Organização financeira e contratação
responsável de diferentes tipos de créditos colaboram para segurança emocional
Em julho, o endividamento das famílias atingiu 78,5%, o maior nível desde agosto do ano anterior, enquanto a inadimplência chegou a 39%, segundo a Peic, pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O crédito pessoal, no Brasil, ainda é associado a endividamento e inadimplência. Contudo, o problema não está na contratação de linhas de crédito em si. O que pesa é a falta de políticas para seu uso consciente e o acesso limitado a informações que ajudem os cidadãos a tomar decisões equilibradas.
“O crédito é uma ferramenta poderosa quando usada com consciência. Pode abrir portas e trazer segurança financeira. O problema não está na iniciativa de acessar o crédito, mas em não entender os limites e responsabilidades que vêm com ele”, afirma Willian Conzatti, sócio-fundador da ConCrédito, fintech especializada em soluções financeiras acessíveis.
Essa realidade econômica gera impactos além do dinheiro. A preocupação com as contas, o sentimento de culpa, a constante cobrança e a sensação de descontrole geram estresse, ansiedade, insônia e, em muitos casos, depressão. A saúde mental está cada vez mais ligada à organização das finanças pessoais, o que ganha força durante as campanhas de Setembro Amarelo.
Em um cenário aparentemente desolador, o crédito pode ser um recurso positivo quando usado com o devido planejamento e responsabilidade, permitindo o fôlego necessário para reorganizar as finanças, resolver imprevistos e realizar sonhos. O que falta, muitas vezes, é orientação e conhecimento para um uso prudente.
Contudo, as famílias têm demonstrado um movimento positivo e com mais consciência em relação ao crédito. A pesquisa da CNC mostra que a parcela média da renda comprometida com dívidas encolheu de 29,6% em junho para 29,4% em julho. Por isso, promover a educação financeira e oferecer crédito com critérios humanizados é essencial.
“As instituições financeiras precisam avaliar a real capacidade de pagamento dos clientes, adaptar às condições ao perfil de cada um e estimular o uso consciente do crédito. É quando ele deixa de ser um vilão para virar grande aliado”, ressalta Conzatti.
ConCrédito
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