Diagnóstico precoce pode salvar vidas e preservar a fertilidade. Especialistas da Nilo Frantz explicam os sinais de alerta e os avanços no tratamento
Agosto é internacionalmente reconhecido como o mês de conscientização sobre a gravidez ectópica (Ectopic Pregnancy Awareness Month) — um período dedicado a alertar sobre uma condição ainda pouco discutida no Brasil, mas que representa um risco real e urgente para a vida e a fertilidade de milhares de mulheres.
A gravidez ectópica ocorre quando o embrião se implanta fora do útero, geralmente nas trompas de falópio. Segundo o Ministério da Saúde, ela representa cerca de 2% de todas as gestações no país. No entanto, especialistas alertam para um número possivelmente maior devido à alta subnotificação: muitos casos são confundidos com abortos espontâneos ou não chegam a ser diagnosticados, especialmente em regiões com menor acesso a exames de imagem.
“O diagnóstico precoce é determinante. Quando a
gravidez ectópica é identificada nas primeiras semanas, há maior chance de
evitar complicações graves, preservar a trompa e optar por tratamentos menos
invasivos, como o uso de medicamentos”, explica o Dr. Marcelo Ferreira,
ginecologista e especialista em reprodução assistida da Nilo Frantz
Medicina Reprodutiva.
Sinais de alerta e riscos à saúde
Entre os principais sintomas estão dor abdominal intensa e
localizada, sangramento vaginal fora do ciclo menstrual, tontura e sensação de
desmaio. Em estágios mais avançados, a trompa pode se romper, levando à
hemorragia interna e risco de morte — uma urgência médica que exige intervenção
imediata.
“Infelizmente, muitas mulheres chegam ao pronto-socorro já em
estado grave, o que aumenta as chances de complicações e de perda da trompa.
Isso impacta diretamente sua fertilidade futura”, reforça o médico.
Fertilidade e caminhos possíveis após o diagnóstico
Para além da emergência, a gravidez ectópica levanta questões
sobre o futuro reprodutivo. A depender da gravidade do caso, pode haver perda
de uma ou ambas as trompas, o que reduz ou inviabiliza a concepção natural.
“No entanto, é importante saber que a medicina reprodutiva evoluiu
muito. Mesmo em casos mais severos, a fertilização in vitro (FIV) é uma
alternativa segura, eficaz e amplamente indicada para mulheres que enfrentaram
uma gravidez ectópica e desejam engravidar”, explica Dr. Marcelo.
Uma
questão de saúde pública e direitos reprodutivos
A subnotificação e o diagnóstico tardio da gravidez ectópica
também revelam um desafio maior: o acesso desigual à saúde ginecológica e ao
acompanhamento pré-natal no Brasil. Para muitas mulheres,
especialmente nas regiões mais vulneráveis, a falta de exames de imagem no
início da gestação pode ser determinante para o desfecho.
“Essa é uma pauta de saúde pública e também de direitos
reprodutivos. Garantir que todas as mulheres tenham acesso a um diagnóstico
precoce, a um atendimento qualificado e, quando necessário, a tratamentos de
reprodução assistida, é essencial para reduzir a mortalidade e preservar a
autonomia reprodutiva”, conclui o especialista da Nilo Frantz.
Nilo Frantz Medicina Reprodutiva
www.nilofrantz.com.br

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