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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Custo de vida e oscilação do câmbio: como os brasileiros estão adaptando seus planos de intercâmbio

 

O planejamento financeiro tornou-se peça central
 para quem deseja estudar fora.
  Envato

Segundo a Pesquisa Selo Belta 2025, mercado de intercâmbios possui projeção de crescimento de 17% para este ano

 

A combinação entre câmbio desfavorável no fim de 2024 e a alta no custo de vida nas principais economias fez muitos brasileiros recalcularem a rota do intercâmbio. Segundo a Pesquisa Selo Belta 2025, o setor segue resiliente e com projeção de crescimento de 17% neste ano, com destinos tradicionais mantendo a liderança de preferência. O levantamento indica que Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda e Austrália continuam entre os mais procurados, enquanto países como Nova Zelândia ganham espaço no radar dos estudantes brasileiros. 

O planejamento financeiro tornou-se peça central para quem deseja estudar fora. A desvalorização do real no final do ano passado, somada à inflação persistente em destinos populares, aumentou o valor final de cursos, moradia, alimentação e transporte. Embora a recente valorização da moeda brasileira tenha aliviado parte da pressão, o impacto acumulado exige estratégias mais elaboradas para viabilizar o projeto. 

Entre as soluções que as agências podem oferecer, destacam-se:

  • Parcelamento em cartão e boleto: divisão do valor total (curso, acomodação e seguro) em mais parcelas e, em alguns casos, com parte travada em reais para reduzir a exposição cambial;
     
  • Programas híbridos (Brasil + exterior): cursos que começam online ou em escolas parceiras no Brasil, com etapa presencial mais curta no destino final;
     
  • Escolha estratégica de datas: viagens em baixa temporada para aproveitar tarifas e valores de acomodação mais acessíveis;
     
  • Controle do custo de vida: opções como casas de família, moradias estudantis, uso de cartões multi-câmbio com cotação travada e trabalho de meio período onde é permitido.
     
  • Buscar outros destinos mais baratos: muitas vezes as capitais acabam sendo um custo maior para o intercambista, com um custo de vida muito alto. A dica é buscar locais mais afastados, como cidades do interior, que trazem melhor qualidade de vida, custo financeiro menor e ainda estão próximas das capitais, o que permite transitar entre os locais.

"O investimento existe, mas hoje há cada vez mais alternativas que tornam o intercâmbio acessível. Muitos estudantes brasileiros, por exemplo, podem contar com descontos especiais e até bolsas de estudo oferecidas por instituições e verificadas diretamente pelas agências. Além disso, planejar com antecedência continua sendo o grande aliado: parcelar, travar parte dos valores em reais e combinar diferentes modalidades são estratégias que fazem diferença. Outro ponto importante é que em muitos destinos é possível estudar e trabalhar ao mesmo tempo, o que ajuda a equilibrar o orçamento e tornar a experiência ainda mais enriquecedora. Com orientação qualificada, o sonho do intercâmbio segue totalmente viável e mais próximo do que parece.”, afirma Alexandre Argenta, presidente da Belta. 

A pesquisa também confirma a força de programas de idiomas e qualificação profissional de curta e média duração, que permitem melhor controle do orçamento e retorno mais rápido ao Brasil. Apesar dos desafios, é essencial que o intercâmbio seja visto como um investimento de longo prazo. O estudante pode estar dedicando um esforço maior agora para viabilizar essa experiência, mas o retorno acompanha cada passo desse investimento. Um curso internacional enriquece o currículo, amplia a empregabilidade e abre portas em um mercado de trabalho cada vez mais globalizado. Mais do que uma viagem, trata-se de uma escolha estratégica para a carreira e para a vida.


Belta – Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio
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