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No Dia Nacional do Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, empresa alerta que, mesmo com aparência inofensiva, vapes podem causar inflamações, perda óssea e podem aumentar os riscos ao câncer bucal
Estudo publicado na revista Science Advances (2020)
pela equipe da NYU College of Dentistry revelou que usuários de cigarros
eletrônicos apresentam alterações na microbiota bucal, com aumento de bactérias
associadas à doença periodontal. Outro estudo publicado no Journal of the
California Dental Association (2019) também alerta que o uso de vapes está
relacionado a casos de gengivite, ressecamento da mucosa oral e inflamações
recorrentes.
Além disso, a American Dental Association (ADA)
declarou em 2023 que “os riscos à saúde bucal associados aos cigarros
eletrônicos são preocupantes e ainda não totalmente compreendidos, mas já está
claro que eles não são inofensivos”.
Além deste cenário, dados da Organização Mundial da
Saúde (OMS) apontam que o uso de dispositivos eletrônicos para fumar cresceu
mais de 400% na última década entre jovens adultos, sendo muitas vezes
erroneamente percebidos como seguros.
Apesar de terem ganhado popularidade como uma
alternativa moderna e aparentemente menos nociva ao cigarro tradicional, os
cigarros eletrônicos — também conhecidos como vapes — vêm preocupando
especialistas em saúde pública e odontologia.
No Brasil, a comercialização de cigarros
eletrônicos continua proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) desde 2009. No entanto, a facilidade de acesso ao produto por meios
ilegais e o apelo estético dos vapes seguem impulsionando o consumo,
especialmente entre adolescentes e jovens.
Esse cenário levanta um alerta importante em datas
como o Dia Nacional do Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto: a falsa
sensação de segurança que pode mascarar sérios danos à saúde — inclusive da
boca.
De acordo com a OdontoCompany, maior rede de
clínicas odontológicas do país, os malefícios dos vapes para a saúde bucal não
devem ser subestimados. Assim como o cigarro comum, os dispositivos eletrônicos
estão relacionados a problemas como gengivite, periodontite, ressecamento da
mucosa oral, mau hálito, manchas nos dentes e até câncer bucal.
"Mesmo sem conter alcatrão ou queimar tabaco,
os cigarros eletrônicos liberam substâncias tóxicas quando aquecidos, como
nicotina líquida, propilenoglicol, glicerina vegetal e aromatizantes. Essas
substâncias afetam os tecidos bucais e desequilibram a flora bacteriana da
boca", explica OdontoCompany.
Confira a seguir dicas da OdontoCompany para
preservar a saúde bucal e evitar os riscos do vape:
- evite tanto o cigarro tradicional quanto os
eletrônicos: nenhum deles é seguro para a saúde bucal ou geral;
- mantenha visitas regulares ao dentista: o
acompanhamento profissional é essencial para detectar precocemente alterações
nas gengivas, mucosas e dentes;
- fique atento aos sinais do corpo: sangramentos,
aftas recorrentes, mau hálito constante e dor nas gengivas devem ser
investigados;
- busque apoio para parar de fumar: existem métodos
eficazes e acompanhamento médico especializado para quem deseja abandonar o
vício;
- cuidado com a automedicação: o uso de enxaguantes ou remédios por conta própria pode mascarar problemas sérios.
Neste Dia Nacional de Combate ao Fumo, a
OdontoCompany reforça que o cuidado com a saúde bucal também passa por escolhas
conscientes e bem-informadas. Os cigarros eletrônicos não são inofensivos — e
podem causar prejuízos tão sérios quanto os produtos tradicionais à base de
tabaco.

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