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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Bom e ruim: endocrinologista do Seconci-SP explica a diferença entre os colesteróis

Níveis de gordura elevam risco de entupimento de artérias, o que pode provocar infarto e AVC

 

Há dois tipos de colesterol: o bom e o ruim. É o que diz Giovanna Prianca, endocrinologista, do Seconci-SP (Serviço Social da Construção). Nos exames de sangue, eles são representados pelas siglas HDL e LDL.

 

A especialista explica que o LDL, traduzido do inglês Lipoproteína de Baixa Densidade, é o ruim, pois pode provocar acúmulo de placas de gordura nas artérias. Já o HDL, Lipoproteína de Alta Densidade, retira o excesso de gordura do sangue e envia para o fígado, onde é metabolizado e, depois, expelido.

 

“Quando há discrepância entre esses dois tipos, com aumento do LDL, a pessoa desenvolve dislipidemia, o chamado colesterol alto, caracterizado pelo excesso dessa substância no sangue”, conta a especialista. O acúmulo de placas de gordura no sangue eleva o risco de entupimento de artérias, o que pode provocar infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

 

De acordo com Prianca, o colesterol alto é assintomático. “Por isso é importante o acompanhamento médico. Uma vez detectado o problema em exame de sangue, o médico entrará com a medicação”, completa.

 


Prevenção


O colesterol alto pode ser evitado com alimentação saudável, o que inclui a ingestão de legumes, frutas, peixes e alimentos com gorduras boas, como nozes, abacate e ovos. Se possível, evitar excesso de carnes vermelhas, pele de frango, frituras e gorduras animais, assim como alimentos industrializados, bolachas e biscoitos.

 

É importante também realizar exercícios físicos regularmente e evitar o tabagismo, já que as substâncias do cigarro lesionam os vasos sanguíneos, reduzem o colesterol bom e aumentam o ruim. 

De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são a primeira causa de mortalidade no Brasil, com cerca de 210 mil óbitos por ano. A PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) aponta que aproximadamente 14% da população brasileira, a partir dos 18 anos, relataram ter diagnóstico de colesterol alto.

 

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