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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Cabelegria e Hospital Santa Marcelina lançam o maior banco de perucas do país nesta quinta-feira




Em parceria com o maior serviço de saúde da Zona Leste de São Paulo e um dos quatro hospitais de grande porte da cidade, ONG realiza algo inédito na capital de São Paulo

O Cabelegria, ONG que confecciona perucas para pacientes com câncer, juntamente com o Hospital Santa Marcelina inauguram, em 4 de agosto, o primeiro banco de perucas do País. A ONG, que existe desde 2013, não tem sede e só possui mão-de-obra voluntrária, realiza um grande sonho ao conseguir montar algo que sempre quis, mas não conseguia viabilizar. 

Desde sua criação, em 2013 a ONG conseguiu arrecadar 80 mil doações de todas as partes do planeta, ou seja, o que era para ser um projeto pontual tornou-se uma CORRENTE MUNDIAL DO BEM. Foram mais de 150 crianças, 100 mulheres e mais de 60 doações feitas para hospitais e casas de apoio. Hoje, o Cabelegria tem a capacidade de produzir mais de 10 mil perucas com toda a quantidade de cabelos arrecadados. Além disso, como a ONG não possui sede, estas perucas produzidas – média de 15 a 20 por mês, com uma só costureira voluntária até o momento – não possuíam um local para exposição e escolha das pacientes. “Nós não temos fila de espera. Conseguimos mandar por Sedex ou entregamos pessoalmente todos os pedidos”, explica Mariana Robrahn, fundadora do Cabelegria. “Com este banco de perucas que ficará em uma sala feita exclusivamente pelo Hospital Santa Marcelina para a ONG, a visibilidade será maior, assim como a entrega mais eficiente” completa. 

Primeiramente o banco de perucas será aos pacientes do Hospital, mas trata-se de um projeto piloto, que servirá de exemplo para novas parcerias em outras instituições em breve. 

Filantrópico, o Hospital Santa Marcelina, localizado na Zona Leste de São Paulo, mantém87% de seu atendimento dedicado ao SUS. Possui mais de 700 leitos para atendimento a particulares, convênios e SUS, sendo 92 voltados à terapia intensiva. Atualmente, tem um quadro funcional com mais de 3,5 mil profissionais, com aproximadamente 800 médicos. Diariamente passam pelo complexo, entre funcionários, pacientes e prestadores de serviços, cerca de 10 mil pessoas. Há 20 anos atua na Atenção Primária à Saúde (APS) em parceria com a Secretaria Municipal de São Paulo, gerenciando mais de 120 serviços de atenção básica como Estratégia Saúde da Família (ESF), Atendimento Médico Ambulatorial (AMA), Centro Psicossocial (CAPS), Centro Especializado de Odontologia (CEO), entre outros.

O Hospital conta com completo Centro de DiagnósticoAvançado por Imagem, com Ressonância Magnética, Tomografia, Mamografia, Medicina Nuclear e Hemodinâmica. Dispõe de Banco de Sangue próprio, é referência em transplantes de Medula Óssea e de rim e está capacitado para transplantes de coração, fígado e córnea e também constitui um dos quatro Plantões Controladores Universitários de São Paulo, instituídos pela Secretaria Estadual de Saúde e implantados para o atendimento dos casos de alta complexidade. 
Em 1998, foi a primeira Organização Social de Saúde (OSS) em parceria com o Governo do Estado na gestão do Hospital Itaim Paulista, em 2000, a gestão do Hospital Itaquaquecetuba e 2008, o primeiro Ambulatório Médico de Especialidades – AME que deu novo formato ao ambulatório do Hospital. 



Hospital Santa Marcelina Itaquera
Rua Santa Marcelina, 177, Itaquera
Informações: www.santamarcelina.org ou (11) 2070-6000

Maioria de transplantes feitos pelo INCOR foi em pacientes que dependem do SUS



Ministro participou de anúncio da marca de mil pacientes transplantados no instituto. 80% dos procedimentos foram realizados em pessoas que buscaram o Sistema Único de Saúde 

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participou na manhã da segunda-feira (1º), de anúncio de mil pacientes transplantados pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCOR/SP). O InCor/SP é um hospital público universitário de alta complexidade considerado um dos maiores centros de transplantes cardíacos do mundo e oferece 80% de seus atendimentos aos pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). Ricardo Barros ainda conheceu as obras de modernização da infraestrutura física e tecnológica utilizada pelos programas de Graduação, Pós-Graduação e de Ensino à Distância das áreas médica e multiprofissional do instituto.

Especializado em cardiologia, pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica, o Incor/SP chegou à marca de mil transplantes de coração e pulmão realizados em adultos e crianças desde 1985, quando começou o programa do hospital. “Tenho muita honra de estar aqui representando o Presidente Milchel Temer. Isso reforça ainda mais nosso compromisso em nos manter país de referência mundial em transplantes, onde 95% dos procedimentos são feitos no SUS e onde pessoas têm acesso à assistência integral e gratuita, desde exames preparatórios, cirurgias, acompanhamento e medicamentos pós-transplantes pela rede pública de saúde”, afirmou o ministro da saúde, Ricardo Barros. O Incor/SP também é reconhecido como um grande centro de pesquisa e ensino nessas áreas.

Para manutenção dos serviços oferecidos pelo hospital, são firmados convênios entre o Incor e o Ministério da Saúde, com recursos de emendas parlamentares, para investimentos na unidade. O Governo Federal também envia ao Fundo Estadual de Saúde de São Paulo valores mensais para ajudar a custear a produção do instituto, por meio do Teto Mac.

Entre 2010 e 2016, foram repassados R$ 680,9 milhões relativos à produção do instituto para o custeio de 9,1 milhões de procedimentos, entre exames, cirurgias, internações e atendimentos ambulatoriais. No mesmo período, também foram destinados R$ 284,1 milhões para custear 30 mil cirurgias do aparelho circulatório no instituto, que também recebe por ano R$ 3,9 milhões referentes ao Incentivo de Contratualização (IAC). Além disso, entre 2010 e 2015 o instituto recebeu do Governo Federal R$ 81,4 milhões para o custeio dos transplantes de órgãos, tecidos e células.

AVIÃO À DISPOSIÇÃO - No início de julho, o governo federal assinou o decreto n° 8.783, estabelecendo que a Aeronáutica mantenha um avião da FAB em solo, à disposição, para qualquer chamado de transporte de órgãos ou de pacientes em aguardo de transplantes no SUS. Antes de 7 de julho, cinco órgãos tinham sido transportados pela FAB e, após o decreto, foram mais 30. “Não medimos esforços para continuar as ações que garantem a realização de transplantes. Estou aqui emocionado, com os olhos marejados. Porque aqui, é como se fosse uma maternidade, é o renascer de quem teve segunda chance de nascer para a vida. Por isso, faço apelo para que todos, quando tiverem oportunidade de decisão, decidam por doar órgãos”, enfatizou Ricardo Barros.

 


Gustavo Frasão
Agência Saúde

Especialistas dão dicas de como requerer Licença-Paternidade



A inserção das mulheres no mercado de trabalho, que teve início com a revolução industrial, se intensificou ao ponto de, nos dias atuais, o homem, antigo provedor financeiro, ter alcançado direitos como a licença-paternidade.

Prevista desde 1943, no artigo 473, inciso III, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), inicialmente a licença-paternidade era de apenas um dia, prazo suficiente para que o pai registrasse a criança. Com o advento da Constituição Federal de 1988, o prazo foi ampliado para cinco dias.
Mais recentemente, em março, com a promulgação da Lei nº 13.257/16, abriu-se a possibilidade de ampliação para 20 dias para as empresas inscritas no Programa Empresa Cidadã.

Segundo Helena Cristina Bonilha, advogada e sócia do Bonilha Advogados, apesar das normas, ainda restam muitas dúvidas quanto ao pedido da licença junto à empresa. “Embora, na maioria das vezes, o nascimento de uma criança não possa ser previsto com antecedência, basta que o empregado informe o empregador sobre o nascimento acompanhado do comprovante para que a licença-paternidade tenha início”, esclarece.

Com relação à contagem do prazo, a advogada Camila Witzke, também do Bonilha Advogados, informa que embora não esteja prevista em lei, o entendimento majoritário dos Tribunais é que ela tenha início em dia útil. “Sendo assim, caso o nascimento ocorra nos finais de semana, feriados ou folga, a contagem começa no primeiro dia útil subsequente ao nascimento e, se o nascimento ocorrer durante a semana contam-se os dias úteis”.

Apesar de não haver obrigação legal, a advogada aconselha que o empregado faça uma comunicação prévia ao empregador, assim que souber da gravidez da esposa. “Assim, ele evita que a empresa sofra prejuízos com a sua ausência”.

Ela ressalta ainda, que a licença-paternidade é direito também dos pais adotivos, igualdade que foi estabelecida pela Lei 12.873/13.

Sobre a mais recente norma aprovada em março de 2016 a qual ampliou de cinco para 20 dias a licença-paternidade para os empregados de Empresas  inscritas no Programa Empresa Cidadã, esclarece a advogada que o empregado só terá de fato esta ampliação de licença se a requerer no prazo de dois dias úteis após o parto e comprovar participação em programa ou atividade de orientação sobre paternidade responsável.

“No período de prorrogação da licença-paternidade, o empregado não poderá exercer nenhuma atividade remunerada sob pena de perder a prorrogação”, alerta e conclui Helena Cristina Bonilha.



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