afirma a fisioterapeuta pélvica Laura Barrios.

 

-Só usar lubrificante resolve o problema

Mito. O lubrificante pode ser um auxílio, mas não resolve a causa do vaginismo. “Os espasmos na vagina que causam dor e impedem a penetração vão continuar. Por isso, é fundamental procurar ajuda médica e tratamento”, ressalta Barrios.

 

-Vaginismo tem cura

Verdade. Sim, o vaginismo, quando tratado adequadamente, apresenta altos índices de cura. O tratamento pode levar tempo e exige dedicação da paciente. As abordagens incluem acompanhamento com ginecologista, psicoterapia e fisioterapia pélvica. 

Vale ressaltar que o vaginismo não compromete apenas a vida sexual da mulher, mas também sua saúde ginecológica de forma geral. Muitas mulheres deixam de realizar exames de rotina devido à dor e ao constrangimento causados pela condição. 

A disfunção, embora ainda pouco discutida, é tratável e não define o valor ou a feminilidade de nenhuma mulher. A normalização da dor dificulta que muitas percebam a importância de buscar ajuda e iniciar o tratamento adequado. 

“Quanto mais se fala sobre o tema, mais mulheres se sentem acolhidas e encorajadas a buscar tratamento, ressignificando sua sexualidade e recuperando a qualidade de vida. Dor não é normal e nem precisa ser permanente”, finalizam as especialistas.

 


Dra. Ana Carolina Romanini - ginecologista na Clínica Ginelife. Formada em Medicina, residência em Ginecologia e Obstetrícia e especialização em Videoendoscopia Ginecológica pela Faculdade de Medicina do ABC. Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Título de especialista em Endoscopia Ginecológica pela Associação Médica Brasileira e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Médica preceptora do setor de Videoendoscopia Ginecológica no Hospital Estadual Mário Covas.

Laura Barrios - fisioterapeuta pélvica na Clínica Ginelife. Formada em fisioterapia pela Universidade do Grande ABC, com pós-graduação em Fisioterapia Respiratória pela UNICID e em Fisioterapia Pélvica pela Faculdade Inspirar. Mestrado em UTI pela Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva.



Ginelife
Site: http://ginelife.com.br/
Instagram: @clinicaginelife


Descubra os principais mitos e verdades sobre as fibras


Encontradas em frutas, verduras, legumes e grãos integrais, as fibras alimentares sempre estiveram relacionadas ao bom funcionamento do intestino, mas seus benefícios são muito mais amplos. 

 

Antigamente, nossos antepassados consumiam até dez vezes mais fibras do que hoje. Essa mudança nos hábitos alimentares reflete diretamente no impacto sobre a saúde. 

Apesar desses dados, o consumo de fibras pela população atual está muito abaixo do recomendado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os adultos deveriam consumir entre 25 gramas de fibras por dia, mas muitas pessoas ingerem menos da metade dessa quantidade. 

“De acordo com um estudo publicado no Lancet, dietas ricas em fibras estão associadas a uma redução de até 30% no risco de mortalidade por doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e câncer colorretal”, comenta a nutricionista Fabiana Cremer García, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife. Mas o consumo de fibras pela população parece estar longe do ideal. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o consumo diário recomendado para adultos é de, no mínimo, 25 gramas. No entanto, a maioria das pessoas consome menos da metade dessa quantidade.  Entenda melhor a importância delas para sua saúde em bem-estar e como incluí-las de forma equilibrada no seu dia a dia.

 

1. Toda fibra é igual.

Mito

As fibras solúveis se dissolvem em água e formam um gel no estômago, o que ajuda a retardar a digestão. Esse tipo de fibra contribui para o controle da glicose e do colesterol no sangue. Está presente em alimentos como aveia, maçã e leguminosas, como o feijão.

Já as fibras insolúveis não se dissolvem em água e estimulam o trânsito intestinal, pois aumentam o volume das fezes. São encontradas no farelo de trigo, arroz integral, folhas verdes e cascas de frutas.

“A escolha do tipo de fibra depende do objetivo: se a ideia é aliviar a constipação, controlar a glicose, aumentar a saciedade ou melhorar a saúde metabólica como um todo. O ideal é consumir os dois tipos”, explica Fabiana.

 

2. Fibras ajudam na saciedade.

Verdade

Alimentos ricos em fibras promovem maior sensação de saciedade, pois retardam o esvaziamento gástrico. Um estudo publicado no Journal of the American College of Nutrition mostrou que dietas com maior teor de fibras estavam associadas a menor ingestão calórica ao longo do dia, sendo aliadas importantes no controle de peso.

 

3. Quanto mais fibra, melhor.

Mito

O consumo excessivo de fibras pode causar efeitos adversos como gases, distensão abdominal e até constipação (prisão de ventre). “A recomendação da OMS é de 25 gramas de fibras por dia, com aumento gradual para evitar desconfortos”, orienta Fabiana.

 

4. Fibras precisam de água para funcionar bem

Verdade

Consumir fibras sem água suficiente pode ter o efeito contrário: endurecer o bolo fecal e dificultar o trânsito intestinal. “Se você aumenta a ingestão de fibras, também precisa aumentar o consumo de água. Recomenda-se beber pelo menos 2 litros por dia”, orienta Fabiana. A hidratação adequada é essencial para que a fibra exerça seus efeitos benéficos no sistema digestivo.

 

5. Fibras ajudam a controlar o colesterol e a glicose.

Verdade

As fibras solúveis, como as encontradas na aveia e na cevada, têm um efeito comprovado na redução do colesterol LDL (“ruim”) e no controle da glicose no sangue. Uma revisão publicada no The American Journal of Clinical Nutrition concluiu que o consumo diário de 3 gramas de betaglucano de aveia pode reduzir o colesterol LDL e o colesterol total. Além disso, a fibra também pode desempenhar um papel importante na redução do risco de diabetes tipo 2, a forma mais comum de diabetes. Ao retardar a absorção de açúcar no intestino, a fibra ajuda a prevenir picos nos níveis de glicose no sangue, contribuindo assim para um melhor controle glicêmico. 



Herbalife
www.Herbalife.com

 

Câncer de ovário e a importância do rastreamento genético

Exame identifica alterações no DNA da paciente e contribui para escolha de terapias personalizadas

 

O câncer de ovário é considerado o mais difícil de detectar precocemente entre os tumores ginecológicos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de que mais de 7 mil mulheres sejam diagnosticadas com a doença no Brasil até o fim de 2025.

A doença é frequentemente assintomática em seus estágios iniciais, o que contribui para que cerca de 75% dos casos sejam diagnosticados em fases avançadas.

“A maior dificuldade está no fato de que os sintomas do câncer de ovário são inespecíficos e facilmente confundidos com outros problemas digestivos ou ginecológicos. Muitas mulheres convivem com inchaço abdominal, dor pélvica e alterações urinárias sem imaginar que podem estar diante de algo mais grave”, explica o Dr. Caetano da Silva Cardial, cirurgião oncológico e mastologista.

Outros sintomas também precisam de atenção como: alteração no ciclo menstrual, dificuldade para comer ou sentir-se cheio rapidamente, alterações nos hábitos intestinais (prisão de ventre, diarreia) e cansaço extremo. 

Em razão de ser uma doença silenciosa com números alarmantes, a Clínica Terra Cardial destaca a importância da prevenção e do acompanhamento regular, especialmente neste mês em que se celebra o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, em 8 de maio. 

“Precisamos falar mais sobre a doença e sobre a importância do diagnóstico e isso se faz com informação. Quanto mais cedo identificarmos os riscos, maiores as chances de sucesso no tratamento e na preservação da qualidade de vida da paciente”, ressalta Dr. Caetano.

Os principais fatores de risco para esse tipo de tumor são: idade superior a 50 anos, histórico familiar de câncer de ovário ou de mama, e a presença de mutações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA2.

Embora o ultrassom transvaginal e o marcador tumoral CA-125 sejam ferramentas valiosas no acompanhamento de mulheres com sintomas sugestivos ou histórico familiar de câncer de ovário, eles não são recomendados como exames de rotina para todas as pacientes. Isso se deve à possibilidade de resultados imprecisos, incluindo falsos positivos e negativos, que podem levar a intervenções desnecessárias ou à falsa sensação de segurança

“Esses exames podem ajudar a identificar alterações nos ovários, mas ainda não são eficazes o suficiente para serem usados como rastreamento em larga escala, como acontece com a mamografia para o câncer de mama”, explica o médico. 


Mapeamento Genético

O mapeamento genético é hoje uma das estratégias mais eficientes para identificar mulheres com predisposição à doença e traçar um plano de acompanhamento individualizado.

O teste do gene BRCA procura alterações no DNA que aumentam o risco de câncer de mama e de ovário. Ele utiliza uma amostra de sangue ou saliva para identificar essas alterações.

Além das mutações no BRCA, outras alterações genéticas também podem aumentar o risco de câncer de ovário. Nesses casos, a realização de um painel multigênico — um teste genético que analisa simultaneamente diversos genes associados ao câncer hereditário — torna-se uma ferramenta valiosa para uma avaliação de risco mais abrangente.

Os resultados dos testes genéticos nem sempre são claros e precisam de interpretação médica. “Um resultado positivo indica a presença de uma alteração genética associada a um risco aumentado de câncer, mas não garante que a doença se manifestará. É essencial consultar um especialista para compreender o resultado e planejar estratégias de monitoramento e prevenção adequadas para a paciente”, comenta o ginecologista.

“Se você tem dois ou mais parentes de primeiro grau com histórico de câncer de mama ou casos múltiplos de tumores relacionados como ovário, endométrio, cólon ou reto, pâncreas e próstata, é recomendável buscar orientação de um mastologista ou ginecologista oncológico para avaliar a necessidade de realizar um teste genético”, finaliza o especialista.





Dr. Caetano da Silva Cardial - graduado pela Faculdade de Medicina do ABC, cirurgião oncológico e mastologista, mestre em tocoginecologia pela Santa Casa de São Paulo, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e membro do Conselho Nacional de Especialidades de Ginecologia Oncológica da FEBRASGO (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia).

Clínica Terra Cardial (@clinicaterracardial)


Hospital Sapiranga promove conscientização sobre segurança viária no Maio Amarelo

Psicóloga alerta para a vulnerabilidade dos jovens e a importância da educação emocional no trânsito


Durante todo o mês de maio, o Hospital Sapiranga se engaja no movimento internacional Maio Amarelo, voltado à sensibilização para a redução de acidentes nas vias. A campanha chama a atenção para comportamentos de risco, especialmente entre jovens, e reforça a importância da educação emocional para um tráfego mais seguro. A psicóloga do Hospital Sapiranga, Viviana Mayer Blume, destaca a necessidade de refletir sobre atitudes no trânsito para preservar vidas.

“Embora esta geração demonstre maior preocupação com o meio ambiente, a sustentabilidade e o uso de transportes alternativos, os jovens ainda são os mais vulneráveis a acidentes viários. O maior índice de ocorrências envolve essa faixa etária, muitas vezes devido a condutas arriscadas, como excesso de velocidade, consumo de álcool e participação em rachas. Inclusive, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), há uma meta de reduzir em 50% as mortes e lesões entre 2021 e 2030, diante dessas alarmantes estatísticas”, afirmou.

Segundo Viviana, os hábitos no trânsito podem e devem ser transformados.

“A psicologia do trânsito, além da avaliação para a CNH, atua diretamente nas variáveis psicológicas que influenciam a direção segura. Seu foco é promover a formação emocional, a consciência e o desenvolvimento de habilidades como inteligência emocional, percepção de risco, autoconsciência e empatia. Essas práticas são essenciais e reforçadas em campanhas como o Maio Amarelo, já que nossas emoções impactam diretamente nossas reações ao volante”, destacou.

O Maio Amarelo é um movimento reconhecido internacionalmente e busca mobilizar a sociedade para diminuir o número de mortes e ferimentos nas estradas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 


Rafael Sodré

Hospital Sapiranga

 

Nova norma regulamentadora reforça papel das empresas na saúde mental dos colaboradores

Especialista do CEJAM explica exigências da NR-1/2025, que torna obrigatória a gestão de riscos como, estresse, assédio e sobrecarga psicológica

 

No mês de maio, momento em que se celebra o Dia do Trabalho, o debate sobre saúde mental no ambiente corporativo ganha força com a NR-1/2025, nova norma regulamentadora do Ministério do Trabalho que exige das empresas a identificação e o gerenciamento de riscos psicossociais dos colaboradores, que inclui estresse, assédio e sobrecarga psicológica.

O primeiro ano de vigência da norma será considerado um período de educação e adaptação. As empresas terão até maio de 2026 para se adequar plenamente às novas exigências, sem aplicação de penalidades durante esse prazo. A medida visa garantir que os empregadores tenham tempo para revisar políticas internas, treinar equipes e implementar ferramentas de apoio que atendam à nova legislação.

A medida chega em um momento oportuno: segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, com base em registros do INSS, o Brasil registrou em 2024 quase meio milhão de afastamentos do trabalho por transtornos mentais, o maior número da última década. Questões como ambientes tóxicos e a falta de reconhecimento estão entre os principais vilões da saúde emocional dos profissionais.

“O trabalho pode ser uma importante fonte de realização, mas também pode afetar diretamente a saúde mental se não houver equilíbrio e apoio adequado. Passamos a maior parte do nosso tempo no trabalho — e isso não pode ser ignorado”, alerta o Dr. Gustavo Vinent, médico e supervisor de Saúde Ocupacional do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas ‘Dr. João Amorim’.

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 reforça a obrigatoriedade de que os empregadores incluam os aspectos psicossociais em seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR), com ações práticas como o mapeamento de fatores de sobrecarga, treinamentos para líderes e equipes, canais de apoio psicológico, revisão de metas e políticas internas, além de monitoramento contínuo do bem-estar emocional.     

“A NR-1 inaugura um novo momento nas empresas, em que a saúde mental deixa de ser um tabu e passa a ser uma responsabilidade clara da gestão”, destaca Dr. Gustavo. “O setor de Saúde Ocupacional passa a ter um papel ainda mais estratégico, atuando com o RH e a Segurança do Trabalho para mapear riscos e oferecer suporte contínuo aos colaboradores.”

Além dos prejuízos humanos, os transtornos emocionais têm impacto direto na produtividade, com aumento de erros, dificuldades em cumprir prazos e índices altos de absenteísmo. “O colaborador até pode estar fisicamente presente, mas se estiver emocionalmente esgotado, o rendimento cai drasticamente”, reforça o médico.

Apesar da crescente conscientização, muitas pessoas ainda resistem a procurar ajuda profissional. Essa resistência, segundo o especialista, pode estar relacionada ao estigma social, à falta de informação sobre a importância do cuidado, a crenças equivocadas de que é possível lidar com tudo sozinho, ao acesso limitado a psicólogos, além do medo de serem mal interpretadas ou prejudicadas em seus ambientes de trabalho. “Muitos ainda enxergam o estresse e o esgotamento como algo ‘normal’ e como parte do processo, principalmente em rotinas exigentes. Isso precisa mudar”, pontua.

O médico também destaca a importância do SUS no apoio à saúde psicossocial      dos trabalhadores, especialmente por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), que oferece cuidado próximo das comunidades, com equipes multiprofissionais que identificam sinais de sofrimento psíquico e promovem ações preventivas, como palestras, grupos de apoio e acompanhamento individualizado. Além disso, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) continuam sendo referência no atendimento a casos mais complexos.

Para o Dr. Vinent, promover o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é uma das formas mais efetivas de prevenir quadros de estresse emocional e esgotamento mental. “É preciso estabelecer limites, valorizar pausas, reconhecer conquistas e praticar atividades que tragam bem-estar.” Ele também aponta estratégias simples para o dia a dia: “Respeitar horários, fazer pausas regulares, manter uma boa alimentação, praticar atividades físicas e buscar ajuda profissional são atitudes que fazem diferença.”

 


CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial



Mães atípicas: para cuidar com amor, é preciso cuidar de si

Estar presente para si mesma é o que permitirá, a longo prazo,
que a mãe atípica continue estando presente para seu filho Freepik

Ana sempre sonhou com a maternidade. Quando seu filho, Pedro, nasceu e foi diagnosticado com uma condição neurológica rara, sua vida mudou. Deixou o emprego, adaptou sua rotina e se tornou onipresente em cada etapa do desenvolvimento. Com o tempo, Ana foi esquecendo de si mesma. Seu mundo passou a girar apenas em torno dos cuidados, e o cansaço e a solidão se tornaram companhias constantes. Ana é um exemplo fictício, mas reflete a realidade de muitas mães atípicas: mulheres que precisam ser lembradas de que, para cuidar bem, é preciso, antes de tudo, cuidar de si.

Ser mãe atípica é atravessar uma transformação profunda na forma de ver o mundo e de se relacionar com a vida. Mulheres que têm filhos com deficiências intelectuais, físicas, transtornos do espectro autista ou síndromes raras se tornam, muitas vezes, mais do que mães: tornam-se cuidadoras constantes, presentes em todas as dimensões do desenvolvimento de seus filhos.

Essa dedicação é, sem dúvida, belíssima. O envolvimento ativo da mãe faz diferença decisiva no progresso, na reabilitação e na socialização da criança. No entanto, também é comum que a mulher, diante dessa entrega integral, acabe negligenciando suas próprias necessidades enquanto ser humano.


Abandono e sobrecarga

Uma das primeiras condições para que a mãe atípica não se perca de si mesma é contar com uma rede de apoio. No entanto, sabemos que nem sempre essa rede se concretiza. Segundo um levantamento realizado pelo Instituto Baresi, cerca de 78% dos pais abandonaram as mães de crianças com deficiências e doenças raras no Brasil antes que os filhos completassem cinco anos. Essa realidade impõe às mães uma sobrecarga emocional e física que precisa ser reconhecida.

Construir uma comunidade de apoio, especialmente com outros pais e mães atípicos, torna-se um pilar de autocuidado. Nessas relações de troca, é possível reencontrar a autoestima, redescobrir, a partir do exemplo de vivências de terceiros, possibilidades de vida social, de vida afetiva, sexual e de atenção à própria saúde física e mental.

O cuidado físico também é essencial. Muitas mães que precisam erguer, carregar ou movimentar seus filhos desenvolvem lesões musculoesqueléticas ao longo dos anos. A intervenção da terapia ocupacional, tanto para a criança quanto para a mãe, faz diferença ao orientar estratégias de proteção ao corpo e adaptação de tarefas diárias, ajudando a preservar a autonomia e prevenir complicações de saúde.

Não menos importante é o acompanhamento psicológico. A sobrecarga emocional de quem cuida é intensa e acumulativa. Estresse, ansiedade, medo do futuro e de imprevistos na vida causarem sua ausência na vida da criança, são sentimentos frequentes que merecem acolhimento e tratamento.


Conhecer seus direitos

Outro ponto fundamental é o conhecimento dos direitos das mães atípicas. Recentes decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) têm reconhecido, por exemplo, o direito à redução ou flexibilização da jornada de trabalho sem redução salarial para quem tem filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Isso possibilita às mães negociar com seus empregadores formas de trabalho que respeitem sua condição de cuidadora. Benefícios sociais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também são direitos importantes, que podem aliviar o peso financeiro, anda mais da mãe em situação de abandono.

Valorizar a própria existência é, portanto, uma estratégia de sobrevivência e resistência. Estar presente para si mesma é o que permitirá, a longo prazo, que a mãe atípica continue estando presente para seu filho, com a força e a ternura que esse papel tão singular exige. 


Syomara Cristina Szmidziuk - atua há 34 anos como terapeuta ocupacional e tem experiência no tratamento em reabilitação dos membros superiores em pacientes com lesões neuromotoras. Faz atendimentos com terapia infantil e juvenil, adultos e terceira idade. Desenvolve trabalhos com os métodos Bobath, Baby Course Reabilitação Neurocognitiva Perfetti, Reabilitação de Membro Superior- Terapia da Mão, Terapia Contenção Induzida (TCI) e Imagética Motora entre outros.

 

Millena Brandão e o alerta silencioso: o que a ciência diz sobre tumores cerebrais infantis?

A morte precoce da atriz mirim Millena Brandão, aos 11 anos, deixou o Brasil em estado de comoção. Uma menina aparentemente saudável, ativa na TV e redes sociais, diagnosticada subitamente com um tumor cerebral de 5 centímetros, que evoluiu para 12 paradas cardiorrespiratórias e morte encefálica em menos de uma semana. Mas afinal, como isso pode acontecer tão rápido? Existe prevenção? Quais são os sinais de alerta?

O neurocientista Dr. Fabiano de Abreu Agrela, membro da Society for Neuroscience dos EUA e doutor em neurociências com pesquisas em genética e cognição, esclarece os principais pontos que envolvem casos como o de Millena.

“A primeira coisa que precisamos entender é que tumores cerebrais em crianças não são raros. Eles representam o segundo tipo de câncer mais comum na infância, atrás apenas das leucemias. E o mais preocupante: eles nem sempre dão sinais evidentes no início", explica o especialista.


Como surgem esses tumores?

Diferente dos tumores em adultos, que costumam ter causas associadas a fatores ambientais ou hábitos de vida, nos casos infantis a causa geralmente está relacionada a alterações genéticas espontâneas, ocorridas ainda durante o desenvolvimento fetal.

“Alguns tumores se formam a partir de células do sistema nervoso central que deveriam parar de se multiplicar, mas não param. Em vez disso, crescem descontroladamente. Isso pode acontecer mesmo sem histórico familiar ou exposição a fatores de risco. É um erro genético que a medicina ainda estuda profundamente”, esclarece Dr. Fabiano.


Sinais de alerta que os pais devem observar

Segundo o especialista, dores de cabeça persistentes e progressivas são um dos principais sinais de alerta. Mas nem toda dor de cabeça é um sintoma de tumor, e isso também precisa ser dito com clareza.

Outros sintomas que merecem atenção:

  • Náuseas ou vômitos matinais sem causa aparente
  • Visão turva ou dupla
  • Dificuldades motoras ou de equilíbrio
  • Alterações de comportamento ou irritabilidade constante
  • Crises convulsivas recentes
  • Sonolência excessiva

“No caso da Millena, a mãe relatou que tudo começou com uma dor de cabeça intensa. Isso, isoladamente, pode passar despercebido. Mas quando se associa à piora clínica rápida, o alerta precisa soar alto”, destaca o neurocientista.


Por que a evolução foi tão rápida?

Tumores cerebrais podem ser classificados entre de crescimento lento (benignos) e de crescimento acelerado (malignos ou agressivos). Em crianças, especialmente entre os 5 e 14 anos, alguns tipos como meduloblastoma, glioblastoma e ependimoma podem crescer em poucos dias, ocupando áreas críticas do cérebro.

"Quando um tumor exerce pressão sobre regiões vitais, como o tronco encefálico, ele pode desencadear crises de pressão intracraniana, comprometer centros respiratórios e cardíacos. Isso explica as múltiplas paradas cardiorrespiratórias no caso da atriz", explica Dr. Fabiano.


Existe prevenção?

Infelizmente, a maioria dos tumores cerebrais em crianças não pode ser prevenida, justamente porque nascem de mutações espontâneas. O que pode — e deve — ser feito é detecção precoce. Isso depende da escuta atenta dos pais, professores e profissionais de saúde.

“Ao menor sinal de sintomas persistentes que afetam o comportamento, o sono ou a consciência da criança, exames de imagem como a ressonância magnética devem ser considerados. O custo é alto, sim. Mas o custo de ignorar pode ser irreparável.”


Finaliza Dr. Fabiano:

“Millena merece ser lembrada não só como uma atriz talentosa, mas como um alerta silencioso para todos nós. É preciso desmistificar o câncer infantil e informar com base científica. Isso salva vidas.”


Endometriose: saiba como a cannabis medicinal pode ajudar no tratamento

Associação Santa Cannabis explica que os remédios à base da planta já são capazes de conseguir aliviar as fortes dores provocadas pela doença

 

A saúde da mulher tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões médicas e sociais, impulsionada pelo avanço da ciência e pelas novas possibilidades terapêuticas para doenças antes tratadas de forma limitada e sem alívio dos sintomas. Entre essas alternativas, a cannabis medicinal tem se destacado como uma opção promissora, especialmente no alívio de sintomas da endometriose, condição crônica que afeta milhões de mulheres no Brasil e no mundo.

A endometriose é caracterizada pelo crescimento do endométrio (tecido que reveste o útero) fora da cavidade uterina, atingindo órgãos como intestino, ovários e bexiga. Esse deslocamento provoca inflamações, sangramentos internos e dores intensas, especialmente no período menstrual. Embora a cólica seja o sintoma mais comum, a doença também pode causar infertilidade, dor durante as relações sexuais, fadiga crônica e alterações intestinais ou urinárias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 7 milhões de brasileiras vivem com a doença, e o número chega a 176 milhões de mulheres no mundo. Embora o tratamento tradicional envolva o uso de anticoncepcionais, analgésicos e, em casos mais graves, cirurgia, muitos pacientes têm buscado terapias alternativas que ofereçam alívio com menos efeitos colaterais. É nesse contexto que a cannabis medicinal tem ganhado espaço.

De acordo com Gabriela Kreffta, responsável técnica da Santa Cannabis - associação sem fins lucrativos dedicada ao estudo e à distribuição legal de produtos à base de CBD e THC -, há evidências crescentes de que os canabinoides podem auxiliar no controle da dor e da inflamação associadas à endometriose. “O canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabinol (THC) possuem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias que ajudam a reduzir o desconforto causado pela doença. Isso permite que as crises sejam menos intensas e mais breves”, explica.

Um estudo publicado na Frontiers in Pain Research (2023) demonstrou os efeitos modificadores do Δ9-tetrahidrocanabinol (THC) na dor associada à endometriose, revelando que o THC não apenas alivia a dor, mas também reduz o crescimento das lesões endometriais, destacando sua ação analgésica e antiproliferativa. Complementando essas descobertas, a pesquisa publicada na Cell Chemical Biology (2019) mostrou que o canabidiol (CBD) atua nas mitocôndrias para regular os níveis de cálcio intracelular, o que contribui para a redução da inflamação e alívio da dor crônica associada à doença.

Além disso, uma pesquisa realizada na Journal of Obstetrics and Gynaecology Canada (2020) indicou que muitas mulheres com endometriose utilizam cannabis como estratégia de autogerenciamento, relatando alívio significativo da dor, melhora no sono e redução da ansiedade. Por fim, uma revisão publicada na International Journal of Molecular Sciences (2021) discutiu o papel do sistema endocanabinoide na fisiopatologia da endometriose, sugerindo que pode ser um alvo terapêutico promissor para tratamentos futuros.

As evidências sugerem que a cannabis medicinal representa uma alternativa promissora para o tratamento da endometriose, principalmente para mulheres que não respondem bem aos tratamentos convencionais. Mas apesar do potencial terapêutico, o uso da cannabis medicinal ainda exige cautela e acompanhamento especializado. “É fundamental que o tratamento seja prescrito por um médico com experiência no uso de canabinoides. A dosagem, a proporção entre CBD e THC e a forma de administração devem ser individualizadas para garantir segurança e eficácia”, ressalta Gabriela.

Com o aumento do número de mulheres diagnosticadas - estima-se que uma em cada dez brasileiras sofrem de endometriose -, o acesso a tratamentos mais humanizados e menos invasivos se torna uma urgência na saúde pública. A cannabis medicinal, nesse cenário, surge como uma alternativa válida e com respaldo científico, capaz de devolver qualidade de vida a milhares de pacientes.



Santa Cannabis


Caso Ana Hickmann: entenda como o TDAH pode impactar a fala de adultos com a condição

  

Ana Hickmann | Foto: Reprodução/Instagram / Contigo

A fonoaudióloga Juliana Gomes explica como o transtorno pode afetar a comunicação verbal e destaca a importância do acompanhamento especializado

Após receber um comentário de uma seguidora criticando sua dicção, a apresentadora Ana Hickmann respondeu publicamente e revelou que faz acompanhamento fonoaudiológico por causa do diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). “A minha dicção nem sempre é perfeita. E sabe por quê? Porque eu tenho TDAH, fui diagnosticada há poucos anos e desde então faço tratamento”, afirmou a apresentadora em publicação no Instagram. 

A repercussão do caso chamou atenção para um aspecto pouco discutido do TDAH em adultos: o impacto na fala e na organização da comunicação verbal. De acordo com a fonoaudióloga Juliana Gomes, especialista em linguagem e comunicação alternativa, o transtorno pode influenciar diretamente na clareza da fala, no ritmo e na articulação. 

“O TDAH não afeta apenas a atenção e o comportamento. Em muitos casos, ele também interfere na forma como o indivíduo se expressa verbalmente. A pessoa pode se atropelar ao falar, mudar de assunto bruscamente ou ter dificuldade de organizar os pensamentos em discurso”, explica Juliana. 

Apesar de mais comum o acompanhamento fonoaudiológico na infância, adultos com TDAH também podem se beneficiar significativamente do trabalho fonoaudiológico. “No consultório, trabalhamos com estratégias para melhorar a fluência, ajustar o ritmo da fala, aprimorar a articulação dos sons e, principalmente, ajudar o paciente a estruturar melhor o pensamento verbal. É um trabalho que contribui para a segurança na comunicação”, completa a fonoaudióloga. 

Ana Hickmann também reforçou a importância do tratamento: “Tenho acompanhamento, terapia, fono, psiquiatra e sigo todos os passos certinhos para poder levar minha vida normalmente. Hoje eu sei como administrar tudo isso”. 

Juliana destaca que o caso de Ana pode servir como exemplo para outras pessoas que enfrentam dificuldades semelhantes. “Quando uma figura pública fala abertamente sobre seu diagnóstico e tratamento, ela ajuda a quebrar o preconceito e mostra que buscar ajuda não é fraqueza — é autocuidado. Muitas pessoas acham que só crianças fazem fono, mas adultos, inclusive profissionais da comunicação, também precisam e se beneficiam desse suporte.”

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que pode persistir na vida adulta e se manifestar de diversas formas, afetando desde a atenção e a memória até a organização de tarefas e a comunicação. O diagnóstico e o tratamento adequados são fundamentais para garantir qualidade de vida e bem-estar aos pacientes.



Juliana Gomes - fonoaudióloga, especialista em comunicação alternativa e linguagem infantil, capacitada em transtornos de leitura e escrita. Atua há mais de 10 anos nos transtornos de linguagem oral, escrita e autismo. É fundadora e CEO da Clínica Life, localizada no município de Serra, no Espírito Santo.


Controle permanente garante vida normal ao paciente com asma

Pneumologista do Seconci-SP explica cuidados para a prevenção e o tratamento

 

Falta de ar ou dificuldades para respirar, chiado ou aperto no peito, e tosse. Esses sintomas, que podem se agravar à noite, são característicos da asma, uma doença inflamatória dos brônquios, cujo diagnóstico precisa ser confirmado por um médico e ter seu acompanhamento bem controlado.

As recomendações são da dra. Marice Ashidani, pneumologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião do Dia Mundial de Combate à Asma (6 de maio). Ela explica que a asma é uma das doenças crônicas mais comuns.

De acordo com a dra. Marice, a asma precisa estar bem controlada para possibilitar ao paciente o desempenho de uma vida normal. “Por isso, não basta tomar a medicação: é necessário realizar uma reavaliação periódica. Mesmo que a pessoa não tenha sintomas, deve retornar ao médico ao menos uma vez por ano”.

“Ter a asma controlada significa que o paciente consiga desempenhar suas atividades sem esforço, está sem crises e não necessita de medicação de resgate, a chamada bombinha. A necessidade da medicação de resgate segue a demanda do paciente e a periodicidade do seu uso é um indicativo da qualidade do controle da sua asma”, orienta a médica.

Dados da Gina (sigla em inglês para Iniciativa Global pela Asma) mostram que, das 339 milhões de pessoas com asma no mundo, das quais 2 milhões no Brasil, somente 12% têm a doença controlada.


Diferença com a bronquite

Apesar de os sintomas serem parecidos, a asma é diferente da bronquite. A causa da asma, doença inflamatório, não é totalmente conhecida, enquanto a bronquite é mais relacionada ao tabagismo, explica a dra. Marice.

Fatores genéticos, ambientais e comportamentais podem provocar a asma, tais como: exposição a pelos de animais, poeira domiciliar, mofo, ácaro, fumaça e poluição; mudança da temperatura ambiente; prática de exercícios físicos intensos, e estresse. O tabagismo também possibilita desencadear a doença, e a obesidade pode ser um fator de risco para maiores complicações.


Diagnóstico e controle

De acordo com a pneumologista, é muito importante consultar o médico para a realização de um diagnóstico correto, feito por raio X ou espirometria (exame que mede a quantidade de fluxo de ar que entra e sai dos pulmões) e iniciar o tratamento corretamente.

A doença não tem cura, mas pode ser controlada. “Usamos duas abordagens nos casos de crises: uma é a medicina de resgate e alívio, com uso da bombinha; a outra é o tratamento de prevenção, com o uso, por exemplo, de corticoides inalados.  Quando a doença está controlada, o paciente quase não apresenta sintoma. A necessidade da medicação de resgate e a sua periodicidade também serão definidas pelo médico”.

A pneumologista enfatiza que, para evitar o desencadeamento de novas crises, são muito importantes os cuidados com a higiene ambiental, evitando-se poeira, mofo, pelos de animais, prevenir o tabagismo e também cuidar da saúde mental.

“Às vezes a asma aparece na vida adulta, às vezes pode se agravar, e há quem entre em remissão. Por isso, é de extrema importância que o asmático tenha conhecimento da doença e saiba manusear os dispositivos de tratamento, tirando os fatores de risco do ambiente, além de seguir corretamente a parte medicamentosa. Dessa forma, ele conseguirá manter a patologia sob controle e ter um maior bem-estar no dia a dia”, enfatiza a médica.

O Seconci-SP conta com um corpo clinico responsável para indicar a melhor forma de tratar a enfermidade. E boa parte do tratamento também está disponível do SUS.

 

Saiba como a tecnologia pode aprimorar a rotina de idosos

Para além de auxiliar em tratamentos e na rotina médica, a tecnologia também pode trazer benefícios ao bem-estar da faixa etária


O acesso à internet entre os idosos brasileiros tem crescido significativamente nos últimos anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023, cerca de 66% das pessoas com 60 anos ou mais já utilizavam a internet. Esse aumento reflete uma transformação na forma como essa faixa etária se relaciona com o mundo digital. Mais do que um meio de comunicação, a tecnologia tem se tornado uma ferramenta essencial para a saúde, o lazer e a independência dos idosos, auxiliando desde o monitoramento de condições médicas até a interação social.

“O envelhecimento ativo é um dos pilares para garantir mais qualidade de vida, e a tecnologia tem sido uma grande aliada nesse processo. Se antes o uso de dispositivos digitais era visto como algo distante para os idosos, hoje a realidade é diferente”, explica Jéssica Ramalho, Diretora de Operações (COO) e cofundadora da Acuidar, rede de cuidadores especializados. Ela explica que ferramentas como aplicativos de saúde, redes sociais e assistentes virtuais proporcionam mais autonomia e segurança, permitindo que eles aproveitem melhor o dia a dia e se mantenham conectados ao mundo.

Para a especialista a tecnologia desempenha um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida dos idosos. “Ferramentas digitais oferecem mais praticidade e segurança no dia a dia, além de manterem os idosos mentalmente ativos e socialmente conectados. A tecnologia não substitui o cuidado humano, mas complementa e melhora a rotina, permitindo mais autonomia e bem-estar”, destaca.

A seguir, conheça algumas formas de como o universo digital pode transformar a rotina da terceira idade.

 

Aplicativos de saúde

Aplicativos voltados para a saúde são aliados essenciais dos idosos. Plataformas que auxiliam no controle de medicamentos, registram a pressão arterial e monitoram sinais vitais garantem mais autonomia e um acompanhamento médico mais preciso.

Vale ressaltar que a telemedicina se tornou uma alternativa prática e segura, permitindo consultas sem deslocamento, facilitando o acesso a especialistas e reduzindo o tempo de espera para atendimento.

 

Conexão com familiares

A tecnologia tem um papel fundamental na redução da solidão na terceira idade. Redes sociais, chamadas de vídeo e aplicativos de mensagens permitem que os idosos mantenham contato frequente com familiares e amigos, independentemente da distância.

"A interação social é essencial para o bem-estar emocional dos idosos. A tecnologia possibilita esse contato frequente, contribuindo para uma rotina mais alegre e conectada", destaca Jéssica. Essa conexão digital fortalece os laços afetivos e proporciona um senso de pertencimento, essencial para a saúde mental e emocional.

 

Mais segurança em casa

Dispositivos inteligentes oferecem mais segurança e praticidade no cotidiano dos idosos. Sensores de presença, iluminação automatizada e câmeras de segurança ajudam a prevenir acidentes e garantem um ambiente doméstico mais protegido.

Além disso, assistentes virtuais como Alexa e Google Assistant permitem controlar dispositivos por comando de voz, facilitando tarefas diárias, como fazer chamadas, definir lembretes e até acionar emergências.

 

Atividade física

A prática regular de exercícios físicos é essencial para o envelhecimento saudável, e o meio digital tem sido um grande aliado nesse processo. Aplicativos e vídeos interativos oferecem aulas de alongamento, ioga e exercícios de baixo impacto, adaptados às necessidades da terceira idade.

Junto a essas opções, smartwatches e pulseiras inteligentes monitoram a frequência cardíaca, os passos e a qualidade do sono, incentivando hábitos mais saudáveis e auxiliando no acompanhamento médico.

 

Aprendizado e estímulo mental

A inclusão digital não apenas conecta os idosos ao mundo moderno, mas também estimula suas habilidades cognitivas. Plataformas de aprendizado online oferecem cursos sobre diversos temas, incentivando o desenvolvimento de novas habilidades e o enriquecimento cultural. Jogos de raciocínio, como palavras-cruzadas, quebra-cabeças e aplicativos de memória, ajudam a fortalecer a concentração e prevenir o declínio cognitivo. 



a Acuidar
https://www.acuidarbr.com.br/

 

Posts mais acessados