Desde 2006, em 30 de agosto, é comemorado o Dia Nacional de Conscientização sobre a esclerose múltipla.
O objetivo da data é reforçar a importância do diagnóstico precoce para reduzir o agravamento da doença ao longo dos anos. O Ministério da Saúde destaca que cerca de 40 mil brasileiros convivem com a doença.
Segundo o Dr. Guilherme Torezani, coordenador do setor de
Doenças Cerebrovasculares do Hospital Icaraí e coordenador do setor de
Neurologia do Hospital & Clínica de São Gonçalo, a esclerose múltipla pode
causar sintomas diferentes em cada pessoa. O médico esclarece algumas
dúvidas sobre a doença:
Quais são os principais sintomas?
A esclerose múltipla pode causar sintomas diferentes em cada
pessoa. Os mais comuns são: cansaço que não melhora com descanso, visão borrada
ou dupla, perda de força ou formigamento em braços e pernas, dificuldade para
andar em linha reta, problemas de equilíbrio e, às vezes, dificuldade para
urinar ou lembrar das coisas. Esses sintomas podem aparecer em crises que
melhoram e voltam depois.
Quais as principais causas?
Não existe uma causa única. A doença acontece porque o
sistema de defesa do corpo ataca o próprio cérebro e a medula. Isso pode estar
ligado a herança genética, falta de vitamina D, alguns vírus, tabagismo e até
ao lugar onde a pessoa vive.
A doença atinge mais mulheres do que homens? Por quê?
Sim. As mulheres têm de duas a três vezes mais chance de ter
esclerose múltipla do que os homens. Acredita-se que os hormônios e
características do sistema de defesa feminino aumentem essa tendência.
Tem como prevenir? Quais os exames para diagnóstico precoce?
Ainda não há como prevenir a doença. O mais importante é
procurar o médico ao notar sintomas suspeitos. O diagnóstico é feito com exame
neurológico, ressonância magnética e, em alguns casos, exame do líquido da
espinha. Detectar cedo ajuda a evitar sequelas.
Como é o tratamento? Dá para ter qualidade de vida?
Hoje existem várias opções de tratamento, inclusive no SUS, que ajudam a controlar a doença e a reduzir as crises. Além dos remédios, muitas vezes é importante fazer fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico.Com o tratamento certo, a maioria das pessoas consegue estudar, trabalhar e ter uma vida ativa.
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