De correções nas pálpebras à reconstrução mamária pós-câncer, procedimentos vão muito além da vaidade e desempenham papel essencial na qualidade de vida e no bem-estar emocional dos pacientes
Muito além dos padrões de beleza, a cirurgia plástica desempenha um papel crucial na saúde física e emocional de milhares de pessoas. Procedimentos que corrigem disfunções, melhoram a qualidade de vida e restauram a autoestima têm ganhado cada vez mais atenção.
Segundo o relatório global da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética de 2024, foram realizados mais de 18,8 milhões de procedimentos cirúrgicos estéticos em todo o mundo apenas em 2023, um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior. O Brasil figura entre os países com maior volume de cirurgias plásticas, ocupando a segunda posição mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Esse crescimento revela não apenas o aumento da busca por padrões estéticos, mas também uma maior valorização dos procedimentos reparadores e funcionais.
Entre os casos mais comuns estão as cirurgias nas pálpebras, conhecidas como blefaroplastias, que muitas vezes vão além de uma preocupação com a aparência. Em determinados pacientes, o excesso de pele sobre os olhos reduz o campo visual, causando desconforto constante, sensação de peso nas pálpebras e até mesmo dor de cabeça.
“Muitas pessoas não percebem que estão enxergando menos, até que passam por uma avaliação. Corrigir essa alteração traz não só um resultado estético, mas um ganho funcional significativo”, explica a Dra. Martha Katayama, cirurgiã plástica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Outro exemplo de cirurgia funcional é o tratamento de excesso de pele após grandes perdas de peso ou no pós-parto. A flacidez abdominal, especialmente em mulheres que passaram por gestações múltiplas ou cesarianas, pode causar hérnias, dores lombares e irritações constantes na pele. Nesses casos, a abdominoplastia não é apenas uma questão de aparência, mas uma forma de devolver conforto e autoconfiança à paciente.
Além dos procedimentos reparadores tradicionais, cresce a busca
por cirurgias que aliam bem-estar físico e autoestima no período
pós-gestacional, como o chamado “Mommy Makeover”. Essa tendência envolve
uma combinação de cirurgias – geralmente abdominoplastia, mastopexia (elevação
das mamas) com ou sem prótese, e lipoaspiração – voltadas para mulheres que
desejam recuperar o contorno corporal após a maternidade. Mais do que um desejo
estético, essas intervenções são frequentemente motivadas por desconfortos
físicos, como dores lombares e alterações posturais, além de impactos
emocionais significativos. “É um momento de resgate da identidade da mulher,
que por vezes se sente perdida entre as exigências da maternidade e as mudanças
corporais que ela impõe”, explica a Dra. Martha Katayama.
Reconstrução de mamas
A reconstrução mamária após o tratamento do câncer de mama também é um dos pilares da cirurgia plástica moderna. Segundo a Dra. Martha Katayama, a restauração do contorno corporal após a mastectomia não deve ser vista como um luxo, e sim como parte do tratamento oncológico. “A reconstrução devolve à mulher algo muito simbólico e pessoal. Não se trata apenas de uma mama, mas de recuperar identidade, feminilidade e dignidade”, afirma.
A cirurgia plástica, quando bem indicada, é uma aliada da saúde emocional. Diversos estudos demonstram que pacientes submetidos a procedimentos reparadores relatam melhora significativa na autoestima, nas relações sociais e até na vida profissional. “A transformação que vejo nos olhos dos meus pacientes vai muito além do espelho. É uma reconquista de si mesmos”, conclui a Dra. Martha.
Mais do que estética, a cirurgia plástica é uma ferramenta poderosa de recuperação e bem-estar. Quando indicada por um especialista qualificado, ela pode devolver qualidade de vida, funcionalidade e um novo sentido de autovalorização.
Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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