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terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Nova ferramenta no Kaspersky Safe Kids: gerencie o tempo de tela em um clique


A Kaspersky disponibiliza uma versão atualizada do Kaspersky Safe Kids. Com o aplicativo para pais renovado, as crianças podem solicitar tempo extra no dispositivo com apenas um clique. A nova função elimina a necessidade dos adultos precisarem adicionar manualmente esse tempo extra nas configurações, passando apenas a aprovar ou rejeitar a solicitação recebida via notificação e definir a quantidade de tempo adicional. Essa atualização foi criada para tornar a comunicação entre pais e filhos mais rápida e conveniente.

De acordo com o estudo científico 'Tempo de tela com crianças em idade escolar entre 6 a 14 anos: uma revisão sistemática', os menores passaram 2,77 horas por dia em frente a uma tela, e 46,4% delas ficaram nos dispositivos por 2 horas ou mais por dia. Um estudo recente da Kaspersky também mostra que as atitudes, crenças, normas e comportamentos dos pais criam um ambiente social compartilhado que afeta o comportamento das crianças. No final, são os pais que decidem quanto tempo seus filhos passam online, e frequentemente se deparam com solicitações para ampliar o uso desses gadgets.

Com o Kaspersky Safe Kids atualizado, as crianças podem solicitar tempo extra no dispositivo a partir da tela principal do aplicativo. Ao fazê-lo, os pais receberão uma notificação em seu dispositivo para aprovar ou declinar e definir de quanto será o tempo adicional. Além disso, há gráficos na tela principal com as estatísticas de uso extra para auxiliar os adultos na tomada de decisão de aceitar a solicitação e de quanto tempo adicionar.


    



A nova funcionalidade está disponível para Android – porém no iOS ela está disponível apenas para os pais. No futuro, a funcionalidade de solicitação simplificada de tempo extra será expandida para as criança que usam dispositivos iOS, Mac e Windows.

"Essa atualização visa melhorar a experiência dos pais e crianças com nossa solução parental, pois entendemos que a rotina atual é dinâmica e a tecnologia deve facilitar as tarefas. Por outro lado, reforçamos que o programa é apenas um extensão das regras estabelecidas na família. A adição de tempo e exceções à regra foram facilitadas no software, mas a conversa constante com os menores é uma pratica importante para uma boa educação digital”, afirma Fabiano Tricarico, diretor geral de produtos de consumo da Kaspersky para Américas.

Para mais informações sobre o Kaspersky Safe Kids, acesse o site da empresa.



Kaspersky Mais informações no site



Intolerância à corrupção é uma das diretrizes implantadas pelo Detran-SP ao longo de 2023

Órgão celebra Dia Internacional de Combate à Corrupção, comemorado no último sábado (09), com medidas bem sucedidas que reduziram ações irregulares dentro e fora da autarquia; fiscalização em desmontes subiu 523,38%, em comparação ao ano anterior e mais de 20 servidores foram investigados



O Dia Internacional de Combate à Corrupção foi celebrado no último sábado (09). Mas no Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) essa luta tem sido diária. Ao longo de 2023, a autarquia implantou medidas que reprimiram atos ilícitos internos, além de reforçar a atuação contra condutas ilegais de credenciados e outros “atores” do mercado de veículos e do cenário do trânsito. Para se ter uma ideia, as fiscalizações em desmontes subiram 523,38%, em comparação ao ano anterior, e houve o acompanhamento de 24 processos de investigação e afastamento de servidores.

 

Celebrado há 20 anos, o dia dedicado ao combate à corrupção foi criado após a assinatura da Convenção das Nações Unidas (ONU), no México. O objetivo principal é reforçar que os países membros cooperem na prevenção e no repúdio às atividades irregulares. O Detran-SP segue o mesmo propósito, condicionando o trabalho a eliminar qualquer vertente de corrupção, uma das principais metas implantadas neste ano, a serem alcançadas com a maior brevidade possível, a partir de medidas práticas de coibição de todo tipo de irregularidades.

 

No âmbito externo do órgão, desde janeiro, ocorreram 7.572 fiscalizações aos “agentes delegados ou regulados”, empresas e profissionais atuantes no setor (desmontes, autoescolas, despachantes, estampadoras de placas), número pelo menos 10% superior às inspeções no ano anterior. Ao todo, 1.701 ações foram realizadas em desmontes de vendas de autopeças credenciadas e clandestinas. O montante é 523,38% superior às 325 operações em desmontes registradas em 2022, reflexo da intolerância ao comércio das “peças de sangue”, produtos vendidos ilegalmente mais baratos e derivados de roubos e furtos de veículos.

 

Quanto ao combate à corrupção interna, a criação da Área de Integridade foi a iniciativa lançada para incentivar a adoção de boas práticas e ações que previnam, detectem e penalizem fraudes, irregularidades e seus responsáveis. A Auditoria Interna, braço contra ilegalidades e desvios de conduta, mapeou os riscos em transações nos sistemas da autarquia e identificou atividades incomuns. Neste monitoramento, 20 códigos de acesso suspeitos resultaram na investigação de 21 servidores. Além disso, foi deflagrada a segunda etapa de investigação em parceria com o DEIC - iniciada em 2017/2018, com outros quatro servidores afastados judicialmente por suspeita de envolvimento em esquema de facilitação de emissões fraudulentas de CNH. Em 2023, 24 processos de afastamentos de servidores foram acompanhados, assim como 34 instaurações de procedimentos disciplinares por infrações e 294 apurações preliminares de condutas irregulares, ainda em curso em comissões.

 

O diretor-presidente do Detran-SP, Eduardo Aggio, conta que, em junho, foi criada a Unidade de Gestão de Integridade (UGI) como mais um centro de atenção à preservação da lisura e transparência no órgão. A UGI ficou responsável por receber e providenciar tratamento adequado às denúncias, além de coordenar o processo de gestão de risco interno. "Não toleramos qualquer tipo de irregularidade dentro e fora do órgão. Nossos principais pilares são a Transparência, a Integridade e a Busca pela Excelência no Atendimento, três valores que remetem e reforçam o nosso respeito ao cidadão e ao dinheiro público", afirma Aggio.


 

Melhores e mais seguras práticas em diversas áreas

 

Com relação à orientação de boas práticas e coibição de irregularidades em diferentes departamentos, sempre buscando a excelência na prestação de serviços, o Departamento de Trânsito estabeleceu ainda convênios com 43 cidades para a implantação de pátios municipalizados, responsáveis pela guarda de veículos apreendidos e removidos pelo órgão, agora com maior conforto e segurança para os cidadãos.

 

Os leilões de veículos foram suspensos nós primeiros meses do ano pelo Detran-SP, que agora reorganiza o processo, após a identificação da falta de procedimentos legais e riscos de danos tanto ao erário quanto aos cidadãos no fluxo de leilões anteriores. No total, 46 lotes de veículos foram inscritos em novembro para regularização e retomada dos leilões, mediante a comprovação de gastos com a preparação dos lotes de veículos para leilão. Além da conclusão dos pendentes, haverá a retomada de novos leilões, a partir do desenho de um novo fluxo, que atende às exigências legais, automatiza etapas, desonera procedimentos e possibilita a coordenação direta dos processos pelo Detran-SP, com o respaldo da Consultoria Jurídica da Procuradoria Geral do Estado e da Controladoria Geral do Estado.

 

Igualmente para combater fraudes e aprimorar a segurança e agilidade dos serviços prestados, os exames teóricos e práticos para Carteira Nacional de Habilitação (CNH) são realizados no formato eletrônico desde setembro. O modelo, adotado em 98% das provas práticas desde outubro, destaca-se pela agilidade no resultado, já que o formulário digital em tablets realiza a validação facial do examinador de trânsito e do candidato, faz o controle do tempo dispensado no exame, a marcação das faltas e do resultado.

 

Não há tendência sem IA na tecnologia em 2024 e o que isso significa para os negócios


Chegamos ao último mês de um ano bastante desafiador no mundo da tecnologia, com muitas análises sobre o que passou e o que virá no futuro. Diante da velocidade do ambiente de inovação, é cada vez mais difícil fazer previsões certeiras, mas eu me arrisco a fazer uma aqui: em 2024, a Inteligência Artificial (IA) seguirá soberana e intensamente integrada aos negócios e à vida das pessoas.

 

Ou seja, não há tendência possível em tech que não tenha a participação da IA em algum nível. De acordo com um estudo recente, mais de US$ 500 bilhões deverão ser gastos em todo o mundo em 2027 com essa ferramenta. Isto ajuda a entender o motivo de que especialistas apontem que até 70% das tomadas de decisão e seus processos tenham a participação da IA até 2030. A expectativa é de que, até lá, já exista uma consolidação do movimento em torno dos grandes modelos de linguagem (LLMs), que caminham para se tornar menores e com maior desempenho.

 

Quando vamos aos detalhes para onde a IA caminha, aparecem várias dúvidas. Uma primeira envolve as iniciativas de código fechado e mais comerciais, as quais estão em desenvolvimento em algumas das principais companhias do mundo, e outra por modelos de IA com código aberto, com múltiplas contribuições de forma menos comercial – e, em alguns casos, com resultados semelhantes aos concorrentes. Em comum, a busca por uma linguagem cada vez mais natural nas interações entre homem e máquina.

 

Quando falamos em plataformas e em linguagens, não podemos perder de vista os dados. Instituições com amplos bancos de informações aparentam estar em vantagem, porém a adaptação para os diversos ambientes digitais é um elemento a sempre estar em consideração estratégica, pois a valoração de dados nos negócios por meio da IA Generativa ganha corpo e forma quase sempre com o seu enriquecimento, unindo passado e futuro, sejam nas informações ou nas tecnologias empregadas.

 

Feita essa ressalva, não seria de se espantar que tenhamos vendas e aquisições em razão de bancos de dados mais ricos, amplos e eficientes, de acordo com a estratégia de cada empresa. Ainda na esfera corporativa, a aplicação cada vez maior da IA em alinhamento com políticas ESG – como, por exemplo, a redução das emissões de carbono – é outro aspecto com espaço para expansão, enquanto fabricantes de chips prometem novos lançamentos a curto, médio e longo prazo que entreguem mais resultados consumindo menos energia.

 

Além de analisar e valorar dados, a IA também já produz conteúdo e informações multiplataforma. Por isso, existe uma preocupação por parte de autoridades e órgãos reguladores sobre o que é real, criado por humanos, e o que é feito por plataformas de IA, com base em métodos de aprendizagem. É um debate intenso que não irá embora tão cedo, mas que eu acredito que não possa bloquear o caminho da inovação – é a minha única certeza no momento.

 

Diante das muitas oportunidades que, como se vê, a IA abre e possibilitará nos próximos anos, será preciso investir na educação, seja dentro das empresas que adotem essa tecnologia em suas cadeias produtivas, ou até mesmo para a população global que, sem dúvida, terá oportunidades de experimentar benefícios. Fazer compras no Metaverso, ter diagnosticadas doenças de forma preditiva e remota ou fazer investimentos com a ajuda da análise prévia feita pela IA: nada vai escapar ao olhar dos algoritmos e dos LLMs.

 

Logicamente, vemos no nosso trabalho diário a ansiedade dos nossos clientes de absorver a IA dentro das suas companhias. A possibilidade de usar a IA de maneira Preditiva, assim como a Generativa, é um chamariz interessante, mas que demanda estratégia para entregar os ambicionados resultados positivos. O Customer Experience (CX) deve seguir em alta, sobretudo com a amplitude que o universo Open (Open Banking, Open Finance, Open Insurance, Open Investment, Open Telecom e afins) e os seus compartilhamentos de dados dos seus respectivos clientes podem causar no mercado nacional e internacional.

 

Para os executivos, o meu conselho segue sendo o mesmo: encontre qual modelo é o mais estratégico para ser utilizado no seu ramo de atuação, considerando o perfil cultural da sua empresa. Um erro de diagnóstico aqui pode sepultar qualquer tentativa de sucesso com a IA. Além disso, ter ricos e amplos bancos de dados não são garantia, já que tenho conhecimento de casos concretos que envolveram ajustes e consertos nessas bases para então ser possível extrair valor – e construir arquitetura tecnológicas seguras, já que o uso de IA por “jailbreaks” existe e deve ser combatido com boas práticas de cibersegurança.

 

Velocidade e agilidade impulsionam a inovação, eis algo que a IA nos mostra com vigor diariamente. Entretanto, não podemos embarcar nessa e em quaisquer tendências sem o devido cuidado e responsabilidade. Uma melhor produtividade já é visível, trabalhadores e clientes estão cada vez mais envolvidos com a tecnologia – seja operando ou consumindo –, e novas possibilidades de ofertas e negócios (algumas que ainda serão criadas) estão saindo do forno. O quanto fina será essa sintonia entre homem e máquina, real e digital, é algo que devemos esperar para ver.

 

Alessandro Buonopane - CEO Brasil da GFT Technologies


Pública ou particular: qual a melhor escola para o autista?

Quando temos um filho com autismo, nosso intento primeiro é proteger e, ao mesmo tempo, impulsionar as potencialidades. Na idade escolar, estas preocupações guiam a escolha da instituição a quem iremos confiar nosso bem mais precioso. No entanto, podemos não ter informações suficientes para uma boa escolha.

Sobre as instituições particulares, é preciso começar apontando que elas são muito diferentes entre si. Em algumas podemos acentuar a presença de processos técnicos de inclusão fabulosos, e há outras, que são receptivas e dedicadas ao estudante com ou sem deficiência. Assim, a primeira coisa a se fazer é observar sua região e o que ela pode ter de especial.

No entanto, esta não me parece ser a regra. A maioria das escolas particulares não tem espaço para o tempo, por vezes diferenciado, da pessoa com autismo, para a conscientização da sala de aula e para o extenso planejamento individualizado que estas crianças precisam (e têm direito).

Apesar da nota técnica de 2013, que esclarece que a lei 12.764/12 obriga as instituições de ensino particulares a pagarem pelo mediador escolar sem cobrar a mais por isso, a verdade é que isso poucas vezes acontece. E não esqueçamos do efeito mágico do autismo sobre as vagas de matrícula de muitas delas, que desaparecem instantaneamente tão logo se comunique o diagnóstico.

Noutra ponta, temos as escolas públicas, que normalmente não conseguem fazer com que as crianças aprendam tanto quanto nas particulares (as exceções mais notórias são as escolas mistas com ensino técnico, como os Institutos Federais). No entanto, quando estamos falando de inclusão escolar, a verdade é que elas estão muito mais abertas, com maior disposição de ouvir outros sujeitos (como terapeutas), adaptar processos e concentrar esforços das crianças com deficiência.

Talvez as diferenças mais expressivas em favor da escola pública sejam: a) há uma receptividade maior da pessoa com deficiência; b) há uma maior probabilidade de conseguir o mediador escolar sem judicialização (e se houver, o processo é contra a prefeitura e não a diretora); e c) há uma estrutura mínima de inclusão, geralmente com uma professora de sala de recursos multifuncionais.

Apesar disso, a depender do município ou região em que a escola pública se encontre, mesmo com toda a disposição, outros fatores como a violência ou intensa rotatividade docente podem atrapalhar gravemente o desenvolvimento escolar de uma criança com TEA. Além disso, dificilmente temos um sistema técnico adequado para a inclusão, com equipe com preparação para situações de agressividade ou para a adequada avaliação e programação de ensino.

Sugeriria alguns pontos para que os pais possam decidir: um Asperger academicamente muito bom e com problemas leves de socialização pode se beneficiar de um conteúdo mais forte na escola particular, desde que apoiado com intervenções em habilidades sociais. Uma criança mais moderada a severa tenderá a não acompanhar um ritmo forte e pode destoar em uma escola tradicional (pública ou particular). Há casos reiterados de violência entre os alunos da escola? Se sim, melhor evitar. O dinheiro gasto em escola particular falta na intervenção adequada? Se sim, talvez não seja boa opção.

Com atenção a este último ponto, devemos lembrar que a intervenção adequada para autismo infelizmente não é oferecida pelo poder público e é bastante cara, de modo que arcar com seus custos e mais financiar uma escola particular é inacessível para a maior parte da população. Assim, se houver risco de a escola particular ameaçar o financiamento da intervenção, melhor preferir a escola pública e garantir que haja uma equipe terapêutica dedicada a seu filho e que inclusive apoie sua inclusão escolar, onde quer que ele esteja.

 

Lucelmo Lacerda - doutor em Educação, com Pós-doutorado em Psicologia e pesquisador de Autismo e Inclusão, autor do livro “Crítica à Pseudociência em Educação Especial – Trilhas de uma educação inclusiva baseada em evidências”.

 

Tarefas para o Congresso em 2024

Todo início de ano renovam-se os votos, as prioridades e as promessas para o ANO NOVO. Especificamente esse ano, não será diferente, apenas sabemos que temos um O Congresso Nacional, com seus 513 deputados federais e os 81 senadores que tomaram posse no dia 1º de fevereiro, e que necessariamente terão nova missão para 2024. Acreditamos que eles têm uma missão histórica e desafiadora: debater, com urgência e profundidade, mudanças legislativas sobre 10 pontos que vêm sendo ignorados pelo Legislativo e pelo Executivo, apesar de sua importância fundamental. São questões com capacidade para transformar o Brasil e mudar para melhor a vida da população, por meio da redução das desigualdades regionais e sociais, da eliminação de privilégios, do efetivo combate à corrupção, da valorização da gestão transparente e responsável, da correção de distorções arraigadas, enfim, de medidas inadiáveis para recolocar o país na rota do desenvolvimento. São elas:

1 – Acabar com a reeleição para cargos do Poder Executivo. O modelo atual, vigente desde 1997 por alteração constitucional casuística, já deu mostras de que não funciona. Isso porque o governante em seu primeiro dia de gestão já passa a pensar e agir visando à reeleição. Governos que deveriam ser de coalização se transformam rapidamente em governos de cooptação, com negociações muitas vezes espúrias e loteamento de cargos técnicos entre políticos. Se o mandato de quatro anos é de fato curto para o governante implantar seus projetos, o ideal seria fixar um mandato mais longo – de cinco ou seis anos, no máximo -, sem possibilidade de um novo mandato imediato.

2 – Retomada da prisão em segunda instância. A proibição da prisão de condenado em segunda instância judicial por decisão colegiada precisa ser revista com urgência. Tal como está, apenas aumenta na sociedade a sensação de impunidade e alimenta a falsa ideia de que o crime compensa. Não contribui em nada para o combate à corrupção porque até permite que gestores públicos condenados por tal crime possam recorrer em liberdade e se candidatarem novamente a cargos eletivos nos quais praticaram os malfeitos, retomando, se eleitos, o direito ao foro privilegiado, num círculo vicioso imoral e altamente prejudicial ao país. E se não for possível a prisão de segunda instância, no mínimo temos que adotar a Imprescritibilidade dos crimes contra a administração pública.

3 – Redução drástica do foro privilegiado. O instituto do foro por prerrogativa de função, criado para proteger o julgamento de autoridades de cargos específicos e evitar decisões arbitrárias, transformou-se, no Brasil, em um manto de impunidade. O que deveria ser exceção tornou-se regra: nada menos que cerca de 55.000 ocupantes de cargos públicos são beneficiados pelo foro privilegiado, abrangência que não encontra similaridade em nenhum outro país do mundo. É preciso um corte drástico, restringindo esse benefício apenas aos presidentes dos Três Poderes, autoridades máximas na República.

4 – Reavaliação da candidatura de suplentes. A legislação precisa ser alterada para vedar a participação de parentes do candidato ao cargo eletivo na mesma chapa, como vice-presidente, vice-governador ou vice-prefeito, ou ainda como suplente de senador. A permissão atual possibilita verdadeiros feudos familiares e situações esdrúxulas, como a esposa ou filho do governante, na condição de vice, assumir o cargo principal depois do titular do cargo ter sido afastado por corrupção. Inaceitável.

5 – Despolitização dos tribunais de contas. É necessário que os órgãos de controle externo – Tribunais de Contas da União, dos Estados e dos Municípios – tenham todos os seus integrantes escolhidos mediante concurso público e não mais nomeados livremente (após aprovação do Legislativo), o que possibilita a políticos ocuparem as cadeiras de conselheiros, como ocorre atualmente, sem necessidade de comprovação de conhecimento técnico para a função e carregando velhos vícios da má política.

6 - Remodelação dos Fundos Partidário e Eleitoral. Custeados com recursos do contribuinte, os Fundos Partidário e Eleitoral, ambos milionários, necessitam sofrer drástica redução a nível compatível com as limitações orçamentárias do País para setores prioritários à população, como saúde, educação, habitação e saneamento básico. Essa situação exige a redemocratização do acesso os gordos cofres desses fundos, hoje geridos discricionariamente pelos líderes das legendas, além de buscar maior transparência na utilização dos recursos, incluindo a publicação prévia dos valores destinados a cada candidato.

7 – Limitação dos gastos tributários da União. Os excessivos gastos tributários da União sugam o orçamento da nação, já limitado. Por isso, precisam sofrer redução substancial, com limitação a até 1,5% do PIB (cerca de R$ 160 bilhões/ano). Isso geraria economia de R$ 296 bilhões/ano aos cofres públicos. Além disso, os benefícios fiscais somente devem ser concedidos para correção das desigualdades regionais e sociais, conforme já estabelece a Constituição (CF Arts. 3º, 43, 151, 155 e parágrafos 6º e 7º do art. 165). Para a completa moralização desses recursos, é preciso também que tais benefícios sejam concedidos apenas por tempo limitado, com valores decrescentes ao longo dos anos. Necessário, ainda, garantir transparência a respeito dos beneficiários e exigir auditagem periódica – por órgão externo – para verificação da efetividade de cada renúncia. Outra medida imprescindível é vetar novos gastos tributários feitos com a renúncia de impostos compartilhados (IR e IPI), a fim de não prejudicar estados e municípios. Ou, na hipótese de concessão, que seja obrigatória a compensação com a receita da parcela do IR pertencente à União.

8 – Redução das desigualdades regionais e sociais. Para tornar o Brasil um país menos injusto regional e socialmente, o Congresso deveria aprovar alteração legislativa obrigando a União a destinar 40% do valor de redução dos gastos tributários em ações específicas para essa finalidade. Isso garantiria R$118,40 bilhões por ano para aplicação obrigatória em infraestrutura nas regiões norte, nordeste e centro-oeste, para investimento em educação, e para a correção anual das tabelas do Imposto de Renda Pessoa Física. Também é necessário exigir a drástica redução da tributação sobre consumo para 15% da carga tributária (no máximo) e também da tributação sobre a folha e contribuições sociais (emprego), além de aumentar a tributação sobre renda e capital, de modo a compensar perdas das receitas com tributação sobre o consumo.

9 – Revisão do Código de Processo Penal. É urgente a revisão do Código de Processo Penal para agilizar a tramitação dos processos, evitar a prescrição e, por consequência, assegurar a punição. Convém reavaliar os prazos para a conclusão dos inquéritos criminais e para o Ministério Público analisar o resultado das investigações e apresentar a denúncia ao Poder Judiciário ou, conforme o caso, requerer o arquivamento. A morosidade da Justiça brasileira é uma crítica antiga e justificada.

10 – Responsabilização maior dos maus gestores públicos. Por fim, medida necessária é a fixação de pena de inelegibilidade (por 10 ou 20 anos) para os governantes condenados por geração de déficit primário, uma vez que é responsabilidade do agente público zelar pela correta aplicação dos recursos públicos, sem o comprometimento da receita, notadamente para gestão subsequente.

Debruçar-se sobre essas 10 questões, fundamentais, é a grande contribuição que o novo Congresso pode dar ao Brasil, o país das oportunidades perdidas e que precisa urgentemente recuperar o tempo perdido, reencontrar o rumo do desenvolvimento e, assim, oferecer uma nova perspectiva de vida digna aos seus 215 milhões de cidadãos, muito lembrados na hora do voto, porém ignorados ao longo dos anos.

Fiscalizar o Executivo é uma das funções precípuas da Câmara e do Senado. Fazer isso com seriedade é um grande passo, mas é possível avançar, discutindo com coragem e maturidade tais pontos, propondo e aprovando projetos de lei para mudar a realidade atual, corrigindo omissões, provocando ações efetivas, contribuindo, enfim, para tornar a nação mais digna para todos os brasileiros.

 

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”.
https://samuelhanan.com.br


Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética manifesta preocupação com PL que prevê notificação compulsória de complicações associadas a procedimentos estéticos

Entidade emitiu nota de posicionamento e defende que, do modo como a propositura está, pode haver distorções interpretativas que prejudiquem os profissionais da saúde


A Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem) emitiu uma nota de posicionamento manifestando preocupação em relação ao parecer aprovado, no fim de novembro, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei n.º 9602/2018, da ex-deputada Pollyana Gama (PPS-SP) e da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), prevê a notificação compulsória de complicações associadas a procedimentos estéticos, como lipoaspiração e implantes de silicone.

A proposta determina, entre outros pontos, que devem ser notificados todos os eventos adversos associados a procedimentos estéticos, cirúrgicos ou não cirúrgicos; que a notificação deve ocorrer ainda que a complicação não tenha surgido logo após o procedimento, desde que esteja relacionada a ele; e que na declaração de óbito deverá constar o procedimento realizado e o profissional que atestou a morte também é responsável pela notificação.

Como foi aprovada em caráter conclusivo, a proposta será encaminhada ao Senado, a menos que haja recurso para votação em Plenário. Caso o projeto vire lei, quem descumprir a medida estará sujeito às penalidades previstas no Código Penal e na Lei de Infrações Sanitárias.

“Nossa preocupação está em relação a alguns trechos da proposta que podem sugerir uma associação direta entre a intercorrência decorrente do procedimento e a atuação dos profissionais envolvidos. Tal abordagem pode suscitar interpretações equivocadas e prejudicar a reputação dos profissionais de saúde. É essencial destacar que nem todo evento adverso está necessariamente vinculado à atuação do profissional”, destaca o presidente da Anadem, Raul Canal.

Um dos trechos citados como possível causador de distorções interpretativas é o parágrafo único do artigo 2º, no qual está determinado que “a notificação deverá ser realizada ainda que a complicação não tenha ocorrido imediatamente após o procedimento, desde que seja provável consequência do mesmo”. Para o presidente da Anadem, “tal determinação pode culminar em um perigoso pré-julgamento de profissionais de saúde, uma vez que, mesmo sem exames que apontem a correlação do procedimento com o evento adverso, a conduta do profissional deverá ser investigada e julgada, prejudicando a isonomia de tratamento entre profissionais médicos”.

Segundo a Anadem, o parágrafo único do artigo 3º do projeto de lei também requer melhor definição. Ele determina que em caso de óbito decorrente de complicações associadas a procedimentos estéticos “a declaração de óbito deverá constar o procedimento realizado que deu origem a sequência de fatos que culminaram com o óbito”. Raul Canal explica: “a Lei novamente firma um pré-julgamento, desconsiderando a infinidade de questões que possam ter culminado na fatalidade. Ademais, limitar a notificação a procedimentos estéticos pode criar uma percepção injusta de que essas práticas são mais suscetíveis a complicações, o que não reflete a realidade”.

Por fim, o presidente da Anadem reforça a busca da entidade pela contínua melhoria da prática médica, bem como de seus profissionais. “Nosso compromisso é com a busca contínua pela excelência na prática médica e na defesa dos interesses dos profissionais de saúde. É necessária uma abordagem equilibrada que promova a segurança do paciente sem comprometer a justa imagem e atuação desses profissionais”, conclui Raul Canal.




Anadem

A Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem) foi criada em 1998. Enquanto entidade que luta pela categoria de seus direitos, promove o debate sobre questões relacionadas ao exercício da medicina, além de realizar análises e propor soluções em todas as áreas de interesse dos associados, especialmente no campo jurídico. Para saber mais, clique aqui.

Hospedagem de Sites: O Motor Invisível da Economia Digital.


A hospedagem de sites, em ampla maioria é  vista apenas como uma peça técnica dentro da internet, quando na verdade é um pilar fundamental da economia digital. Sua influência ultrapassa a simples disponibilidade de sites online, moldando profundamente o cenário dos negócios, a inovação tecnológica e as interações sociais no mundo contemporâneo.

 

No cerne da revolução digital, a hospedagem de sites serve como uma grande democratizadora do espaço comercial. Ela oferece a pequenas empresas e empreendedores a oportunidade de competir com gigantes estabelecidos, eliminando muitas das barreiras tradicionais de entrada no mercado. Ao possibilitar que até mesmo os menores negócios marquem sua presença online com custos relativamente baixos, a hospedagem de sites estimula uma diversidade sem precedentes no mercado global.

 

Esta acessibilidade não apenas nivela o campo de jogo comercial, mas também serve como um estímulo para a inovação. Com a barreira de entrada reduzida, mais pessoas são encorajadas a transformar suas ideias em realidade. Startups e pequenos negócios podem lançar seus sites rapidamente e começar a operar, dando vida a soluções inovadoras e disruptivas que podem ter permanecido inexploradas em um ambiente mais restritivo.

 

Além disso, a hospedagem de sites conduz à transformação dos modelos de negócios. Empresas que dependiam predominantemente de operações físicas estão agora migrando ou expandindo para o domínio online,  e nessa fase é importante considerar um bom servidor  de sites, indiferentemente de preço, já que ele será a engrenagem para o negócio, contar com uma hospedagem de sites no comércio eletrônico não apenas amplia seu alcance de mercado, mas também traz eficiências operacionais significativas, refletindo na lucratividade e na sustentabilidade dos negócios.

 

Entretanto, com estes benefícios vêm desafios notáveis, particularmente em termos de segurança e privacidade de dados. À medida que a atividade comercial se intensifica no mundo online, a proteção de informações sensíveis torna-se uma questão crítica. Provedores de hospedagem devem, portanto, investir continuamente em tecnologias de segurança avançadas para salvaguardar contra violações de dados e ataques cibernéticos, um imperativo não apenas para a confiança do consumidor, mas para a integridade da economia digital como um todo.

 

A hospedagem de sites é muito mais do que um mero serviço técnico; ela é um facilitador essencial de um ecossistema digital dinâmico e um vetor crucial para o futuro econômico. Seu papel na economia digital não é apenas manter os sites acessíveis, mas também impulsionar a inovação, nivelar o campo de atuação para empresas de todos os tamanhos e garantir que a economia digital continue a prosperar de maneira segura e inclusiva. À medida que avançamos nesta era digital, é imperativo que reconheçamos e nutramos esse papel vital da hospedagem de sites.

 

Roberto Martins - Especialista em Tecnologia e CEO da Avantiv


Do capacitismo à valorização: desafios e soluções na inclusão profissional de pessoas com deficiência visual

No Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, as especialistas em diversidade e inclusão Kaká Rodrigues e Renata Torres comentam o baixo índice de emprego dessas pessoas e como as empresas podem incluí-las 



No dia 13 de dezembro foi instituído o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, uma data que visa conscientizar a sociedade sobre os direitos e potenciais desse grupo. Uma das áreas em que ainda há muito a avançar é a do mercado de trabalho, na qual as pessoas com deficiência visual enfrentam não só barreiras de acessibilidade, mas também preconceito.

Segundo relatório do IBGE de 2019, existem cerca de 7 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil. Desse total, apenas 37% estão empregadas. Um dos principais pontos responsáveis por esta baixa taxa é um conceito que se tornou mais conhecido recentemente, o capacitismo. O termo refere-se à discriminação contra pessoas com deficiência em geral, baseada na falsa e preconceituosa ideia de que estas seriam ‘inferiores’ ou incapazes de realizar determinadas atividades.

O combate ao capacitismo pode começar nas empresas, segundo Kaká Rodrigues, co-founder da consultoria Div.A Diversidade Agora! e especialista em diversidade e inclusão. “Para mudar essa realidade, é preciso que as organizações adotem medidas para promover a inclusão e a acessibilidade das pessoas com deficiência visual em seus ambientes de trabalho. Elas devem oferecer treinamentos e capacitação para todas as pessoas colaboradoras, inclusive as com deficiência, visando não só a orientar sobre melhores maneiras de convivência e comunicação, mas também à sensibilização”, explica a especialista.

Kaká reforça ainda que a estrutura física da empresa é outro ponto que necessita de atenção para quebrar barreiras. “A organização que disponibiliza recursos e tecnologias assistivas, como softwares leitores de tela, lupas eletrônicas, impressoras em braile e teclados adaptados, por exemplo, e eliminam obstáculos e dificuldades arquitetônicas, facilitam o acesso, tornando as pessoas colaboradoras com deficiência visual muito mais integradas e acolhidas”, ressalta.

Para além dessa adaptação física, há o principal fator, que é o respeito. Renata Torres, também co-founder da consultoria Div.A Diversidade Agora! e especialista em diversidade e inclusão, alerta que o capacitismo não aparece somente de forma agressiva. “Todos nós precisamos respeitar as especificidades e as preferências de cada pessoa com deficiência visual, sem infantilizar ou superproteger, mas também sem ignorar ou negligenciar suas necessidades e demandas”, explica. A especialista salienta que todos podem ter sua oportunidade se a sociedade quebrar o paradigma do preconceito. “Valorizar as competências e os talentos das pessoas com deficiência visual é simplesmente reconhecer seus méritos, oferecendo oportunidades de crescimento profissional”, comenta Renata. 

A especialista reforça ainda que, “ao adotar essas medidas, as empresas não só cumprem a legislação vigente, que estabelece cotas para a contratação de pessoas com deficiência, mas também contribuem para a construção de uma sociedade mais justa, diversa e inclusiva, na qual todos possam exercer sua cidadania e sua autonomia”, conclui Renata Torres.



Cuidado com as compras por impulso

Veja dicas para praticar o consumo consciente e evitar gastos excessivos durante esse período de festas


A tentação de cair nas compras por impulso segue firme, turbinada pelas promoções de dezembro do Natal e as liquidações de começo de ano, o que exige controle emocional e financeiro redobrado das pessoas, alerta o advogado Emanuel Pessoa, sócio do Emanuel Pessoa Advogados. “Nesse período, é muito fácil as pessoas se empolgarem com a chegada do 13º salário e se esquecem de que as contas para quem comete excessos vão chegar”, avalia.

“É sempre importante o consumidor pensar em como não desequilibrar o orçamento. Nas compras por impulso, em que se gasta pensando unicamente que a parcela cabe, as pessoas se esquecem que outras compras podem ser necessárias mais adiante. Isso decorre da vontade das pessoas de obter satisfação imediata, mesmo que gastem mais [pagando com juros] para ter algo que desejam”, completa o advogado. 

As compras por impulso são feitas pela maioria dos consumidores que participaram de uma pesquisa de 2023 do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL): 60% deles admitiram ter esse comportamento.no mês anterior à pesquisa (agosto). O grande motivador foi a facilidade de crédito, principalmente para compras de roupas, calçados e acessórios (22%), supermercado (18%) e perfumes e cosméticos (14%). 

Outro dado da pesquisa revela que 52% dos entrevistados possuem até 75% da sua renda mensal comprometida com pagamento de dívidas em atraso.


Mais presença, menos presentes

Outra consequência negativa das compras por impulso é o consumo excessivo que gera muito lixo (embalagens e produtos antigos) e impactos no meio ambiente, alerta o professor doutor Edson Grandisoli, coordenador pedagógico do Movimento Circular, organização multissetorial que defende a adoção de princípios de Economia Circular – uso eficiente de recursos e combate ao desperdício.

As pessoas poderiam comprar menos produtos e utilizar os existentes por mais tempo, segundo Grandisoli. Isso reduziria a extração de recursos da natureza e a quantidade de resíduos descartados. “Ao comprar algum produto, é importante levar em consideração se as empresas fabricantes assumem compromissos ambientais, investem ou doam parte dos lucros desse período para ações que incentivam a circularidade e a sustentabilidade”, sugere.


Dicas para um Natal Circular:

1) Considere dar presentes de valor sentimental, como doações, passeios, doces ou biscoitos feitos por você. Eles geram menos resíduos do que produtos, argumenta Grandisoli. “Mais do que presente, presença.”

2) Renove a casa sem comprar nada. O coordenador sugere consertar e reformar móveis e eletrônicos em vez de comprar novos. Doar ou trocar roupas e sapatos em brechós e decorar a casa com itens de anos passados. 

3) Festeje com menos impacto e desperdício. Para a ceia, faça a quantidade certa de comida, evite usar artigos descartáveis e sirva frutas dr época compradas de produtores locais. Se sobrar comida, doe o excedente e faça compostagem dos resíduos orgânicos. 

4) Planeje suas compras dando preferência aos produtores locais e escolha itens duráveis, reutilizáveis ou recicláveis, que tenham pouca ou nenhuma embalagem e sejam de empresas socioambientalmente responsáveis. 


Pesquise e planeje:

Já para evitar as compras por impulso, Pessoa dá algumas dicas:

5) Avalie sua necessidade

O produto que você precisa não é necessariamente o mesmo que está em oferta. Se você está interessado em algo, reflita se ele atende a uma necessidade ou é uma oportunidade de ocasião. A dica de Pessoa é deixar para decidir depois. “Sempre escolho algo e deixo para pensar depois se realmente preciso ou quero. Na maioria das vezes, isso me ajuda a evitar compras impulsivas.”

6) Pesquise sempre

Essa é a dica mais importante. É comum as lojas criarem páginas e anúncios chamativos com “as melhores ofertas”, “pagamento facilitado”, “frete grátis” ou “últimas unidades”. Não se deixe influenciar por essas mensagens publicitárias e concentre-se na pesquisa de características do produto, reputação da loja e preço. Quanto antes você começar a pesquisa, maior as chances de encontrar uma oferta real. Monitorar os valores ao longo dos meses permite saber se o preço foi reajustado para cima, por exemplo. Há vários sites de busca que comparam preços e podem ser grandes aliados.

Pessoa recomenda um olhar minucioso sobre as condições de pagamento. “Verifique as famosas letras miúdas do contrato de compra e venda, em particular os juros de financiamento. Conheça também as cláusulas de garantia e de troca, que costumam ter disposições especiais nesse período.”

7) Desconfie de preços muito baixos

Se o produto está com um preço muito atrativo, mas o site é desconhecido, o cuidado tem que ser redobrado. Antes de clicar no botão de compra, respire e cheque a página desse vendedor para se certificar que as especificações do produto estão claramente descritas. Procure reparar em tudo, como a url do site, fotos do produto e condições de pagamento. Também pesquise referências, como CNPJ, endereço e comentários nas redes sociais ou sites de defesa do consumidor.

8) Faça contas

A facilidade nas condições de pagamento, especialmente no parcelado, pode confundir o consumidor. Ao se endividar no fim do ano, o consumidor precisa considerar que o mês de janeiro traz despesas adicionais, como IPTU, IPVA e outros gastos.

9) Guarde a oferta

Seja no formato online ou offline, documente todas as etapas de compra. Guarde o anúncio, se ele for de papel, ou tire o print da oferta no computador, a descrição do produto e as condições de pagamento. É importante que toda a compra esteja registrada, para que ela possa ser comprovada caso necessário.

10) Use meios de pagamento seguros

Na hora de fechar a compra, utilize métodos de pagamento seguros e forneça somente informações necessárias. Não confie em sites que pedem dados excessivos.

 

Emanuel Pessoa - Advogado especializado em Governança Corporativa, Direito Societário, Contratos e Disputas Estratégicas. Mestre em Direito pela Harvard Law School, Doutor em Direito Econômico pela USP, Certificado em Negócios por Stanford, Bacharel e Mestre em Direito pela UFC, além de palestrante e comentarista.

Movimento Circular
https://movimentocircular.io/
LinkedIn: company/movimento-circular/
Instagram: @movimentocircular

 

Feirão de Empregos exclusivo para migrantes será neste sábado, 16 Vagas contemplam 11 municípios da região


Vai acontecer neste sábado, 16, o Feirão de Empregos que visa atender exclusivamente migrantes e refugiados. A iniciativa abrange os municípios de Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Navegantes, Ilhota, Luiz Alves, Balneário Piçarras, Penha, Itapema, Porto Belo e Bombinhas. O evento acontece das 9h às 16h, no campus da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), localizado em Balneário Camboriú. 

O Feirão visa aproximar empresas que valorizam a diversidade e estão em busca de novos talentos para preencher o seu quadro de colaboradores. Na oportunidade, os migrantes também vão receber orientações sobre documentação e suporte para a elaboração de seus currículos.

A ação resulta de uma parceria entre o Núcleo de Apoio ao Migrante – NAM, projeto de extensão vinculado à Univali, com a Círculos de Hospitalidade e a Agência da ONU para as Migrações, OIM.

 

Saiba como participar 

A população de migrantes e refugiados, interessada em participar do Feirão de Empregos, deve realizar a inscrição antecipada na internet, por meio deste link:
https://b24-s2017m.bitrix24.site/crm_form_2wov6/ .
 

No dia do evento, é preciso apresentar CPF, um documento migratório válido e a Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS. Quem ainda não tiver a CTPS, poderá fazer no dia. Já os migrantes que ainda não tiverem documento migratório válido, receberão orientações de como proceder para regularizar a situação.

As empresas que desejam divulgar oportunidades de trabalho no Feirão, podem entrar em contato com a responsável pela gestão de parcerias, Daniela de Almeida Heidemann. As orientações serão disponibilizadas pelo e-mail emprega@circulosdehospitalidade.org ou via WhatsApp, pelo número (48) 9155-8263.

 

Registro de novos agrotóxicos segue em alta no Brasil

Dados do “Atlas dos Agrotóxicos” revelam que o país tem batido recordes consecutivos na série história de registros de novos pesticidas e aprovação do PL do Veneno criará “risco aceitável” para substâncias relacionadas ao câncer, entre outras doenças


Maior consumidor de agrotóxicos do mundo, o Brasil já aprovou 505 novos registros de pesticidas apenas neste ano, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Entre 2019 e 2022 foram liberados 2.181 novos registros, uma média de 545 ao ano, e a expectativa é de que esse número cresça ainda mais com a recente aprovação do PL dos Agrotóxicos pelo Senado, caso seja sancionado pelo presidente Lula. Entre outras alterações, o projeto prevê a criação do “risco aceitável” para substâncias que atualmente tem registro proibido por terem impactos relacionados ao desenvolvimento de câncer, alterações hormonais, problemas reprodutivos ou danos genéticos. 

A publicação “Atlas dos Agrotóxicos”, produzida pela Fundação Heinrich Böll, revela que desde 2016, o Brasil tem batido consecutivos recordes na série histórica de registro de agrotóxicos, que teve início em 2000. Em 2022, foram 652 agrotóxicos liberados, sendo 43 princípios ativos inéditos. 

Estimativas relacionadas aos impactos da intoxicação por agrotóxicos, com base em dados oficiais coletados entre 2007 e 2014, estimam possível ocorrência de 59,3 mil mortes em um total de 1,25 milhões de pessoas contaminadas. O número é obtido por meio de cálculos que consideram a subnotificação de registros. Pode-se gastar até R 150 por caso de intoxicação por agrotóxicos, o que pode ser estimado em um custo anual de R 45 milhões. 

Já as perdas em serviços ecossistêmicos alcançam dimensão totalmente desconhecida. Com a aprovação do PL 1459/2022, conhecido como PL do Veneno, as mudanças propostas oficializam a prioridade do Ministério da Agricultura no registro de novos agrotóxicos: o ministério passaria a ser o único órgão registrante dos agrotóxicos, restando ao Ibama e à Anvisa, um papel subordinado de avaliação ou homologação das avaliações. 

Embora concorde que o processo de registros atual seja lento, Alan Tygel, da Campanha Contra os Agrotóxicos, acredita que o ideal, na verdade, seria haver mais participação do Ibama, Anvisa e Ministério da Agricultura para análises em vez de flexibilização da lei. “O primeiro ano do Lula causou um descontentamento grande. Esperávamos sinalização de maior preocupação”, avalia Tygel, um dos autores do “Atlas dos Agrotóxicos”.

 

25% dos alimentos vegetais carregam resíduos irregulares de agrotóxicos, diz Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revelou na última quarta-feira (06) que um em cada quatro alimentos de origem vegetal no país contém resíduos de agrotóxicos, proibidos ou em níveis superiores ao permitido por lei. O levantamento faz parte de um estudo do Programa de Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos (PARA), vinculado à Anvisa, que analisou 1.772 amostras de 13 alimentos diferentes coletados em 79 municípios brasileiros em 2022. 

Os resultados mostraram que 41,1% das amostras analisadas no estudo não possuíam resíduos de agrotóxicos, enquanto 33,9% estavam dentro dos limites permitidos. Contudo, 25% apresentaram inconformidades, como a presença de agrotóxicos não autorizados ou em quantidades excessivas. Mais grave ainda, 0,17% das amostras, ou três amostras, apresentaram risco agudo, que, segundo a Anvisa, representa dano à saúde ao ingerir muito alimento com esses insumos em pouco tempo, como numa refeição. 

Das 2,6 milhões de toneladas de agrotóxicos utilizadas ao ano no mundo, o Brasil emerge como um dos maiores consumidores desse mercado que movimentou quase 28 bilhões de euros, cerca de 101 bilhões de reais, apenas em 2020, de acordo com o Atlas dos Agrotóxicos. O estudo, coordenado pela Fundação Heinrich Böll Brasil, mostra que em 2021, o país se tornou o maior importador mundial dessas substâncias, com um salto de 384.501 toneladas em 2010 para 720.870 toneladas em 2021, portanto, um aumento de 87%.
 

Saúde pública

O crescimento no uso de agrotóxicos no Brasil coloca o país em uma posição sensível no que diz respeito à segurança alimentar e à saúde pública. A partir de dados da própria Anvisa, o Atlas levantou que entre 2010 e 2019 foram registrados 56.870 casos de intoxicações por agrotóxicos, o que representa uma média de 5.687 casos por ano, ou aproximadamente 15 pessoas intoxicadas diariamente. Entretanto, o próprio Ministério da Saúde do Brasil admite que o número de subnotificações é elevado e que, logo, o número real de pessoas intoxicadas pode ser maior.

Este impacto se dá, também, na saúde de crianças e adolescentes. Cerca de 15% de todas as vítimas de intoxicação por agrotóxicos no Brasil pertencem a esse grupo etário. Já entre os bebês, foram 542 intoxicados no período de 2010 a 2019. Além disso, as gestantes também sofreram com esse cenário, com 293 delas intoxicadas no mesmo período. Com efeitos que se estendem além do próprio corpo, a situação pode afetar a saúde de seus bebês por meio do leite materno e até mesmo antes do nascimento. 

O documento aponta ainda para uma correlação entre a exposição prolongada aos agrotóxicos e o aumento da incidência de doenças crônicas. As evidências indicam uma alta taxa de desenvolvimento de doenças como Parkinson, leucemia infantil, câncer de fígado e de mama, diabetes tipo 2, asma, alergias, obesidade e distúrbios endócrinos.

No curto prazo, a exposição aguda a esses insumos está ligada a uma série de sintomas debilitantes, como fadiga extrema, apatia, dores de cabeça intensas e dor nos membros. Em situações críticas, há o risco de falha de órgãos vitais, incluindo coração, pulmões e rins. Aproximadamente 11 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo devido a envenenamentos não intencionais por agrotóxicos. 

O Atlas mostra que, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) pode gastar até 150 reais por caso de intoxicação por agrotóxicos, totalizando um custo estimado anual de R 45 milhões. Estudos compilados na publicação, mostram um mau negócio a partir do uso excessivo desses defensivos agrícolas. O custo para o SUS pode chegar a US 1,28 para cada US 1 investido em pesticidas, a depender do tratamento.


Agrotóxicos no mundo

A exposição a esse risco não se restringe ao Brasil. Atualmente, estima-se que ocorram cerca de 385 milhões de casos de intoxicações agudas por agrotóxicos a cada ano em todo o mundo; em 1990, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número total de intoxicações era de 25 milhões. A escalada desses números ao longo dos anos pode ser atribuída ao uso intensificado de agrotóxicos em escala global. Hoje, 11 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo devido a envenenamentos não intencionais.

Desde 1990, a quantidade mundial de agrotóxicos utilizados aumentou em quase 62%, com crescimento expressivos em regiões específicas: 484% na América do Sul e 97% na Ásia. Essa aceleração no uso de agrotóxicos é particularmente preocupante em regiões do Sul Global, onde as regulamentações ambientais, de saúde e segurança são muitas vezes mais fracas.

 

Sobre a Fundação Heinrich Böll

A Fundação Heinrich Böll é uma organização política alemã, presente em mais de 35 países e conectada ao Partido Verde da Alemanha. Seus escritórios na América Latina têm um compromisso especial com as organizações da sociedade civil do campo crítico porque acreditam que essas são fundamentais para o fortalecimento democrático. Promover diálogos pela democracia e buscar a garantia dos direitos humanos; atuar em defesa da justiça socioambiental; defender os direitos das mulheres e se posicionar como antirracista são os valores que impulsionam as ideias e ações da Fundação. No Brasil, a organização apoia projetos de diversas organizações da sociedade civil, organiza debates e produz publicações gratuitas. No campo da justiça socioambiental, busca fortalecer o debate público que alie a defesa do meio ambiente com a garantia dos direitos dos povos do campo e da floresta.

 A publicação está disponível através do link. 

 

Quatro em cada dez jovens inseridos no mercado de trabalho estão na informalidade

Trabalhador informal está mais exposto à acidentes, como motoboys, por exemplo; SBCOC explica lesão mais comum e faz alerta



Estudo inédito divulgado nesta segunda-feira (11), realizado pela Agenda Jovem Fiocruz e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio e intitulado "Panorama da Situação de Saúde de Jovens Brasileiros de 2016 a 2022: Intersecções entre Juventude, Saúde e Trabalho", mostra que quatro em cada dez brasileiros (43,6%) entre 15 e 29 anos inseridos no mercado de trabalho estão na informalidade. Ainda de acordo com a pesquisa, 28% desses jovens foram expostos a alguma situação de risco à saúde.

Uma das atividades mais comuns, exercida de maneira informal, é a de entregador. Um levantamento, do IPEA, divulgado em maio do ano passado, indicou que o Brasil tem 1,5 milhão de pessoas que atuam como motoristas e entregadores de aplicativos, taxistas, mototaxistas e outras atividades por conta própria no setor de transporte. Enquanto cresce o número de entregadores de moto, crescem também os acidentes. A lesão mais comum em acidente com motocicleta é a fratura da clavícula, osso em formato de “S”, localizado na parte superior do tórax e responsável por fazer a ligação entre o tronco e os braços, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo (SBCOC), Sandro da Silva Reginaldo.

“A clavícula é um dos importantes componentes que permitem a mobilidade dos membros superiores e a implicação de força. Quando a pessoa sofre uma queda sobre o ombro, toda a energia do impacto é transferida para essa região, o que resulta na fratura do osso, situação frequentemente vista em acidentes de moto. Em acidentes com motocicleta, a própria pessoa que a conduz é o para-choque, intensificando a gravidade das lesões”, afirma o cirurgião.

O presidente da SBCOC explica que há três tipos de fratura de clavícula. “Há a fratura transversa, que ocorre em uma linha mais ou menos reta; a oblíqua, quando a fratura lesiona o osso diagonalmente; e a cominutiva, quando o osso quebra em vários pedaços”, lista. “Quando a fratura não apresenta desvio ou encurtamento significativo, o tratamento é conservador, do contrário, pode haver necessidade de cirurgia”, completa, acrescentando que é importante a avaliação de um especialista para o diagnóstico correto.

O especialista ressalta que a recuperação deste tipo de fratura é “um transtorno” que vai prejudicar a execução de outras tarefas do dia a dia por, pelo menos, três meses. A recuperação completa pode durar até seis meses. “No caso do trabalhador informal, ainda há o agravante de estar desprovido de garantias básicas de saúde e segurança do trabalho”, conclui.


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