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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Dia Nacional dos Ostomizados: é possível ter qualidade de vida usando o equipamento adequado


Apesar dos desafios impostos pela condição, hoje em dia as pessoas com estomia podem fazer qualquer tipo de atividade

 

Criado pela Lei número 11.506/2007, em homenagem a fundação da Sociedade Brasileira dos Ostomizados (Abraso), o Dia Nacional dos Ostomizados, celebrado em 16 de novembro, tem o objetivo de combater o preconceito contra as pessoas com estomia por meio da disseminação de informações a respeito da condição. Segundo o Ministério da Saúde, existem cerca de 400 mil pessoas com algum tipo de estomia no Brasil.

A cirurgia de confecção da estomia é o procedimento pelo qual um indivíduo, seja adulto ou criança, necessita passar para criar uma abertura, um orifício, de um órgão para o meio externo do corpo no corpo, que vai funcionar como um caminho alternativo para seu funcionamento, como a eliminação das fezes e urina ou para auxiliar na respiração.2 “Estomia é a comunicação entre um órgão interno com o ambiente externo. Existem vários tipos de estomias como a traqueostomia, que é a estomia respiratória, a gastrostomia, que é a estomia de alimentação, e as estomias de eliminação, como a colostomia, a ileostomia e a urostomia”, explica a estomaterapeuta Maria Angela Boccara de Paula, membro titular emérito da Sociedade Brasileira de Estomaterapia, presidente do Comitê de Educação do WCET (World Council of Enterostomal Therapist), mestre e doutora em enfermagem. 

De acordo com Maria Angela, conscientizar as pessoas é fundamental, porque a estomia impõe muitos desafios para a vida de quem é acometido pela condição. “Cada tipo da estomia pode apresentar uma dificuldade diferente. Uma estomia de eliminação, por exemplo, implica na utilização de um equipamento coletor, que precisa estar aderido a pele. Por isso, é importante que a bolsa seja adequada ao perfil corporal da pessoa, para prevenir intercorrências como a dermatite de contato irritativa, causada por vazamentos ou adesivos não amigáveis à pele”, esclarece.

 

Nova vida graças à estomia 

Diagnosticada em 2003 com Doença de Crohn, doença inflamatória crônica que afeta o trato gastrointestinal, a enfermeira e embaixadora da Coloplast, Manie de Andrade vive com uma estomia desde 2015. “Fiz diversos tratamentos que tiveram sucesso apenas por um tempo determinado. “Então, no intervalo entre os ciclos de medicamentos tive um quadro mais grave com abscessos, estenose e perfuração intestinal. Foi nesse momento que a estomia chegou na minha vida”. Conforme descreve Manie, mesmo tendo que passar por uma adaptação, a estomia foi essencial para que ela voltasse a ter qualidade de vida. “Tenho o diagnóstico de uma forma grave da Doença de Crohn. Quando passei pela cirurgia, eu estava em uma crise muito difícil. Estava tendo dias de dores, depressão e crises de ansiedade. Mal saía de casa. Então, a estomia me proporcionou viver. Nos últimos anos eu sobrevivi”, admite. 

Maria Angela explica que o processo de adaptação pode levar um tempo, já que se trata de uma situação muito delicada. “São necessidades íntimas que fazemos de forma privativa e ter que utilizar um equipamento coletor que fica a mostra pode ser bastante constrangedor, até para adaptar as vestimentas e evitar que o equipamento apareça”. Mas a estomaterapeuta afirma que é possível ter uma vida normal, seja no trabalho, na família, no convívio social. “As pessoas com estomia podem viajar, nadar, praticar esportes, ter vida sexual, pois hoje em dia as bolsas coletoras são muito boas. O uso correto do equipamento adequado ao perfil de cada um determinará mais qualidade de vida porque transmitirá mais confiança. É sobre ter a certeza de que será possível sair com segurança, pois seu equipamento não vai vazar”, destaca. 

Manie concorda e conta que tem uma rotina normal, faz musculação, dança, além de sair com amigos e construir relacionamentos como qualquer pessoa. “Uso uma bolsa que tem o tamanho perfeito para mim, com o fechamento em velcro. Por ser super flexível, ela contribui na facilitação de atividades simples como amarrar um tênis, por exemplo”. 

A enfermeira acredita que O Dia Nacional dos Ostomizados é importante para conscientizar o público a respeito da condição. “Por mais que você não veja, algumas deficiências existem. É preciso aprender a lidar e falar com as pessoas com mais educação e respeito”, pede, Manie. E deixa uma mensagem otimista para quem está passando pelo problema agora: “Eu sei que alguns momentos podem ser bem difíceis. A adaptação leva um tempo. Se você fez cirurgia recentemente, espero que seus dias melhorem mais e mais. Lembre-se de viver! A vida é passageira. E nem sempre nos damos conta disso. Converse com seu médico, busque o equipamento mais adequado para você. Informe-se sobre seus direitos, busque-os e seja feliz”, conclui.   



Coloplast
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Culpado ou Inocente: O Trigo Merece Mesmo Todo o Julgamento?

Está no DNA do brasileiro o hábito de comer pão no café da manhã e aproveitar uma cervejinha no fim de semana. Mas, atualmente, massas, tortas, bolos e até bebidas precisam ter uma versão sem glúten. Esse elemento, presente no trigo, foi acusado de atacar a saúde. Será que o trigo merece mesmo ser o vilão das dietas? 

O trigo é um dos cereais mais antigos da humanidade e um dos pilares da alimentação global. Ele integra a dieta de bilhões de pessoas há milênios e, mesmo em tempos modernos, continua sendo um ingrediente essencial em muitas cozinhas. Mas a popularização das dietas sem glúten, associada ao aumento de casos de alergias e intolerâncias alimentares, fez o trigo se tornar alvo de críticas e teorias controversas. Vamos desvendar se essas acusações têm base científica ou se estamos demonizando um alimento essencial.

 

O Trigo: fonte de energia e nutrientes 

O nutrólogo Dr. Ronan Araujo, explica que o trigo fornece carboidratos complexos — uma fonte de energia de longa duração —, além de fibras, vitaminas do complexo B e minerais essenciais. Dietas consagradas, como a mediterrânea, têm o trigo como base. Na Europa, por exemplo, o pão é parte da alimentação diária e não há uma epidemia de desconforto digestivo entre os consumidores regulares. O problema, então, não parece estar no trigo em si, mas talvez em como ele é consumido. 

Para entender melhor, vamos conhecer a estrutura do grão de trigo:

  • Casca: Rica em fibras, vitaminas do complexo B e minerais.
  • Endosperma: A parte central, que é a principal fonte de carboidratos.
  • Gérmen: Onde se concentram proteínas, vitaminas e gorduras saudáveis.

Essas partes do grão compõem a farinha integral, que é mais nutritiva do que a farinha refinada, amplamente utilizada em produtos industrializados. A farinha refinada perde a casca e o gérmen, tornando-se menos rica em nutrientes e fibras.

 

O Glúten: vilão ou necessário? 

O glúten é a combinação de duas proteínas do trigo: a gliadina e a glutenina. Essa mistura é o que confere elasticidade às massas e faz com que o pão cresça e fique fofinho. Sem glúten, massas não teriam a mesma textura e sabor, o que torna o glúten um componente valorizado na panificação. 

Porém, algumas pessoas apresentam reações adversas ao glúten: 

• Doença celíaca: Uma condição autoimune grave em que a ingestão de glúten desencadeia uma resposta imunológica que ataca o intestino delgado. Afeta cerca de 1% da população e exige uma dieta totalmente sem glúten. 

• Sensibilidade ao glúten não celíaca: Uma condição menos severa, mas que causa desconforto em algumas pessoas ao consumir glúten. Os sintomas podem variar, e a sensibilidade não está associada a uma resposta autoimune como na doença celíaca. 

• Alergia ao trigo: É uma reação alérgica às proteínas do trigo, não apenas ao glúten, e pode desencadear desde urticária até dificuldade para respirar. 

Para a maioria das pessoas, no entanto, o glúten não apresenta problemas. “Há uma ideia errônea de que o glúten aumenta a inflamação no organismo, mas até hoje, nenhum estudo provou essa ligação para pessoas sem doenças associadas”, aponta o consenso de especialistas em nutrição. E vale ressaltar: cortar o glúten sem necessidade pode até trazer prejuízos, já que muitos produtos sem glúten contêm mais calorias e menos fibras, levando ao ganho de peso e à redução da saciedade.

 

A teoria do trigo “modificado” e a força do glúten 

Algumas teorias populares alegam que o trigo moderno possui mais glúten do que antigamente e que ele foi geneticamente modificado, aumentando os casos de intolerância. Porém, essa ideia é considerada um mito. Na realidade, o trigo passou por melhoramentos para se adaptar ao clima e solo brasileiros e à panificação, onde a “força do glúten” — ou seja, a capacidade do glúten de formar uma rede mais resistente — foi aprimorada. Esse ajuste ajuda o pão a crescer mais e a ganhar uma textura mais macia, mas não aumenta a quantidade de glúten em si. 

A onda de produtos sem glúten também surgiu da demanda de uma pequena parcela da população que realmente precisa evitar essa proteína. Mas, para a grande maioria, o glúten pode fazer parte de uma alimentação equilibrada.

 

O que realmente prejudica a digestão? 

O médico Ronan Araujo, comenta que, muitas pessoas dizem sentir desconforto ao consumir produtos à base de trigo. Porém, o problema muitas vezes está nos produtos industrializados. Muitos pães, bolos e biscoitos comerciais contêm aditivos, conservantes e açúcar, que podem dificultar a digestão. Experimente comer um pão de fermentação natural, feito apenas com farinha, água e sal. A fermentação natural, além de dar um sabor mais autêntico, torna o glúten mais digerível, pois as enzimas do fermento “pré-digerem” parte das proteínas.

 

Quando o glúten deve ser evitado? 

Cortar o glúten só é realmente necessário para quem tem doença celíaca, sensibilidade ao glúten não celíaca ou alergia ao trigo. Para outras pessoas, ele não traz riscos. Em vez de remover o trigo e o glúten por completo, focar em escolhas mais naturais e menos processadas pode ser a melhor abordagem para uma dieta equilibrada. 

Com tantos mitos circulando, é fácil demonizar o trigo e o glúten. No entanto, a ciência nos mostra que, para a maioria das pessoas, eles podem fazer parte de uma alimentação saudável e balanceada. O trigo, especialmente na forma integral e consumido de maneira equilibrada, traz nutrientes importantes e energia para o dia a dia. Restringir sem necessidade pode trazer mais danos do que benefícios. 

“Se você sente algum desconforto digestivo, observe a qualidade dos produtos que consome e, se possível, opte por pães e massas com fermentação natural. O pãozinho do café da manhã ou a massa do fim de semana não precisam ser cortados — eles só precisam ser saboreados com consciência e equilíbrio.”. Conclui o Dr. Ronan Araujo.



Estimativa indica aumento da perda auditiva no mundo: especialista alerta para prevenção e tratamento fonoaudiológico diante de fatores como envelhecimento e exposição a ruídos

 

No mundo, mais de 1,5 bilhão de pessoas têm algum nível de perda auditiva, sendo que cerca de 430 milhões enfrentam perda auditiva moderada a grave. Nas Américas, aproximadamente 217 milhões de pessoas – ou seja, 21,5% da população – convivem com essa condição e estima-se que esse número suba para 322 milhões até 2050, de acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dessas pessoas não recebe tratamento adequado, o que gera um impacto significativo em suas vidas e na de seus familiares. 

O aumento gradual de casos de perda auditiva, segundo a especialista em reabilitação auditiva e fonoaudióloga Dra. Vanessa Gardini, da clínica Pró-Ouvir, de Sorocaba (SP), é impulsionado, principalmente, pelo envelhecimento da população e pela exposição contínua a ruídos elevados, como os de ambientes urbanos e locais de trabalho barulhentos, sendo que o paciente pode, também, apresentar grau de perda auditiva já desde o nascimento. Ela informa, ainda, que o hábito entre os jovens de ouvir sons com fones de ouvido em um volume muito alto pode provocar lesões permanentes nas células internas do ouvido.

“É importante lembrar que a perda auditiva devido a sons altos é permanente, porém evitável. À medida que as pessoas envelhecem, o desgaste natural das células sensoriais do ouvido interno compromete a capacidade auditiva. A exposição prolongada a ruídos elevados, tanto em ambientes profissionais, como recreativos, a exemplo do som muito alto nos fones de ouvido entre os jovens, também acelera a degeneração auditiva”, explica Dra. Vanessa Gardini. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a exposição contínua a sons acima de 85 decibéis pode causar danos irreversíveis à audição e muitas ocupações e atividades cotidianas frequentemente excedem esse limite. Profissionais, como tripulantes de voo, músicos e motoristas de ambulância, por exemplo, diariamente enfrentam níveis entre 120 e 130 decibéis. 

“Os primeiros sintomas podem ser dificuldade em entender falas, zumbidos constantes, problemas de comunicação social e até ansiedade e depressão. A perda auditiva provocada pelo ruído é irreversível, mas pode ser prevenida com o uso adequado de protetores auriculares e outras práticas de proteção auditiva", orienta a fonoaudióloga da Pró-Ouvir. 

Segundo Dra. Vanessa Gardini, a importância do acompanhamento fonoaudiológico nesses casos vai além de garantir a capacidade de ouvir: também está ligada à qualidade de vida, comunicação e bem-estar emocional. Ela destaca que o acompanhamento regular permite a detecção precoce e o tratamento adequado, com adaptação de aparelhos auditivos, que devem ser ajustados conforme as mudanças na audição do paciente. 

“Um programa de reabilitação auditiva contribui para minimizar esses impactos e reverter ou retardar os efeitos da perda auditiva, dando aos pacientes uma integração mais plena em seu cotidiano, essencial para que a pessoa se sinta segura e para que realmente melhore”, comenta a especialista. 

Para obter mais informações sobre o tratamento da perda auditiva e receber orientações de profissionais, acesse o site da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos (proouvir.com.br), siga nas redes sociais (@proouvir) ou entre em contato pelo WhatsApp: (15) 3231-6776.


A importância do nervo vago para a saúde mental e o bem-estar

O nervo vago, o décimo e mais longo dos nervos cranianos, desempenha um papel crucial na conexão entre o cérebro e diversos órgãos do corpo. Na realidade, ele não é um único nervo, mas sim um conjunto de feixes nervosos que se estendem do tronco cerebral até o abdômen, se ramificando para conectar todos os órgãos, incluindo aqueles com funções específicas, como a ventilação e o coração. Essa rede complexa permite que o nervo vago envie informações detalhadas ao cérebro sobre o que ocorre em cada órgão, se tornando essencial para a regulação de várias funções corporais.

Além disso, o nervo vago regula aspectos fundamentais do nosso corpo, como o paladar, o ritmo dos batimentos cardíacos e até mesmo o horário do descanso. Sua influência vai além das funções obrigatórias, alcançando o equilíbrio emocional e mental. Recentemente, foi descoberto que ele também desempenha um papel na modulação do humor, contribuindo para uma saúde mental mais estável e positiva.

Ao estudar o papel do nervo vago na mediação das respostas ao estresse, fica claro a sua importância como aliado para o bem-estar”, explica a psicóloga Maria Klien. “Ele não atua apenas regulando o ritmo cardíaco e a respiração, mas também proporciona um estado de relaxamento profundo, fundamental para a saúde mental”, aponta. Essa influência do nervo vago sobre o corpo e a mente contribui para uma abordagem mais integrada na promoção de saúde e qualidade de vida.

Pesquisas sobre a Teoria Polivagal, proposta por Stephen Porges, mostram como o nervo vago está intrinsecamente ligado às nossas respostas emocionais e sociais. Essa teoria oferece uma visão ampliada sobre como o nervo vago regula o sistema nervoso parassimpático, promovendo estados de calma e harmonia. Para pessoas que vivenciaram traumas, o nervo vago pode se tornar hiperativo, desencadeando sintomas físicos como náuseas, dores intestinais e cefaleias, evidenciando o impacto das experiências emocionais no corpo físico.

O nervo vago é uma peça-chave na nossa capacidade de nos conectarmos socialmente e de manter o equilíbrio emocional”, afirma Maria Klien. “Quando bem regulado, ele promove estados de calma que são fundamentais para a recuperação emocional e para a redução de sintomas físicos associados ao estresse”. Assim, práticas que estimulam o nervo vago, como a respiração profunda, a meditação e a prática de atividades físicas, são recomendadas como parte de um estilo de vida saudável.

Além de regular o estresse, o nervo vago é uma via importante para a comunicação entre o cérebro e o intestino, sendo responsável pela regulação das inflamações no corpo. Um nervo vago bem estimulado pode reduzir inflamações, promovendo não apenas a saúde mental, mas também um bem-estar físico generalizado.

Encorajo a prática de técnicas de respiração e mindfulness”, afirma a psicóloga. “Essas práticas, ao promoverem a regulação desse nervo, ajudam na construção de um estado de relaxamento e segurança, essenciais para o desenvolvimento de uma resiliência emocional”, conclui Maria Klien.

  

Maria Klien - exerce a psicologia, se orientando pela investigação dos distúrbios ligados ao medo e à ansiedade. Sua atuação clínica integra métodos tradicionais e práticas complementares, visando atender às necessidades emocionais dos indivíduos em seus universos particulares. Como empreendedora, empenha-se em ampliar a oferta de recursos terapêuticos que favorecem a saúde psíquica, promovendo instrumentos destinados ao equilíbrio mental e ao enfrentamento de questões que afetam o bem-estar psicológico de cada paciente.



Saiba como a diabetes afeta os olhos

Patologia pode causar retinopatia diabética, catarata, glaucoma e edema macular diabético

 

A diabetes é uma doença, na maioria das vezes, silenciosa, e acomete cerca de 20 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. O excesso desregulado de açúcar no sangue afeta diversos órgãos em modo lento e os olhos estão incluídos neste cenário.

 

Quando não tratada regularmente, a diabetes pode causar diversos problemas oculares, como por exemplo a retinopatia diabética, glaucoma, catarata, edema macular diabético, levando até à perda de visão irreversível. Mas como saber se a doença está afetando os olhos? Segundo Dr. Celso Cunha, médico oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, empresa japonesa que produz lentes para óculos de alta tecnologia desenvolvidas para correção de problemas da visão, os sintomas podem demorar a aparecer.

“Alguns sinais que podem aparecer quando a glicemia está desregulada são alterações momentâneas, então a visão pode ficar turva, embaçada, com pontos escuros ou claros. É importante que o açúcar no sangue seja controlado, senão, os vasos sanguíneos podem ser danificados, vazando fluidos e causando inchaços, dor ou pressão ocular”, aponta o especialista.

Ele explica ainda que, a depender do tipo de diabetes, o tempo de retorno no médico também pode ser alterado. “É fato que as pessoas diagnosticadas devem visitar um especialista regularmente, e isso também se estende aos oftalmos. Entretanto, o recomendado é que as visitas ao oftalmologista ocorram entre uma a duas vezes ao ano, para todas as pessoas.

Existe um modo de tratar ou de prevenir o aparecimento dessas doenças oculares? A forma mais fácil está em manter o controle adequado dos níveis de glicemia no sangue, além de uma dieta saudável e a prática de exercícios físicos. 


“Quando as doenças são diagnosticadas logo no início, é possível entrar com um tratamento ou algo que retarde a evolução o mais rápido possível. Ainda que algumas doenças oculares não tenham cura, disponibilizar o tratamento correto logo no início é mais eficaz para promover uma qualidade de vida melhor para aquela pessoa”, finaliza Dr. Celso.

 

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3 formas que o diabetes pode afetar a saúde do coração

O diabetes mellitus é uma doença crônica que pode elevar o risco para doenças cardiovasculares, como apontou o estudo CAPTURE ¹, realizado pela farmacêutica Novo Nordisk, afirmando que um em cada três pacientes com diabetes tipo 2 já possui doença cardiovascular estabelecida.

Atualmente, o Brasil ocupa a quinta posição mundial em número de casos de diabetes, com 16,8 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos afetadas pela doença, segundo o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes. A estimativa é que esse número chegue a 21,5 milhões em 2030. No Dia Mundial do Diabetes (14/11), a dra. Rosita Fontes, endocrinologista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, que fazem parte da Dasa, explica que a relação entre diabetes e doenças do coração é complexa e multifatorial, mas, de maneira geral, pode afetar o órgão de três formas principais.


1.   Diabéticos têm mais chances de ter problemas cardiovasculares

Segundo a American Heart Association², a chance de desenvolver doenças cardíacas passa a ser de duas a quatro vezes maior em comparação com quem não possui diabetes.

“Isso ocorre, principalmente, porque a doença, quando não controlada, pode afetar o endotélio, ou seja, a camada interna dos vasos sanguíneos. Uma vez que o sistema vascular está comprometido, prejudica-se também o funcionamento do coração”, afirma a dra. Rosita.

2.   Formação de acerelada de placas nas artérias

O aumento da glicose pode danificar os vasos sanguíneos e provocar inflamações, elevando o risco de aterosclerose – caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias. A formação dessas placas torna as artérias mais rígidas, dificultando a passagem do sangue, aumentando a pressão corporal, além do risco de trombose, caso se desprendam e formem coágulos.

“É importante estar atento aos sintomas do diabetes tipo 2 para que o diagnóstico seja feito precocemente e o tratamento seja acompanhado por um endocrinologista. Os sinais da doença são característicos, como visão turva, sede excessiva, aumento na frequência urinária e episódios de fadiga”, detalha a médica.

 

3.   Sobrecarga ao coração

A resistência à insulina, comum em pacientes com diabetes tipo 2, também pode estar associada à obesidade, outro fator de risco cardiovascular. Um estudo³ recente conduzido pela Endocrine Society descobriu que pessoas com menos de 50 anos e obesas têm um risco maior de ataque cardíaco ou derrame se viverem com obesidade por 10 anos.

“O coração de uma pessoa obesa e com diabetes precisa trabalhar mais para bombear sangue para todo o corpo, o que pode levar ao aumento do tamanho do órgão. Por isso, a perda de peso é importante para controlar o diabetes, pois diminui a concentração de insulina e aumenta a sensibilidade a ela”, reforça Rosita Fontes.

Segundo a endocrinologista, é extremamente possível ter qualidade de vida com diabetes e minimizar os riscos cardiológicos. Para isso, a médica afirma que é fundamental adotar um estilo de vida saudável, incluindo a prática regular de atividades físicas, uma dieta equilibrada e o monitoramento contínuo dos níveis de glicose, que pode ser feito em casa com a ajuda de aparelhos específicos. O acompanhamento médico frequente é vital para ajustes no tratamento e na prevenção de complicações.

 

 

Referências 

¹ https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34315481/

² https://www.heart.org/en/health-topics/diabetes/diabetes-complications-and-risks/cardiovascular-disease--diabetes

³ https://www.eurekalert.org/news-releases/1046226


Infectologista explica: Por que é importante usar os antimicrobianos corretamente?


Dra. Michelle Zicker endossa a Semana Mundial de Conscientização sobre o Uso de Antimicrobianos com um alerta para o uso excessivo destes medicamentos
 


De 18 a 24 de novembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove a Semana Mundial de Conscientização sobre o Uso de Antimicrobianos. O objetivo dessa campanha é chamar atenção para o uso correto desses medicamentos e a importância de frear a resistência microbiana, que ameaça tornar ineficazes medicamentos fundamentais, como antibióticos e antifúngicos. A resistência microbiana é, hoje, uma das dez maiores ameaças à saúde pública global, afetando milhões de pessoas, elevando o tempo de internação e aumentando custos de saúde. 

A Dra. Michelle Zicker, infectologista do São Cristóvão Saúde, destaca a gravidade dessa questão. “A resistência aos antimicrobianos compromete o tratamento e pode ser fatal em muitos casos, uma vez que limita nossas opções terapêuticas. É uma situação que gera impacto em todo o sistema de saúde, tornando infecções que eram facilmente tratáveis em verdadeiros desafios, por aumentar a mortalidade e o tempo de internação”, explica.
 

Mas, afinal, o que são os antimicrobianos e como surgiram?

Os antimicrobianos englobam medicamentos como os antibióticos, que combatem infecções bacterianas, e os antifúngicos, usados contra infecções causadas por fungos. A descoberta dos antibióticos revolucionou a medicina. Em 1928, Alexander Fleming descobriu a penicilina, que salvou milhões de vidas, tornando-se um marco no combate a doenças que antes eram fatais, como pneumonia e tuberculose. Com o tempo, surgiram outros grupos de antibióticos, cada qual com ação específica contra diferentes infecções. 

Porém, o uso indiscriminado desses medicamentos ao longo dos anos gerou consequências graves: hoje, muitos microrganismos se tornaram resistentes aos tratamentos, dificultando o combate a infecções. A Dra. Michelle alerta que o uso de antibióticos e antifúngicos deve sempre ser feito com cautela e orientação médica, evitando que as bactérias e fungos desenvolvam resistência. 

A resistência aos antimicrobianos ocorre quando um microrganismo – como uma bactéria ou fungo – adapta-se ao medicamento, tornando-se imune a ele. Isso significa que tratamentos que antes eram eficazes deixam de funcionar, fazendo com que os pacientes precisem de terapias alternativas, geralmente mais caras e com mais efeitos colaterais. 

De acordo com a OMS, infecções por bactérias resistentes aumentam em 50% o risco de morte em comparação com infecções tratáveis. Na América Latina e no Caribe, um estudo de 2024 estimou cerca de 80 mil mortes associadas a bactérias resistentes em 2021, evidenciando que a resistência antimicrobiana é uma crise real e urgente.
 

O que causa a resistência aos antimicrobianos?

A resistência microbiana é um fenômeno natural, mas que tem sido acelerado pelo uso incorreto desses medicamentos. Entre os principais fatores estão o uso inadequado de antibióticos – como o consumo para tratar gripes e resfriados, que são infecções virais e não respondem a antibióticos – e o uso de antimicrobianos em animais saudáveis para promover crescimento, prática comum na agropecuária. Esses usos inadequados promovem a seleção de microrganismos resistentes, que podem ser transmitidos para humanos e animais, agravando o problema. 

A Dra. Michelle enfatiza que o combate à resistência depende de ações coletivas, que vão desde o uso consciente de medicamentos pela população até práticas mais rigorosas entre profissionais de saúde. “A população pode fazer a sua parte ao usar medicamentos antimicrobianos com responsabilidade, sempre com orientação de um médico ou dentista, e seguir corretamente as instruções de uso”, afirma. Algumas dicas para o uso adequado incluem:

  • Jamais usar antimicrobianos sem prescrição médica;
  • Seguir corretamente a dose e a duração do tratamento, sem interrompê-lo antes do tempo prescrito;
  • Evitar armazenar sobras desses medicamentos e nunca compartilhar com outras pessoas.

Os profissionais de saúde também têm uma responsabilidade fundamental para minimizar a resistência. Entre as práticas recomendadas estão a prescrição de antimicrobianos apenas quando realmente necessário, evitando o uso para infecções virais e guiando-se por exames sempre que possível. 

“A Semana Mundial de Conscientização sobre o Uso de Antimicrobianos é um chamado para refletirmos sobre a importância desses medicamentos e como o uso responsável pode ajudar a preservar sua eficácia. A resistência microbiana é uma ameaça que requer um esforço global.” A Dra. Michelle reforça: “Cada um de nós tem um papel crucial neste combate. Ao nos conscientizarmos e adotarmos práticas responsáveis, estamos ajudando a garantir que esses medicamentos continuem eficazes para as próximas gerações.”




Grupo São Cristóvão Saúde


Mais de 7 milhões de pessoas vivem com dislexia no Brasil

No Dia Nacional de Atenção à Dislexia (16/11) especialistas apontam os primeiros sintomas e novos tipos de tratamento para melhora da qualidade de vida dos pacientes


Comemorado no dia 16 de novembro, o Dia Nacional de Atenção à Dislexia busca aumentar a conscientização sobre este transtorno de aprendizagem que afeta cerca de 5% da população brasileira, segundo estimativas do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Dislexia. A condição, que é frequentemente diagnosticada em crianças em idade escolar, se manifesta como uma dificuldade na leitura e na escrita, sem comprometer a inteligência geral.

Os sintomas da dislexia costumam aparecer entre os 5 e 7 anos, quando as crianças começam a ser expostas às habilidades de leitura e escrita. Os principais sinais a serem observados incluem dificuldade em associar sons às letras, leitura lenta e hesitante, inversão de letras ou números, problemas com a compreensão de texto e erros ortográficos frequentes.

Os tratamentos tradicionais para a dislexia envolvem uma abordagem multidisciplinar, combinando terapia fonoaudiológica, apoio pedagógico especializado e, em alguns casos, intervenção psicológica. A fonoaudiologia ajuda a criança a melhorar suas habilidades de leitura, compreensão e fluência verbal, enquanto programas educacionais personalizados utilizam métodos de ensino estruturados que associa estímulos visuais, auditivos e táteis.


Novos tratamentos e a importância do diagnóstico precoce

Segundo a neurocientista e pesquisadora do Hospital das Clínicas do grupo de distúrbios de movimentos da Faculdade de Medicina da USP, Carolina Souza, o diagnóstico da dislexia precisa ser precoce e o apoio multidisciplinar são fundamentais para melhorar a qualidade de vida de quem convive com a dislexia. "O diagnóstico precoce e intervenções adequadas podem fazer toda a diferença na trajetória acadêmica e social da criança", afirma a neurocientista.

Nos últimos anos, a tecnologia tem desempenhado um papel crescente no tratamento de pessoas com dislexia com softwares de leitura assistida por inteligência artificial e aplicativos de reforço escolar. Uma nova abordagem que vem ganhando cada vez adeptos é a neuromodulação não invasiva que atua diretamente no cérebro para melhorar a capacidade de processamento da linguagem e das funções cognitivas.

Com as técnicas como a estimulação magnética transcraniana (EMT) e a estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) que são capazes de modular a atividade cerebral em áreas associadas à leitura, escrita e reconhecimento de padrões linguísticos, ajudando no tratamento da dislexia: “Estudos recentes mostram que, quando combinada com terapias tradicionais, a neuromodulação pode potencializar os resultados, promovendo uma maior plasticidade cerebral e facilitando o aprendizado em crianças e adultos com dislexia”, afirma a neurocientista.



Flavia Lopes

Fonte: Carolina Souza, neurocientista com PhD em Neurologia pela USP

Estudo inédito brasileiro mostra a prevalência de alergia alimentar em idosos

Consumo exagerado de álcool, infecções crónicas, e polimedicação estão entre os fatores de risco para AA 

             Pesquisa mostra que alergia alimentar predomina em mulheres idosas

 

Um estudo realizado pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e apresentado durante o 51º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, que vai até 17 de novembro, mostra a prevalência de alergia alimentar (AA) em idosos. Coordenado pelo Professor Dr. José Laerte Boechat e com a participação de vários alergistas e imunologistas brasileiros, o levantamento concluiu que nas últimas décadas houve um aumento na prevalência de AA (e de outras doenças alérgicas) na faixa etária acima dos 60 anos, com mecanismos patogênicos e sintomas peculiares que, muitas vezes, dificultam o correto diagnóstico.

 

“Diversos fatores influenciam a perda da tolerância imunológica e a maior suscetibilidade à AA no idoso. Neste sentido, destacam-se as alterações na composição da microbiota intestinal, o declínio na função de barreira intestinal e a mudança da resposta imune adaptativa para um padrão Th2 (imunosenescência), levando a dano persistente e inflamação do epitélio intestinal”, explica Dr. Boechat.

O consumo exagerado de álcool, infecções crônicas, multimorbidade, polimedicação e efeitos colaterais de medicamentos podem ser citados como fatores de risco adicionais para a sensibilização a alérgenos alimentares em idosos.

 

Até o momento, quase todos os estudos sobre prevalência de AA em adultos e idosos foram realizados na Europa ou nos Estados Unidos. Utilizando questionário padronizado e validado para a língua portuguesa, Dr. Boechat realizou um estudo brasileiro epidemiológico transversal pioneiro, com o objetivo de conhecer a prevalência de AA auto-relatada em idosos (≥ 60 anos).

 

Resultados: Os questionários foram aplicados por médicos alergologistas associados à ASBAI em todas as cinco regiões do Brasil, no período de outubro de 2022 a outubro de 2023, envolvendo um total de 632 idosos.

 

Os resultados preliminares mostram que a prevalência de AA auto-relatada em idosos brasileiros varia entre 5,5% e 18,8% (dependendo dos critérios considerados), predominando no sexo feminino e em idosos com história pessoal e familiar de alergia.

 

Quanto aos alimentos mais comumente envolvidos destacam-se os frutos do mar, leite de vaca e frutas frescas. Já as manifestações clínicas envolvendo a pele e o trato gastrointestinal são as mais frequentes. Não foram observadas diferenças na prevalência de alergia alimentar nos idosos em relação a nível de escolaridade ou região de residência (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul).

 

“Apesar de sabermos que estudos epidemiológicos baseados no auto-relato tendem a superestimar os achados, nossos resultados estão em linha com estudos semelhantes realizados em outras regiões do mundo (nomeadamente nos EUA). Além do mais, trata-se do primeiro estudo nacional sobre o tema, lançando luz sobre um assunto não estudado até o momento em nosso País”, ressalta o Coordenador da pesquisa.  

 

 

51º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia

Data: até 17 de novembro de 2024

Local: Centro de Convenções Salvador (Bahia)

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5 coisas que você não sabe sobre a fisioterapia oncológica

Essa modalidade de fisioterapia é reconhecida desde 2009 pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional e diversos estudos acadêmicos já apontaram o benefício para pacientes oncológicos; Ana Paula, fundadora da BioOnco, explica cinco motivos para investir na área

 

 

Diversos estudos acadêmicos apontam os benefícios da fisioterapia para pacientes oncológicos. Em 2023, uma publicação na Fisioterapia e Pesquisa concluiu que essa modalidade de fisioterapia pode reduzir complicações do tratamento, melhorar a adesão terapêutica e a qualidade de vida, contribuindo para a redução da mortalidade de pacientes de câncer de mama. Diante desses dados é possível propor a inserção do fisioterapeuta em todas as fases do tratamento do câncer.

 

 “A fisioterapia em oncologia é uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) em 2009 e vem crescendo ao longo dos últimos anos. Embora o número de profissionais ainda esteja abaixo da demanda do mercado, novos fisioterapeutas têm percebido a necessidade de se especializar na área para oferecer um tratamento mais assertivo e seguro ao paciente com câncer”, diz Ana Paula, fundadora da BioOnco.

“Nem todas as faculdades oferecem a disciplina de oncologia em sua grade curricular, e, mesmo nas que oferecem, o conteúdo acaba sendo abordado de forma superficial, devido à quantidade extensa de matérias necessárias para a formação básica. Diante disso, o profissional que busca se diferenciar no mercado e oferecer um atendimento de excelência precisa manter-se atualizado por meio de cursos de educação continuada e especializações”, complementa.

 

Benefícios da funcionalidade à saúde mental

Segundo Ana Paula, existe um grande mito de que pacientes oncológicos devem manter repouso e evitar exercícios. Além disso, também é comumente divulgado que essas pessoas só devem procurar um fisioterapeuta em caso de complicações da doença. 

“Na verdade, é essencial incentivar o paciente a se manter ativo durante o tratamento do câncer, com a prescrição de atividade física adequada para cada fase, de acordo com o quadro e a tolerância do paciente. Isso deve ser feito sob a supervisão de um fisioterapeuta especializado, inclusive durante tratamentos como quimioterapia ou cirurgia. No entanto, o ideal é que o paciente passe por uma avaliação fisioterapêutica desde o início do tratamento, de forma precoce, para prevenir o surgimento de possíveis complicações. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhor”, explica a fisioterapeuta.

Abaixo, Ana Paula lista os cinco principais benefícios da fisioterapia oncológica:

1. Melhora da mobilidade e funcionalidade. “A fisioterapia ajuda a preservar ou restaurar o movimento e a função física, prevenindo a perda de força muscular e redução da mobilidade, essenciais para manter a independência do paciente”, começa.

2. Controle da dor. “Técnicas como terapia manual, exercícios específicos e recursos eletrofísicos ajudam a aliviar a dor causada pelo câncer ou seus tratamentos e podem ser combinadas ao tratamento farmacológico” continua.

3. Redução da fadiga. “A prática de exercícios supervisionados e adaptados à condição do paciente é eficaz na redução da fadiga relacionada ao câncer, um dos efeitos colaterais mais comuns e limitantes”, diz.

4. Prevenção de complicações. “A intervenção precoce ajuda a prevenir ou tratar diversas alterações, como por exemplo, o linfedema (inchaço dos membros), incontinências, fraqueza muscular e lesões cutâneas ou cicatriciais, que podem surgir durante ou após o tratamento”, elenca.

5. Melhora do bem-estar emocional e mental. “A fisioterapia ao buscar a manutenção da funcionalidade, indiretamente ajuda na autoestima, melhorar o humor, combater a ansiedade e a depressão, frequentemente associadas ao câncer, ajudando o paciente a enfrentar o tratamento com mais confiança e resiliência”, finaliza.

“Hoje, já está estabelecido na literatura que os exercícios, principalmente os aeróbicos, estão associados à prevenção do câncer. Em indivíduos que já apresentam a doença, manter-se ativo pode reduzir o impacto negativo do tratamento e diminuir o risco de recidiva, como descrito principalmente nos casos de câncer de mama e cólon. O mais importante é encontrar um exercício que traga prazer ao paciente, para aumentar a adesão”, conclui a fundadora da BioOnco.




BioOnco


Novembro Azul: obesidade é fator de risco para câncer de próstata

A relação entre as duas doenças se dá pelo fato de a obesidade estar associada a níveis elevados dos hormônios sexuais, inflamação crônica e resistência à insulina

 

Reconhecida como um problema de saúde global, a obesidade, além de trazer consequências acarretadas pela própria condição, pode ainda ser porta de entrada ou fator de risco para outras enfermidades tão ou mais graves, como é o caso do câncer de próstata.

 

A relação entre as duas doenças se dá pelo fato de a obesidade estar associada a níveis elevados dos hormônios sexuais, inflamação crônica e resistência à insulina, fatores que podem contribuir para o desenvolvimento e progressão do câncer de próstata. 

 

O médico André Guanabara, que atua na área da nutrologia, reforça a importância dos hábitos de vida saudáveis desde a juventude, como forma de combater a obesidade e, consequentemente, outras enfermidades. 

“A obesidade por si só já é um fator de risco, mas ela também deixa o organismo mais vulnerável a outros tipos de doenças, sendo uma delas o câncer, como o câncer de próstata. Dessa forma, para combatê-la, algumas medidas como a prática de exercícios físicos, alimentação equilibrada, sono de qualidade, ações essas que vão tornar o estilo de vida do paciente mais saudável, protagonizando um controle do peso, e, consequentemente, evitando não só à obesidade, mas também outras enfermidades que lhe acompanha”, explica. 

Se avaliados pelos médicos como uma solução importante, os medicamentos também podem ser administrados contra a obesidade. Aprovado pela Anvisa neste ano, o Mounjaro surge como opção que alia eficácia e saúde ao processo de emagrecimento. O medicamento apresenta potenciais benefícios no tratamento de condições como sobrepeso, obesidade e síndrome metabólica, com a perspectiva de alcançar uma redução em torno de 20% do peso corporal total.

No entanto, o médico André Guanabara alerta que, junto ao uso do Mounjaro, com acompanhamento médico, o paciente também necessita ter outros hábitos para alcançar o resultado esperado.  


“É importante destacar que o uso de qualquer medicamento só deve ser feito sob a recomendação médica. No caso do Mounjaro, se faz ainda mais necessária uma abordagem completa, integrada a um acompanhamento multidisciplinar, com psicólogo, nutricionista, educador físico, para proporcionar não apenas resultados rápidos, mas também sustentáveis”, explica.



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