Doença
é responsável por mais de 100 mil internações anuais no SUS, e se não tratada
corretamente, pode levar à morte
O
tempo seco e frio, característico do começo do inverno, contribui para o
aumento de problemas respiratórios, entre eles a asma. Aparentemente
inofensiva, a asma é uma das doenças que mais impactam os sistemas de saúde no
Brasil. Segundo dados do DATASUS, são mais de 100 mil internações por ano em
decorrência da doença, considerada a quarta causa mais frequente de
hospitalizações no SUS¹, gerando um custo de R$537
milhões ao sistema público de saúde².
Segundo
a Organização Mundial da Saúde (OMS), o índice considerado ideal para a umidade
relativa do ar está na casa dos 60%³. Quando o índice cai para menos de 30%,
diversos fatores contribuem para o aumento das crises: desde a poluição dos
automóveis até ácaros e fungos, que ficam suspensos no ar, e podem ser
inalados, favorecendo as crises em quem já é propenso a sofrer com a asma,
assim como o fato das pessoas permanecerem mais tempo em ambientes fechados e
ficarem expostos a fatores desencadeantes da asma.
Níveis da doença merecem
atenção e tratamento específico
A
asma pode se apresentar em três principais níveis: leve, moderado e grave.
Quanto mais sintomas e dificuldades de controle com as medicações, maior é a
agressividade da doença. Uma pequena porcentagem dos asmáticos apresenta asma
grave, que afeta cerca de 15% dos pacientes, segundo dados da Sociedade
Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), e acontece quando o paciente não
consegue alcançar os níveis considerados adequados para o controle da doença
usando medicamentos convencionais.
Se
não tratada corretamente, as complicações decorrentes da asma podem ser fatais.
Segundo a Dra. Angela Honda, Diretora Médica para Área Respiratória da
AstraZeneca Brasil, nos últimos anos os profissionais de saúde vêm trazendo um novo
olhar para o tratamento da asma, principalmente para a asma grave, variação
mais agressiva da doença. “O tratamento personalizado, com terapias-alvo que
atacam causas específicas da doença, já é uma realidade. Embora não exista cura
para a asma, existem tratamentos que melhoram os sintomas e propiciam o
controle da doença, proporcionando mais conforto e bem-estar para que o
paciente não deixe de realizar suas atividades diárias”.
Ainda
segundo a Dra. Angela Honda, os principais sintomas da asma incluem tosse,
chiado, dor no peito e respiração ofegante, e os principais fatores
desencadeantes são: mudanças bruscas de temperatura e inalação da fumaça de
cigarro, prática de exercícios físicos sem supervisão e contato direto com
fatores alérgenos como pó, pólen, poluição do ar, mofo ou pelo de animais.
No
caso do tempo seco, a especialista dá quatro dicas de medidas úteis para
prevenir o organismo das agressões do tempo seco, ajudando consequentemente no
controle das crises de asma:
-
Hidrate-se: Asmáticos têm mais dificuldade para respirar
por conta do estreitamento dos brônquios, e a falta de umidade resseca a
mucosa dos canais, dificultando a respiração e dando margem para o surgimento
de uma crise. Por conta disso, o ideal é beber pelo menos dois litros de água
por dia e, se possível, utilizar soro nas narinas para ajudar a umidificar as
mucosas.
-
Mantenha a casa limpa: Ácaros e fungos são atraídos pelo tempo
seco, portanto, manter a casa livre desses agentes desencadeantes é fundamental
para prevenir uma crise. Passar um pano úmido na casa no piso e nos móveis é
uma medida simples e eficiente.
-
Umidifique o ambiente: Um local arejado e umedecido é essencial
para o bem-estar de quem sofre com crises de asma, principalmente na hora de
dormir. Para combater o tempo seco, uma dica é utilizar uma bacia com toalha
molhada ou um umidificador no quarto.
-
Exercite-se nas condições certas: O exercício físico é muito
importante para melhorar o condicionamento físico e a capacidade respiratória
de quem sofre com a asma. No entanto, o paciente deve evitar a prática de
atividades físicas ao ar livre entre as 10h e 17h, quando a circulação de
veículos nas cidades é maior e a poluição do ar é mais elevada.
AstraZeneca
Referências:
¹ Ministério da Saúde MS, Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística IBGE. Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). 2015; Disponível em: http://www.pns.icict.fiocruz.br/.
²Jornal Brasileiro de Pneumologia: Impacto da asma no Brasil: análise
longitudinal de dados extraídos de um banco de dados governamental
brasileiro.2017. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v43n3/pt_1806-3713-jbpneu-43-03-00163.pdf
³Centro de Gerenciamento de Emergências
Climáticas. Disponível em: https://www.cgesp.org/v3/umidade-relativa-do-ar.jsp
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