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| Até mesmo pessoas magras podem ter colesterol alterado e devem fazer exames anuais para acompanhamento. Shutterstock |
O colesterol alto é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. E embora o tema seja comum, ainda há muitos mitos sobre suas causas, consequências e formas de prevenção. No Dia Mundial de Prevenção ao Colesterol, lembrado em 8 de agosto, o cardiologista Rubens Stelmachuk, do Eco Medical Center, em Curitiba, esclarece os principais pontos sobre o assunto.
“O colesterol é uma gordura natural do nosso corpo, essencial para a produção de hormônios e formação das membranas celulares”, explica o médico. Ele circula no sangue ligado a proteínas, formando as chamadas lipoproteínas. A maior parte é produzida pelo próprio fígado, e uma parte menor vem da alimentação.
Segundo
o Dr. Rubens, ao contrário do que muitos acreditam, o maior vilão do colesterol
alto não é só a alimentação. “Alterações no metabolismo do fígado são a
principal causa da elevação do colesterol. Fatores como sedentarismo, ganho de
peso e dieta rica em gorduras ruins agravam o quadro, mas mesmo pessoas magras
podem ter colesterol alto.”
Quais
os riscos do colesterol ruim?
A longo prazo, o acúmulo de colesterol LDL (o chamado "colesterol ruim") nas artérias pode causar obstruções graves no fluxo sanguíneo. “Essa gordura se deposita nas paredes dos vasos, dificultando ou bloqueando a passagem do sangue. Isso pode levar a infarto, AVC e problemas circulatórios nas pernas”, alerta o cardiologista.
A primeira linha de combate é o estilo de vida. “Mudanças como alimentação equilibrada e prática de atividade física podem reduzir o colesterol em até 20%”, afirma. Porém, em casos mais graves, o uso de medicamentos é necessário para atingir níveis ideais.
Entre
os alimentos que devem ser evitados estão: carnes gordas, bacon, salsichas,
salames, queijos amarelos, creme de leite, além de produtos ultraprocessados e
ricos em açúcar. “E não precisa ser atleta para cuidar do coração. Caminhadas,
natação e andar de bicicleta já fazem diferença significativa na saúde
cardiovascular”, recomenda o cardiologista.
Colesterol
alto é problema só de quem está acima do peso?
Definitivamente,
não. “Pessoas magras podem ter colesterol alto por fatores genéticos e
metabólicos. O contrário também é verdadeiro: obesos podem ter colesterol
normal, desde que o fígado funcione adequadamente nesse aspecto”, explica.
HDL,
LDL, VLDL… Qual a diferença?
O colesterol total é formado por várias frações. O LDL (lipoproteína de baixa densidade) é o mais perigoso, pois se acumula nas artérias. Já o HDL (alta densidade) é conhecido como “colesterol bom”, pois ajuda a remover o excesso de gordura da corrente sanguínea. Há ainda o VLDL (muito baixa densidade), que também é prejudicial, mas em menor quantidade.
A única forma é por meio de exames de sangue. “O colesterol não dá sintomas. Por isso, o check-up regular é essencial, especialmente a partir dos 35 anos, ou antes, se houver histórico familiar”, conclui o cardiologista.
O exame laboratorial para checar o colesterol não precisa de encaminhamento médico para ser feito. No Eco Labs, que fica no Eco Medical Center, o paciente pode agendar um horário e fazer o exame diretamente, sem guia de encaminhamento. A atitude é importante principalmente para pessoas que já possuem o colesterol alterado e precisam de acompanhamento.
Mas o Dr. Rubens alerta: para interpretar os exames é importante sempre consultar um médico. Pois olhar o exame de forma pontual não é o ideal. É preciso olhar o paciente de forma global, correlacionar a outras questões de saúde.
No Eco
Medical Center, por exemplo, há essa vantagem: todo o prontuário médico é
integrado. Ou seja, o cardiologista pode olhar as consultas com outros
especialistas pelos quais o paciente passou, outros exames que realizou e assim
fazer uma avaliação mais completa e integral do paciente, indicando tratamentos
mais assertivos e personalizados.

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