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sábado, 8 de fevereiro de 2025

Depressão: como compreender, prevenir e buscar caminhos de esperança

 

pexels
É essencial desmistificar a depressão. Não é falta de força ou motivação, mas um quadro que pode impactar qualquer pessoa 

 

A depressão, uma das condições mais prevalentes e desafiadoras da atualidade, afeta mais de 280 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, cerca de 11,5% da população enfrentará episódios depressivos ao longo da vida, um número que ressalta a urgência de abordar o tema com seriedade. Conforme explica o psicoterapeuta Luti Christóforo, “a depressão não é uma fraqueza ou algo que se resolve com força de vontade. Trata-se de uma condição complexa que exige tratamento, compreensão e apoio.”


Fatores que desencadeiam a depressão

As causas da depressão variam de pessoa para pessoa, mas estão frequentemente relacionadas a traumas emocionais, predisposição genética, estresse crônico, solidão, baixa autoestima e dificuldades financeiras. Luti destaca que, apesar de muitas vezes negligenciados, fatores como desequilíbrios neuroquímicos também desempenham um papel crucial.

“É essencial desmistificar a depressão. Não é falta de força ou motivação, mas um quadro que pode impactar qualquer pessoa, independentemente da idade, classe social ou história de vida”, ressalta.


Prevenção e cuidados no dia a dia

Cuidar da saúde emocional é uma das formas mais eficazes de prevenir a depressão. Luti recomenda adotar hábitos que promovam equilíbrio:

Prática de exercícios físicos: Melhora a produção de endorfina e serotonina, substâncias que auxiliam no bem-estar.

Sono regular: Evita os efeitos do cansaço crônico, que agrava sintomas emocionais.

Conexões sociais: Estar próximo a pessoas queridas ajuda a reduzir o isolamento emocional.

Alimentação equilibrada: Nutrientes adequados são fundamentais para a saúde mental. Além disso, cultivar momentos de lazer e buscar atividades que proporcionem prazer pode ser decisivo na manutenção de uma boa saúde emocional.


Tratamento e busca por suporte

Quando a depressão se instala, o tratamento deve ser priorizado. A psicoterapia é amplamente reconhecida como uma das abordagens mais eficazes. “Mais do que a técnica utilizada, é o vínculo entre o paciente e o psicoterapeuta que promove a confiança necessária para ressignificar dores e encontrar caminhos”, explica Luti.

Além disso, o papel da espiritualidade, entendida como a conexão com algo maior – seja a natureza, o universo ou uma força divina – também pode ser valioso. “A espiritualidade não precisa estar atrelada à religião. Ela pode ajudar a trazer sentido, consolo e motivação para enfrentar os desafios da vida”, pontua.


Encontrando propósito e superando pensamentos suicidas

Outro ponto crucial destacado por Luti é a importância de encontrar um propósito. “Viver sem sentido intensifica o vazio existencial. Propósitos, que variam de pessoa para pessoa, ajudam a preencher esse espaço e a transformar nossa percepção da realidade.”

Pensamentos suicidas, por sua vez, devem ser encarados como um grito de dor, não um desejo genuíno de morrer. Segundo o Ministério da Saúde, a cada 45 minutos uma pessoa tira a própria vida no Brasil, mas essas mortes podem ser evitadas. “Oferecer apoio, escutar sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda profissional são atitudes que salvam vidas”, enfatiza o psicoterapeuta.


A superação é possível

Com acompanhamento adequado, suporte emocional e ações práticas, é possível superar a depressão e reconstruir uma vida pautada no crescimento pessoal e na gratidão. “A depressão não define quem somos. Ela é apenas uma parte da trajetória, que pode ser superada com esperança e cuidado”, conclui Luti Christóforo.

Se você ou alguém próximo enfrenta a depressão, não hesite em buscar ajuda. Há profissionais capacitados e uma rede de apoio pronta para acolher. Afinal, cada passo em direção ao cuidado é um passo em direção a uma vida mais leve e significativa.




Luti Christóforo - Psicólogo clínico com especialização em psicologia analítica.
WhatsApp: (41) 99809-8887
Instagram: @luti_psicologo
E-mail: lutipsicologo@gmail.com


Liberte-se da Carga Emocional e Viva com Mais Leveza

Vivemos carregando um fardo invisível: a necessidade de ter razão. Mas já parou para pensar no peso que isso nos impõe? Vou exemplificar com uma situação banal e que, acredito, pode acontecer com muitos de nós. Se um vizinho passa e não retribui o nosso "bom dia", rapidamente, alguns julgamentos surgem em nossa cabeça e prometemos não mais cumprimentá-lo. Afinal, nos sentimos no direito – por vezes, até de nunca mais olharmos nos olhos dele.

Mas eu te pergunto: e se ele estivesse simplesmente distraído, absorvido em seus próprios problemas? Nunca saberemos. Porém, a verdade é que a busca incessante por validação e justiça pessoal pode nos tornar prisioneiros de um ciclo desgastante. A situação do “bom dia” se repete em muitos outros contextos relacionais, onde se autodecreta a razão e, junto com ela, surge um saco pesado a se carregar, cheio de ressentimentos, dores e incompreensões.


O grande desejo humano é a leveza. No entanto, nas relações humanas, enquanto insistirmos em manter um controle pesado para provar que estamos certos, essa leveza se torna inalcançável. Como sair desse ciclo? É necessário um mergulho interno, uma viagem à nossa própria história para compreender onde e como aprendemos a desenvolver a rigidez da razão. Ninguém nasce sabendo tudo, mas crescemos ouvindo cobranças que nos fazem acreditar que o erro não é permitido. Isso nos aprisiona em um estado constante de cobrança e culpa.


A solução está no autoconhecimento. Enquanto vivermos para provar algo a alguém, estaremos aprisionados. Mas quando nos libertamos da necessidade de ser o melhor ou o maior, percebemos que já somos suficientes. O medo e a dúvida nos impedem de enxergar essa verdade, tornando a vida pesada e angustiante.


Dentro de cada adulto pode haver uma criança ferida que precisa de atenção, ela guarda as respostas que tanto buscamos. Quando a escutamos e a auxiliamos a crescer, encontramos o caminho para as mudanças e a verdadeira paz.

 

Heloísa Capelas - mentora de líderes, reconhecida como uma das mais brilhantes especialistas em Autoconhecimento e Inteligência Emocional do país. Autora dos best-sellers: "Inovação Emocional", "Perdão, a revolução que falta" e o "Mapa da Felicidade"; primeiro livro 100% dedicado ao tema no Brasil. Heloísa também é palestrante e empresária, realiza treinamentos para líderes, executivos e profissionais que buscam evolução na vida e carreira. É CEO do Centro Hoffman e está à frente do Processo Hoffman no Brasil – treinamento de autoconhecimento aplicado em 16 países com resultados cientificamente atestados e avalizados pela Universidade Harvard como uma das metodologias mundiais mais eficazes para mudanças de paradigmas: https://heloisacapelas.com.br e https://centrohoffman.com.br

 

Adolescentes grávidas estão mais vulneráveis à depressão e ansiedade; veja 5 formas de acolher

 

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Na Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, psicóloga perinatal alerta para os riscos à saúde mental e reforça a importância do acolhimento

 

A gravidez na adolescência não é apenas uma questão de planejamento familiar, mas também de saúde mental. De acordo com a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, autora de centenas de estudos científicos e fundadora do Instituto MaterOnline, a prevalência de gestações não planejadas em mulheres com menos de 20 anos é alta e varia entre 15% e 20%. Isso acontece porque a adolescência, por si só, já é uma fase de intensas mudanças emocionais e, quando combinada com os desafios da gestação e da maternidade, pode aumentar os riscos de sofrimento psíquico.

 

“Gestantes adolescentes são um grupo de risco para a saúde mental. A fase da adolescência já é um período potencial de risco para ansiedade e depressão, e o período perinatal também é um período de risco. Imagine então quando esses dois períodos de risco se encontram", alerta Rafaela. 

 

A Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, realizada anualmente na primeira semana de fevereiro, busca ampliar o debate sobre o tema e garantir que adolescentes tenham acesso à informação e suporte adequado.

 

"Precisamos abordar essa temática, levando informações e orientações não somente aos adolescentes, mas também aos pais, professores e profissionais da saúde. Sem o apoio desses, o trabalho pode ser ineficaz". Ela também destaca que muitas gestações na adolescência não ocorrem apenas por falta de informação, mas por fatores sociais, religiosos e culturais, que impactam a segurança das relações sexuais desses jovens.


 

"Achei que não teria apoio"

 

O medo do julgamento e a insegurança sobre o futuro foram os primeiros sentimentos que surgiram quando Nicole Gomes, aos 16 anos, descobriu que estava grávida. Como muitas adolescentes na mesma situação, ela não sabia como contar para a família e temia enfrentar tudo sozinha.

“Fiquei em choque e pensei que não conseguiria dar conta. As pessoas sempre falam que uma gravidez na adolescência muda tudo, e eu tinha medo de não ter apoio”, conta.

 

A reação da família foi diferente do que ela imaginava. “Minha mãe ficou receosa no começo, mas me ajudou. Meu pai disse que já desconfiava e minha irmã ficou dividida entre a preocupação e a felicidade. Mas o mais difícil foi perceber que, dos muitos amigos que eu tinha, apenas uma realmente esteve ao meu lado”, relembra.

 

Com o passar dos meses, os desafios aumentaram. O pai do bebê se afastou, e Nicole precisou aprender a lidar com a nova rotina sem o suporte dele. "Eu queria que ele estivesse presente, mas isso não aconteceu. Além disso, as pessoas comentavam e me olhavam diferente, e isso machuca. O começo foi o mais difícil, porque eu não sabia como cuidar do meu filho. Aprendi aos poucos, mas foi um processo", diz.

 

Os impactos também atingiram seus estudos e a vida profissional. “Parei de estudar no começo porque tinha medo do que as pessoas falariam. Depois que meu filho nasceu, voltei aos estudos e tive que buscar empregos que me permitissem estar com ele. Meu maior receio sempre foi perder momentos importantes da infância dele”, afirma.

 

Hoje, com quase 20 anos e com mais maturidade, Nicole explica que a “maternidade não é fácil, principalmente no começo. É normal sentir medo e insegurança, mas aos poucos tudo melhora. Com apoio e paciência, a gente aprende e segue”.


 

Mais acolhimento, menos cobrança

 

Além das pressões emocionais e culturais, as adolescentes grávidas enfrentam barreiras sociais que tornam o período ainda mais desafiador. “A sociedade costuma responsabilizar apenas a jovem pela gravidez e ignora o papel do parceiro. Isso agrava a pressão e aumenta o risco de isolamento e abandono emocional”, alerta a psicóloga.

 

Para Rafaela, o acolhimento não deve ser apenas para a mãe, mas para toda a rede de apoio envolvida, incluindo os próprios adolescentes que desejam assumir a paternidade, mas enfrentam essas barreiras sociais e familiares.

 

“Acolher essas jovens com empatia e respeito é o primeiro passo para transformar o futuro delas e dos bebês. Com suporte adequado e um olhar empático sobre as barreiras culturais e sociais, é possível enfrentar os desafios da gestação precoce de forma mais segura”, conclui.

 

Ainda segundo a psicóloga, a prevenção da gravidez na adolescência vai além do acesso a anticoncepcionais. É necessário criar um ambiente seguro para que os adolescentes tomem decisões com mais consciência e desenvolvam relações saudáveis. 

 

Veja 5 formas de acolher:

 

1. Evite julgamentos

Frases como “você estragou sua vida” aumentam o isolamento da adolescente. Acolher sem críticas é essencial para que ela se sinta segura e tenha o suporte necessário para enfrentar a gestação.

 

2. Incentive o início do pré-natal

Muitas jovens escondem a gravidez por medo ou vergonha, o que pode atrasar o início do pré-natal e aumentar os riscos de complicações. Oferecer apoio emocional é essencial para que busquem atendimento médico o quanto antes.

 

3. Fique atento a sinais de depressão

Rejeição ao bebê, tristeza persistente ou falta de motivação podem ser sinais de depressão. Nem toda rejeição ao bebê está ligada a transtornos mentais, mas uma avaliação psicológica é fundamental para entender o contexto e oferecer suporte adequado.

 

4. Apoie a continuidade dos estudos

O abandono escolar é uma das consequências mais comuns da gravidez precoce, comprometendo o futuro da jovem e do bebê. Com apoio familiar e uma rede de apoio, é possível reorganizar a rotina para que ela conclua os estudos.

 

5. Oriente sobre os direitos disponíveis

Muitas adolescentes desconhecem que têm acesso a serviços como pré-natal gratuito pelo SUS e, em casos previstos em lei, ao aborto legal. Informar sobre esses direitos pode salvar vidas e oferecer mais segurança durante a gravidez.


Síndrome do domingo à noite: O que a tristeza de fim de semana diz sobre a saúde emocional


Quando o fim de semana chega ao fim e surge uma sensação incômoda de tristeza, ansiedade e angústia pode ser a "Síndrome do Domingo à Noite", essa melancolia pode revelar sinais importantes do bem-estar emocional. Segundo a psicóloga Tatiane Mosso, essa sensação está frequentemente associada à transição entre o descanso do fim de semana e as obrigações da semana seguinte. "O domingo à noite pode despertar um sentimento de frustração por não ter aproveitado o fim de semana ou por lembrar das responsabilidades que aguardam na segunda-feira", explica. 

A relação entre a síndrome e a insatisfação com a rotina também é um fator determinante. "Quando o trabalho ou os compromissos da semana não são prazerosos, a ideia de voltar à rotina se torna um peso emocional. Isso pode indicar um desequilíbrio entre vida pessoal e profissional ou até mesmo um alerta de que algo precisa mudar", afirma Tatiane. 

Por isso, é tão essencial sempre planejar algo prazeroso para o início da semana, como um encontro com amigos ou um momento de lazer e equilibrar isso com um tempo para relaxar e fazer atividades que tragam bem-estar. “Mas, se a sensação de angústia for constante e se repetir semanalmente, é importante reavaliar a relação com o trabalho e buscar mudanças que tragam mais satisfação já que a Síndrome do Domingo à Noite pode ser um incômodo temporário, mas também pode ser um sinal de alerta para mudanças necessárias na rotina”, diz a especialista que ainda afirma que se essa tristeza for recorrente e impactar a qualidade de vida, vale considerar um acompanhamento psicológico para entender melhor as causas e encontrar formas saudáveis de lidar com ela", finaliza Tatiane Mosso.

 



Tatiane Mosso - Psicóloga com aprimoramento clínico em Fenomenologia-Existencial pela PUC-SP e especialização em psicologia clínica na perspectiva Fenomenológico-Existencial pelo Instituto de Psicologia Fenomenológico-Existencial do Rio de Janeiro – IFEN.
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A importância da socialização e da generosidade na infância

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Especialista em educação conta que aprender a se relacionar e a cultivar a generosidade desde cedo faz toda a diferença no desenvolvimento das crianças

 

A volta às aulas marca um período de novidades e descobertas para as crianças. Novos professores, desafios e, muitas vezes, novos colegas. Para algumas, essa transição é natural e empolgante. Para outras, pode ser um momento de insegurança e timidez. Independentemente do perfil, um aspecto fundamental para esse período de adaptação é a socialização.

 

Aprender a se relacionar desde cedo é essencial para o desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças. A socialização vai além de fazer novos amigos, é um processo que envolve empatia, comunicação, trabalho em equipe e respeito às diferenças. Quando a criança aprende a compartilhar, a ouvir o outro e a construir laços saudáveis, ela desenvolve habilidades que serão valiosas por toda a vida.

 

A generosidade também desempenha um papel importante nesse processo. Pequenos gestos, como emprestar um lápis, dividir um lanche ou ajudar um colega com uma dúvida, ensinam sobre colaboração e fortalecem a autoestima. Uma criança generosa se torna um adulto mais solidário, preparado para viver em sociedade e contribuir positivamente para o mundo ao seu redor.

 

Segundo Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, estimular essas habilidades na infância ajuda a construir adultos mais confiantes e preparados para desafios: "A socialização é um processo de aprendizado contínuo. Quando a criança se sente segura e confiante, ela interage melhor, se expressa com mais naturalidade e aprende a lidar com diferentes situações de forma positiva”, conta.

 

A especialista conta que para ajudar os pequenos a se sentirem mais confortáveis e seguros nesse momento de adaptação, algumas estratégias podem ser aplicadas no dia a dia:

 

1.      Incentivar conversas – Perguntar sobre o dia na escola, estimular a criança a falar sobre seus colegas e professores e demonstrar interesse por suas interações contribui para o desenvolvimento da comunicação e da confiança.

2.      Estimular brincadeiras em grupo – Jogos e atividades coletivas são oportunidades valiosas para que as crianças desenvolvam habilidades sociais de forma natural e divertida.

3.      Ser um exemplo – As crianças aprendem pelo exemplo. Demonstrar empatia e gentileza nas próprias interações ajuda a orientá-las para atitudes mais respeitosas e colaborativas no convívio social.

 

Além disso, um ambiente que estimula a autonomia e o desenvolvimento contínuo do aprendizado contribui para a confiança das crianças em suas interações sociais. No Kumon, os alunos aprendem no próprio ritmo e conquistam uma base sólida de conhecimento, o que fortalece sua autoconfiança e os incentiva a se expressar com mais segurança. Quando uma criança se sente confiante, ela tem mais facilidade para interagir, trocar experiências e crescer junto com os colegas.

 

“A volta às aulas é um excelente momento para incentivar os pequenos a serem generosos, a se comunicarem e a se abrirem para novas amizades. Construir laços, aprender com as diferenças e desenvolver empatia são aprendizados que, assim como o conhecimento, nos acompanham para a vida inteira”, finaliza Mariana.

 

O método Kumon desenvolve habilidades essenciais que beneficiam tanto a rotina escolar quanto a vida pessoal. Com um material exclusivo e gradativo, os alunos progridem de forma independente, aprendendo a resolver novos exercícios por meio de exemplos claros que os ajudam a compreender o conteúdo sozinhos.

 

Além de estimular a autonomia, o método também fortalece a concentração, a capacidade de síntese, o raciocínio lógico, o hábito de estudo, a responsabilidade, a independência e a autoconfiança, preparando o aluno para enfrentar desafios acadêmicos e pessoais com segurança.

 

Para mais informações acesse o site kumon.com.br


Quando o espelho se torna um forte aliado do distúrbio de imagem corporal


Entenda quando o hábito de se olhar, a cada segundo, no espelho, se torna um tipo de distúrbio. Com certeza, você conhece alguém que tem o espelho como melhor amigo e fica a todo momento, dando aquela conferida na imagem pessoal.

 

Confere peso, altura, cabelo, medidas, tom de pele, vestuário, tudo... só que várias vezes ao dia. Não pode passar perto de um espelho que perde a concentração em outras atividades e a visualização da imagem passa a ser a ação mais importante do seu cotidiano. Chamamos essa verificação constante de “Body Checking” (verificação corporal) ou de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC).

 

Um termo em inglês que classifica a necessidade constante, de avaliação da imagem pessoal. Esse tipo de comportamento torna-se disfuncional quando existe a intensidade exagerada da verificação. O distúrbio psíquico se configura, exatamente pelo excesso que pode levar a algum tipo de desconforto ou angústia.

 

Normalmente, atinge pessoas com autoestima baixa, portadores de distúrbios alimentares como a bulimia ou anorexia e também pessoas extremamente preocupadas com a aparência e que se afetam, profundamente, com os julgamentos alheios, levando-as a uma eterna obsessão com a aparência e o peso.

 

O desequilíbrio está na frequência e na compulsão do hábito de se olhar no espelho. O que pode apontar sinais claros de insatisfação corporal ou adoecimento emocional. As mulheres são as mais afetadas por este distúrbio, por conta da insana cobrança gerada pela ditadura do corpo perfeito, disseminada por uma sociedade que vende a ideia ilusória de que pessoas felizes são aquelas que correspondem às exigências estéticas do suposto padrão de beleza das celebridades.

 

Além disso, existe uma distorção de definição da imagem saudável, que prega a ideia de que, só é saudável quem cuida de forma excessiva do corpo e da aparência, enquanto aquele que não perde horas em frente ao espelho, que não se cuida (esteticamente falando), revela uma personalidade problemática que necessita de cuidados pessoais e que, portanto, não inspira uma aparência salutar.

 

Os sintomas possíveis desse distúrbio, são: a verificação constante do tamanho da barriga, de pernas, braços e diversas partes do corpo em frente ao espelho; isolamento social; pensamentos obsessivos com a alimentação e a aparência; fotos em frente ao espelho a todo momento (mas nunca está satisfeito com nenhuma foto); procrastinação de tarefas rotineiras; medo; ansiedade; insatisfação; frustração; repulsa por distorções corporais; necessidade de se comparar ao outro; irritabilidade quando a imagem visualizada não está dentro do idealizado.

 

Portanto, a verificação corporal excessiva ou Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é um tipo de comportamento obsessivo centrado no corpo que motiva a distorção da imagem real do indivíduo, não sendo nada saudável para a saúde mental.

 

Buscar terapia para entender os gatilhos, elevar a autoestima e o amor próprio, é fundamental para modificar o comportamento e ressignificar as emoções. Assim, o espelho deixa de ser um forte aliado da neurose e passa a ser possível investigar os motivos que geram o excesso que desencadeia o distúrbio.

 

O respeito aos próprios limites, o reconhecimento às qualidades e a potencialização do autocuidado amparado pelo equilíbrio mental e comportamental, são detalhes importantes no processo de cura e na extinção desse desequilíbrio instalado pelo desejo de perfeição da imagem.      

 


Dra. Andrea Ladislau - Psicanalista

 

Ficar 4 horas por dia pendurado ao celular traz riscos à saúde? Perguntamos ao ChatGPT

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A inteligência artificial não recomenda, e lista problemas físicos e mentais decorrentes da prática. As respostas da IA foram analisadas por um psicólogo

 

Passamos boa parte do dia com os olhos fixos no celular, carregando o aparelho para onde quer que vamos e raramente nos desconectamos da tecnologia. Mas quais são os riscos que esse hábito pode trazer para a nossa saúde? Para entender melhor, perguntamos ao ChatGPT (inteligência artificial) e a um especialista humano: o que acontece se eu passar 4 horas por dia ao celular durante 20 anos?

O ChatGPT respondeu que essa rotina pode gerar sérias consequências para a saúde física e mental. A inteligência artificial (IA) destacou quatro tópicos, explicando os possíveis riscos acumulados ao longo desse período.

O primeiro tópico que a IA trouxe trata da “saúde física e mental”, no qual aponta que o uso excessivo de redes sociais ou a exposição constante a informações negativas podem aumentar os níveis de estresse e ansiedade. O hábito de ficar verificando redes sociais frequentemente também pode levar à sensação de inadequação ou "Fomo" (medo de estar perdendo algo). No aspecto físico, o uso prolongado do celular pode causar problemas como dores no pescoço e nas costas devido à má postura, além de fadiga ocular causada pela exposição constante à luz das telas.

O segundo tópico levantado pela IA foi “aspectos sociais”, que explica que o tempo gasto ao celular acaba substituindo a interação face a face com amigos, familiares e colegas, e pode causar um impacto negativo nas habilidades sociais e na qualidade dos relacionamentos pessoais. A interação constante com dispositivos pode criar uma sensação de isolamento ou solidão.

No terceiro tópico, “mudanças cognitivas”, o ChatGPT mostra que pode haver alteração da capacidade de atenção com o uso constante de celular, especialmente ao navegar em redes sociais e consumir conteúdos curtos, o que pode afetar a capacidade de focar por longos períodos em tarefas mais complexas, já que o cérebro se acostuma com a gratificação instantânea. Também pode afetar a memória, especialmente a de longo prazo. Isso ocorre porque muitas vezes as informações são armazenadas rapidamente em aplicativos de pesquisa ou em redes sociais em vez de serem processadas mentalmente de maneira mais significativa.

Já no último tópico listado, “impactos a longo prazo”, a IA aponta que os problemas para a saúde mental e física, para quem passa 4 horas por dia ao celular durante 20 anos, podem ser significativos. A saúde mental pode se deteriorar com o estresse crônico e a ansiedade, enquanto os problemas físicos, como dores crônicas e distúrbios do sono, podem se tornar mais pronunciados. Como resultado, uma pessoa que se submete a altos níveis de distração e multitarefa pode ter dificuldade em se concentrar por longos períodos, o que afeta a produtividade no trabalho ou nos estudos, assim como a capacidade de ser criativo.


SUGESTÕES DA IA

Além dos riscos, a IA trouxe quatro soluções para resolver os problemas:

Pausas regulares: Fazer pausas para descansar os olhos (a cada 20 minutos de uso) e alongar o corpo pode ajudar a prevenir problemas posturais e oculares.

Limitar o tempo nas redes sociais: Defina limites de tempo para o uso de redes sociais e aplicativos para evitar o efeito vicioso de ficar verificando constantemente as notificações.

Práticas de atenção plena e desconexão: Reserve momentos para desconectar do celular, como antes de dormir ou durante interações com outras pessoas, para fortalecer os relacionamentos pessoais e melhorar o bem-estar mental.

Exercício físico: A prática regular de atividades físicas pode ajudar a reduzir os efeitos negativos da vida sedentária e melhorar o humor e o foco.

 

O QUE DIZ O ESPECIALISTA (HUMANO)

Para saber se a IA está correta em seus diagnósticos, o Diário do Comércio entrevistou o psicólogo Johnatan Lordão. Confira:

 

DC – Os riscos para a saúde apresentados pelo ChatGPT podem realmente se acumular ao longo de 20 anos, ao usar o celular todos os dias durante 4 horas?

Johnatan Lordão: Sim, ‘tudo demais, é muito’. Os possíveis riscos psicológicos aos quais uma pessoa está exposta dependem da forma como o celular é usado. Se o uso for excessivo e sem autorregulação, podem surgir diversos problemas, tanto físicos quanto emocionais. Podendo inclusive indicar uma busca da pessoa por conexão e pertencimento, que precisa ser suprida de formas mais saudáveis, como cultivando relacionamentos reais e atividades significativas.

Problemas como tensão muscular, dores nas costas e fadiga ocular são relatados frequentemente. Estresse crônico e ansiedade também podem se desenvolver devido à exposição constante a notícias negativas e à pressão social das redes. Além da redução na capacidade de concentração e memória e impactos nas relações interpessoais devido ao isolamento.

 

Que sinais uma pessoa deve observar para identificar se o uso do celular está afetando negativamente sua vida social?

Os sinais de impacto negativo podem incluir: isolamento social e redução do interesse por interações presenciais; diminuição da qualidade das conversas devido à distração constante; sentimento de solidão mesmo em ambientes sociais; e sensação de vazio existencial.

Entre outras coisas, em um contexto de uso disfuncional, vamos observar o celular como ferramenta de ‘fuga’ para evitar emoções negativas ou buscar aprovação constante.

O uso constante pode prejudicar a memória e a atenção devido à gratificação instantânea e à sobrecarga de informações. O cérebro pode se acostumar a estímulos rápidos, reduzindo a capacidade de concentração.

 

Na sua visão de psicólogo, a IA está correta?

Sim! Penso que a análise está coerente. A tecnologia, como qualquer ferramenta, traz benefícios e riscos. O celular, como um objeto simbólico, pode representar conexão ou alienação. A regulação consciente é fundamental para evitar dependência e perda de equilíbrio na vida cotidiana.

 

Pausas regulares, limite de tempo nas redes sociais, atenção plena e exercício físico foram apontados pela IA como soluções para o problema da dependência do celular. Essas práticas podem ajudar?

Sim! São práticas baseadas em pesquisas e amplamente recomendadas por profissionais de saúde mental. A regulação consciente do uso de dispositivos, por exemplo, contribui para uma vida mais equilibrada e saudável.

Como psicoterapeuta, recomendo dar mais atenção ao convívio presencial e buscar experiências significativas, em especial de contato com a natureza. O ideal é pensar numa balança que deve estar equilibrada. Se você dedica 4 horas diárias ao uso do celular, então você deve dedicar 4 horas diárias às atividades de lazer em contato com a natureza, exercícios físicos, leitura (livro físico) e interação presencial de qualidade com familiares e amigos.

Acredito que para uma vida saudável devemos considerar a métrica de equilíbrio entre mente e corpo. Esse equilíbrio é um conceito que remonta à filosofia grega antiga, especialmente à visão de Platão, que defendia a harmonia entre as capacidades intelectuais e físicas para uma vida plena.

O uso do celular estimula a mente através do acesso à informação, aprendizado e interação. No entanto, para manter um uso saudável, é essencial equilibrá-lo com atividades físicas e de lazer, que fortalecem o corpo e promovem a saúde mental. Exercícios físicos liberam substâncias químicas produzidas pelo sistema nervoso que regulam o humor e reduzem o estresse, enquanto momentos de desconexão ajudam a restaurar a atenção e a criatividade. Assim, mente e corpo precisam trabalhar em sintonia para garantir uma vida saudável.

As medidas preventivas eficazes incluem: estabelecer limites de uso diário; praticar desconexão intencional (especialmente antes de dormir); promover atividades presenciais com familiares e amigos; e praticar atividades físicas e hobbies que promovam relaxamento e bem-estar.

 

Além dessas medidas preventivas, quais outras práticas podem ajudar na saúde mental?

A terapia individual ou em grupo ajuda a identificar padrões disfuncionais e promover mudanças. Além disso, desenvolva hobbies e interesses reais, o que incentiva a desconexão e o engajamento no mundo físico. E reduza a dependência digital, aprendendo a usar a tecnologia de forma saudável, equilibrada e positiva.



Cesar Bruneli
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/ficar-4-horas-por-dia-pendurado-ao-celular-traz-riscos-a-saude-perguntamos-ao-chatgpt


Quais os sinais do vício de crianças em aparelhos eletrônicos?

Pesquisa TIC Kids Online Brasil 2023, aponta que 25 milhões de jovens entre 9 e 17 anos usam a internet

 

Os impactos da tecnologia na saúde mental das crianças têm se tornado cada vez mais relevantes. Recentemente, o presidente Lula sancionou a Lei 15.100/25 que proíbe o uso de celulares em escolas desde a educação infantil até o ensino médio, tanto na rede pública como na particular. Com isso, para além da proibição em escolas, é importante compreender que o cuidado para com a saúde mental das crianças e adolescentes precisa estar presente dentro de casa também. 

De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, cerca de 25 milhões de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos eram usuários de internet em 2023 no país. Na relação entre jovens e internet, há o uso de redes sociais e com isso, os feeds infinitos causam um impacto considerável na saúde desse público. 

“Os feeds infinitos são projetados para estimular a hiperconectividade e, no caso de jovens, portanto, devemos observar se a relação com o meio virtual dilui a experiência de privacidade e solitude, necessárias na formação da identidade. Então, quando a busca do adolescente por se conhecer e ser reconhecido se resume a postar e compartilhar, a dependência do mundo digital não é a raiz do problema e sim um sintoma de uma busca emocional para pertencer”, explica Marcos Torati, psicólogo e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP.

Segundo o especialista, a ausência de pausas nos feeds infinitos pode reforçar a tendência à instantaneidade, dificultando o manejo da capacidade de espera, o que se conecta com o conceito de FOMO (“Fear of Missing Out”), o medo de não conseguir acompanhar as atualizações dos eventos. Além disso, o excesso de estímulos e conteúdos apresentados em alta velocidade pode banalizar as experiências, reduzindo a capacidade de atenção e a qualidade do tempo na plataforma.

"Redes sociais assim combinam conteúdos personalizados, autoplay e recompensas imprevisíveis para manter a atenção dos usuários. A combinação de repetição automática e busca obsessiva pode provocar no indivíduo um estado alterado de consciência, comparável à hipnose, pois o foco intenso, aliado ao relaxamento psicológico, favorece a alienação do mundo exterior. Essa desconexão resulta em procrastinação e perda de noção corporal e do tempo social", comenta ele.


Como pais e responsáveis podem saber se há algo errado com os filhos?

É preciso estar atento ao comportamento dos jovens e buscar orientá-los sobre os riscos do uso excessivo de redes sociais e das interações com desconhecidos. Mas, para que a proibição e o diálogo sejam significados como expressões de cuidado, os pais devem avaliar se eles próprios são presentes e se representam figuras de confiança.

"Os pais devem observar se o uso das redes agravou ou produziu mudanças nos padrões comportamentais dos filhos, como novos vocabulários, respostas agressivas diante das frustrações, perturbações na concentração ou hiperfoco, distúrbios no processo de aprendizagem, procrastinação, obesidade, insônia; tendinites, dores posturais, isolamento social, etc. Por vezes, a intoxicação eletrônica apresenta sintomas semelhantes aos do Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que pode levar pais e profissionais a erros de diagnóstico e prejudicar o tratamento apropriado.", exemplifica Torati.

O psicólogo ainda aponta que as crianças se sentem seguras emocionalmente com a previsibilidade e estabilidade do ambiente, por isso a rotina é algo importante, como vemos no ato de assistir o mesmo programa, ouvir as mesmas músicas e realizar as mesmas brincadeiras.  No mais, é preciso avaliar se a hiperestimulação inerente ao mundo digital produz desconexões em relação ao prazer de brincar, de interagir com as pessoas físicas e de existir no mundo real.

Segundo ele, desse modo, quando ele encontra um aparelho eletrônico que repete infinitamente o que ela deseja, a criança pode entrar em estado anestesiamento mental por alguns períodos, o que a longo prazo traz prejuízos.

"Quando toda essa hiperestimulação se torna habitual no contexto da criança e do adolescente eles se distanciam de três experiências importantes no processo de desenvolvimento: o contato com a sensação de vazio, o tédio e surgimento do ócio criativo. Pois, é na ausência do outro e dos estímulos externos que a criança e o jovem podem descobrir a importância da capacidade de estar só e o valor da solitude, explorando a capacidade de se entreter consigo e com a companhia dos próprios pensamentos", reforça ele.

A hiperconectividade não deve ser encarada como uma característica exclusiva da juventude moderna, mas também um sintoma contemporâneo que pode denunciar como as famílias modernas adotaram os aparelhos eletrônicos como um novo membro familiar, um elemento forjado para aliviar tensões e substituir as funções dos cuidados parentais. De acordo com Torati, as “chupetas” eletrônicas ou digitais podem servir tanto para os filhos quanto para os pais.

"Ao evidenciarmos as figuras parentais como possíveis agentes dos vícios infantis, certos detalhes aparecem. Por exemplo, um smartphone pode ser entregue nas mãos de uma criança pela dificuldade dos pais em lidar com choros e frustrações. Em outros casos, esses pais têm medo de dizer ‘não’, enquanto em alguns lares, é construído um pacto inconsciente em torno do gozo, de modo que os pais não pensam em proibir o acesso dos dispositivos porque eles próprios são vítimas das intoxicações eletrônicas e não desejam perder e nem exigir esse direito", finaliza o psicólogo.

  



Marcos Torati - Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, com especialização em psicanálise (abordagem winnicottiana) e psicoterapia focal. É supervisor de atendimento clínico e professor e coordenador de cursos de pós-graduação em Psicologia e Psicanálise.

Segurança Psicológica: mais que passos, uma estratégia para o sucesso no trabalho

Nos últimos anos, a segurança psicológica emergiu como um pilar essencial para ambientes de trabalho saudáveis, inovadores e produtivos. Entretanto, recentes debates têm questionado a forma como o tema é abordado, especialmente no uso de teorias e modelos que muitas vezes carecem de fundamentação científica sólida, levantando a necessidade de práticas mais rigorosas e embasadas. 

A segurança psicológica é amplamente reconhecida como essencial no ambiente de trabalho. Pesquisas, como a realizada pela Gallup, mostram que colaboradores que se sentem psicologicamente seguros têm 27% mais chances de estar engajados em suas funções, destacando o impacto direto desse fator no desempenho e no bem-estar organizacional. 

Em meio a essas discussões, pontos têm sido questionados sobre as propostas no campo da segurança psicológica. Enquanto a doutora Amy Edmondson, professora da Harvard Business School, desenvolveu uma base teórica amplamente validada, definindo segurança psicológica como a crença de que o ambiente de trabalho é seguro para tomar riscos interpessoais, outras abordagens, como a teoria dos Quatro Estágios da Segurança Psicológica, de Timothy R. Clark, têm enfrentado críticas por não contarem com evidências empíricas consistentes. 

Tom Geraghty, especialista em segurança psicológica, reconhece a utilidade do modelo dos Quatro Estágios de Timothy R. Clark como ponto de partida, mas alerta contra sua aplicação como uma estrutura rígida e linear. Ele enfatiza que a segurança psicológica é um fenômeno complexo e dinâmico, que não segue padrões fixos. Essa crítica ganha relevância no Brasil, onde o crescimento do tema tem impulsionado práticas e modelos que muitas vezes desconsideram a profundidade e a pluralidade do conceito. 

Para atender à demanda de organizações por soluções rápidas ou selos de reconhecimento, diversos modelos estão surgindo no Brasil, frequentemente ignorando a complexidade do tema e seu fundamento central. Essas abordagens simplificadas oferecem ferramentas de medição que, apesar de atrativas no curto prazo, carecem de consistência e eficácia a longo prazo. 

Ainda neste campo, Timothy R. Clark questiona se é "caro ser você mesmo", destacando 12 situações que comprometem o bem-estar no trabalho, como exclusão social e punição por erros honestos. Embora suas ideias provoquem reflexões importantes, a falta de validação científica do modelo dos Quatro Estágios levanta preocupações sobre a eficácia dessas abordagens, que podem não resolver problemas estruturais e, em vez disso, mascará-los. 

À medida que a segurança psicológica se torna crucial para as organizações, é fundamental que líderes adotem soluções baseadas em ciência e práticas comprovadas. Modelos sólidos, que envolvem respeito e confiança, são essenciais para promover inovação, aprendizado e crescimento dentro das equipes. Empresas que desejam se manter competitivas devem investir em times psicologicamente seguros, entendendo que a segurança psicológica é o meio para alcançar o sucesso sustentável, e não um fim em si mesma. 

Estudos indicam que equipes com segurança psicológica têm melhor desempenho, impulsionam inovações e aprendizados contínuos, sendo essenciais para a competitividade das empresas. Em vista disso, o Instituto Internacional em Segurança Psicológica (IISP) é pioneiro no Brasil ao oferecer a única certificação internacional para equipes focadas em segurança psicológica. 

 

Patricia Ansarah - Precursora do conceito de segurança psicológica no Brasil, a psicóloga organizacional Patricia Ansarah - com mais de 20 anos atuando em RH e como executiva de grandes empresas - criou o instituto para endossar o pioneirismo e dar visibilidade ao tema no Brasil e levar soluções integradas por meio da segurança psicológica para o desenvolvimento de times e organizações.

 

Ansiedade, dificuldade de adaptação e até mesmo problemas de foco nos estudos podem ser melhorados com ajuda da psicoaromaterapia

 

Segundo Daiana Petry, aromaterapeuta, naturóloga e especialista em neurociência, os óleos essenciais atuam no sistema límbico, a região do cérebro responsável pelas emoções, memória e comportamento, por isso surtem grandes efeitos benéficos e sem contraindicação para crianças ou adolescentes. 

Para cada caso específico, a especialista recomenda um tipo de óleo essencial. “O Lemongrass ajuda na adaptação de uma nova escola, por exemplo, pois promove acolhimento, sensação de aconchego e pertencimento. Já o óleo de Tangerina favorece a comunicação verbal e não verbal, incentivando a interação social pois promove alegria, entusiasmo e criatividade, sendo ideal para crianças mais introspectivas ou que estão enfrentando dificuldades para se enturmar”, explica. 

Para casos de dificuldade de atenção o óleo Cedro Atlas trabalha para reduzir a agitação mental e dispersão pois, segundo a especialista, promove estado de presença e auxilia na superação de medos, ajudando crianças que sentem insegurança ou estresse com mudanças na rotina escolar. “O óleo de Mandarina Verde ajuda no estímulo ao foco, concentração e memória, promovendo entusiasmo e disposição para os estudos, bem interessante para pré-vestibular”, ensina. 

Daiana ainda recomenda o óleo de Bergamota LFC que minimiza os sintomas da ansiedade e promove estabilidade emocional e autoconfiança para enfrentar novos desafios, como a troca de turma, escola ou professores.

Para obter os benefícios emocionais dos óleos essenciais, a dica é utilizar através de difusor pessoal 1 ou 2 gotas, ou então, 3 a 5 gotas do óleo essencial desejado através do difusor ambiental. “O importante é que o estímulo olfativo seja de, no mínimo, 15 minutos por dia”, finaliza a especialista. 



Daiana Petry @daianagpetry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
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