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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

30 de agosto – Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla

 

Desde 2006, em 30 de agosto, é comemorado o Dia Nacional de Conscientização sobre a esclerose múltipla.  

O objetivo da data é reforçar a importância do diagnóstico precoce para reduzir o agravamento da doença ao longo dos anos. O Ministério da Saúde destaca que cerca de 40 mil brasileiros convivem com a doença.  

Segundo o Dr. Guilherme Torezani, coordenador do setor de Doenças Cerebrovasculares do Hospital Icaraí e coordenador do setor de Neurologia do Hospital & Clínica de São Gonçalo, a esclerose múltipla pode causar sintomas diferentes em cada pessoa. O médico esclarece algumas dúvidas sobre a doença:

 

Quais são os principais sintomas? 

A esclerose múltipla pode causar sintomas diferentes em cada pessoa. Os mais comuns são: cansaço que não melhora com descanso, visão borrada ou dupla, perda de força ou formigamento em braços e pernas, dificuldade para andar em linha reta, problemas de equilíbrio e, às vezes, dificuldade para urinar ou lembrar das coisas. Esses sintomas podem aparecer em crises que melhoram e voltam depois.

 

Quais as principais causas? 

Não existe uma causa única. A doença acontece porque o sistema de defesa do corpo ataca o próprio cérebro e a medula. Isso pode estar ligado a herança genética, falta de vitamina D, alguns vírus, tabagismo e até ao lugar onde a pessoa vive.

 

A doença atinge mais mulheres do que homens? Por quê?

Sim. As mulheres têm de duas a três vezes mais chance de ter esclerose múltipla do que os homens. Acredita-se que os hormônios e características do sistema de defesa feminino aumentem essa tendência.

 

Tem como prevenir? Quais os exames para diagnóstico precoce? 

Ainda não há como prevenir a doença. O mais importante é procurar o médico ao notar sintomas suspeitos. O diagnóstico é feito com exame neurológico, ressonância magnética e, em alguns casos, exame do líquido da espinha. Detectar cedo ajuda a evitar sequelas.

 

Como é o tratamento? Dá para ter qualidade de vida? 

Hoje existem várias opções de tratamento, inclusive no SUS, que ajudam a controlar a doença e a reduzir as crises. Além dos remédios, muitas vezes é importante fazer fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico.Com o tratamento certo, a maioria das pessoas consegue estudar, trabalhar e ter uma vida ativa.

 

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