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| O planejamento financeiro tornou-se peça central para quem deseja estudar fora. Envato |
Segundo a Pesquisa Selo Belta 2025, mercado de intercâmbios possui projeção de crescimento de 17% para este ano
A combinação entre câmbio desfavorável no fim de 2024 e a alta no
custo de vida nas principais economias fez muitos brasileiros recalcularem a
rota do intercâmbio. Segundo a Pesquisa Selo Belta 2025, o setor segue
resiliente e com projeção de crescimento de 17% neste ano, com destinos
tradicionais mantendo a liderança de preferência. O
levantamento indica que Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda e
Austrália continuam entre os mais procurados, enquanto países como Nova
Zelândia ganham espaço no radar dos estudantes brasileiros.
O planejamento financeiro tornou-se peça central para quem deseja estudar fora. A desvalorização do real no final do ano passado, somada à inflação persistente em destinos populares, aumentou o valor final de cursos, moradia, alimentação e transporte. Embora a recente valorização da moeda brasileira tenha aliviado parte da pressão, o impacto acumulado exige estratégias mais elaboradas para viabilizar o projeto.
Entre as soluções que as agências podem oferecer,
destacam-se:
- Parcelamento em cartão e boleto: divisão do valor total (curso, acomodação e seguro) em mais
parcelas e, em alguns casos, com parte travada em reais para reduzir a
exposição cambial;
- Programas híbridos (Brasil + exterior): cursos que começam online ou em escolas parceiras no Brasil,
com etapa presencial mais curta no destino final;
- Escolha estratégica de datas: viagens em baixa temporada para aproveitar tarifas e valores
de acomodação mais acessíveis;
- Controle do custo de vida: opções como casas de família, moradias estudantis, uso de
cartões multi-câmbio com cotação travada e trabalho de meio período onde é
permitido.
- Buscar outros destinos mais baratos: muitas vezes as capitais acabam sendo um custo maior para o
intercambista, com um custo de vida muito alto. A dica é buscar locais
mais afastados, como cidades do interior, que trazem melhor qualidade de
vida, custo financeiro menor e ainda estão próximas das capitais, o que
permite transitar entre os locais.
"O investimento existe, mas hoje há cada vez mais alternativas que tornam o intercâmbio acessível. Muitos estudantes brasileiros, por exemplo, podem contar com descontos especiais e até bolsas de estudo oferecidas por instituições e verificadas diretamente pelas agências. Além disso, planejar com antecedência continua sendo o grande aliado: parcelar, travar parte dos valores em reais e combinar diferentes modalidades são estratégias que fazem diferença. Outro ponto importante é que em muitos destinos é possível estudar e trabalhar ao mesmo tempo, o que ajuda a equilibrar o orçamento e tornar a experiência ainda mais enriquecedora. Com orientação qualificada, o sonho do intercâmbio segue totalmente viável e mais próximo do que parece.”, afirma Alexandre Argenta, presidente da Belta.
A pesquisa também confirma a força de programas de idiomas e qualificação profissional de curta e média duração, que permitem melhor controle do orçamento e retorno mais rápido ao Brasil. Apesar dos desafios, é essencial que o intercâmbio seja visto como um investimento de longo prazo. O estudante pode estar dedicando um esforço maior agora para viabilizar essa experiência, mas o retorno acompanha cada passo desse investimento. Um curso internacional enriquece o currículo, amplia a empregabilidade e abre portas em um mercado de trabalho cada vez mais globalizado. Mais do que uma viagem, trata-se de uma escolha estratégica para a carreira e para a vida.
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