Pesquisar no Blog

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pai do século 21, mais ativo e participativo



São grandes as mudanças que envolvem a família neste início de século 21. Mesmo marcada por incertezas em relação a caminhos a seguir, em especial na educação e no campo profissional, a família passa por transformações maravilhosas. Carrega mais transparência e compartilhamento entre pais e filhos. A maioria das decisões é tomada em grupo. As escolhas são mais respeitadas. 

O amor e a dedicação de um verdadeiro pai com certeza são os mesmos de antigamente, de seus pais e avós. Mas mudaram as condutas, as atitudes e reações do pai perante a família e a sociedade, consolidando tendências surgidas a partir dos anos 70. O homem que hoje está na faixa dos 50 ou 60 anos deve se lembrar bem de quando era criança. A figura do pai, geralmente, era a de uma pessoa sisuda, mais silenciosa e reflexiva, e muito mais preocupada com o sustento da família do que com a convivência direta com os filhos.

Hoje, os pais são mais ativos e participativos, reflexo de relacionamentos mais transparentes e respeitosos entre marido e mulher. As conquistas das últimas décadas conseguiram transformar positivamente a vida familiar, permitindo mais solidez ao exercício da paternidade. Os jovens casais de hoje se moldam juntos, decidem juntos, constroem juntos, aprendem juntos, educam juntos. O amor, desde que sincero e verdadeiro, se torna mais visível, mais lindo. Juntos, também, os casais enfrentam qualquer tipo de dificuldade para garantir saúde e educação de boa qualidade para seus filhos.

Em seu livro Trabalho e Amor – Como construir uma carreira brilhante (IRH Press do Brasil), o mestre japonês Ryuho Okawa, em mensagem ao pai que tanto batalha pelo conforto de sua família, diz que “se o trabalho (dele) for recompensado com uma casa esplêndida, uma família maravilhosa, estabilidade financeira e a liberdade de realizar muitas coisas, ele ficará estimulado a melhorar suas habilidades. Isso pode parecer egoísmo, mas não é, pois faz parte do grande plano de Deus”. Okawa enfatiza que “um trabalho (ou missão) ao qual alguém dedica sua vida nunca fica sem recompensa. Isso é um fato. E quando essa recompensa chega, ela enche a alma de alegria”.
 
Mesmo com os grandes desafios socioeconômicos de nossa época, temos que comemorar o Dia dos Pais com muito entusiasmo e amor, torcendo para que tenham a capacidade e a oportunidade de participar cada vez mais da vida dos filhos e de dar-lhes uma boa educação. Essa participação é fundamental na formação de seu caráter. Levantamento inédito recentemente divulgado aponta que dois em cada três jovens ou adolescentes considerados infratores vêm de famílias que não têm o pai dentro de casa. Sendo assim, abençoados sejam os pais que ao regressar ao lar, após enfrentar um dia de trabalho extenuante, trânsito ou meios de transporte lotados, ainda encontram forças para abraçar a família e participar com a esposa de todas as iniciativas e decisões, não deixando que o fardo da dupla jornada recaia apenas sobre a mulher. 

Que mais papais sejam os grandes amigos dos filhos – brincando, contando histórias e fazendo-os sonhar quando pequenos; ouvindo, aconselhando e respeitando suas escolhas e opções quando crescidos. É assim que desejamos a todos um “Feliz Dia dos Pais”. E que essa felicidade transforme e fortaleça as famílias, tornando-as a base de uma sociedade menos materialista e mais humana.




Kie Kume - gerente geral da editora IRH Press do Brasil, dedicada a lançar em português os livros do mestre japonês Ryuho Okawa - best seller no Japão, com mais de dois mil títulos  publicados em 28 idiomas e mais de 100 milhões de cópias vendidas em todo o mundo (www.irhpress.com.br)


O NOVO PAI: APRENDIZ, ORIENTADOR E CAPAZ DE DAR EXEMPLO




Especialista destaca os pontos que marcam a relação entre pai e filho no cenário atual

Que o perfil dos filhos mudou, ninguém duvida. Eles são mais tecnológicos, lidam com diversos temas simultaneamente e têm voz ativa por meio das redes sociais. E seus pais? Para manter a conexão com as novas gerações, cabe a eles estar atento aos assuntos e atividades que os filhos gostam, ler e ouvir o que eles buscam, conhecer seus amigos, mas também mostrar que estão abertos a aprender com os filhos.

“É claro que os pais sabem muito e têm muito a ensinar sobre valores que são atemporais como educação, gentileza, ética, respeito e empatia”, explica Marco Gregori, criador da Rede VIAe, método educacional vivenciado por cerca de três mil alunos na Grande São Paulo, cuja proposta é estimular competências e habilidades demandadas para o século 21, como tolerância, cooperação e resiliência. “Mas há uma novidade importante: os pais também devem mostrar capacidade de aprender com os filhos, que realmente têm muito para ensinar. Hoje, a relação é muito mais intensa e ocorre em mão dupla, diferentemente de décadas atrás, quando o aprendizado cabia quase que unicamente aos filhos”, completa.

Para os pais, a principal vantagem de estar aberto a este aprendizado é resgatar a criatividade, a paixão e a sinceridade típicas de crianças e adolescentes. “Crianças são enérgicas, interessadas e sinceras com seus sentimentos. Adolescentes também. Eles têm uma paixão contagiante. Aprender com eles permite aos pais ter novamente estes elementos em suas vidas”, diz.

Se o aprendizado hoje ocorre de pai para filho e vice-versa, ainda cabe aos pais ser um orientador para os filhos. “Não é porque os jovens têm hoje muito mais capacidade de ensinar que a orientação dos pais tornou-se supérflua. O pai pode e deve ajudar os filhos a escolher os melhores caminhos em diferentes momentos da vida, trazendo experiência, injetando confiança e dando apoio. Colocar-se como alguém que pode aprender com o filho não significa abrir mão do papel de orientador, embora haja muita confusão sobre isso”, diz Gregori. “O pai reúne experiências que os filhos não têm. Ele percebe lacunas da criança de um prisma diferente. Ele pode e deve ajudar o filho a desenvolver suas habilidades e a se preparar para um mundo que demanda mais colaboração e capacidade de empreender, por exemplo”.

Do mesmo modo que o papel de orientação segue, a importância do bom exemplo paterno também. “A conduta dos pais continua sendo algo que os filhos observam e com a qual aprendem de maneira muito mais intensa. Não basta apenas o pai explicar conceitos, falar em ética, destacar sua importância, se ele não a pratica. Os filhos são observadores. Querem ver coerência entre o que o pai prega na teoria e o que ele faz na prática. Por isso, é fundamental não apenas  discursar, mas praticar valores como convivência, respeito ao próximo, capacidade de partilhar e de falar a verdade”, diz Gregori.



 Rede VIAe -www.redeviae.com.br

ALIENAÇÃO PARENTAL

Vício em seriados de TV pode causar depressão e solidão




"Quando a fissura por assistir às séries começa a alterar o sono, provocar insônia e alterar o humor, passa a ser necessária as investigações", alerta especialista 

Sentar em frente à TV e passar horas assistindo, de uma só vez, aquela série que todo mundo não para de comentar nas redes sociais – o seriado do momento é Stranger Things, do Netflix. Quem nunca fez isso? A prática aparentemente comum pode indicar sinais de depressão e solidão, de acordo com pesquisa feita por cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. O estudo, realizado com 316 jovens de 18 a 29 anos, mostrou que o hábito se transforma em um vício, já que o indivíduo permanece assistindo episódios em sequência, mesmo tendo de desenvolver outras atividades.

Serviços de streaming, transmissão de som e imagem sem efetuar download, têm impulsionado as maratonas de séries, pois, muitas vezes, são disponibilizados todos os episódios de determinada temporada. Isso não ocorre com as programações normais da TV, que exibem as séries aos poucos.
Fazer maratona de episódios é um hábito corriqueiro para a estudante Gabriella Ramos, de 19 anos. "Quando não tenho nada para fazer ou quando vejo que saiu nova temporada de alguma série que eu gosto, eu sento e assisto durante horas. Já fiz, inclusive, maratona de uma série que já assisti e que gostaria de rever", lembra. Ao ser questionada sobre a indicação de sinais de depressão, de acordo com a pesquisa, a estudante relatou que a prática das maratonas de séries é comum entre os amigos. "A grande maioria dos meus amigos faz o mesmo, pois é uma coisa mesmo da nossa idade. Não acho que tenha algum problema", comenta.

De acordo com Lívia Vieira, psicóloga do Hapvida Saúde, as maratonas desse tipo se tornam preocupantes a partir do momento em que o indivíduo demonstra alteração no comportamento, recusa a socialização com os familiares e amigos e resume sua vida e seus assuntos ao mundo das séries, acreditando que nada mais expressa valor. "Quando a fissura por assistir às séries começa a alterar o sono, provocar insônia e alterar o humor, por exemplo, passa a ser necessária as investigações", alerta a especialista.

Lívia ressalta que além de indicar sinais de depressão e solidão, as maratonas podem também estimular a obesidade, já que alguns indivíduos têm a prática de assistir televisão comendo, e também o sedentarismo, pois as pessoas passam muito tempo sentadas ou deitadas em frente à TV.
A psicóloga relata que quando notar os sintomas é preciso procurar ajuda especializada. "O primeiro passo é o diálogo, conversar com o indivíduo sobre suas alterações, tentar ocupá-lo, distraí-lo, fazê-lo recordar os outros prazeres da vida. Se não obter resultado favorável, é necessário encaminhar o indivíduo para profissional competente como psicólogo e psiquiatra", explica Lívia.




Posts mais acessados