Histórias de pacientes que venceram problemas de visão comprovam importância do check-up oftalmológico
No próximo dia 10, é celebrado o Dia Mundial da
Saúde Ocular, data estabelecida para chamar a atenção para a importância dos
cuidados com a saúde dos olhos e mostrar à população os benefícios das medidas
preventivas. Problemas de visão podem acarretar consequências no dia a dia –
como perdas de oportunidades no mercado de trabalho, deficiências na
aprendizagem e acidentes –, quando não é procurada ajuda médica. A prevenção
pode fazer a diferença na qualidade de vida das pessoas. É o caso de Alberto
Salles Paraíso Borges, 82 anos, coronel aposentado da Polícia Militar, que,
após duas cirurgias, faz tratamento antigiogênico para assegurar que a
degeneração macular relacionada à idade (DMRI) não prejudique o convívio
familiar e nem seu maior hobby, a leitura: foram 15 livros somente este ano.
“Algumas doenças oculares são silenciosas, ou seja,
podem ocorrer sem sintomas e prejudicar de forma importante e definitiva a
visão. Uma consulta preventiva anual torna possível o diagnóstico precoce e a
prevenção”, afirma a Dra. Milena Chibana, oftalmologista HCLOE, empresa do
Grupo Opty. “Também importante é acompanhar a mudança no grau dos óculos ou
lentes de contato. Diante de tais alterações, deve-se ajustá-los
periodicamente, após novo exame de refração com o médico oftalmologista”,
comenta a especialista em catarata, retina e vítreo. No Brasil, mais de 1,2
milhões de pessoas são cegas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que
em 60% a 80% dos casos a cegueira é resultado de causas previsíveis e/ou que
poderiam ser tratadas. “Por isso a realização de exames oftalmológicos
periódicos é decisiva“, reforça.
Conheça, abaixo, alguns depoimentos de pacientes
que superaram problemas de visão e que mostram como a oftalmologia, com os
cuidados e os avanços tecnológicos, pode melhorar o dia a dia das pessoas:
Cega de um olho e descolamento de retina no outro
Naipes Xavier da Silva, 61 anos, é uma professora
aposentada que já passou por diversos problemas de visão ao longo da vida. Em
uma queda grave, aos seis anos de idade, perdeu a visão do olho direito, o que
tornou os cuidados com o olho esquerdo ainda mais importante. Isso não a
impediu de estudar e, mesmo carente, da zona rural de Riacho de Santana, na
Bahia, se graduar em Pedagogia. Diabética, no entanto, em 2007, começou a
perceber que havia algo errado com o olho esquerdo, com a perda de visão
evoluindo muito rapidamente. “Quando olhava para a claridade, era como se
estivesse caindo uma neblina, depois passei a ver flashes. Procurei um
oftalmologista, que disse que poderia ser vista cansada, em um primeiro
momento. Isso foi uns 15 dias antes de eu ficar cega”, relembra. Posteriormente
encaminhada com urgência a um especialista, Naipes percorreu 1.000 quilômetros
até Brasília, para se consultar com o Dr. Renato Braz Dias, uma indicação do
oftalmologista de Bom Jesus da Lapa, na Bahia. “Sem condições financeiras e sem
acompanhante, conseguiram para mim um carro da Prefeitura para me levar. Foi
quando o Dr. Renato fez a cirurgia do meu olho: tinha descolamento da retina.
Eu fiquei em Brasília por quatro dias. E voltei para casa enxergando”.
Seguindo as orientações no pós-operatório, se
recuperou rapidamente, mas o problema voltou a acontecer dois anos depois,
sendo novamente necessário realizar o procedimento cirúrgico, com sucesso.
“Hoje sei ainda mais o quanto é importante a prevenção. Como eu só enxergava
com um olho antes desse problema, eu sempre ia ao oftalmologista, duas vezes
por ano. Hoje estou bem, vou a consultas e exames a cada 2 ou 3 meses, na minha
cidade, e uso os medicamentos indicados, para fazer um acompanhamento de
glaucoma, que surgiu posteriormente, para a doença não evoluir. O Dr. Renato
Braz Dias é uma bênção em minha vida”, conclui.
Naipes Xavier da Silva foi atendida no INOB,
empresa do Grupo Opty no Distrito Federal.
Sem sintomas, prevenção indicou a doença
Descolamento da retina também foi o problema
enfrentado por Patrícia Teles, 37 anos, coordenadora de Recursos Humanos, que
não apresentava sintomas. Foi a Dra. Milena Chibana que viu a gravidade do seu
problema e a encaminhou para exames mais específicos. “Nesse dia que a conheci,
tive a certeza que existem médicos que fazem o que gostam, que fazem de tudo
para salvar e ajudar o seu paciente. Ela me passou tanta segurança, mostrou que
não mediria esforços para salvar minha visão”, conta. Como seu caso não
respondeu bem a inúmeras sessões de laser, a solução apontada foi tentar um
tratamento, uma aplicação de gás (retinopexia pneumática) no interior do olho
para obstruir a fissura, antes de partir para uma cirurgia. Procedimento
delicado, Patrícia ficou 15 dias em repouso absoluto e praticamente o tempo
todo em uma posição desconfortável, com a cabeça abaixada, sempre olhando para
baixo. O esforço deu resultado. “Foi a melhor notícia da minha vida, não ia
precisar fazer a cirurgia”, relembra a paciente, que mantém o acompanhamento
médico.
“Fazia acompanhamento com frequência e, se não
fizesse consultas preventivas, não teria descoberto o descolamento em tempo e
poderia ter ficado cega. Por isso, falo para todos, acompanhamento com o
oftalmologista é essencial”, diz Patrícia, que também destaca a importância de
procurar clínicas bem equipadas e preparadas para atendimentos de maior
complexidade.
Patrícia Teles foi atendida no HCLOE, empresa do
Grupo Opty em São Paulo.
Melhora a cada sessão
Foi a dificuldade em enxergar o que estava
escrevendo no computador que fez Emira Themis Adas Cunha, 80 anos, perceber que
havia algo errado com a sua visão. Em consulta com a Dra. Milena Chibana, o
diagnóstico de uma doença que afeta principalmente os idosos: degeneração
macular relacionada à idade.
“Ela acertou de primeira no diagnóstico e no
tratamento. Explicou tudo muito claramente e já conseguiu marcar em seguida a
primeira aplicação, que já deu um resultado impressionante na melhora da minha
visão. A minha visão melhora um pouquinho a cada sessão. Faço exames uma vez ao
mês e, em seguida, passo em consulta para verificarmos os efeitos do
tratamento. Sempre há uma pequena melhora. Quando fiquei mais de um mês sem
retorno, a vista piorou muito e retomamos o tratamento, daí a importância do
acompanhamento”, afirma.
Emira Themis Adas Cunha foi atendida no HCLOE,
empresa do Grupo Opty em São Paulo.
Cirurgia refrativa para a autoestima
O vilão de Angelita De Bona, 38 anos, sempre foi o
astigmatismo. Aos 8 anos de idade, já tinha dificuldades de copiar o que a
professora escrevia na lousa. Também não conseguia ficar sem os óculos no
trabalho como supervisora de produção em uma confecção. “Na fase da infância e
juventude, fui tratada com o uso de óculos. Já posso adiantar que resolvi
um problema e achei outro. Sofria com baixa autoestima. Pois usar óculos na
fase escolar era motivo de risos e chacotas. Na adolescência e juventude, já
não riam ou me chateavam com isso, mas essa sensação já estava dentro de mim e
eu me achava feia. Mas tinha também a maquiagem que ficava escondida, o
incômodo de lentes sujas, embaçadas, perda dos óculos, enfim, muito mais, que
só quem os usa sabe o quanto ajudam na visão, mas incomodam no dia a dia”,
explica.
Por volta dos 20 anos, foi informada por seu oftalmologista
sobre a cirurgia refrativa que, na época, só era realizada em um hospital em
Joinville, há 410 km da sua cidade. “Fiz acompanhamento, e, quando o grau
estabilizou, aos 29 anos, fui mãe, e adiei os planos”, conta. A mudança na
qualidade de vida de Angelita somente veio no ano passado, quando a Dra.
Marcielle A. Ghanem realizou a tão sonhada cirurgia refrativa. Angelita diz
que, se ao usar óculos a melhora da visão é significativa, após a cirurgia,
poder ver a vida “sem ser através de um vidro”, é como pensava: “é maravilhoso,
é lindo, até as cores ficam mais nítidas”. Completando um ano da operação, ela
só se arrepende de não a ter realizado antes. “Não dói, é uma cirurgia
rápida, e a recuperação, tranquila, seguindo as recomendações do pós-operatório.
Costumo dizer que, depois da minha filha, a cirurgia foi a segunda melhor
decisão que tomei na vida. Deveria ter feito 10 ou 12 anos antes. Hoje sou
muito feliz e satisfeita com o resultado”, comemora.
Angelita De Bona foi atendida no Hospital de Olhos Sadalla
Amin Ghanem, empresa do Grupo Opty em Joinville (SC).
De 30 graus de miopia para primaveras mais
coloridas
Hoje autointitulada “Menina Feliz”, Maria do
Rosário Souza Dias Santos, uma aposentada de 57 anos, teve que superar uma
miopia degenerativa, descoberta aos cinco anos de idade. A visão reduzida lhe
causou outros problemas, como um acidente em sua cidade natal, Rio Real, na
Bahia. “Na época, não havia luz elétrica onde nasci. Para enxergar alguma
coisa, eu tinha que colocar o rosto bem próximo à luz do candeeiro. Uma vez,
pegou fogo no meio cabelo, foi um desespero para minha mãe. Até hoje tenho
sequelas desse episódio”, ela conta.
Depois de muitos anos convivendo com a alta miopia,
tudo mudou quando soube da chegada de um novo hospital oftalmológico em
Salvador. “Lá conheci o Dr. Cristian Santa Cruz e a Dra. Fátima Garrido. Eles
me encaminharam para fazer uma cirurgia com o Dr. Ruy Cunha”, lembra Maria do
Rosário. Ela passou por aplicações de fotocoagulação a laser e também
facectomia, uma das técnicas da conhecida cirurgia de catarata.
Ela não se esquece da data da primeira cirurgia: 27
de setembro de 1999. Para quem chegou a ter 29 graus de miopia em um olho e 30
no outro, a cirurgia foi um divisor de águas. “Voltei a estudar, me tornei
empresária, promotora de eventos, corretora de imóveis, anjo do acolhimento no
DayHORC e hoje a vida boa de aposentada fazendo meus sonhos de infância virarem
realidade”, comemora. Ela também é palestrante sobre “a esperança de lutar e
nunca desistir”, realiza ações sociais e afirma que vai escrever um livro. Suas
formas de celebrar a vida só provam o quanto voltar a enxergar bem é
transformador e decisivo no bem-estar das pessoas. “Dentro da simplicidade de
querer ver todo ano as cores da primavera mais colorida, agradeço meus médicos
amigos que nada os detêm de avançar com a tecnologia”, completa a paciente.
Maria do Rosário Souza Dias Santos foi atendida no
DayHORC, empresa do Grupo Opty na Bahia.
Opty

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