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| Divulgação |
Segundo a atleta de alta performance Fernanda
Surian, se engana quem pensa que coordenação tem a ver apenas com movimentos.
Quando usamos a coordenação, conseguimos empreender nossos esforços para o que
realmente desejamos. Como? Buscando diferentes habilidades para atingir nossos
objetivos.
Quando
pensamos em coordenação, logo vêm à mente tudo que temos que fazer, em termos
físicos, para nos exercitar melhor. Aprendemos desde cedo sobre coordenação
motora, então, é natural pensarmos assim. Segundo Fernanda Surian, atleta de
alta performance há mais de 4 anos, a coordenação motora pode, realmente, ser o
principal ponto quando estamos no box: “é preciso equalizar a força com a
coordenação correta para não errar, e não se machucar, claro, e para se
aperfeiçoar”, explica. Mas ela, que também tem espaço para a carreira de
professora de inglês, lembra que ficamos, muitas vezes, na questão da coordenação
motora, e esquecemos que coordenar é combinar diferentes habilidades para
atingir um objetivo.
“A
coordenação pode e deve ser levada para a vida como um atributo de habilidade,
seja ela motora ou mental”, explica Fernanda, “quando queremos aprender,
precisamos combinar uma série de fatores: como atenção, disposição, coragem,
entrega, raciocínio, para entender o que estamos aprendendo e poder colocar em
prática. Afinal de contas, aprender tem a ver com exercitar - quem nunca
aprendeu algo, mas se sentiu totalmente travado na hora de utilizar o
conhecimento no dia a dia?”, questiona.
“Isso
acontece muito com o aprendizado de uma outra língua, e acontece muito com meus
alunos de inglês. Por isso eu digo que não basta somente aprender, fixar o
conteúdo, é preciso que haja coordenação entre conhecimento, memória e
intenção, para que a matéria possa ser não apenas aprendida, mas vivenciada”,
enfatiza ela. Fernanda lembra que é importante saber os motivos: “você aprende
inglês com que objetivo, afinal?”.
Para Fernanda, somos todos “atletas” de algo: “quando
praticamos, seja um esporte, seja uma disciplina, estamos sendo atletas. Antes
de tudo, um atleta é um praticante, certo? E precisamos desse atributo para que
o aprendizado se torne real, para que efetivamente estejamos conectados com
aquilo que aprendemos. Por isso, nem só de coordenação motora vive um atleta. É
preciso coordenar outros elementos, para chegar no blend certo que vai nos
permitir chegar à excelência do que desejamos”.
A
atleta lembra que, para aprender qualquer coisa, usamos fatores como: atenção,
memória, conexão, disciplina, comprometimento, esforço, coragem e intenção.
“Cada um deles, isolado, nos leva a uma parte do aprendizado”, explica ela, que
segue: “mas são todos eles, coordenados, que possibilitam que o que é aprendido
seja efetivamente inserido em nossa rotina, em nosso dia a dia e em nossas
vidas”.
Fernanda Surian - Professora de inglês
desde 2008, Fernanda já coordenou professores, deu aula fora do Brasil e agora
oferece um curso próprio com foco em inglês instrumental. Formada em nutrição,
Fernanda foi se especializar no inglês cursando tradução e legendagem. É
certificada por Cambridge e pelo CELTA. Em 2014, Fernanda se apaixonou pelo
mundo do Crossfit e começou uma carreira de atleta de alta performance. Desde
2016, Fernanda uniu os dois mundos e hoje compartilha em seu blog informações
preciosas sobre técnica, treino e autoconhecimento e oferece cursos com foco
nesse universo do esporte, para ajudar coaches e alunos a melhorarem seu
desempenho.

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