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segunda-feira, 6 de maio de 2024

  Investimentos em transição energética com a fonte solar chegam a R$ 200 bilhões no Brasil, segundo ABSOLAR

De acordo com a entidade, tecnologia fotovoltaica ultrapassa 42,4 gigawatts de capacidade instalada no País, somando as grandes usinas e os pequenos sistemas de geração própria em telhados e terrenos


Os investimentos em transição energética brasileira a partir da fonte solar no Brasil acabam de atingir R$ 200 bilhões no País, somando as grandes usinas fotovoltaicas e os sistemas de geração própria de em telhados, fachadas e pequenos terrenos, o que amplia de forma expressiva o protagonismo brasileiro na descarbonização da economia e no combate ao aquecimento global.   
 
Os dados são da Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (ABSOLAR). Segundo a entidade, a fonte solar ultrapassou os 42,4 gigawatts (GW) de potência instalada, o que equivale a capacidade de mais de três usinas de Itaipu, a segunda maior do mundo. Segundo o balanço da entidade, o setor fotovoltaico gerou mais de 1,2 milhão de empregos verdes no País na última década.
 
“A energia solar é uma das fontes mais competitivas. E, por isso, é a que cresce mais rápido. Quem investe consegue economizar até 90% na conta de energia. E o retorno é rápido, pois o preço das placas caiu mais de 50% no ano passado”, comenta Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR. 
 
Já Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, ressalta que o protagonismo da tecnologia fotovoltaica na transição energética brasileira contribui fortemente para o desenvolvimento social, econômico e ambiental, em todas as esferas da sociedade. “Além de acelerar a descarbonização das atividades econômicas e ajudar no combate ao aquecimento global, a fonte solar tem papel cada vez mais estratégico para a competitividade dos setores produtivos, alívio no orçamento familiar, independência energética e prosperidade das nações”, explica.
 
Somente de janeiro a abril deste ano, a fonte solar adicionou 5,4 GW na matriz elétrica nacional, somando as grandes usinas solares e os sistemas de geração própria de energia em telhados, fachadas e pequenos terrenos, o que amplia de forma expressiva o protagonismo brasileiro na transição energética global.    
 
Atualmente, a participação da fonte solar equivale a 18% da matriz elétrica brasileira. Adicionalmente, pelos cálculos da ABSOLAR, o setor fotovoltaico já evitou a emissão de 51,9 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade. De acordo com a entidade, desde 2012, os negócios no setor fotovoltaico garantiram mais de R$ 61,9 bilhões em arrecadação aos cofres públicos
 
Na geração distribuída, são 28,9 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale a cerca de R$ 142 bilhões em investimentos, R$ 42,2 bilhões em arrecadação e mais de 867 mil empregos verdes acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A tecnologia solar é utilizada atualmente em 99,9% de todas as conexões de geração distribuída no País, liderando com folga o segmento.
 
Já no segmento de geração centralizada, as grandes usinas solares possuem mais de 13,5 GW de potência no País, com cerca de R$ 58,4 bilhões em investimentos acumulados e mais de 407,4 mil empregos verdes gerados desde 2012.


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